domingo, 27 de setembro de 2009

Judeus usam galinhas para expiar pecados antes de Yom Kippur



Judeu ortodoxo segura uma galinha durante as celebrações do יום כיפור, Yom Kipur, Dia do Perdão, na cidade de Ashdod, Israel.


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Shalom chaverim, paz amigos!

Eis aqui uma notícia sobre o Yom Kipur comemorado pelos judeus ortodoxos nesse ano de 5770, quando eles providenciavam as כפרות, kaparot, expiações pelos seus pecados:

"Esta é minha mudança, este é meu substituto, esta é minha expiação", murmuram os fiéis judeus enquanto dão três voltas por cima de suas cabeças com um animal que, minutos depois, é morto como forma de expiar os pecados. No ritual das Kaparot, uma expiação simbólica dos pecados, milhares de galos e galinhas são degolados em Israel para lembrar os judeus que, a qualquer momento, Deus pode tirar a vida como forma de compensação por seus pecados.

As mulheres usam galinhas; os homens, galos; e as grávidas, um exemplar de cada um. As Kaparot são vividas nos dias anteriores ao Yom Kippur, a data mais solene do judaísmo, destinada ao arrependimento e ao pedido de perdão.

"Neste momento do ano, que é nosso Ano Novo Judaico (Rosh Hashana), uma das coisas que fazemos é começar uma vida nova e refletir sobre o que fizemos no passado", explica o judeu de origem americana Menachen Persoff antes de fazer suas Kaparot.

"Pegamos uma galinha e dizemos: ''Em vez de que eu seja castigado e destruído neste mundo, deixe que seja esta galinha''. E então temos que pensar que, quando essa galinha morre, poderíamos ter morrido em seu lugar", acrescenta.

Para Persoff, as Kaparot são uma oportunidade para "ser uma pessoa melhor, pensar nas coisas que fizemos de errado e fazer as coisas de um jeito melhor no futuro".

Depois que a ave escolhida - que deve ser branca, para simbolizar a purificação do pecado - é girada sobre a cabeça, o animal é degolado com um rápido e certeiro movimento com uma faca afiada cuja lâmina não pode ter a menor fenda, seguindo os preceitos judeus do "kashrut".

Os penitentes costumam doar as aves mortas para a caridade se têm uma boa situação econômica. Caso contrário, as levam para comer em casa.

Alguns criticam os que comem ou doam as aves aos pobres ao entender que os pecados de quem toma parte no ritual foram transferidos ao animal e, portanto, este não deve ser comido.

Após o ritual, as vísceras das aves devem ser colocadas em algum lugar onde possam servir de alimento a outros pássaros, a fim de demonstrar piedade em relação a todas as coisas vivas.

"Nas Kaparot, rezamos para ser perdoados. Nos mostramos envergonhados diante de Deus e lembramos que ele pode nos tirar a vida, mas nos dá a oportunidade de pedir perdão", aponta a judia ultraortodoxa Devorah Leah.

Para ela, esta tradição ajuda a "pensar com mais profundidade" sobre si mesmo e seus atos. Na antiguidade, as Kaparot eram feitas com cabras, o que deu origem à expressão "bode expiatório".

Hoje em dia, mamíferos não são usados, mas se não é possível ou não se quer usar galinhas ou galos, estes podem ser substituídos por qualquer outra ave, exceto pombos - para não lembrar os ritos de sacrifício no templo -, ou mesmo por um peixe.

Também são muitas as famílias que fazem as Kaparot com dinheiro que depois é doado aos pobres. O fato de os rabinos permitirem que o rito seja celebrado sem necessidade de matar animais é o principal argumento das organizações defensoras dos animais contra esta prática, que consideram como cruel e abusiva.

"Muitos religiosos argumentam que não há motivo para fazê-lo com dinheiro quando se pode matar uma galinha, porque estas não sofrem.

Mas isso não está certo. Todo mundo sabe que os animais têm sentimentos e querem viver, igual a nós", diz Gene Peretz, uma jovem estudante vegetariana que se manifesta em Jerusalém contra o uso de animais vivos nas Kaparot.

Frente a esta postura, os seguidores da tradição, como Leah, argumentam que "os animais estão na terra para ser utilizados pelos seres humanos, sempre que seja de modo correto", e que comer "os animais que Deus nos deu é uma forma de fazer com que o mundo seja mais espiritual".

Fonte: Site Terra.


E nesse vídeo abaixo podemos ver alguns judeus ortodoxos em Jerusalém durante o יום כיפור, Yom Kipur, Dia do Perdão praticando também a כפרה, kaparah, expiação dos seus pecados, segundo eles:


Vejam como os judeus ortodoxos estão completamente equivocados em sacrificar às vesperas do Yom Kipur, Dia do Perdão já que a Torah e o Tanakh declaram explicitamente que só no מקום, makom, lugar, Jerusalém e no בית המקדש, Beit ha Mikdash, Templo se pode sacrificar. (Dt 12:5,6,11,13,14,18,26,27; 14:24-26; 16:2; 31:11; Js 8:1; 1 Rs 8:29,30; 9:3; 2 Cr 7:12-16). E uma vez que o Templo ainda não foi reconstruído, então isso é caracterizado como uma desobediência a Torah.

E vejam também esse interessante artigo:

"O Talmud afirma:

"Não há יום כיפור, Yom Kipur sem sangue." (Yomá 5a)

Toda a Torá aponta para essa forma de resgate: o resgate dos primogênitos, ocorrido em Pesach, em que o sangue de um cordeiro perfeito era passado nas portas, impedindo a morte dos primeiros filhos hebreus. As constantes ofertas pelo pecado, que envolviam derramamento de sangue de diversos animais. A expiação máxima da culpa, ocorrida em יום כיפור, Yom Kipur, em que um bode era degolado e seu sangue aspergido sobre o povo, liberando-o de toda culpa e outro enviado ao deserto, para morrer.

O Talmud nos conta que:

"Durante os quarenta anos antes da destruição do Segundo Templo, a sorte* escrita ‘Para o Senhor’ não vinha mais na mão direita do Cohen Gadol (Sumo Sacedote), nem o fio vermelho** ficava branco, nem a lâmpada ocidental da Menorá do Templo permanecia acesa e as portas do Santuário abriam por si só" (Yomá 39b).

*A sorte para o Senhor é uma referência ao texto de Lv 16.6-9. Ao bode que seria para expiação do povo. Havia um sorteio e por um sinal de D'us saía 'Goral LaHaShem', mas neste período isto não acontecia mais. Sinal que D'us não estava mais recebendo as ofertas pelo pecado, pois o Mashiach Yeshua se ofereceu como perfeito sacrifício pelo pecado. Exatamente neste período de 40 anos antes da destruição do Templo, aproximadamente no ano 30 d.e.c. ** O fio vermelho era o fio de escarlate que perdia sua cor (ficando branco) como sinal de aceitação de D'us à oferta de Israel. Este fenômeno também não acontecia mais."

Fonte:


Referências:




Tradução em português pelo site Google: Capítulo 13: A Necessidade de um Novo Testamento

Conclusão:

A explicação que se pode dar sobre as portas do Beit ha Mikdash, Templo se abrirem por si só, conforme descreve o texto de Yomá 39b refere-se ao fato do sacrifício do Mashiach ter sido aceito pelo Eterno nosso D'us, porque no exato momento em que ele morreu o véu do Templo foi rasgado de alto a baixo, dando acesso aos pecadores até a presença do Eterno, pela expiação de seus pecados, através do sangue do Cordeiro de D'us que tira o pecado do mundo. (Isaías 53:7).

Yeshua foi crucificado às 09:00h do dia 14 de Nissan, numa quarta-feira do ano 30 (d.e.c.) e permaneceu na cruz algum tempo após às 15:00h do calendário civil (hora nona do calendário religioso), hora essa, em que também veio a falecer. (Mc. 15:25, 34, 37). E essa data confere com o texto do Talmud declarando que durante um período de 40 (quarenta) anos antes do Templo ser destruído aconteceram essas coisas que relata o texto de "Yomá 39b", acima mencionado.

