sexta-feira, 27 de março de 2009

A Kabalah na Brit ha Chadashah (Novo Testamento)



Shalom chaverim (amigos)!

Nesse sucinto estudo apresento duas קבלות, Kabalot:

1) A Kabalah Santa, לקבל הקודש, lekabel hakodesh, aceitação ou recebimento santo, sagrado, puro, não misturado.

2) E a Kabalah não Pura, קבלה לא טהורה, kabalah lo' tehorah, aceitação ou recebimento não puro, misturado.

I - A Kabalah Santa, לקבל הקודש, lekabel hakodesh, aceitação ou recebimento santo, sagrado ou puro, não misturado:

Vejam esse interessante estudo feito pelo Rosh Eduardo Stein, da Sinagoga Messiânica Beit Tefilat Yeshua (BTY) - RJ, postado na comunidade Judeus Messiânicos Cariocas, no Orkut, onde ele faz uma comparação das sefirot com os ensinamentos do judeu Shaul, Paulo, o enviado para anunciar a salvação em Yeshua aos goym, gentios:

"Sefirot da קבלה, Kabalah para o Novo Testamento:

As Sefirot são os atributos de D'us. Assim como a luz branca é decomposta no prisma, e se divide em varias cores, como se fosse um Arco Celeste, a presença de D'us em nossas vidas se apresenta decomposta também. Esses ensinamentos de origem judaica, eram muito bem conhecidos pelo Rabino Shaul (Paulo), um Prush, erudito no Talmud, na tradição e no segredo da Torá. No cortejo da Torá, a tradicional canção Lechá Adonai Haguedulá, baseada em 1 Cr 29:11 (Divrei Haiamin Alef), essas sefirot aparecem. Mas o curioso é que a expressão dos atributos de D'us, aparece claramente também no primeiro capitulo de Colossenses. Vejamos:

Keter - Coroa, o conhecimento da vontade de D'us, Cl 1:9
Chochmah - A sabedoria - vs 9
Binah – O entendimento - vs 9
Gevurah – A força, poder - vs 11
Netzach – A vitória (eternidade) - vs 11
Hod – A glória, esplendor - Vs 11
Malchut – O reino - vs 13
Yesod – fundamento, dar frutos, a força vital que produz e reproduz - vs 14, [16] - (grifado por mim)
Chesed – A misericórdia, perdoar, redenção através do perdão dos pecados - vs 15, 14
Tiferet – A beleza – a graça sobre nós - a imagem do Elohim invisível, o primogênito da criação - vs 2 e 15

Agora vejamos quem é a coroa, o Keter – Cl 1:17-18 – Ele é o cabeça Cl 2:9

O fascinante universo de Yeshua era judaico. A fascinante narrativa de sua passagem na terra só pode ser compreendida na totalidade à luz da Torah e do Tanakh. As expressões idiomáticas que ele usava eram hebraicas (e não latinas), a indumentária e costumes eram judaicos (a orla de sua roupa tocada pela mulher com hemorragia era o seu tsitsit), as festas que ele comemorava eram judaicas e nunca festas pagãs, a última ceia era nada mais nada menos do que um Sêder de Pêssach (páscoa judaica). Suas constantes idas às sinagogas incluíam inclusive a leitura da haftarah (como aparece claramente em Lucas 4:15-21 transcrita abaixo)

"Ensinava nas sinagogas e era glorificado por todos. Ele foi a Nazaré, onde fora criado e segundo o costume, num shabat entrou na sinagoga e levantou-se para ler. Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías (Yeshaiau Ha Navi), e quando abriu o livro, encontrou o lugar onde está escrito – O Espírito do Senhor está sobre mim, pois me ungiu para levar as boas novas aos pobres, enviou-me para proclamar liberdade aos presos e a restauração da vista aos cegos, para libertar os oprimidos, e proclamar o ano aceitável do Senhor.

Ele fechou o rolo, e o devolveu ao assistente e sentou-se. E todos na sinagoga tinham os olhos fitos nele. E Yeshua passou a lhes dizer: Hoje se cumpriu a escritura que acabeis de ouvir."


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Ouçam esse comentário sobre a Parashah dupla Vaiakhel/Pekudei, pelo Rosh Eduardo Stein, onde ele fala, entre outras coisas, sobre alguns temas da Brit ha Chadashah, Nova Aliança (Novo Testamento), nos quais o judeu Shaul, Paulo usa esses termos kabalísticos em suas cartas aos crentes de sua época.

