sábado, 18 de julho de 2009

A Criação do Ser Humano



INTRODUÇÃO:

O Eterno criou o homem e o dotou de sete sentidos com várias finalidades, dentre elas a de revelar ao mesmo a existência de dois reinos espirituais:


Data e hora local em Israel




O reino da luz e o reino das trevas

1) O reino da אור, 'or, luz: (I Jo. 1:5,7; Mt. 5:14-16; Jo. 3:21; Cl. 1:12,13).

O reino da luz é o reino de D'us, de Yeshua, dos anjos e homens que estão em plena harmonia com o Eterno e onde tudo é amor, bondade justiça, perfeição, etc., onde não existe mudanças nem sombra de variação. (Tiago 1:17).

2) O reino das חשך, choshékh, trevas: (Ef. 6:12; Jo. 3:19,20).

Já o reino das trevas é o reino dos anjos e homens que estão em rebelião contra o Eterno, onde não existe justiça, verdade, bondade, perfeição, etc.

I – A criação do homem

1) O Eterno criou o homem à sua imagem e semelhança, isto é, dotado também das três essências do seu Criador: (Gn. 1:26,27).

PORTUGUÊS - HEBRAICO - GREGO

a) Espírito - רוח - ruach (vento) - pneuma
b) Alma - נפש - nephesh (folego da vida) - psyke
c) Corpo - גוף - guf (matéria) - soma

2) D'us formou o corpo do homem do pó da terra e dentro do mesmo criou os órgãos e o sangue, com o propósito de que estes, entre outras coisas simbolizassem verdades psicológicas e espirituais. 

Seguem aqui algumas abordagens sobre o sangue e os principais órgãos do corpo humano com alusões aos fatores psicológicos e espirituais da personalidade do indivíduo:

a) Pulmões – Por que o Eterno criou dentro do nosso corpo dois ראות, rot, pulmões e não apenas um? A resposta é que Ele queria revelar verdades espirituais ao homem e se o homem tivesse apenas um pulmão essas verdades não poderiam ser simbolizadas. 

Nos pulmões do ser humano D'us realiza um grande milagre: O oxigênio dá vida ao corpo começando pelo sangue. O oxigênio simboliza o Ruach HaShem, o Espírito de D'us que entrou pelas narinas do homem e deu vida ao mesmo. (Gn. 2:7).


O fato de serem dois pulmões é porque um pulmão simboliza o nosso próprio espírito e o local da habitação do mesmo no nosso corpo. E o outro pulmão simboliza o Espírito do Eterno e o local da sua habitação em nosso corpo, pois as Escrituras nos afirmam que somos o templo do Espírito d’Ele. (I Co. 6:19). Portanto, nossos pulmões simbolizam a nossa vida espiritual e o nosso relacionamento com o Espírito do Eterno.

b) Sangue – O nosso דם, dam, sangue (vida física) simboliza nossa alma (vida psicológica). (Gn. 9:4; Lv. 17:11-14). O sangue limpo dá vida ao corpo e órgãos, assim como a alma pura faz bem não só ao corpo, mas também ao espírito.


Quando o sangue de alguém está impuro, isto é, contaminado ou doente, então esse alguém necessita de uma transfusão, para que o seu sangue volte a ser puro novamente. 

E assim também é com relação a nossa alma e o nosso espírito, pois algumas vezes eles se contaminam com a doença chamada "pecado", daí a necessidade de uma transfusão de sangue a nível metafísico, ou seja, o sangue ou a vida de Yeshua sendo introduzida no profundo do nosso ser, num processo de purificação da nossa alma e do nosso espírito. Então o sangue de Yeshua (Alef Yochanan, 1 João 1:7) nos purifica de todo o pecado! Barukh HaShem!

c) Coração – No idioma hebraico coração é לב, lêv (Pv. 4:23) e no idioma grego é καρδιά, cardia.


O coração é o centro da nossa vida física, pois ele é a bomba que manda o sangue para todo nosso corpo e membros dando vida aos mesmos. E ele simboliza o nosso ego ou centro da nossa vida psíquica. Na realidade é o ego quem decide sobre tudo que é relacionado com o nosso ser, seja físico, psicológico ou espiritual. (Mr. 7:21-23).

d) Rins – Os כליהות, kelaiot, rins são os responsáveis pela filtragem do nosso sangue e distribuem para as vias urinárias todas as enzimas nocivas ao nosso organismo, tais como: uréia, ácido úrico, etc. Um rim simboliza a nossa mente que é o filtro da nossa alma. No idioma hebraico é kelaiot (plural) (Sl. 7:9; 16:7; Jr. 17:10). 

E no idioma grego é nefrous (Ap. 2:23). E o outro rim simboliza a mente de Yeshua em nós. (I Co. 2:16). Isso porque, se a nossa mente falhar temos a de Yeshua para nos corrigir. 

A mente interage com o nosso superego, substrato espiritual que atua como sensor ou árbitro separando o certo do errado, o santo do profano, ora nos justificando e ora nos condenando, etc.


e) Cérebro – O מוח ou מח, moach, cérebro é o responsável por todo o processo que comanda todas as atitudes do homem, quer de ordem espiritual, psicológica ou física. É através dele que o espiritual e psicológico se materializa, como por exemplo: 

Os nossos sonhos, projetos, desejos, o andar, o comer, etc. O cérebro é dividido em: Consciente, subconsciente, inconsciente, memória e raciocínio. Devemos usar o cérebro para as coisas boas.


f) Estômago - O קבה, kevah, estômago é uma parte do tubo digestivo dilatado em bolsa e situado sob o diafragma, entre o esôfago e o intestino delgado, onde os alimentos são revolvidos durante várias horas e impregnados de suco gástrico, que coagula o leite e hidrolisa as proteínas.


E assim como o estômago recebe o alimento, o qual passa pelo processo da digestão para saúde do corpo, assim também a alma e o espírito do ser humano também recebem do alimento psicológico e espiritual, para saúde de ambos respectivamente. 

E assim como o estômago rejeita aquilo que não faz bem ao organismo, assim também a alma e o espírito devem rejeitar aquilo que não faz bem para eles. Por isso mesmo D'us nos deu as leis de Kashrut, onde Ele nos fala sobre o tipo de alimento que devemos e o que não devemos comer.

g) Intestino - O מעי, meí, intestino é uma víscera abdominal que se divide em intestino delgado e intestino grosso e vai do estômago ao ânus, por onde passa o suco digestivo segregado pelas glândulas do duodeno e do jejuno e que contém numerosas enzimas que agem sobre todas as categorias de alimentos orgânicos. Esse órgão também tem a função de pôr para fora do corpo tudo que não é mais útil ao organismo do mesmo.


Assim como o intestino retira dos alimentos as vitaminas necessárias ao organismo e expulsa o que não mais serve, assim também a alma e o espírito devem fazer uma seleção de tudo que seja proveitoso e rejeitar o que seja nocivo para ambos.