Portanto, o nosso substituto é Yeshua, pois foi ele quem se ofereceu como um cordeiro sem defeito e sem mancha em sacrifício único, porém suficiente e eterno ao nosso D'us, pelos nossos pecados, pois o sangue dos animais (Hb 10:4; Sl 40:6,7) que eram oferecidos no מישכן, Mishkan, Tabernáculo ou no בית המקדש, Beit ha Mikdash, Templo era apenas um símbolo do sangue do Mashiach. Porque só o seu sangue (Ef 1:7; Hb 9:12; Ap 1:5; 5:9) pode fazer a כפרה, kaparah, expiação pelos nossos pecados. Saibam mais sobre esse sacrifício de Yeshua no link abaixo:


Nota:


The sacred Name for G'd was spoken only 10 times once per year (during Yom Kippur) by the Kohen Gadol. When the people heard the Name, they prostrated themselves in deep reverence (Yomá 39b).

E finalizando esse tópico convido a todos para ver esse vídeo e ouvir essa lindíssima música, em atitude de oração especial do יום כיפור, Yom Kipur, Dia do Perdão:

Yaakov Shwekey e Mordechai Shapiro - Rahem - Misericórdia


Lehitraot.

פולוס וואלי ✡


Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פולוס - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valley / Valle / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):




quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A Antiga e a Nova Aliança



I - A Antiga Aliança. (Yirmyah, Jr. 31:32).

A prática de sacrifícios e a obediência aos mandamentos como meio de justificar o ser humano diante do Eterno caracterizavam e condicionavam a Antiga Aliança. (Devarim, Dt. 27:26; Gl. 3:10). E esses sacrifícios que eram oferecidos a D'us tinham que ser oferecidos pelas próprias pessoas que tivessem cometido pecado, de acordo com sua classe social. (Vayicrá, Le 5:6,7). Mas embora houvesse essa condição de sacrificar para que o pecador fosse perdoado por D'us, no entanto o que sempre prevalecia mesmo era a graça e a misericórdia de D'us para que o mesmo viesse a ser perdoado e não o ato de sacrificar ou as obras de justiça do ser humano (Devarim, Deuteronômio 9:4-8) ainda mais porque o sangue de animais não é suficiente para expiação dos pecados da raça humana, pois os sacrifícios de animais eram apenas em caráter simbólicos ao sacrifício maior do Mashiach. E também as Escrituras nos dizem que a nossa justiça é como trapo da imundícia. (Yeshayah, Isaías 64:6; Filipenses 3:9).


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II - A Nova Aliança (הברית החדשה). (Yirmyah, Jr. 31:31,33).



Já na Brit HaChadashah, Nova Aliança (1 Corintios 11:23-26) o pecador não tem nenhuma participação no ato de sacrificar, pois a salvação não vem de obras, para que ninguém se glorie diante do Eterno. (Chabakuk, Hab. 2:4; Ef. 2:9). Agora o ser humano recebe de graça o perdão dos pecados e a salvação. E isso vem a ser um imerecido favor de D'us que o homem adquire, por meio da fé que também é um dom, uma dádiva do Eterno. (Ef. 2:8). Então na Nova Aliança ficou mais evidente que o ser humano sempre recebeu o perdão de seus pecados pela graça e misericórdia de D'us independente de obras de justiça praticadas por ele e também do ato de sacrificar, quando prevalecia a Antiga Aliança, ou seja, antes do Mashiach ter vindo para estabelecer a Nova Aliança.

III - O selo da antiga e o da nova aliança:

O selo da primeira e antiga aliança era o sangue de animais. Já na segunda e nova aliança, o selo é o sangue do filho do Eterno. E é óbvio que o sangue de animais não é suficiente para resgatar a vida humana, por isso mesmo a primeira aliança não era suficiente para realizar a redenção maior, até que na plenitude dos tempos o Eterno enviasse o seu próprio filho, o Mashiach que realizaria essa redenção, o qual foi profetizado desde Bereshit, Gênesis 3:15.

A morte do Messias Yeshua em substituição do homem pecador era o único sacrifício perfeito, suficiente e definitivo, para a concretização da redenção desse ser humano do poder do reino das trevas, do pecado e da morte, para que o mesmo tivesse a vida eterna.

O Mashiach veio cumprir a Antiga Aliança e depois estabelecer a הברית החדשה, HaBrit ha Chadashah, a Nova Aliança com o selo do seu próprio sangue, o qual é simbolizado pelo cálice com vinho de Pêssach e o seu corpo pelas matzot também de Pêssach.

Eis aqui o texto em que Yeshua ao celebrar o seu último Sêder de Pêssach mostra um novo significado dessa festa, pois ele diz que as matzot (pães ásmos) simbolizam o seu corpo e o vinho do cálice, simboliza o seu sangue - o selo da Nova Aliança:


אִגֶּרֶת פּוֹלוֹס הָרִאשׁוֹנָה אֶל־הַקּוֹרִנְתִּיִּים פֶּרֶק יא

23 כִּי־כֵן קִבַּלְתִּי אֲנִי מִן־הָאָדוֹן וּמָסַרְתִּי לָכֶם כִּי הָאָדוֹן יֵשׁוּעַ בַּלַּיְלָה אֲשֶׁר־נִמְסַר בּוֹ לָקַח אֶת־הַלָּחֶם׃ 24 וַיְבָרֶךְ וַיִּבְצַע וַיֹּאמַר קְחוּ אִכְלוּ זֶה גוּפִי הַנִּבְצָע בַּעַדְכֶם עֲשׂוֹּ־זֹאת לְזִכְרִי׃ 25 וּכְמוֹ־כֵן אֶת־הַכּוֹס אַחַר הַסְּעוּדָה וַיֹּאמַר הַכּוֹס הַזֹּאת הִיא הַבְּרִית הַחֲדָשָׁה בְּדָמִי עֲשׂוֹּ־זֹאת לְזִכְרִי בְּכָל־זְמַן שֶׁתִּשְׁתּוּ׃

I Corintios 11:23-25

23 Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Adon Yeshua, na noite em que foi traído, tomou a matzá;
24 e, tendo feito a beracha (bênção), a partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.
25 Por semelhante modo, depois da refeição, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a brit ha chadashah no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.

IV - Na Nova Aliança a adoração independe de lugar específico e sim de um estado de espírito do ser humano:

Eis aqui uma parte de um diálogo de Yeshua com uma certa mulher de Samaria, no qual ele afirma o seguinte:

“Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Yeshua: Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos; porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Eterno em espírito e em verdade; porque o Eterno procura a tais que assim o adorem”. (Yochanan, João 4:20-23).

E o próprio rei David, ainda que estando sob a lei da Torah, ou seja, sob a forma condicional de sacrificar para receber o perdão dos pecados, disse:

“Pois tu não desejas sacrifícios, senão eu os daria a ti; tu não te agradas de holocaustos”. (Tehilim, Sl. 51:16).

Mesmo ele sabendo que foi o próprio D'us quem instituiu todas aquelas ordenanças. Mas Davi já via pela fé a nova estrutura que o Eterno estabeleceria depois que o Cordeiro Yeshua fosse sacrificado apenas uma vez, todavia suficiente e definitivamente para resgatar e salvar não apenas os judeus, mas também a todo aquele que nele cresse, seja judeu ou goy, gentio.

E Yochanan, João, talmid, um discípulo de Yeshua escreveu:

“Porque D'us amou o mundo de tal maneira que deu o seu único filho, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (Yochanan, João 3:16).

V - Uma parábola de Yeshua e seu significado:

“E ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres, o vinho se derramará, e os odres se estragarão. Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos. E ninguém, tendo bebido vinho velho, prefere o novo, porque diz: O vinho velho é melhor”. (Lucas 5:37-39).

Aqui, até parece que Yeshua não dizia coisa com coisa, pois o assunto girava em torno do fato de que os talmidim, discípulos de Yochanan, João o que fazia mikvê (batismo) e os fariseus jejuavam e os discípulos de Yeshua comiam e bebiam. (Lucas 5:33). A resposta é porque tanto os discípulos de João como os fariseus ainda não tinham o chatan, o noivo (Yeshua) como seu Mashiach. Por isso eles deveriam estar tristes, já os discípulos de Yeshua não. Mas quando Yeshua respondeu a pergunta dos escribas e fariseus (Lucas 5:34-39), ele lhes falou por parábola para os confundir ainda mais, pois D'us resiste aos soberbos, porém dá graça aos humildes. (Tiago 4:6).