Acessem o link da Parashah para ouvir esse comentário.

NOTA: Já que o assunto desse tópico é sobre a Kabalah (Cabalá), pronúncia em hebraico e Cabala em português, então achei por bem inseri no mesmo um acontecimento posterior a dada dessa postagem, mas que está em total sintonia com o referido tópico:

"Eis aqui os três vídeos da entrevista com o Rosh Eduardo Stein Maroniene, sobre o seu livro Cabala da Autossuficiência, ocorrida no dia 15/08/2009 às 23h30, no canal 9 da NET de São Paulo, no programa Le Haim da comunidade judaica de SP com o apresentador Markus Elman."


Mas o que é Kabalah?

Nesse artigo do site Chabad, o autor diz o que é a Kabalah e o que ela não é.

Definição da Kabalah:

E nesse outro artigo do mesmo site Chabad, o autor defini o que é e para que serve a Kabalah.

Acessem mais esse outro link referente a um outro artigo sobre a קבלה, Kabalah na Brit ha Chadashah.

Conheçam mais sobre as Sefirot, As Dez Emanações Divinas nesse estudo da Revista Morashá.

Click aqui para ver a figura abaixo com os nomes das Sefirot em hebraico e inglês.


E eis aqui um outro artigo que foi elaborado dentro dos princípios da קבלה, Kabalah:





O lado fascinante da Kabalah:

Já se tornou notório em nossos dias que inúmeras pessoas estão fascinadas pela Kabalah, contudo a maioria delas ignoram o verdadeiro fim da mesma, o qual não é outro senão o de revelar D'us, seus atributos e dons, e o seu grandioso plano de redenção da raça humana, através do sacrifício maior, o do seu filho Yeshua.


Com certeza, através da numerologia bíblica e do significado de palavras e letras hebraicas, muitos mistérios do Eterno nas Escrituras podem ser finalmente entendidos, com a ajuda indispensável do Ruach HaShem, Espírito de D'us, é claro.

E um exemplo de que a Kabalah está inserida na Brit ha Chadashah é o número enigmático da besta, do antimashiach mencionado no Apocalipse:

"Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis."
(Apocalipse 13:18).

II - A Kabalah não Pura, קבלה לא טהורה, kabalah lo' tehorah, aceitação ou recebimento não puro, misturado:

Mas infelizmente há também aquelas pessoas que misturam tudo, achando que a Kabalah está ligada de algum modo a astrologia, a reencarnação, ao jogo de tarô, ao fator sorte e outras coisas semelhantes, a respeito das quais a Torah e o Tanakh condenam (Devarim, Deuteronômio 18:9,10; Yeshaiahu, Isaías 47:12,13). O que faz com que essas pessoas pensem que a Kabalah tem algum poder mágico. Tais pessoas são normalmente muito supersticiosas e tentam usar a Kabalah com várias finalidades, inclusive para saber sobre o seu próprio futuro e o de outras pessoas também, etc...

Conclusão:

Portanto, nesse sintetizado estudo estou apresentando 02 (duas) קבלות, kabalot:

1) A Kabalah Santa, לקבל הקודש, lekabel hakodesh, a aceitação ou o recebimento, santo, sagrado, puro, não misturado desse conhecimento a nível metafísico e bíblico, ou seja, a kabalah que vem do alto, de D'us, através do Seu Ruach, Espírito (1 Corintios 12:8; Hebreus 2:4). E além disso, D'us distribui também para alguns de seus servos o dom da unção de liderança, para exercerem determinadas funções específicas na kehilá de Yeshua (Efesios 4:11).

D'us usa duas maneiras distintas de nos transmitir porções de seus atributos e dons:

a) Através do recebimento direto, isto é, sem intermediários. Um exemplo disso foi o recebimento da Torah por Moshe, Moisés diretamente de HaShem.

b) E através do recebimento indireto, ou seja, através de pessoas sábias, de mestres (rabinos) dotados de dons espirituais e da unção de liderança.

2) E a Kabalah não Pura קבלה לא טהורה, kabalah lo' tehorah, a aceitação ou o recebimento não puro, misturado, já mencionado nesse estudo.

Por isso é necessário que tenhamos o dom espiritual de discernir os espíritos (1 Corintios 12:10) para que possamos separar uma Kabalah da outra, pelo crivo da Torah, afim de que não venhamos a ser confundidos por essas inúmeras informações sobre esse tema que estão espalhadas por toda parte, principalmente na internet.