Algumas vezes no intestino localizam-se vermes ou parasitas que sugam as vitaminas destinadas ao organismo do corpo humano, assim também algumas vezes parasitas metafísicos (demônios que introduzem no ser humano a inveja, ciúme, ódio, rancor, mágoa, ira, injustiça, etc.) que sugam a saúde psicológica e espiritual do crente. 

Mas D'us nos dá o remédio para matar esses vermes - o sangue de Yeshua, o qual contém o antídoto, a cura para esses males se assim desejarmos.

h) E finalmente os órgãos sexuais, o masculino e o feminino:

- Do hebraico זין (zayin), órgão sexual masculino na linguagem do povo.

- E נרתיקה (nartiycah), órgão sexual feminino.

Os órgãos sexuais masculino e feminino do ser humano são os responsáveis pela reprodução desse ser adâmico. E por isso eles simbolizam o poder da reprodução psicológica e espiritual dessa raça. 

E esse poder reprodutor pode gerar santos ou profanos dependendo do estado em que se encontrar os seus progenitores. Nosso pai Adão pecou e com ele toda raça humana, por isso mesmo consta na Brit ha Chadashah, Nova Aliança ou Novo Testamento o seguinte:

“Porque, assim como por um homem veio a morte, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Pois como em Adão todos morrem, do mesmo modo no Mashiach todos serão vivificados.” (1 Corintios 15:21,22).

Pois a corrente sanguínea de nosso pai, após o pecado dele ficou contaminada pela doença que chamamos de “pecado” e por isso mesmo nos foi transmitida essa tendência pecaminosa, pois o sangue dele corre em nossas veias e artérias.

Nenhum de nós nasceu porque quis e, no entanto herdamos essa tendência pecaminosa de nosso pai, Adão. Contudo, nos foi dada uma oportunidade de sermos salvos, conforme nos diz esse versículo abaixo:

“Mas D’us, não levando em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todo lugar se arrependam”. (Atos 17:30).

Quando o ser humano se arrepende de seus pecados e se humilha perante o seu Criador pedindo-lhe o seu perdão, então D’us pelo seu Ruach opera o novo nascimento nesse indivíduo.

As Escrituras nos dizem que os que estão no Mashiach nasceram de novo pelo poder gerador do Ruach HaShem, Espírito de D’us.

No judaísmo a brit milah, circuncisão é feita no órgão sexual masculino. E isso faz muito sentido, porque ela é um sinal dado por D’us de que esse povo pertence a Ele. O fato de D’us exigir isso dos judeus é para que fique bem clara a diferença entre aquele que serve a Ele e o que não O serve, entre o que é justo e santo e o que é ímpio e profano.

Por que D’us ordenou aos judeus que fizessem a circuncisão exatamente no órgão sexual masculino? Porque é através desse órgão que o sêmen é introduzido no útero para ser fecundado um novo ser justo e santo. 

Mas nem sempre isso se dá porque não basta alguém ser circuncidado no prepúcio para ser justo e santo diante de D’us, pois a circuncisão da carne é apenas um símbolo externo de um posicionamento interno de alguém que se diz ser servo de D’us. Por isso mesmo consta na Torah:

“Circuncidai, pois, o prepúcio do vosso coração, e não mais endureçais a vossa cerviz”. (Devarim, Deuteronômio 10:16).

E também através do profeta Yrmiahu, Jeremias:

“Eis que os dias vêm, diz o Eterno, em que farei um pacto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá,... Mas este é o pacto (aliança) que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Eterno: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu D’us e eles serão o meu povo”.
(Yrmiahu, Jeremias31:31,33).

Portanto, a circuncisão no prepúcio simboliza a circuncisão do coração ou do centro da vida psicológica, que vem a ser o próprio ego do ser humano. Por isso não basta que alguém seja circuncidado apenas na carne e não também no coração ou no ego. Porque para D’us há mais valor naquele que é circuncidado de coração mesmo não o sendo na carne do que naquele que é circuncidado apenas na carne. 

A circuncisão do coração é simbolizada pela circuncisão do prepúcio do órgão sexual masculino, porque ela faz com que uma pessoa que já tenha passado por esse processo tenha a capacidade, pelo poder do Ruach HaShem de também gerar filhos espirituais. Ora uma criança é gerada no ventre de sua mãe e isso faz sentido com o que Yeshua disse nesse texto abaixo:

"Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios dagua viva correrão do seu ventre. Ora, isto ele disse a respeito do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito ainda não fora dado, porque Yeshua ainda não tinha sido glorificado." (Yochanan, João 7:38,39).

Porque todo aquele que já nasceu do Ruach HaShem, Espírito de D'us está apto para também gerar filhos espirituais, através da vida de boas obras produzidas pelo fruto do Espírito. (Efesios 2:10; Galatas 5:22).

O Ruach HaShem, Espírito de D'us pode ser simbolizado pelo "vento", pois esse é o significado do termo hebraico "ruach" e também simbolizado por um "rio de água viva".

No caso dos pulmões, conforme já disse acima, eles podem simbolizar o espírito do próprio homem e o Espírito de D'us, e também a habitação dos mesmos, pois nosso corpo é chamado por Shaul, Paulo e Keipha, Pedro como sendo um tabernáculo ou uma habitação tanto para o espírito do homem como para o Espírito de D'us. (1 Corintios 6:19; 2 Corintios 5:1; 2 Pedro 1:13-15).

E no caso do útero ou do ventre o Ruach HaShem é simbolizado por esse "rio de água viva".

Mas alguém poderia dizer-me:

- O homem não tem útero para gerar um novo ser.

Então eu lhe diria que o útero ou o ventre da mulher apenas simboliza o interior do ser humano (do homem e da mulher), local onde se processa esse novo nascimento espiritual em todo aquele que crê no Mashiach segundo a Escritura, conforme Yeshua disse.

Portanto, aquele que ainda não passou pelo processo do novo nascimento gerado pelo Espírito de D'us esse ainda continua gerando filhos com aquela mesma velha natureza tendenciosa para pecar, a qual nos foi transmitida por nosso pai, Adão. 

Mas aquele que já foi transformado numa nova criatura por esse processo do novo nascimento gerado pelo Espírito de D'us esse agora está apto para gerar filhos espirituais justos e santos, embora o germe do pecado ainda habite em seus corpos, porém não mais com o domínio que tinha antes. Pois a Escritura nos diz que o pecado não terá domínio sobre nós. (Romanos 6:14).

II - D'us criou o homem com sete sentidos (cinco físicos e dois metafísicos):


1) Tato – O חוש המשוש, chush ha mishush, tato nos faz sentir o que é liso ou áspero, macio ou duro, etc.


D'us nos proíbe de usar o tato em algumas situações.