A interpretação das parábolas de Yeshua somente pode ser feita por alguém que tenha o dom do Ruach HaShem, o Espírito do Eterno. A parábola fala sobre remendo novo em vestes velhas e de vinho novo em odres velhos. (Lucas 5:36,37). E a interpretação é uma só, conforme veremos a seguir:

1) De que Yeshua estava falando na verdade?
2) O que representa o remendo novo e o vestido velho?
3) O que representa o vinho novo e o vinho velho?
4) O que vem a ser os odres novos e os odres velhos?

a) A resposta para essas perguntas acima é uma só, ou seja, que Yeshua falava sobre as duas naturezas que o ser humano tem:

– A nova natureza espiritual e santa gerada por D'us no ser humano:

O remendo novo, o vinho novo e os odres novos falam da nossa nova natureza gerada pelo Espírito do Eterno, significando agora que aquele que está no Mashiach é uma nova criatura, um novo indivíduo, não criado como foi Adão, nosso pai, mas gerado por D'us. E isso quer dizer que esse novo homem tem agora em si mesmo o próprio DNA divino ou a cadeia genética metafísica vinda do Eterno. E que ele terá na ressurreição também um corpo metafísico, uma estrutura corporal semelhante a do corpo do Mashiach Yeshua após a sua ressurreição, pois só essa estrutura pode comportar a nova forma de vida celestial que D'us nos dá, porque a nossa estrutura carnal não é capaz disso. E por isso mesmo Shaul diz que nosso ser geme, anseia para ser revestido de um corpo espiritual (metafísico), que havemos de receber na ressurreição. (Romanos 8:23).

– E a velha natureza carnal e pecaminosa do ser humano:

O vestido velho, o vinho velho e os odres velhos falam da estrutura ou natureza carnal e religiosa do ser humano. Essa estrutura ou velha natureza tendenciosa para pecar foi nos dada pelos nossos pais Adão e Eva. E inclui até mesmo a falsa religiosidade daqueles que são religiosos apenas na aparência, mas não no interior, porque não têm uma vida espiritual autêntica, isto é, um relacionamento pessoal e íntimo com D’us, mas apenas uma religiosidade para os homens ver.

5) E o que ele queria dizer com essa expressão;"e ninguém, tendo bebido o velho, quer o novo; porque diz: O velho é bom?"

Eis aí a resposta para essa quinta pergunta:

O fato de alguém ter bebido do vinho velho, ter gostado, e não querer beber do vinho novo, diz respeito à oposição que existe entre a carne e o espírito, ou seja, entre a velha e a nova natureza.

O homem carnal só cogita das coisas da carne, mas o espiritual das coisas de D'us.

Yeshua respondeu para um rabino de Israel que o procurou a noite para saber sobre a vida eterna:

“Aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de D'us”. (Yochanan, João 3:3).

Por isso essa nova vida (vinho novo) no Mashiach, só se adapta ao novo homem (odres novos) gerado pelo Eterno.

Portanto, o remendo novo, o vinho novo e os odres novos são a outra forma de vida do ser humano, a vida espiritual autêntica, a qual é inerente daquele que já foi transformado em uma nova criatura gerada pelo Espírito do Eterno. E essa forma de nova criatura não tem aparência externa, porque é do coração, de intenção (kavaná) e não vem da vontade do homem ou das suas obras, mas de D'us, pela fé, a qual é um dom do Eterno.

Já a velha vida (vestido velho, vinho velho e odres velhos) carnal e religiosa se adapta perfeitamente ao velho homem. Por isso mesmo Yeshua foi rejeitado pela maioria dos judeus de seu tempo e ainda é pela maioria dos judeus de hoje, pois eles eram e são homens mais carnais e religiosos do que homens espirituais autênticos, isto é, que não se distinguem pela aparência e sim pelo servir a D'us em espírito e em verdade.

VI - Alguns detalhes importantes que diferenciam as duas alianças:

- Na primeira Aliança:

a) Os kohanim, sacerdotes eram da Ordem Sacerdotal de Levi.

b) Todos os sacerdotes ofereciam sacrifícios pelo povo e também por si mesmos, inclusive o próprio Sumo Sacerdote.

c) Todos os sacerdotes eram substituídos por outros, inclusive o Sumo Sacerdote.

d) O משכן, Mishkan, Tabernáculo ou o ברית החדשה, Beit ha Mikdash, Templo era terreno.

e) O selo da Antiga Aliança era o sangue de animais.

- Na segunda ou Nova Aliança:

a) Os kohanim, sacerdotes são da Ordem Sacerdotal de Melquisedeque, uma Ordem Eterna. (Tehilim, Salmos 110:4).

b) Somente o Sumo Sacerdote Yeshua ha Mashiach se ofereceu como único sacrifício perfeito, santo, suficiente e eterno pelos pecados do ser humano, mas não por si mesmo, pois Yeshua nunca pecou, porém o Sumo Sacerdote da Antiga Aliança oferecia sacrifícios por si mesmo, pois também era um pecador.

c) Nenhum sacerdote é substituído por outro, pois todos pertencem a uma Ordem Eterna.

d) O משכן, Mishkan, Tabernáculo ou o ברית החדשה, Beit ha Mikdash, Templo é celestial. A ירושלם החדשה, Yerushalaim HaChadashah, Nova Jerusalém apesar de não ser ela o Templo celestial, mas sim uma parte dele, aquela parte coberta que tem o formato de um cubo, ou seja, o lugar mais sagrado do Tabernáculo ou do Templo, o Santíssimo Lugar, onde D'us habita. Essa Nova Jerusalém também tem o mesmo formato de um cubo (Apocalipse 21:15,16) e é descrita no livro da Revelação como sendo o משכן, Mishkan, Tabernáculo (habitação) de D'us com os homens. (Revelação, Apocalipse 21:2,3).

Ver na figura abaixo o Santo e o Santíssimo Lugar do Tabernáculo.


Nota:

Num outro artigo desse mesmo blog um estudo sobre o Tabernáculo é apresentado com mais detalhes. Nesse estudo o significado de cada dependência do Tabernáculo é mostrado, veja aqui uma parte do mesmo:

"I – O TABERNÁCULO E SUAS TRÊS DEPENDÊNCIAS

1. ÁTRIO – Simboliza o mundo exterior e visível ou mundo físico.

2. SANTO LUGAR – Simboliza uma parte do mundo interior e invisível ou as regiões celestes, onde se travam as batalhas espirituais.

“e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Yeshua haMashiach;” (Ef.2:6).

“porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” (Ef.6:12).

3. SANTÍSSIMO LUGAR – Simboliza uma outra parte do mundo interior e invisível, a própria presença de D'us, seu trono ou o Céu dos Céus onde Ele habita."

e) O selo da Nova Aliança é o sangue do próprio filho de D'us.

Portanto, a Antiga Aliança era em caráter figurativo, tipológico e simbólico sobre a Nova Aliança. Ora aquilo que é uma sombra, uma figura, um tipo ou um símbolo tem valor inferior ao que é real. E por isso mesmo o autor da carta aos Hebreus diz:

"De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (pois sob este o povo recebeu a lei), que necessidade havia ainda de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão? Pois, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei. E visto como não foi sem prestar juramento (porque, na verdade, aqueles, sem juramento, foram feitos sacerdotes, mas este com juramento daquele que lhe disse: Jurou Adonay, e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre), de tanto melhor pacto Yeshua foi feito fiador. E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte foram impedidos de permanecer, mas este, porque permanece para sempre, tem o seu sacerdócio perpétuo". (Hebreus 7:11,12,20-24).

Todavia, o בית המקדש, Beit ha Mikdash será reconstruído, pois importa que os sacrifícios sejam reiniciados, não para que os pecados do povo sejam perdoados, mas para servir de sacrifícios simbólicos ao sacrifício maior do Mashiach como sempre foram e também como um memorial desse mesmo sacrifício de Yeshua.