Sinceramente diante de tudo isso exposto espero ter ajudado alguém a entender um pouco mais sobre esse tema que hoje está em moda, mas que lamentavelmente é também mal compreendido pela maioria das pessoas.

Exaltemos ao Eterno nosso D'us em agradecimento por tudo que Ele é e tem feito por todos nós com essa lindíssima canção desse vídeo:

טוֹב לְהוֹדוֹת לָהי - Tov Lehodot LaHaShem - Bom é Agradecer a D'us


E se vocês ainda não acessaram o link acima que leva aos vídeos da entrevista sobre o lançamento do livro CABALA DA AUTOSSUFICIÊNCIA, de autoria do Rosh Eduardo Stein, no programa LeHaim, da comunidade judaica de São Paulo, eis aqui então os referidos vídeos:

Programa LeHaim - Entrevista com Eduardo Stein Maroniene - CABALA DA AUTOSSUFICIÊNCIA - 1/3


Programa LeHaim - Entrevista com Eduardo Stein Maroniene - CABALA DA AUTOSSUFICIÊNCIA - 2/3


Programa LeHaim 3ª parte - Entrevista com Eduardo Stein - CABALA DA AUTOSSUFICIÊNCIA


Lehitraot, até a vista.

פולוס וואלי ✡

Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פולוס - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valley / Valle / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):




terça-feira, 24 de março de 2009

Só um judeu pode ser o Messias e só ele poderá fazer a paz

Shalom chaverim (amigos)!


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Data e hora local em Israel



Vejam essa interessante entrevista com esse judeu religioso chamado Nahman, residente em Israel, na qual ele diz que o presidente Barak Obama é mencionado na Torah:


Diário Israel/Palestina 3
Obama na Torah
21.01.2009 - 10h20 Alexandra Lucas Coelho, em Israel
O judeu religioso Nahman não se entusiasma com Obama, mas está na posse de um segredo. “Na Torah já estava escrito que o presidente Obama ia vir”, revela ele no meio da Ben Yehuda, uma rua pedonal cheia de lojas e cafés, que de certa forma é o seu posto de trabalho.

A maioria dos ultra-ortodoxos em Israel não trabalha, mas Nahman, 33 anos, casado, dois filhos, tem como missão reunir fundos para o seu rabino fazer uma versão manuscrita da Torah, a Bíblia judaica. E então, já noite escura, está no meio da rua, de fato preto e “kippa” preta, com um grande cilindro de plástico a imitar os rolos onde é guardada a Torah, e vai apregoando recibos. “Se pagar 18 shekels, está a pagar um texto. Se pagar 180 shekels vai ter uma vida muito boa.”

180 shekels são cerca de 35 euros. Para uma vida muito boa não está caro, mas Nahman ainda tem o livro de recibos quase intacto, e ainda por cima está a ficar frio.

“Isso do Obama vir na Torah é um segredo, não há muita gente que o saiba”, avisa de repente, em caso de dúvida. E de resto, vir na Torah não é razão bastante para confiar em Obama: “Não o conheço e não confio em nenhum cristão. Só confio nele.”

Aponta com o queixo para o céu.

Então Obama não poderá fazer a paz? “Nunca haverá paz.” Nunca haverá paz? “Quando o Messias vier, toda a gente saberá que temos um D'us e verá que D'us deu a Israel a Torah. Ninguém poderá fazer a paz, só o Messias.” E portanto esse messias não será Obama, apesar de estar na Torah? “Claro que não.” Nahman até recua um passo. “Só um judeu pode ser o Messias.

Fonte: Site do jornal Público.PT, de Portugal.

Realmente esse judeu religioso chamado Nahman tem toda razão em fazer essas duas declarações:

1) “Ninguém poderá fazer a paz, só o Messias.”

Porque a paz perfeita e completa que o mundo tanto almeja só virá quando o שר־שלום, Sar Shalom, Príncipe da Paz, que é Yeshua ha Mashiach Melech ha yehudim voltar e assumir o trono de seu pai, o rei David.

2) “Só um judeu pode ser o Messias.”

Porque só um judeu poderia cumprir todas as profecias relacionadas ao Mashiach. E esse judeu não pode ser outro senão Yeshua! Confiram isso nesse outro tópico desse blog:


Lehitraot, até a vista!

פולוס וואלי ✡


Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פולוס - Polos / Paul / Paulo

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Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):