. Tocar em coisa imunda. (Is. 52:11; II Co. 6:17).
. Tocar em dinheiro contaminado. (Dt. 23:18).

Mas D'us deseja que usemos o nosso tato para atos santos diante d’Ele. (I Co.16:20).

. Uma mulher tocou nas vestes de Yeshua com fé e ficou curada. (Mt. 9:20-22).

E D'us também nos toca:

. Para o nosso bem. (Is. 6:6,7; Jr. 1:9).
. Para a nossa correção. (Hb. 10:31).
. E para a condenação do ímpio. (Ap. 20:15, 21:8).

2) Olfato – É o ריח, reiach, olfato quem nos capacita a sentir um cheiro agradável e nos faz capaz também de sentir um cheiro desagradável.


. O incenso santo, o qual simboliza as nossas orações. (Ex. 30:34-36).
. O azeite da santa unção, símbolo do Espírito do Eterno. (Ex. 30:23-25).
. O bom cheiro do Messias. (II Co. 2:15).
. O cheiro de coisas novas.
. O cheiro de coisas limpas.
. Uma pessoa asseada e perfumada cheira bem.

Mas assim como existe o bom cheiro do Messias, existe também o cheiro desagradável do pecado e de Satanás.

. O cheiro de comida estragada.
. O cheiro de esgoto.
. O cheiro de coisas velhas.
. O cheiro de uma lixeira.

O Eterno também tem uma lixeira, o lago de fogo e enxofre que em grego chama-se GEENNA (Mt. 5:22,29; Mc. 9:45,47; Tg. 3:6) e sua localização é no vale do Hinom, ao sul de Jerusalém. Esse nome era usado para figurar o sofrimento da alma humana em conseqüência do juízo divino.

Já no livro de Apocalipse aparece um outro nome em grego - LIMNNE TOU PURÓS, Lago de Fogo, o qual figura também o juízo do Eterno sobre anjos e homens ímpios. É também chamado de SEGUNDA MORTE ou morte eterna, isto é, a separação definitiva do Eterno, de todos os anjos e homens rebeldes contra o Senhor. (Ap. 20:14,15).

3) Audição – A שמיעה, shemiyah, audição nos capacita a ouvir o que queremos e até o que não queremos ouvir, seja de bom ou de ruim.




4) Paladar - É o טעם, taam, paladar quem nos capacita a sentir se o que comemos ou bebemos é gostoso ou ruim, doce ou amargo, salgado ou insosso, etc.


D'us criou as árvores frutíferas não apenas para nos alimentar, mas também para que saboreássemos os seus frutos. Porém nem toda árvore produz bom fruto e por isso mesmo precisamos saber, através do paladar se estamos nos alimentando do bom ou do mal fruto.

5) Visão - É a ראיה, reiyah, visão quem nos capacita a enxergar tudo que se apresenta diante de nossos olhos, seja bonito ou feio, desde que haja luz suficiente. Podemos testemunhar um ato heróico ou um homicídio. 

A tendência do homem após a queda no jardim do Éden é de ver coisas que não existem, e ficar cego para as grandes lições que estão diante de seus olhos, essa cegueira tem como causa o pecado. Mas a Bíblia nos diz que a candeia do corpo são os olhos. (Mt.6:22,23).


6) O חוש שישי, chush shishi, sexto sentido é o psicológico – É um sentido metafísico, isto é, não pode ser comprovado através das ciências físicas ou exatas. Esse é o sentido da alma, psique, no grego. E é através desse sentido que o homem pode ter alegria, tristeza, amor, ódio...


7) E o תחושת השביעי, techushat ha sheviyí, sétimo sentido do homem é o espiritual – Esse também é um sentido metafísico. Ele fala da própria razão de ser do indivíduo e é ele quem dita todas as normas para nossa vida (alma) e o nosso corpo físico. D'us usa esse sentido para se revelar ao homem.


Se o espírito do homem estiver morto, separado de D'us, então esse homem fica impossibilitado de conhecê-lo, salvo se o próprio D'us o vivificar, através do novo nascimento operado pelo Espírito do Eterno, o Ruach HaShem ou Ruach HaCódesh, Espírito Santo, pois “o homem natural não compreende as coisas do Espírito do Eterno”... (I Co. 2:14-16). Yeshua disse para Nicodemos, um príncipe e mestre dos judeus: “Aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de D'us”. (Jo. 3:3).

CONCLUSÃO:

Nós fomos criados para o louvor da glória do Eterno. (Ef. 1:12-14). E Ele deseja que todo o nosso espírito, toda a nossa alma e todo o nosso corpo sejam apresentados a Ele plenamente conservados, irrepreensíveis para a vinda do Adoneinu Yeshua ha Mashiach. (I Ts. 5:23).

Lehitraot.


פאולו וואלי ✡ Paul Valley


Nota sobre minha assinatura:
 

Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פאולו - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valle / Valley / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):



quarta-feira, 24 de junho de 2009

O Espírito do Gentio Kaleb

Data e hora local em Israel




Você sabe quem sou eu?
Eu sou o mais humilhado,
o mais empobrecido,
contudo o mais exaltado
e o mais enriquecido.

Eu sou o mais perseguido,
o mais odiado,
muito embora seja o mais seguido
e o mais amado.

Eu sou o mais criticado,
o mais zombado,
todavia o mais respeitado
e o mais louvado.

Eu sou o mais injustiçado,
o mais subjugado,
porém o mais recompensado
e o mais glorificado.

Eu sou o mais esquecido,
o mais incompreendido,
mas também o mais lembrado
e o mais compreendido.

Eu sou o mais indigno,
o mais desonrado,
não obstante o mais digno
e o mais honrado.

Você já sabe quem sou eu?
Pela fé já tem me visto?
Eu sou Yeshua ha Mashiach, o Cristo!
Mas ainda tenho algo a lhe falar:

Na Terra tudo aquilo sofri,
só para lhe salvar.
Na cruz padeci grande dor;
fui réu de morte,
mas demonstrei meu grande amor.
Agora sou Advogado, Salvador e Redentor,
Mas voltarei como Juiz, Rei e Senhor,
para julgar a todo pecador.

ברוך אתה יהוה כי ישוע הוא מלך המלכים!

Bendito és Tu Yahweh porque Yeshua (Jesus) é o Rei dos reis!

Autor:

פולוס וואלי ✡


The Paradox - Descending to Ascend, or Dying to Live

Do you know who I am?
I am the most humiliated.
I have become the poorest one,
However the most exalted too
And the richest one.

I am the most chased
And the most hated one although,
I am the most followed
And loved one.

I am the most critized
And the most scorned,
But the most respected
And praised one.

I am the most injusticed,
The most misunderstood one,
However also the most reminded
And understood one.

I am the most unworthy
And the most dishonoured one,
Although the worthy
And the most honoured.

Do you know who I am?
Have you seen me by faith?
I am the Messiah!

Nevertheless I have something
To tell you:
On earth, everything I have
Suffered to save you.