Lehitraot.

פולוס וואלי ✡


Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פולוס - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valley / Valle / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):




sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Rebelião, intolerância e perseguição




I - A REBELDIA DO SER HUMANO CONTRA D'US

A intolerância do ser humano e a perseguição ao seu próximo são conseqüências da sua rebeldia contra D'us.

Desde a queda do homem no גַן-עֵדֶן, Gan Eden, Jardim do Éden, o ser humano adquiriu uma tendência pecaminosa, isto é, uma lei que opera em todo o seu corpo, que o obriga a se rebelar contra tudo e contra todos, principalmente contra o seu Criador (יהוה), o D'us de Avraham, Abraão, de Yitzchac, Izaac e de Yaacov, Jacó. (Rm. 7:18-23).


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O rabino Shaul, Paulo nos fala dessa tendência pecaminosa nesse texto abaixo:

"Porque o pecado, tomando ocasião, pelo mandamento me enganou, e por ele me matou. De modo que a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom. Logo o bom tornou-se morte para mim? De modo nenhum; mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte por meio do bem; a fim de que pelo mandamento o pecado se manifestasse excessivamente maligno. Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Pois o que faço, não o entendo; porque o que quero, isso não pratico; mas o que aborreço, isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Agora, porém, não sou mais eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está. Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, mesmo querendo eu fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de D'us; mas vejo nos meus membros outra lei guerreando contra a lei do meu entendimento, e me levando cativo à lei do pecado, que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Graças a D'us, por Yeshua ha Mashiach nosso Senhor! De modo que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de D'us, mas com a carne à lei do pecado." (Romanos 7:11-25).

E ele mesmo nos dá a resposta nesses outros textos de como fazer para agradar a D'us:

"Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão no Mashiach Yeshua. Porque a lei do Espírito da vida, em Yeshua ha Mashiach, te livrou da lei do pecado e da morte... Pois os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra D'us, pois não é sujeita à lei de D'us, nem em verdade o pode ser; e os que estão na carne não podem agradar a D'us. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Ruach HaShem, Espírito de D'us habita em vós..."
(Romanos 8:1,2,6-9).

"Porque quem semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas quem semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna." (Galatas 6:8).


II - D'US CONCEDEU AO SER HUMANO O LIVRE ARBÍTRIO


O Eterno ao criar o ser humano o capacitou a ter uma vida totalmente livre, porém debaixo da dependência e orientação do Criador, com o propósito de preservar o homem das conseqüências de suas possíveis escolhas erradas. Portanto, D'us não criou o homem como se ele fosse um robô ou uma marionete que não têm vontade própria.

Um dos objetivos porque D'us criou o ser humano com o poder de livre escolha refere-se ao fato de que o Eterno deseja ter alguém para se relacionar. O Eterno deseja ter comunhão, intimidade com alguém que também possa lhe corresponder, assim como num casamento de um homem com uma mulher. Ninguém gostaria de se casar com uma pessoa que não lhe amasse, assim também D'us deseja ter alguém para se relacionar, mas que também lhe ame. D'us deseja estar junto de alguém que também deseja estar junto dele. Ele poderia, através do seu poder obrigar ao homem a lhe obedecer e viver junto dele para sempre, porém essa atitude seria semelhante a de um homem que obrigasse uma mulher a viver com ele, sem que a mesma o amasse. Mas essa atitude não faria com que essa união tivesse o mesmo valor de uma união por amor recíproco.

A primeira e mais importante das mitzvot, ordenanças é o SHEMA (Devarim, Dt 6:4,5), amar a D'us de todo o coração, de toda alma e de toda força, mas D'us não obriga ao ser humano cumprir isso, porque Ele não é um ditador, porém a atitude do homem em não cumprir essa ordenança, constitui-se em rebeldia contra o Eterno e certamente esse homem sofrerá as conseqüências disso.


III – CONSEQÜÊNCIAS DA LIVRE ESCOLHA DO HOMEM

A boa escolha que o homem faz pode determinar a sua felicidade.


Quando os israelitas estavam prestes a entrar na Terra Prometida, o Eterno pôs diante dos mesmos as bênçãos decorrentes da obediência deles aos seus mandamentos e as maldições pela desobediência aos mesmos. (Devarim, Dt 27:10-26 e capítulo 28).






E a má escolha que ele faz pode determinar a sua infelicidade.


D'us ama o homem, porém odeia o pecado. O universo que o Eterno criou é regido totalmente por leis físicas, as quais também são para a nossa segurança. Alguém já parou para pensar sobre o que seria de nós se esses elementos físicos deixassem de obedecer a estas leis? Assim também é com o ser humano, pois toda vez que um homicídio é cometido ou alguma outra lei do Eterno é quebrada, então há um grande desequilíbrio no universo que D'us criou. A lei de D'us existe para o nosso próprio bem. O semáforo vermelho é um aviso de perigo, quando algum motorista não o obedece pode causar um acidente com terríveis conseqüências para ele mesmo e até para outras pessoas. Assim também é com relação ao homem e as leis que D'us o deu.





IV – A MEDIDA DA INJUSTIÇA DOS AMORREUS



O Senhor (יהוה) disse para o seu servo Abraão que a sua descendência somente possuiria a terra que foi prometida por Ele, a partir da quarta geração, isso porque a medida da injustiça dos amorreus ainda não estava cheia. (Bereshit, Gn 15:16). O Eterno é amor e misericórdia, mas também é justiça. Mesmo sendo Abraão justificado, através da fé diante do Eterno, ainda assim Ele não poderia ser injusto para com os amorreus, os quais habitavam a terra de Canaã.

D'us é misericordioso, piedoso e tardio em irar-se. (Ex 34:6). Nos dias de Nôach, Noé, o Senhor esperou durante muitos anos até que a arca ficou pronta e a família de Noé entrou nela e o anjo do Senhor fechou a porta por fora, para evitar que Noé ou alguém de sua família, por compaixão abrisse a porta por dentro, com a finalidade de salvar alguns daqueles que durante tantos anos ouviram a mensagem sobre o dilúvio, porém não acreditaram e preferiram continuar vivendo pecando contra o Senhor (יהוה) D'us.

Podemos ver aqui duas faces do Eterno que é piedoso, misericordioso e tardio em irar-se, mas que também é justo e não inocenta o culpado. (Shemot, Ex 34:7; Bemidbar, Nm 14:18). Diante de um D'us assim, que tipo de pessoas devemos ser? A mensagem da redenção e salvação em Yeshua haMashiach está sendo proclamada nos quatro cantos do planeta, todavia como nos dias de Noé a mesma tem sido rejeitada pela maioria dos seus habitantes. Entretanto a palavra do Senhor, as Escrituras não voltarão para Ele vazia como Ele mesmo nos diz:

“Porque, assim como desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não torna, mas rega a terra, e a faz produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei”. (Yeshayah, Is 55:10-11).

De qualquer forma a palavra de D'us se cumpre seja ela para a salvação daqueles que crêem ou para a condenação daqueles que não crêem.


V – O JUÍZO DE D'US SOBRE OS POVOS DA TERRA DE CANAÃ


D'us usa Israel como instrumento para executar o seu juízo.

Porém, aqui não se trata de intolerância religiosa por parte dos israelitas não, mas sim de um julgamento divino. Israel estava recebendo ordem diretamente de D'us para exercer o seu juízo sobre aquelas nações, e também de possuir suas terras como herança e promessa do Eterno aos descendentes de Abraão. (Dt 18:9-14). E quando Israel desobedeceu a essa ordem pagou caro por isso (Js 9:3-24; II Sm 21:1-2), pois os gibeonitas enganaram a Israel, o qual não consultou ao Senhor, antes fizeram paz com os gibeonitas jurando pelo Senhor que não os destruiriam, quando a ordem divina era para destruir todos os habitantes daquelas terras.

O juízo executado por Israel sobre aquelas nações simboliza o juízo de D'us sobre as nações executado pelo Mashiach Yeshua e os seus redimidos, quando da sua volta gloriosa para reinar sobre toda a Terra. (Dn 7:9,10,13,14,18,27; II Tm 4:1).


