segunda-feira, 20 de julho de 2009

O que se pode entender sobre leis de kashrut?


Do hebraico כַּשְׁרוּת, cashrut ou kashrut é o nome dado ao conjunto de leis dietéticas dentro do judaísmo. Segundo as leis judaicas, o alimento que pode ser ingerido é chamado de כָּשֵׁר , casher, em inglês escreve-se normalmente kosher, portanto, esta última denominação é mais comum.


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Kosher significa apto ou apropriado para se comer. E o alimento inapropriado é chamado de טְרֵפָה, terefah ou treifah. A determinação de um produto como apto ou não é baseado nas diversas exigências estabelecidas na Torah e na halachá. Nos tempos modernos, um produto vendido possue geralmente uma identificação que o estabelece como produto kosher.

As leis dietéticas de kashrut se encontram na תורה, Torah, no livro de ויקרא, Vayikra, Levítico 11.

Mas o que significam exatamente essas leis nas dimensões psicológicas e espirituais?
Num outro tópico desse mesmo blog se fala da criação do ser humano e o propósito do Eterno em criar dentro do homem o sangue e os órgãos, para que dentre outras coisas simbolizassem verdades psicológicas e espirituais.

Com relação as leis de kashrut, o Eterno também ao criá-la teve esse mesmo objetivo, isto é, de revelar ao ser humano o significado simbólico da mesma.

O ser humano é composto de três essências:

Uma física (corpo) e duas metafísicas (alma e espírito).

Pois bem, cada uma dessas três essências se alimenta de alguma coisa.

Exemplo:

- O corpo se alimenta daquilo que é físico.

- A alma se alimenta daquilo que é psicológico.

- E o espírito se alimenta daquilo que é espiritual.

Alimentos que suprem as necessidades das três essências do ser humano:

- Do corpo: Tudo que é nutritivo e saudável no campo físico - carne de animais, frutas, legumes, leite, ovos, etc.

- Da alma: Tudo aquilo que é bom no campo psicológico - emoções afetivas, alegria, boas lembranças, bons sentimentos, bons pensamentos, amor a D'us e ao próximo, etc.

- Do espírito: Tudo aquilo que é bom no campo espiritual - tzedakah (caridade), justiça, honestidade, bondade, altruísmo, filantropia, etc.

Sendo assim, quando o Eterno criou as leis de kashrut, Ele tinha em mente revelar ao ser humano verdades psicológicas e espirituais, das quais tanto a alma como o espírito do homem se alimentam.

O Eterno deseja que todos valorizem mais o psicológico e o espiritual ao invés do físico. Mas infelizmente a maioria das pessoas não consegue entender o propósito Divino para com as leis psicológicas e espirituais, as quais têm maior valor para o Eterno, pois as mesmas são leis morais, enquanto as leis de kashrut, referentes aos alimentos para o nosso corpo são leis cerimoniais. Por isso essas pessoas permanecem cegas e bitoladas naquilo que são apenas leis cerimoniais ou simbólicas quanto aquilo que é psicológico e espiritual, muito embora também sejam leis do Eterno, porém de menor valor do que as leis morais d'Ele.

E por isso mesmo Yeshua disse que estas duas mitzvot (ordenanças) da Torah são as mais importantes:

שמע ישראל יהוה אלהינו יהוה אחד׃ ואהבת את יהוה אלהיך בכל לבבך ובכל נפשך ובכל מדעך ובכל מאדך זאת היא המצוה הראשנה׃ והשנית הדמה לה היא ואהבת לרעך כמוך

"...Shema Yisrael adonai eloheinu adonai echad. Veahavta et adonai eloheikha bekhol-levavkha uvekhol-naphshkha uvekhol-madaekha uvekhol-meodekha... Veahavta lereakha kamokha..." (Marcos 12:29-31).

"Ouve Israel Adonai nosso D'us é o único Senhor. Amarás pois ao Senhor teu D'us, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças: esta é a primeira mitzvah (ordenança). E a segunda semelhante a esta, é: Amarás a teu próximo como a ti mesmo. Não há outra mitzvah maior do que estas." (Marcos 12:29-31).

Mas infelizmente alguns religiosos se preocupam mais em cumprir a lei cerimonial do que mesmo as leis psicológicas e espirituais ou leis morais do Eterno. Essas pessoas pensam que cumprindo tudo da lei cerimonial já é suficiente. Elas nem sabem distinguir o que vem a ser alimento não kosher para a alma e para o espírito. São pessoas que não se alimentam jamais de comida não kosher ou que jamais pronunciam o NOME, Adonay sem cobertura do kipá, se tratando de homem, mas quando termina o oficio religioso passam logo a participar da "roda dos escarnecedores" descrita em Tehilim, Salmos 1:1, onde se pode ouvir piadas imorais, blasfêmias, לשון הרע, lashon hará (fofoca), etc., pecando contra D'us e o seu semelhante e alimentando assim a sua alma e o seu espírito com aquilo que não é kosher.