On the cross I have endured great pain.
I was taken as a guilt to die,
But I have manifested my great love.
I am your attorney, saviour and redeemer,
But I will come as Judge,
King and Lord to judge every sinner.

ברוך אתה יהוה כי ישוע הוא מלך המלכים!

Blessed be You Yahweh because Yeshua (Jesus) is the King of kings!

פאולו וואלי ✡

Nota sobre minha assinatura:

Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פאולו - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valle / Valley / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):


sexta-feira, 27 de março de 2009

A Kabalah na Brit HaChadashah (Nova Aliança)



Shalom chaverim (amigos)!

Nesse sucinto estudo apresento duas קבלות, Kabalot:

1) A Kabalah Santa, לקבל הקודש, lekabel hakodesh, aceitação ou recebimento santo, sagrado, puro, não misturado.

2) E a Kabalah não Pura, קבלה לא טהורה, kabalah lo' tehorah, aceitação ou recebimento não puro, misturado.

Data e hora local em Israel


I - A Kabalah Santa, לקבל הקודש, lekabel hakodesh, aceitação ou recebimento santo, sagrado ou puro, não misturado:

Vejam esse interessante estudo feito por um rabino judaico messiânico, onde ele faz uma comparação das sefirot com os ensinamentos do judeu Shaul, Paulo, o enviado para anunciar a salvação em Yeshua aos goym, gentios:

"Sefirot da קבלה, Kabalah para o Novo Testamento:

As Sefirot são os atributos de D'us. Assim como a luz branca é decomposta no prisma, e se divide em varias cores, como se fosse um Arco Celeste, a presença de D'us em nossas vidas se apresenta decomposta também. Esses ensinamentos de origem judaica, eram muito bem conhecidos pelo Rabino Shaul (Paulo), um Prush, erudito no Talmud, na tradição e no segredo da Torá. No cortejo da Torá, a tradicional canção Lechá Adonai Haguedulá, baseada em 1 Cr 29:11 (Divrei Haiamin Alef), essas sefirot aparecem. Mas o curioso é que a expressão dos atributos de D'us, aparece claramente também no primeiro capitulo de Colossenses. Vejamos:

Keter - Coroa, o conhecimento da vontade de D'us, Cl 1:9
Chochmah - A sabedoria - vs 9
Binah – O entendimento - vs 9
Gevurah – A força, poder - vs 11
Netzach – A vitória (eternidade) - vs 11
Hod – A glória, esplendor - Vs 11
Malchut – O reino - vs 13
Yesod – fundamento, dar frutos, a força vital que produz e reproduz - vs 14, [16] - (grifado por mim)
Chesed – A misericórdia, perdoar, redenção através do perdão dos pecados - vs 15, 14
Tiferet – A beleza – a graça sobre nós - a imagem do Elohim invisível, o primogênito da criação - vs 2 e 15

Agora vejamos quem é a coroa, o Keter – Cl 1:17-18 – Ele é o cabeça Cl 2:9 

O fascinante universo de Yeshua era judaico. A fascinante narrativa de sua passagem na terra só pode ser compreendida na totalidade à luz da Torah e do Tanakh. As expressões idiomáticas que ele usava eram hebraicas (e não latinas), a indumentária e costumes eram judaicos (a orla de sua roupa tocada pela mulher com hemorragia era o seu tsitsit), as festas que ele comemorava eram judaicas e nunca festas pagãs, a última ceia era nada mais nada menos do que um Sêder de Pêssach (páscoa judaica). Suas constantes idas às sinagogas incluíam inclusive a leitura da haftarah (como aparece claramente em Lucas 4:15-21 transcrita abaixo)

"Ensinava nas sinagogas e era glorificado por todos. Ele foi a Nazaré, onde fora criado e segundo o costume, num shabat entrou na sinagoga e levantou-se para ler. Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías (Yeshaiau Ha Navi), e quando abriu o livro, encontrou o lugar onde está escrito – O Espírito do Senhor está sobre mim, pois me ungiu para levar as boas novas aos pobres, enviou-me para proclamar liberdade aos presos e a restauração da vista aos cegos, para libertar os oprimidos, e proclamar o ano aceitável do Senhor.

Ele fechou o rolo, e o devolveu ao assistente e sentou-se. E todos na sinagoga tinham os olhos fitos nele. E Yeshua passou a lhes dizer: Hoje se cumpriu a escritura que acabeis de ouvir."

Mas o que é Kabalah?

Nesse artigo do site Chabad, o autor diz o que é a Kabalah e o que ela não é.

Definição da Kabalah:

E nesse outro artigo do mesmo site Chabad, o autor defini o que é e para que serve a Kabalah.

Acessem mais esse outro link referente a um outro artigo sobre a קבלה, Kabalah na Brit ha Chadashah.

Conheçam mais sobre as Sefirot, As Dez Emanações Divinas nesse estudo da Revista Morashá.

Click aqui para ver a figura abaixo com os nomes das Sefirot em hebraico e inglês.

E eis aqui um outro artigo que foi elaborado dentro dos princípios da קבלה, Kabalah:

O juízo de D’us sobre um grande império ateísta.

O lado fascinante da Kabalah:

Já se tornou notório em nossos dias que inúmeras pessoas estão fascinadas pela Kabalah, contudo a maioria delas ignoram o verdadeiro fim da mesma, o qual não é outro senão o de revelar D'us, seus atributos e dons, e o seu grandioso plano de redenção da raça humana, através do sacrifício maior, o do seu filho Yeshua.

Com certeza, através da numerologia bíblica e do significado de palavras e letras hebraicas, muitos mistérios do Eterno nas Escrituras podem ser finalmente entendidos, com a ajuda indispensável do Ruach HaShem, Espírito de D'us, é claro.

E um exemplo de que a Kabalah está inserida na Brit ha Chadashah é o número enigmático da besta, do antimashiach mencionado no Apocalipse:

"Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis."
(Apocalipse 13:18).

II - A Kabalah não Pura, קבלה לא טהורה, kabalah lo' tehorah, aceitação ou recebimento não puro, misturado:

Mas infelizmente há também aquelas pessoas que misturam tudo, achando que a Kabalah está ligada de algum modo a astrologia, a reencarnação, ao jogo de tarô, ao fator sorte e outras coisas semelhantes, a respeito das quais a Torah e o Tanakh condenam (Devarim, Deuteronômio 18:9,10; Yeshaiahu, Isaías 47:12,13). O que faz com que essas pessoas pensem que a Kabalah tem algum poder mágico. Tais pessoas são normalmente muito supersticiosas e tentam usar a Kabalah com várias finalidades, inclusive para saber sobre o seu próprio futuro e o de outras pessoas também, etc...