VI – INTOLERÂNCIA RELIGIOSA, PERSEGUIÇÃO E SUAS CONSEQÜÊNCIAS


A história nos comprova todo o sofrimento do povo judeu pela intolerância religiosa praticada por vários povos. As atrocidades cometidas contra os judeus pela Inquisição Católica e pelo Nazismo na Segunda Guerra Mundial jamais serão esquecidas por eles.

A extinta URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas em setenta anos de ditadura militar causou perseguições, torturas e até a morte de milhares de pessoas, cujo crime era de apenas crer em D'us fossem elas judias, católicas, protestantes ou de qualquer outra religião.

E as conseqüências dessa intolerância religiosa e dessas perseguições sofridas por esses povos são as cicatrizes que nunca desaparecerão de suas memórias.

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião." (Nelson Mandela.

Será possível que nos dias de hoje o ser humano não tenha ainda aprendido a lição que a história nos apresenta? Infelizmente nós acreditamos que não.


VII - A PROIBIÇÃO DAS PRÁTICAS ABOMINÁVEIS DAS NAÇÕES

O povo judeu tem sido o povo que mais sofreu pela intolerância religiosa e até racial, a do antissemitismo. Entretanto, existe uma coisa que nos entristece mais que as próprias perseguições sofridas pelos judeus... É a desobediência dum número considerável de judeus sobre o que D'us (יהוה) diz no texto abaixo:

“Quando entrares na terra que o Senhor teu D'us te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Entre ti não haverá... adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos”. (Devarim, Dt 18:9-11).

No entanto é a coisa mais “normal” nos dias de hoje ver judeus praticando todas essas abominações, forma como D'us se expressa falando dessas coisas do verso nove do texto mencionado anteriormente. Ao mesmo tempo em que esses judeus praticam tudo isso, eles continuam sendo aceitos pela comunidade. Infelizmente alguns rabinos ao tomar conhecimento dessas coisas não se manifestam contra esse comportamento desses judeus. Porém, basta que algum judeu reconheça Yeshua como sendo o verdadeiro Mashiach, para logo sofrer discriminação, intolerância e perseguição, isso quando ele não é imediatamente excluído da comunidade.


VIII - FELIZES SÃO OS QUE SOFREM PERSEGUIÇÃO POR CAUSA DE YESHUA


Assim disse Yeshua sobre quem é perseguido por causa dele:

"Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós." (Mateus 5:11,12).

O rabino Shaul, Paulo perseguia os talmidim, discípulos de Yeshua, até que viu uma grande luz do céu que o cegou e caindo ao chão ouviu as seguintes palavras:

"Shaul, Shaul, por que me persegues? E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Yeshua, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões. E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que faça? E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convenha fazer."
(Atos 9:3-6).

E após isso o rabino Shaul, de perseguidor dos discípulos de Yeshua passou a ser perseguido pelos próprios compatriotas, os judeus.

Contudo, o que mais importa mesmo ao Eterno não é o fato de alguém ser judeu apenas na carne, ou seja, ser descendente de Abraão apenas através da genética, do DNA físico, mas sim de ter o DNA metafísico do patriarca, isto é, ser filho de Abraão através da mesma fé que o patriarca tinha no único D'us (יהוה). De que vale ser judeu de pai e mãe e até recitar o SHEMÁ (Devarim, Dt 6:4,5) se essa pessoa não tem a mesma fé monoteísta que caracteriza os verdadeiros descendentes de Abraão?

Ser judeu messiânico é ser um judeu completo porque já identificou o Messias e o segue, pois um judeu que ainda não reconheceu o Mashiach Yeshua ainda é um judeu incompleto. Na realidade no Mashiach Yeshua nem a circuncisão nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura. (Gl 6:15; Ef 2:11-22). Pois o Eterno fez dos dois povos (judeus e gentios) um só povo, o qual é superior aos anteriores e que tem dupla nacionalidade, a terrena e a celeste, e pela celeste somos embaixadores da parte do Mashiach, com uma importante vocação: De chamar os pecadores ao arrependimento para se reconciliarem com D'us, através do Mashiach. (2 Cor 5:17-20).


CONCLUSÃO:

Esperamos com sinceridade que esse nosso artigo contribua de alguma forma, para que todos aqueles que venham lê-lo, quer sejam judeus ou gentios, crentes ou ateus não sejam rebeldes ao Eterno e nem intolerantes ou perseguidores para com o seu semelhante. E também que se unam com aqueles que já aprenderam essas lições.

Lehitraot.

פולוס וואלי ✡


Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פולוס - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valley / Valle / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):




segunda-feira, 20 de julho de 2009

O que se pode entender sobre leis de kashrut?


Do hebraico כַּשְׁרוּת, cashrut ou kashrut é o nome dado ao conjunto de leis dietéticas dentro do judaísmo. Segundo as leis judaicas, o alimento que pode ser ingerido é chamado de כָּשֵׁר , casher, em inglês escreve-se normalmente kosher, portanto, esta última denominação é mais comum.


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Kosher significa apto ou apropriado para se comer. E o alimento inapropriado é chamado de טְרֵפָה, terefah ou treifah. A determinação de um produto como apto ou não é baseado nas diversas exigências estabelecidas na Torah e na halachá. Nos tempos modernos, um produto vendido possue geralmente uma identificação que o estabelece como produto kosher.

As leis dietéticas de kashrut se encontram na תורה, Torah, no livro de ויקרא, Vayikra, Levítico 11.

Mas o que significam exatamente essas leis nas dimensões psicológicas e espirituais?
Num outro tópico desse mesmo blog se fala da criação do ser humano e o propósito do Eterno em criar dentro do homem o sangue e os órgãos, para que dentre outras coisas simbolizassem verdades psicológicas e espirituais.

Com relação as leis de kashrut, o Eterno também ao criá-la teve esse mesmo objetivo, isto é, de revelar ao ser humano o significado simbólico da mesma.

O ser humano é composto de três essências:

Uma física (corpo) e duas metafísicas (alma e espírito).

Pois bem, cada uma dessas três essências se alimenta de alguma coisa.

Exemplo:

- O corpo se alimenta daquilo que é físico.

- A alma se alimenta daquilo que é psicológico.

- E o espírito se alimenta daquilo que é espiritual.

Alimentos que suprem as necessidades das três essências do ser humano:

- Do corpo: Tudo que é nutritivo e saudável no campo físico - carne de animais, frutas, legumes, leite, ovos, etc.

- Da alma: Tudo aquilo que é bom no campo psicológico - emoções afetivas, alegria, boas lembranças, bons sentimentos, bons pensamentos, amor a D'us e ao próximo, etc.

- Do espírito: Tudo aquilo que é bom no campo espiritual - tzedakah (caridade), justiça, honestidade, bondade, altruísmo, filantropia, etc.

Sendo assim, quando o Eterno criou as leis de kashrut, Ele tinha em mente revelar ao ser humano verdades psicológicas e espirituais, das quais tanto a alma como o espírito do homem se alimentam.

O Eterno deseja que todos valorizem mais o psicológico e o espiritual ao invés do físico. Mas infelizmente a maioria das pessoas não consegue entender o propósito Divino para com as leis psicológicas e espirituais, as quais têm maior valor para o Eterno, pois as mesmas são leis morais, enquanto as leis de kashrut, referentes aos alimentos para o nosso corpo são leis cerimoniais. Por isso essas pessoas permanecem cegas e bitoladas naquilo que são apenas leis cerimoniais ou simbólicas quanto aquilo que é psicológico e espiritual, muito embora também sejam leis do Eterno, porém de menor valor do que as leis morais d'Ele.

E por isso mesmo Yeshua disse que estas duas mitzvot (ordenanças) da Torah são as mais importantes:

שמע ישראל יהוה אלהינו יהוה אחד׃ ואהבת את יהוה אלהיך בכל לבבך ובכל נפשך ובכל מדעך ובכל מאדך זאת היא המצוה הראשנה׃ והשנית הדמה לה היא ואהבת לרעך כמוך

"...Shema Yisrael adonai eloheinu adonai echad. Veahavta et adonai eloheikha bekhol-levavkha uvekhol-naphshkha uvekhol-madaekha uvekhol-meodekha... Veahavta lereakha kamokha..." (Marcos 12:29-31).