Não quero com isso que pensem que sou contra as leis de kashrut. E sim que aquelas pessoas que estão enquadradas nessa mensagem valorizem mais as leis de kashrut para a alma e o espírito e não apenas as leis de kashrut para o corpo.

Abaixo cito quatro links sobre as leis de kashrut:





O único alimento com poder nutritivo triplico:

O único alimento que tem poder nutritivo ao mesmo tempo, para as três essências (corpo, alma e espírito) do ser humano é a Palavra do Eterno.

Quando Moshe, Moisés subiu ao Monte Sinai e lá permaneceu durante 40 (quarenta) dias sem comer e sem beber coisa alguma, durante todo aquele período ele foi alimentado única e exclusivamente do poder de D'us em sua vida. E quando ele desceu do monte o seu rosto brilhava tanto que os israelitas não conseguiram se quer olhar para ele.

Yeshua também jejuou o mesmo número de dias que Moisés, isso para provar aos israelitas que nele se cumpria a promessa do Eterno de enviar um profeta semelhante a Moisés:

"Do meio de seus irmãos lhes suscitarei um profeta semelhante a ti; e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. E de qualquer que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, eu exigirei contas." (Devarim, Deuteronômio 18:18,19).

Yeshua falou que as palavras que ele dizia não eram suas, mas do Eterno e que eram espírito e vida, isto é, verdadeiro alimento para nossa vida triplica - para o corpo, para a alma e para o espírito:

"Porque eu não falei por mim mesmo; mas o Eterno, que me enviou, esse me deu mandamento quanto ao que dizer e como falar. E sei que o seu mandamento é vida eterna. Aquilo, pois, que eu falo, falo-o exatamente como o Eterno me ordenou." (Yochanan, João 12:49,50).

"O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida."
(Yochanan, João 6:63).

E por último Yeshua nos diz: "A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e completar a sua obra." (Yochanan, João 4:34).

Conclusão:

Na verdade o ser humano deveria ser vegetariano (Bereshit, Gênesis 1:29), pelo menos a permissão para que os animais fossem mortos para servir de alimento (Bereshit, Gênesis 9:3,4) para ele só foi dada após o mesmo ter pecado contra D'us. E essa permissão só veio após o Dilúvio. Mas o conhecimento dessas leis de kashrut já se tinha no tempo de Noé, porque quando as águas do Dílúvio baixaram e Noé e sua família saíram da arca, então Noé ergueu um altar e ofereceu um sacrifício a D'us, mas o texto diz que os animais (Bereshit, Gênesis 8:20) sacrificados eram limpos. Mas não se tem certeza de que o homem já tivesse conhecimento de todas as leis de Kashrut como foram dadas mais tarde aos filhos de Israel.

Por causa do pecado, o homem teria de morrer sem salvação, porém para que ele sobrevivesse alguém teria que morrer em seu lugar. E sabemos que esse alguém não é outro senão o próprio Mashiach. Por isso mesmo o cordeiro de Pêssach simboliza o corpo do Mashiach sendo sacrificado em favor do ser humano. E o próprio Yeshua disse na sua última celebração do Sêder de Pêssach, que a matzá (pão sem fermento) representava o corpo dele sendo partido, isto é, sendo oferecido em sacrifício pelos seus talmidim, discípulos.

Todo judeu sabe que as chalot (pães) de shabat simbolizam o maná que desceu do céu. E Yeshua disse que ele próprio é o verdadeiro pão que desce do céu para dar vida ao mundo (Yochanan, João 6:35,41,48,50), e que se os seus discípulos não comessem da sua carne e não bebessem do seu sangue (Yochanan, João 6:51,53-56) não teriam vida neles mesmos. Ora, as leis de kashrut não permitem que nenhum judeu coma carne humana ou beba sangue de nenhum ser. Mas Yeshua apenas falava por parábolas ou metáforas, para que todos entendessem que dependiam do sacrifício de um justo para que eles fossem perdoados por D’us e assim pudessem entrar no Gan Éden, no Paraíso. E por isso mesmo D’us deu permissão ao ser humano de se alimentar de animais (Bereshit, Gênesis 9:3-6), pois isso seria um ato profético sobre a morte do Mashiach para alimentar, dar vida a todos aqueles que cressem nele e sendo isso a única solução de salvação eterna para suas vidas. Mas foi proibido aos homens alimentarem-se do sangue, isso para que todos soubessem que só existe um sangue que de fato pode dar vida ao ser humano – o sangue do Mashiach, o Verbo ou o Porta-Voz de D'us (Yochanan, João 1:1,14; Apocalipse, Revelação 19:13).

Lehitraot.

פולוס וואלי ✡


Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פולוס - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valley / Valle / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):




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