Conclusão:

Portanto, nesse sintetizado estudo estou apresentando 02 (duas) קבלות, kabalot:

1) A Kabalah Santa, לקבל הקודש, lekabel hakodesh, a aceitação ou o recebimento, santo, sagrado, puro, não misturado desse conhecimento a nível metafísico e bíblico, ou seja, a kabalah que vem do alto, de D'us, através do Seu Ruach, Espírito (1 Corintios 12:8; Hebreus 2:4). E além disso, D'us distribui também para alguns de seus servos o dom da unção de liderança, para exercerem determinadas funções específicas na kehilá de Yeshua (Efesios 4:11).

D'us usa duas maneiras distintas de nos transmitir porções de seus atributos e dons:

a) Através do recebimento direto, isto é, sem intermediários. Um exemplo disso foi o recebimento da Torah por Moshe, Moisés diretamente de HaShem.

b) E através do recebimento indireto, ou seja, através de pessoas sábias, de mestres (rabinos) dotados de dons espirituais e da unção de liderança.

2) E a Kabalah não Pura קבלה לא טהורה, kabalah lo' tehorah, a aceitação ou o recebimento não puro, misturado, já mencionado nesse estudo.

Por isso é necessário que tenhamos o dom espiritual de discernir os espíritos (1 Corintios 12:10) para que possamos separar uma Kabalah da outra, pelo crivo da Torah, afim de que não venhamos a ser confundidos por essas inúmeras informações sobre esse tema que estão espalhadas por toda parte, principalmente na internet.

Sinceramente diante de tudo isso exposto espero ter ajudado alguém a entender um pouco mais sobre esse tema que hoje está em moda, mas que lamentavelmente é também mal compreendido pela maioria das pessoas.

Lehitraot, até a vista.

פאולו וואלי ✡

Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פאולו / Polos / Paul / Paulo

וואלי / Valle / Valley / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):


Rabbi Moshe David Valle - רבי משה דוד וואלי

terça-feira, 24 de março de 2009

Só Um Judeu Pode Ser o Messias e Só Ele Poderá Fazer a Paz

Shalom chaverim (amigos)!


Data e hora local em Israel



Vejam essa interessante entrevista com esse judeu religioso chamado Nahman, residente em Israel, na qual ele diz que o presidente Barak Obama é mencionado na Torah:


Diário Israel/Palestina 3
Obama na Torah
21.01.2009 - 10h20 Alexandra Lucas Coelho, em Israel
O judeu religioso Nahman não se entusiasma com Obama, mas está na posse de um segredo. “Na Torah já estava escrito que o presidente Obama ia vir”, revela ele no meio da Ben Yehuda, uma rua pedonal cheia de lojas e cafés, que de certa forma é o seu posto de trabalho.

A maioria dos ultra-ortodoxos em Israel não trabalha, mas Nahman, 33 anos, casado, dois filhos, tem como missão reunir fundos para o seu rabino fazer uma versão manuscrita da Torah, a Bíblia judaica. E então, já noite escura, está no meio da rua, de fato preto e “kippa” preta, com um grande cilindro de plástico a imitar os rolos onde é guardada a Torah, e vai apregoando recibos. “Se pagar 18 shekels, está a pagar um texto. Se pagar 180 shekels vai ter uma vida muito boa.”

180 shekels são cerca de 35 euros. Para uma vida muito boa não está caro, mas Nahman ainda tem o livro de recibos quase intacto, e ainda por cima está a ficar frio.

“Isso do Obama vir na Torah é um segredo, não há muita gente que o saiba”, avisa de repente, em caso de dúvida. E de resto, vir na Torah não é razão bastante para confiar em Obama: “Não o conheço e não confio em nenhum cristão. Só confio nele.”

Aponta com o queixo para o céu.

Então Obama não poderá fazer a paz? “Nunca haverá paz.” Nunca haverá paz? “Quando o Messias vier, toda a gente saberá que temos um D'us e verá que D'us deu a Israel a Torah. Ninguém poderá fazer a paz, só o Messias.” E portanto esse messias não será Obama, apesar de estar na Torah? “Claro que não.” Nahman até recua um passo. “Só um judeu pode ser o Messias.

Fonte: Site do jornal Público.PT, de Portugal.

Realmente esse judeu religioso chamado Nahman tem toda razão em fazer essas duas declarações:

1) “Ninguém poderá fazer a paz, só o Messias.”

Porque a paz perfeita e completa que o mundo tanto almeja só virá quando o שר־שלום, Sar Shalom, Príncipe da Paz, que é Yeshua ha Mashiach Melech ha yehudim voltar e assumir o trono de seu pai, o rei David.

2) “Só um judeu pode ser o Messias.”

Porque só um judeu poderia cumprir todas as profecias relacionadas ao Mashiach. E esse judeu não pode ser outro senão Yeshua! Confiram isso nesse outro tópico desse blog:


Lehitraot, até a vista!

פאולו וואלי ✡


Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פאולו - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valle / Valley / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):




quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O Significado Verdadeiro do Nome Jesus (Yeshua / יֵשׁוּעַ) no Original Hebraico


Shalom chaverim!

O termo hebraico יֵשׁוּעַ - Yeshua origina-se da raiz iod, shin e ain (י שׁ ע). E ele tem muitas variantes, dependendo do caso, isto é, se do gênero feminino ou masculino, se singular ou plural, etc.

Data e hora local em Israel



1) יֵשׁוּעַ - Yeshu’a (adjetivo e substantivo masculino singular), deriva-se do verbo SALVAR e significa SALVADOR.

2) יְשׁוּעָה - Yeshu’ah (substantivo feminino singular). Significa SALVAÇÃO. (Sl. 118:15) – Lexicon – pgs. 354 e 358.

3) יֵשַׁע - Yesha’ – Significa literalmente SALVAÇÃO, mas pode se traduzir também por libertação, redenção, resgate, segurança, ajuda, etc.

4) יְשַׁעְיָהוּ - Yesha’Yahu ou יְשַׁעְיָה – Yesha'Yah, nome do profeta Isaías.

- יְשַׁעְיָהוּ - Yesha’Yahu significa “Ele (O Eterno) é a Salvação”

- יְשַׁעְיָה - Yesha’Yah significa “Salvação do Eterno”

5) יְהוֹשִׁיעַ - Yehoshiy’a – Significa “ele salvará”, futuro da 3ª pessoa do singular masculino e da mesma raiz (ישׁע) iod, shin e ain. Lexicon – pg. 300. (I Sa. 17:47; Sl. 116:6).

6) Já o termo יְהוֹשֻׁעַ, Yehoshu'a muito embora seja uma contração do Nome do Eterno (יְהוָה) com o verbo salvar. E que apesar de significar “o Eterno é o seu auxílio, socorro, salvação”, segundo o Lexicon tem como raiz as letras hê, vav e hê (הוה), cujo significado é o seguinte:

I- Existir, ser, derivar...
Daí, o Nome de D'us (יְהוָה) O GRANDE EU SOU.