"Ouve Israel Adonai nosso D'us é o único Senhor. Amarás pois ao Senhor teu D'us, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças: esta é a primeira mitzvah (ordenança). E a segunda semelhante a esta, é: Amarás a teu próximo como a ti mesmo. Não há outra mitzvah maior do que estas." (Marcos 12:29-31).

Mas infelizmente alguns religiosos se preocupam mais em cumprir a lei cerimonial do que mesmo as leis psicológicas e espirituais ou leis morais do Eterno. Essas pessoas pensam que cumprindo tudo da lei cerimonial já é suficiente. Elas nem sabem distinguir o que vem a ser alimento não kosher para a alma e para o espírito. São pessoas que não se alimentam jamais de comida não kosher ou que jamais pronunciam o NOME, Adonay sem cobertura do kipá, se tratando de homem, mas quando termina o oficio religioso passam logo a participar da "roda dos escarnecedores" descrita em Tehilim, Salmos 1:1, onde se pode ouvir piadas imorais, blasfêmias, לשון הרע, lashon hará (fofoca), etc., pecando contra D'us e o seu semelhante e alimentando assim a sua alma e o seu espírito com aquilo que não é kosher.

Não quero com isso que pensem que sou contra as leis de kashrut. E sim que aquelas pessoas que estão enquadradas nessa mensagem valorizem mais as leis de kashrut para a alma e o espírito e não apenas as leis de kashrut para o corpo.

Abaixo cito quatro links sobre as leis de kashrut:





O único alimento com poder nutritivo triplico:

O único alimento que tem poder nutritivo ao mesmo tempo, para as três essências (corpo, alma e espírito) do ser humano é a Palavra do Eterno.

Quando Moshe, Moisés subiu ao Monte Sinai e lá permaneceu durante 40 (quarenta) dias sem comer e sem beber coisa alguma, durante todo aquele período ele foi alimentado única e exclusivamente do poder de D'us em sua vida. E quando ele desceu do monte o seu rosto brilhava tanto que os israelitas não conseguiram se quer olhar para ele.

Yeshua também jejuou o mesmo número de dias que Moisés, isso para provar aos israelitas que nele se cumpria a promessa do Eterno de enviar um profeta semelhante a Moisés:

"Do meio de seus irmãos lhes suscitarei um profeta semelhante a ti; e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. E de qualquer que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, eu exigirei contas." (Devarim, Deuteronômio 18:18,19).

Yeshua falou que as palavras que ele dizia não eram suas, mas do Eterno e que eram espírito e vida, isto é, verdadeiro alimento para nossa vida triplica - para o corpo, para a alma e para o espírito:

"Porque eu não falei por mim mesmo; mas o Eterno, que me enviou, esse me deu mandamento quanto ao que dizer e como falar. E sei que o seu mandamento é vida eterna. Aquilo, pois, que eu falo, falo-o exatamente como o Eterno me ordenou." (Yochanan, João 12:49,50).

"O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida."
(Yochanan, João 6:63).

E por último Yeshua nos diz: "A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e completar a sua obra." (Yochanan, João 4:34).

Conclusão:

Na verdade o ser humano deveria ser vegetariano (Bereshit, Gênesis 1:29), pelo menos a permissão para que os animais fossem mortos para servir de alimento (Bereshit, Gênesis 9:3,4) para ele só foi dada após o mesmo ter pecado contra D'us. E essa permissão só veio após o Dilúvio. Mas o conhecimento dessas leis de kashrut já se tinha no tempo de Noé, porque quando as águas do Dílúvio baixaram e Noé e sua família saíram da arca, então Noé ergueu um altar e ofereceu um sacrifício a D'us, mas o texto diz que os animais (Bereshit, Gênesis 8:20) sacrificados eram limpos. Mas não se tem certeza de que o homem já tivesse conhecimento de todas as leis de Kashrut como foram dadas mais tarde aos filhos de Israel.

Por causa do pecado, o homem teria de morrer sem salvação, porém para que ele sobrevivesse alguém teria que morrer em seu lugar. E sabemos que esse alguém não é outro senão o próprio Mashiach. Por isso mesmo o cordeiro de Pêssach simboliza o corpo do Mashiach sendo sacrificado em favor do ser humano. E o próprio Yeshua disse na sua última celebração do Sêder de Pêssach, que a matzá (pão sem fermento) representava o corpo dele sendo partido, isto é, sendo oferecido em sacrifício pelos seus talmidim, discípulos.

Todo judeu sabe que as chalot (pães) de shabat simbolizam o maná que desceu do céu. E Yeshua disse que ele próprio é o verdadeiro pão que desce do céu para dar vida ao mundo (Yochanan, João 6:35,41,48,50), e que se os seus discípulos não comessem da sua carne e não bebessem do seu sangue (Yochanan, João 6:51,53-56) não teriam vida neles mesmos. Ora, as leis de kashrut não permitem que nenhum judeu coma carne humana ou beba sangue de nenhum ser. Mas Yeshua apenas falava por parábolas ou metáforas, para que todos entendessem que dependiam do sacrifício de um justo para que eles fossem perdoados por D’us e assim pudessem entrar no Gan Éden, no Paraíso. E por isso mesmo D’us deu permissão ao ser humano de se alimentar de animais (Bereshit, Gênesis 9:3-6), pois isso seria um ato profético sobre a morte do Mashiach para alimentar, dar vida a todos aqueles que cressem nele e sendo isso a única solução de salvação eterna para suas vidas. Mas foi proibido aos homens alimentarem-se do sangue, isso para que todos soubessem que só existe um sangue que de fato pode dar vida ao ser humano – o sangue do Mashiach, o Verbo ou o Porta-Voz de D'us (Yochanan, João 1:1,14; Apocalipse, Revelação 19:13).

Lehitraot.

פולוס וואלי ✡


Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פולוס - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valley / Valle / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):




sábado, 18 de julho de 2009

A criação do ser humano



INTRODUÇÃO:

O Eterno criou o homem e o dotou de sete sentidos com várias finalidades, dentre elas a de revelar ao mesmo a existência de dois reinos espirituais:


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O reino da luz e o reino das trevas

1) O reino da אור, 'or, luz: (I Jo. 1:5,7; Mt. 5:14-16; Jo. 3:21; Cl. 1:12,13).

O reino da luz é o reino de D'us, de Yeshua, dos anjos e homens que estão em plena harmonia com o Eterno e onde tudo é amor, bondade justiça, perfeição, etc., onde não existe mudanças nem sombra de variação. (Tiago 1:17).

2) O reino das חשך, choshékh, trevas: (Ef. 6:12; Jo. 3:19,20).

Já o reino das trevas é o reino dos anjos e homens que estão em rebelião contra o Eterno, onde não existe justiça, verdade, bondade, perfeição, etc.

I – A criação do homem

1) O Eterno criou o homem à sua imagem e semelhança, isto é, dotado também das três essências do seu Criador: (Gn. 1:26,27).

PORTUGUÊS - HEBRAICO - GREGO

a) Espírito - רוח - ruach (vento) - pneuma
b) Alma - נפש - nephesh (folego da vida) - psyke
c) Corpo - גוף - guf (matéria) - soma

2) D'us formou o corpo do homem do pó da terra e dentro do mesmo criou os órgãos e o sangue, com o propósito de que estes, entre outras coisas simbolizassem verdades psicológicas e espirituais. Seguem aqui algumas abordagens sobre o sangue e os principais órgãos do corpo humano com alusões aos fatores psicológicos e espirituais da personalidade do indivíduo:

a) Pulmões – Por que o Eterno criou dentro do nosso corpo dois ראות, rot, pulmões e não apenas um? A resposta é que Ele queria revelar verdades espirituais ao homem e se o homem tivesse apenas um pulmão essas verdades não poderiam ser simbolizadas. Nos pulmões do ser humano D'us realiza um grande milagre: O oxigênio dá vida ao corpo começando pelo sangue. O oxigênio simboliza o Ruach HaShem, o Espírito de D'us que entrou pelas narinas do homem e deu vida ao mesmo. (Gn. 2:7).


O fato de serem dois pulmões é porque um pulmão simboliza o nosso próprio espírito e o local da habitação do mesmo no nosso corpo. E o outro pulmão simboliza o Espírito do Eterno e o local da sua habitação em nosso corpo, pois as Escrituras nos afirmam que somos o templo do Espírito d’Ele. (I Co. 6:19). Portanto, nossos pulmões simbolizam a nossa vida espiritual e o nosso relacionamento com o Espírito do Eterno.

b) Sangue – O nosso דם, dam, sangue (vida física) simboliza nossa alma (vida psicológica). (Gn. 9:4; Lv. 17:11-14). O sangue limpo dá vida ao corpo e órgãos, assim como a alma pura faz bem não só ao corpo, mas também ao espírito.


Quando o sangue de alguém está impuro, isto é, contaminado ou doente, então esse alguém necessita de uma transfusão, para que o seu sangue volte a ser puro novamente. E assim também é com relação a nossa alma e o nosso espírito, pois algumas vezes eles se contaminam com a doença chamada "pecado", daí a necessidade de uma transfusão de sangue a nível metafísico, ou seja, o sangue ou a vida de Yeshua sendo introduzida no profundo do nosso ser, num processo de purificação da nossa alma e do nosso espírito. Então o sangue de Yeshua (Alef Yochanan, 1 João 1:7) nos purifica de todo o pecado! Barukh HaShem!

c) Coração – No idioma hebraico coração é לב, lêv (Pv. 4:23) e no idioma grego é καρδιά, cardia.


O coração é o centro da nossa vida física, pois ele é a bomba que manda o sangue para todo nosso corpo e membros dando vida aos mesmos. E ele simboliza o nosso ego ou centro da nossa vida psíquica. Na realidade é o ego quem decide sobre tudo que é relacionado com o nosso ser, seja físico, psicológico ou espiritual. (Mr. 7:21-23).

d) Rins – Os כליהות, kelaiot, rins são os responsáveis pela filtragem do nosso sangue e distribuem para as vias urinárias todas as enzimas nocivas ao nosso organismo, tais como: uréia, ácido úrico, etc. Um rim simboliza a nossa mente que é o filtro da nossa alma. No idioma hebraico é kelaiot (plural) (Sl. 7:9; 16:7; Jr. 17:10). E no idioma grego é nefrous (Ap. 2:23). E o outro rim simboliza a mente de Yeshua em nós. (I Co. 2:16). Isso porque, se a nossa mente falhar temos a de Yeshua para nos corrigir. A mente interage com o nosso superego, substrato espiritual que atua como sensor ou árbitro separando o certo do errado, o santo do profano, ora nos justificando e ora nos condenando, etc.


e) Cérebro – O מוח ou מח, moach, cérebro é o responsável por todo o processo que comanda todas as atitudes do homem, quer de ordem espiritual, psicológica ou física. É através dele que o espiritual e psicológico se materializa, como por exemplo: Os nossos sonhos, projetos, desejos, o andar, o comer, etc. O cérebro é dividido em: Consciente, subconsciente, inconsciente, memória e raciocínio. Devemos usar o cérebro para as coisas boas.


f) Estômago - O קבה, kevah, estômago é uma parte do tubo digestivo dilatado em bolsa e situado sob o diafragma, entre o esôfago e o intestino delgado, onde os alimentos são revolvidos durante várias horas e impregnados de suco gástrico, que coagula o leite e hidrolisa as proteínas.


E assim como o estômago recebe o alimento, o qual passa pelo processo da digestão para saúde do corpo, assim também a alma e o espírito do ser humano também recebem do alimento psicológico e espiritual, para saúde de ambos respectivamente. E assim como o estômago rejeita aquilo que não faz bem ao organismo, assim também a alma e o espírito devem rejeitar aquilo que não faz bem para eles. Por isso mesmo D'us nos deu as leis de Kashrut, onde Ele nos fala sobre o tipo de alimento que devemos e o que não devemos comer.

g) Intestino - O מעי, meí, intestino é uma víscera abdominal que se divide em intestino delgado e intestino grosso e vai do estômago ao ânus, por onde passa o suco digestivo segregado pelas glândulas do duodeno e do jejuno e que contém numerosas enzimas que agem sobre todas as categorias de alimentos orgânicos. Esse órgão também tem a função de pôr para fora do corpo tudo que não é mais útil ao organismo do mesmo.


Assim como o intestino retira dos alimentos as vitaminas necessárias ao organismo e expulsa o que não mais serve, assim também a alma e o espírito devem fazer uma seleção de tudo que seja proveitoso e rejeitar o que seja nocivo para ambos.

Algumas vezes no intestino localizam-se vermes ou parasitas que sugam as vitaminas destinadas ao organismo do corpo humano, assim também algumas vezes parasitas metafísicos (demônios que introduzem no ser humano a inveja, ciúme, ódio, rancor, mágoa, ira, injustiça, etc.) que sugam a saúde psicológica e espiritual do crente. Mas D'us nos dá o remédio para matar esses vermes - o sangue de Yeshua, o qual contém o antídoto, a cura para esses males se assim desejarmos.

h) E finalmente os órgãos sexuais, o masculino e o feminino:

- Do hebraico זין (zayin), órgão sexual masculino na linguagem do povo.

- E נרתיקה (nartiycah), órgão sexual feminino.

Os órgãos sexuais masculino e feminino do ser humano são os responsáveis pela reprodução desse ser adâmico. E por isso eles simbolizam o poder da reprodução psicológica e espiritual dessa raça. E esse poder reprodutor pode gerar santos ou profanos dependendo do estado em que se encontrar os seus progenitores. Nosso pai Adão pecou e com ele toda raça humana, por isso mesmo consta na Brit ha Chadashah, Nova Aliança ou Novo Testamento o seguinte:

“Porque, assim como por um homem veio a morte, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Pois como em Adão todos morrem, do mesmo modo no Mashiach todos serão vivificados.” (1 Corintios 15:21,22).

Pois a corrente sanguínea de nosso pai, após o pecado dele ficou contaminada pela doença que chamamos de “pecado” e por isso mesmo nos foi transmitida essa tendência pecaminosa, pois o sangue dele corre em nossas veias e artérias.

Nenhum de nós nasceu porque quis e, no entanto herdamos essa tendência pecaminosa de nosso pai, Adão. Contudo, nos foi dada uma oportunidade de sermos salvos, conforme nos diz esse versículo abaixo:

“Mas D’us, não levando em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todo lugar se arrependam”. (Atos 17:30).

Quando o ser humano se arrepende de seus pecados e se humilha perante o seu Criador pedindo-lhe o seu perdão, então D’us pelo seu Ruach opera o novo nascimento nesse indivíduo.

As Escrituras nos dizem que os que estão no Mashiach nasceram de novo pelo poder gerador do Ruach HaShem, Espírito de D’us.

No judaísmo a brit milah, circuncisão é feita no órgão sexual masculino. E isso faz muito sentido, porque ela é um sinal dado por D’us de que esse povo pertence a Ele. O fato de D’us exigir isso dos judeus é para que fique bem clara a diferença entre aquele que serve a Ele e o que não O serve, entre o que é justo e santo e o que é ímpio e profano.

Por que D’us ordenou aos judeus que fizessem a circuncisão exatamente no órgão sexual masculino? Porque é através desse órgão que o sêmen é introduzido no útero para ser fecundado um novo ser justo e santo. Mas nem sempre isso se dá porque não basta alguém ser circuncidado no prepúcio para ser justo e santo diante de D’us, pois a circuncisão da carne é apenas um símbolo externo de um posicionamento interno de alguém que se diz ser servo de D’us. Por isso mesmo consta na Torah:

“Circuncidai, pois, o prepúcio do vosso coração, e não mais endureçais a vossa cerviz”. (Devarim, Deuteronômio 10:16).