II- Desejo, pedido, vontade...
Lexicon - pg. 300.

Contudo, o que mais importa mesmo é o que disse um certo anjo de D'us para יוֹסֵף, Yosseph (José), aquele que veio a ser o esposo de מִרְיָם, Miryam (Maria), explicando o significado do nome Yeshu'a:

וְהִיא יֹלֶדֶת בֵּן וְקָרָאתָ אֶת־שְׁמוֹ יֵשׁוּעַ כִּי הוּא יוֹשִׁיעַ אֶת־עַמּוֹ מֵחַטֹּאתֵיהֶם׃

“E ela dará à luz um filho, e você lhe dará o nome de יֵשׁוּעַ, Yeshu'a, porque ele (יוֹשִׁיעַ, yoshiy'a) SALVARÁ o seu povo dos seus pecados”. (Matityahu, Mateus 1:21).

E na realidade יֵשׁוּעַ - Yeshu'a é tanto o Salvador, como também יְהוֹשִׁיעַ - Yehoshiy'a, Ele salvará ou יְהוֹשֻׁעַ - Yehoshu'a, a Salvação do Eterno para toda humanidade, todavia eu prefiro chamá-lo de יֵשׁוּעַ הַמָּשִׁיחַ, Yeshu'a ha Mashiyach, o Salvador Ungido ou como queiram o Messias Salvador.

Fonte de pesquisa:

1) Huzeff Zlochevsky, “Pequeno Dicionário Português / Hebraico”, Sociedade Cemitério Israelita de S.Paulo, Organização Sionista Tnuat Aliá – Depart. Ensino da FISESP, 1980.

2) Benjamin Davidson, “The Analytical Hebrew and Chaldee Lexicon”, Samuel Bagster and Sons Ltda, 72 Marylebone Lane, London Wi, 1794, Reprinted, 1967, 1970.

3) “Tanakh” (Hebrew Old Testament), The Britsh and Foreign Bible Society, London, Printed in Great Britain by Lowe and Brydon (Printers) LTD, London and Theford, 1980.

4) Printed in Great Britain at the University Press, Cambridge, the Society for Distributing the Holy Scriptures to the Jews, “HaBriyt HaChadashah” (The New Testament In Hebrew And Portuguese), 237 Shaftesbury Avenue, London, W.C.2.

5) Abraham Hatzamri e Shoshana More-Hatzmri, “Dicionário Português - Hebraico e Hebraico - Português”, editado pela Editora & Livraria SÊFER - Alameda Barros, 893 - São Paulo, SP - Brasil.

6) R. BARGUR H. Iusim, “Dicionário Básico – Hebraico / Português”, All Rights reserved, Maariv book guild, 2 Karlibach ST., Tel Aviv, Israel., 1975.

 7) Tanakh e HaBrit HaChadashah online do site Café Torah.

8) E o Bible HubOnline Bible Study Suite.


Embora a língua hebraica seja declinável em alguns casos gramaticais, porém a língua grega a supera muito nisso.

O idioma grego é uma língua cujas palavras declinam de acordo com as funções sintáticas das mesmas na oração, e por esse motivo o nome Yeshua ha Mashiach ao ser transliterado para esse idioma teve que ser adaptado à gramática do mesmo.

Eis aqui alguns textos bíblicos da Brit ha Chadashah em hebraico e em grego que mencionam o nome Yeshua ha Mashiach:

Em hebraico:

ישוע המשיח – Yeshua ha Mashiach - Mateus 1:1

המשיח ישוע – Ha Mashiach Yeshua - 1 Corintios 1:30

ישוע המשיח – Yeshua ha Mashiach - 1 Corintios 2:2

ישוע המשיח – Yeshua ha Mashiach - 2 Corintios 13:5

ישוע המשיח – Yeshua ha Mashiach - Filipenses 2:11

המשיח ישוע – Ha Mashiach Yeshua - 1 Timoteo 2:5

ישוע המשיח - Yeshua ha Mashiach – Hebreus 13:8

Em grego:

Ἰησοῦ Χριστοῦ - Iesou Cristou (genitivo singular masculino) - Mateus 1:1

Χριστῷ Ἰησοῦ - Cristoi Iesou (dativo singular masculino) - 1 Corintios 1:30

Ἰησοῦν Χριστὸν - Iesoun Criston (acusativo singular masculino) - 1 Corintios 2:2

Ἰησοῦς Χριστὸς - Iesous Cristós (nominativo singular masculino) - 2 Corintios 13:5

Ἰησοῦς Χριστὸς - Iesous Cristós (nominativo singular masculino) - Filipenses 2:11

Χριστὸς Ἰησοῦς - Cristós Iesous (nominativo singular masculino) - 1 Timoteo 2:5

Ἰησοῦς Χριστὸς - Iesous Cristós (nominativo singular masculino) - Hebreus 13:8

E porque o nome Ἰησοῦς Χριστὸς se encontra no nominativo singular masculino é que o mesmo foi transliterado para o latim como Iesus Cristus, o qual veio a ser Jesus Cristo em português.

O nome de Yeshua (Jesus) em grego (Ἰησοῦς) é idêntico ao nome de Josué em Deuteronômio 32:44, na tradução do Tanach (AT) para o grego, a chamada Septuaginta.

Nota:
Os 72 sacerdotes escribas terminaram de fazer a tradução da Septuaginta aproximadamente 200 anos antes de Yeshua (Jesus) nascer.

Vejam esse artigo sobre "os inventores de letras", no qual é mencionado o nome de "Pierre de la Ramée" como o criador da letra JOTA no século XVI.

E ainda sobre a letra "J", o som da mesma também varia de língua para língua, pois ela tem som de "dj" em inglês, "rr" em espanhol e "i" em alemão, por exemplo.

E vejam também nesse comentário de autor desconhecido algumas informações sobre o nome Jesus:

"O nome Jesus é uma adaptação para o português de um nome hebraico que aparece na Bíblia em duas formas: Yehoshua e Yeshua.

O nome Yehoshua foi adaptado para o português como Josué, e é o nome do auxiliar de Moisés, que após a morte de Moisés, tornou-se o líder do Povo de Israel, e conduziu o povo na conquista da Terra de Canaã.

O nome Yeshua é uma forma abreviada do nome Yehoshua, sendo que um mesmo homem é chamado na Bíblia, ora pelo nome Yehoshua, ora pelo nome Yeshua. Este homem era o sumo sacerdote na época de Zorobabel.

 No livro do profeta Zacarias, ele é chamado de Yehoshua, que na versão em português aparece como Josué, e nos livros de Esdras e Neemias, ele é chamado de Yeshua, que na versão em Português aparece como Jesua.

Tanto o nome Yehoshua quanto o nome Yeshua foram adaptados para o grego como Iesous.

Na tradução da Antiga Aliança em grego, chamada Septuaginta, feita no século III A.C., o nome Yehoshua aparece como Iesous, e o nome Yeshua também aparece como Iesous. Daí é que veio a forma Jesus, que é usada nas traduções da Bíblia para o português.
Yehoshua significa o Eterno salva. Yeshua também tem este mesmo significado.

Josué, Jesua e Jesus são o mesmo nome, em três diferentes adaptações para a língua portuguesa.

Existem pessoas que dizem que é muito importante pronunciar o nome de Jesus como Yehoshua, ou como Yeshua, mas, na realidade, tanto faz falar Yehoshua, ou Yeshua, ou Jesus, pois de qualquer forma é o mesmo nome.

Alguns dizem que nomes próprios não se traduzem. Realmente, nomes próprios não são traduzidos, mas muitas vezes são adaptados para outras línguas, pois existem certos fonemas (sons) que existem em uma certa língua, mas não existem em outras línguas.

Por exemplo: O nome Jacó, é a adaptação para o português do nome hebraico Ya’acov, sendo que em hebraico existe uma letra, chamada ‘ayin, cujo som não existe na língua portuguesa. Também não existe em português palavra terminada em consoante que não seja l, m, r, s ou z. Por isso foi necessário fazer uma adaptação do nome Ya’acov para o Português.

O nome hebraico Yochanan, foi adaptado para o português como João.
O mesmo nome Yochanan, foi adaptado para o grego como Ioanan, para o inglês como John, para o francês como Jean, para o alemão como Johan, e para o italiano como Giovani.

Portanto, vê-se que é normal adaptar-se os nomes próprios de uma língua para outra, mesmo porque, sem esta adaptação se torna muito difícil pronunciar certos nomes.
Principalmente os nomes de pessoas importantes são adaptados para outras línguas. Por exemplo, o reformador alemão Martin Luther é conhecido no Brasil como Martinho Lutero.

Portanto, podemos pronunciar o nome do Messias (Mashiach) como Yehoshua, Yeshua, ou Jesus. É indiferente."

E eis aqui mais informações sobre o nome Jesus:

"Observe-se inicialmente que não tem cabimento a afirmativa de que o nome Jesus é de origem grega e não hebraica. Esse nome, transliterado para o grego como Iesous, é hebraico e vem de Yeshua” (as aspas representam a letra ain). A forma plena da palavra é Yehoshua”, que, a partir do Cativeiro, passou a dar lugar, geralmente, à forma abreviada Yeshua”. 

Até o começo do segundo século d.e.c. Iesous (Yeshua”) era um nome muito comum entre os judeus. Na Septuaginta, versão do Antigo Testamento ou da Antiga Aliança que os judeus fizeram entre os anos 285 e 150 a.e.c, do hebraico para o grego, o nome Iesous aparece para referir-se tanto a Josué (quatro indivíduos) como aos oito Jesua mencionados em Esdras e Neemias.

Iesous não é nome de nenhum deus da mitologia grega, tanto que não aparece em nenhum clássico grego. Ver, por exemplo, o Dictionaire Grec-Français (1.868 páginas), de C. Alexandre, que, no apêndice de nomes históricos, mitológicos e geográficos, traz no verbete Iesous apenas o seguinte: “Jesus, nome hebraico.”

Agora, em ordem, as respostas às questões propostas.

1. De fato, em hebraico não existe o som j. Como, então, aparece essa letra em nomes bíblicos em quase todas as línguas com as quais estamos familiarizados? 

O que aconteceu foi o seguinte: os judeus da Dispersão, empenhados em traduzir as escrituras hebraicas para o grego (a Septuaginta), não encontraram nessa língua uma consoante que correspondesse ao yodh do hebraico, e a solução foi recorrer à vogal grega iota, que corresponde ao nosso i. Então, escreveram Ieremias, começando com i, e assim por diante, inclusive Iesous.

Mas como foi que esse i se tornou j? Foi através do latim, que deu origem às línguas neolatinas, entre as quais está o português. No latim posterior à Idade Média começou a aparecer na escrita a distinção que já existia na pronúncia entre o i vogal e o i consoante, o qual passou a ser grafado j. 

Por isso, ao abrir o Dicionário Latim-Português, de Santos Saraiva, você vai encontrar um verbete que começa assim: Iesus ou Jesus; e este outro: Ieremias ou Jeremias; e outros semelhantes.

2. Yehoshuah termina com o som de AH; de onde se originou o us em Jesus? Observe-se, primeiro, que o final desta palavra não é AH (qamets seguido de he), mas a” (pathach seguido de ain; as aspas representam o ain): Yehoshua”.

Em segundo lugar, Jesus não se deriva de Yehoshua”, mas da forma abreviada Yeshua”, como explicado anteriormente (ver, por exemplo, Ed 2.36). O a que precede o ain é um pathach furtivo (ver Gramática Hebraica, Guilherme Kerr, # 18.7).

O s final em Jesus se explica pela necessidade de tornar esse nome declinável: os judeus substituíram o ain final por um sigma (o s grego) do caso nominativo. 

Nos outros casos a palavra se declina assim: Iesou (genitivo), Iesoi (dativo), Iesoun (acusativo) e Iesou (vocativo). 

Com isso "mataram-se dois coelhos com uma só cajadada": o nome ficou declinável, e o ain final, que não tem equivalente em grego, foi substituído por um sigma (s).

Fato semelhante se deu com Judas, que reflete a forma grega Ioudas, que em hebraico é Yehudah (Judá). Outros nomes hebraicos que terminam com a gutural he tem em grego, em latim e em português no final o som s: Isaías, Jeremias, Josias, Sofonias. 

Outro exemplo é o vocábulo Mashiach, que termina com a gutural sonora cheth (ch), a qual em grego, em latim e em português deu lugar ao som s: Messias.

3. O Novo Testamento foi originalmente escrito pelos apóstolos em hebraico ou aramaico e posteriormente traduzido para o grego? A resposta é: não. É possível que algumas coleções de ensinos de Jesus, escritas em aramaico (as chamadas logia), tivessem circulado entre os cristãos e servido Mateus e Lucas ao escreverem os seus evangelhos. 

Mas nenhum manuscrito dessas logia foi encontrado até hoje. O tradutor do Novo Testamento não pode basear-se em textos hipotéticos. Os livros do Novo Testamento foram todos escritos em grego coiné, e é no texto grego que se têm baseado as traduções que têm sido feitas através dos séculos.

4. Os originais das Escrituras, especialmente a Brit ha Chadashá ou Nova Aliança, foram destruídos pelas guerras, especialmente na destruição de Jerusalém no ano 70 d.e.c.? Resposta: Não existe nenhum manuscrito autógrafo de nenhum livro da Bíblia. 

Tanto no caso da Antiga Aliança como na da Nova, o que temos são cópias feitas através dos séculos. Especialistas cotejam e avaliam cientificamente estas cópias com o objetivo de se chegar o mais perto possível dos textos autógrafos. 