E também através do profeta Yrmiahu, Jeremias:

“Eis que os dias vêm, diz o Eterno, em que farei um pacto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá,... Mas este é o pacto (aliança) que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Eterno: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu D’us e eles serão o meu povo”.
(Yrmiahu, Jeremias31:31,33).

Portanto, a circuncisão no prepúcio simboliza a circuncisão do coração ou do centro da vida psicológica, que vem a ser o próprio ego do ser humano. Por isso não basta que alguém seja circuncidado apenas na carne e não também no coração ou no ego. Porque para D’us há mais valor naquele que é circuncidado de coração mesmo não o sendo na carne do que naquele que é circuncidado apenas na carne.

A circuncisão do coração é simbolizada pela circuncisão do prepúcio do órgão sexual masculino, porque ela faz com que uma pessoa que já tenha passado por esse processo tenha a capacidade, pelo poder do Ruach HaShem de também gerar filhos espirituais. Ora uma criança é gerada no ventre de sua mãe e isso faz sentido com o que Yeshua disse nesse texto abaixo:

"Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios dagua viva correrão do seu ventre. Ora, isto ele disse a respeito do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito ainda não fora dado, porque Yeshua ainda não tinha sido glorificado." (Yochanan, João 7:38,39).

Porque todo aquele que já nasceu do Ruach HaShem, Espírito de D'us está apto para também gerar filhos espirituais, através da vida de boas obras produzidas pelo fruto do Espírito. (Efesios 2:10; Galatas 5:22).

O Ruach HaShem, Espírito de D'us pode ser simbolizado pelo "vento", pois esse é o significado do termo hebraico "ruach" e também simbolizado por um "rio de água viva".

No caso dos pulmões, conforme já disse acima, eles podem simbolizar o espírito do próprio homem e o Espírito de D'us, e também a habitação dos mesmos, pois nosso corpo é chamado por Shaul, Paulo e Keipha, Pedro como sendo um tabernáculo ou uma habitação tanto para o espírito do homem como para o Espírito de D'us. (1 Corintios 6:19; 2 Corintios 5:1; 2 Pedro 1:13-15).

E no caso do útero ou do ventre o Ruach HaShem é simbolizado por esse "rio de água viva".

Mas alguém poderia dizer-me:

- O homem não tem útero para gerar um novo ser.

Então eu lhe diria que o útero ou o ventre da mulher apenas simboliza o interior do ser humano (do homem e da mulher), local onde se processa esse novo nascimento espiritual em todo aquele que crê no Mashiach segundo a Escritura, conforme Yeshua disse.

Portanto, aquele que ainda não passou pelo processo do novo nascimento gerado pelo Espírito de D'us esse ainda continua gerando filhos com aquela mesma velha natureza tendenciosa para pecar, a qual nos foi transmitida por nosso pai, Adão. Mas aquele que já foi transformado numa nova criatura por esse processo do novo nascimento gerado pelo Espírito de D'us esse agora está apto para gerar filhos espirituais justos e santos, embora o germe do pecado ainda habite em seus corpos, porém não mais com o domínio que tinha antes. Pois a Escritura nos diz que o pecado não terá domínio sobre nós. (Romanos 6:14).

II - D'us criou o homem com sete sentidos (cinco físicos e dois metafísicos):


1) Tato – O חוש המשוש, chush ha mishush, tato nos faz sentir o que é liso ou áspero, macio ou duro, etc.


D'us nos proíbe de usar o tato em algumas situações.

. Tocar em coisa imunda. (Is. 52:11; II Co. 6:17).
. Tocar em dinheiro contaminado. (Dt. 23:18).

Mas D'us deseja que usemos o nosso tato para atos santos diante d’Ele. (I Co.16:20).

. Uma mulher tocou nas vestes de Yeshua com fé e ficou curada. (Mt. 9:20-22).

E D'us também nos toca:

. Para o nosso bem. (Is. 6:6,7; Jr. 1:9).
. Para a nossa correção. (Hb. 10:31).
. E para a condenação do ímpio. (Ap. 20:15, 21:8).

2) Olfato – É o ריח, reiach, olfato quem nos capacita a sentir um cheiro agradável e nos faz capaz também de sentir um cheiro desagradável.


. O incenso santo, o qual simboliza as nossas orações. (Ex. 30:34-36).
. O azeite da santa unção, símbolo do Espírito do Eterno. (Ex. 30:23-25).
. O bom cheiro do Messias. (II Co. 2:15).
. O cheiro de coisas novas.
. O cheiro de coisas limpas.
. Uma pessoa asseada e perfumada cheira bem.

Mas assim como existe o bom cheiro do Messias, existe também o cheiro desagradável do pecado e de Satanás.

. O cheiro de comida estragada.
. O cheiro de esgoto.
. O cheiro de coisas velhas.
. O cheiro de uma lixeira.

O Eterno também tem uma lixeira, o lago de fogo e enxofre que em grego chama-se GEENNA (Mt. 5:22,29; Mc. 9:45,47; Tg. 3:6) e sua localização é no vale do Hinom, ao sul de Jerusalém. Esse nome era usado para figurar o sofrimento da alma humana em conseqüência do juízo divino.

Já no livro de Apocalipse aparece um outro nome em grego - LIMNNE TOU PURÓS, Lago de Fogo, o qual figura também o juízo do Eterno sobre anjos e homens ímpios. É também chamado de SEGUNDA MORTE ou morte eterna, isto é, a separação definitiva do Eterno, de todos os anjos e homens rebeldes contra o Senhor. (Ap. 20:14,15).

3) Audição – A שמיעה, shemiyah, audição nos capacita a ouvir o que queremos e até o que não queremos ouvir, seja de bom ou de ruim.


4) Paladar - É o טעם, taam, paladar quem nos capacita a sentir se o que comemos ou bebemos é gostoso ou ruim, doce ou amargo, salgado ou insosso, etc.


D'us criou as árvores frutíferas não apenas para nos alimentar, mas também para que saboreássemos os seus frutos. Porém nem toda árvore produz bom fruto e por isso mesmo precisamos saber, através do paladar se estamos nos alimentando do bom ou do mal fruto.

5) Visão - É a ראיה, reiyah, visão quem nos capacita a enxergar tudo que se apresenta diante de nossos olhos, seja bonito ou feio, desde que haja luz suficiente. Podemos testemunhar um ato heróico ou um homicídio. A tendência do homem após a queda no jardim do Éden é de ver coisas que não existem, e ficar cego para as grandes lições que estão diante de seus olhos, essa cegueira tem como causa o pecado. Mas a Bíblia nos diz que a candeia do corpo são os olhos. (Mt.6:22,23).


6) O חוש שישי, chush shishi, sexto sentido é o psicológico – É um sentido metafísico, isto é, não pode ser comprovado através das ciências físicas ou exatas. Esse é o sentido da alma, psique, no grego. E é através desse sentido que o homem pode ter alegria, tristeza, amor, ódio...


7) E o תחושת השביעי, techushat ha sheviyí, sétimo sentido do homem é o espiritual – Esse também é um sentido metafísico. Ele fala da própria razão de ser do indivíduo e é ele quem dita todas as normas para nossa vida (alma) e o nosso corpo físico. D'us usa esse sentido para se revelar ao homem.


Se o espírito do homem estiver morto, separado de D'us, então esse homem fica impossibilitado de conhecê-lo, salvo se o próprio D'us o vivificar, através do novo nascimento operado pelo Espírito do Eterno, o Ruach HaShem ou Ruach HaCódesh, Espírito Santo, pois “o homem natural não compreende as coisas do Espírito do Eterno”... (I Co. 2:14-16). Yeshua disse para Nicodemos, um príncipe e mestre dos judeus: “Aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de D'us”. (Jo. 3:3).

CONCLUSÃO:

Nós fomos criados para o louvor da glória do Eterno. (Ef. 1:12-14). E Ele deseja que todo o nosso espírito, toda a nossa alma e todo o nosso corpo sejam apresentados a Ele plenamente conservados, irrepreensíveis para a vinda do Adoneinu Yeshua ha Mashiach. (I Ts. 5:23).

Lehitraot.

פולוס וואלי ✡

Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פולוס - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valley / Valle / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):