Cópias dos manuscritos hebraicos e dos gregos foram feitas nos países do mundo bíblico, o que assegurou a sua preservação através dos séculos.

5. Jerônimo. A citação [de uma carta de Jerônimo ao papa Dâmaso temendo ser acusado futuramente de falsário por impetrar diversos acréscimos, mudanças e correções nas Escrituras] é breve demais e deve ser comprovada com indicação de fonte. E mais: citações fora de contexto podem levar a conclusões apressadas e falsas.

6. Lucas 23.38. Sobre leitura duvidosa não se devem basear argumentos, e este é o caso aqui. As palavras “em letras gregas, romanas e hebraicas” não aparecem nos melhores e mais antigos manuscritos e por isso estão ausentes de traduções modernas, como a Bíblia na Linguagem de Hoje, a Nova Versão Internacional e a Bíblia de Jerusalém. 

A Almeida Revista e Atualizada põe essas palavras entre colchetes (ver Bruce Metzger, A Textual Commentary on the Greek New Testament, 2a. ed., 1994, págs. 154 e 217). Em João 19.19-20, todavia, diz-se que “estava escrito assim em hebraico, latim e grego: ‘Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus’”. 

Então, o nome de Jesus não foi apenas transliterado: foi escrito na forma corrente de cada uma das três línguas. Em hebraico foi Yeshua”, como fez F. Delitzsch na sua tradução do Novo Testamento ou Nova Aliança do grego para o hebraico. Em grego foi Iesous, e em latim, Iesus.

Também não se sustenta a afirmativa de que nome próprio não pode ser traduzido. Geralmente nome próprio não se traduz; às vezes, sim. Foi o que aconteceu com Simão, a quem Jesus disse: “O seu nome é Simão... de agora em diante o seu nome será Cefas (que quer dizer Pedro)” (João 1.42). 

Cefas é palavra aramaica que quer dizer “pedra”. Pedro é em grego Petros, que quer dizer “pedra”. E esse nome, resultado de tradução e não de transliteração, foi o que se tornou mais comum, e baseado nele foi que Jesus construiu o trocadilho registrado em Mateus 16.18.

7. Como o nome Yehoshua” se tornou Jesus (fonética histórica)? Resposta: Já vimos que o vocábulo Jesus não se deriva diretamente de Yehoshua”, mas da forma abreviada Yeshua”, através do grego e do latim. A consoante inicial J foi explicada acima, no item 1. Agora, o s médio em Jesus. 

No vocábulo hebraico Yeshua”, o grupo sh representa a consoante shin. Por não haver em grego som correspondente a essa consoante fricativa palatal, que soa como xis em eixo, os judeus a substituíram por sigma, também fricativa, mas língua dental, que em grego, mesmo entre vogais, soa como ss. 

O ditongo grego ou soa u. E o aparecimento do s final foi explicado no item 2, acima. A evolução do termo de uma língua para outra é a seguinte: Yeshua” (hebraico) > Iesous (grego) > Iesus (latim) > Jesus (português).

Finalmente, é preciso esclarecer que o real significado dos nomes não é assegurado pela sua transliteração. Primeiro, há um problema insuperável na transliteração, que é o da falta de equivalência de alguns sons nos alfabetos das duas línguas. 

Isso, em se tratando do hebraico, é verdade em relação ao tav sem daghesh, à pronúncia do mem e do nun finais e das guturais he, cheth e ayin. O ayin só os orientais são capazes de pronunciar corretamente. 

Depois, suponha-se que na tradução do Novo Testamento imprimíssemos Yeshua” Hammashiach em lugar de Jesus Cristo. Será que isso asseguraria a manutenção do “real significado expresso no original”? É evidente que não. Isso apenas causaria uma confusão total na mente dos leitores. 

No emprego do nome Jesus Cristo os escritores dos livros do Novo Testamento dão o exemplo a ser seguido pelos tradutores de hoje: eles usaram o nome grego popularmente corrente – Iesous – para indicar o hebraico Yeshua”. 

O título Christós, que passou a ser nome, foi traduzido pelos apóstolos do hebraico para o grego. Ver, por exemplo, João 1.41, passagem em que André diz a Pedro: “Achamos o Messias. (Messias quer dizer Cristo)”. É que leitores do Evangelho de João não sabiam o que queria dizer Messias, mas sabiam que Cristo queria dizer ungido. 

O tradutor hoje deve distinguir entre Cristo como nome unido a Jesus e Messias como título de Jesus. Como vimos, isso é claro em João 1.41. E também em Mateus 16.16: 

“O senhor é o Messias, o Filho de D'us.” Mas nem essa maneira de traduzir é suficiente para transmitir ao leitor o sentido mais profundo do original. Então, um dos recursos usados é a colocação de nota marginal onde for o caso. 

Por exemplo, em Mateus 1.21 a Bíblia na Linguagem de Hoje [fora de prelo] tem uma chamada na margem, assim: “Jesus quer dizer ‘O D'us Eterno salva’”. Já no caso de Messias, o recurso usado é outro: o asterisco juntado a essa palavra encaminha o leitor ao Vocabulário, onde se lê: Messias – o Salvador prometido no Antigo Testamento.

Messias (hebraico) é o mesmo que Cristo (grego) e quer dizer “Ungido”. (Ver UNGIR). Nesse último verbete explica-se o que é a unção.

Sugestão bibliográfica

Roger L. Omanson, “What´s in a Name?”, The Bible Translator, Nova Iorque, United Bible Societies, janeiro de 1989, p. 109-119.

Idem, “Lázaro y Simón”, Traducción de la Biblia, Miami, Sociedades Bíblicas Unidas, 1o. Semestre de 1995, p. 13-17."

Portanto, a transladação do nome Yeshua para Iesus em latim e Jesus em português trata-se de uma questão de lingüística e não de uma tradução sob o ponto de vista religioso e muito menos pagão.

Por que nós judeus messiânicos preferimos nos referir ao Mashiach (Messias) usando mais o seu nome original Yeshua ha Mashiach ao invés de Jesus Cristo?

A resposta para isso se deve ao fato do nome Jesus Cristo ter sido manchado pelos "crentes" no Mashiach que usaram esse nome indevidamente, através dos Progons, das Cruzadas e principalmente da Inquisição Católica, a qual perseguiu, torturou e matou inúmeros judeus, pelo simples fato deles ainda não ter reconhecido que Jesus Cristo seja o verdadeiro Messias judeu e o mesmo Yeshua ha Mashiach, o Salvador Ungido. Por isso preferimos usar mais o nome original hebraico do Messias.

E para finalizar achei por bem postar aqui esse lindo vídeo com essa lindíssima canção, que fala sobre o nascimento e vida do nosso Salvador, Yeshua ha Mashiach.



Lehitraot.

פאולו וואלי ✡

Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פאולו - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valle / Valley / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):