quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O significado do nome יֵשׁוּעַ - Yeshua


Shalom chaverim!

O termo hebraico יֵשׁוּעַ - Yeshua origina-se da raiz iod, shin e ain (י שׁ ע). E ele tem muitas variantes, dependendo do caso, isto é, se do gênero feminino ou masculino, se singular ou plural, etc.


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1) יֵשׁוּעַ - Yeshu’a (adjetivo e substantivo masculino singular), deriva-se do verbo SALVAR e significa SALVADOR.

2) יְשׁוּעָה - Yeshu’ah (substantivo feminino singular). Significa SALVAÇÃO. (Sl. 118:15) – Lexicon – pgs. 354 e 358.

3) יֵשַׁע - Yesha’ – Significa literalmente SALVAÇÃO, mas pode se traduzir também por libertação, redenção, resgate, segurança, ajuda, etc.

4) יְשַׁעְיָהוּ - Yesha’Yahu ou יְשַׁעְיָה – Yesha'Yah, nome do profeta Isaías.

- יְשַׁעְיָהוּ - Yesha’Yahu significa “Ele (O Eterno) é a Salvação”

- יְשַׁעְיָה - Yesha’Yah significa “Salvação do Eterno”

5) יְהוֹשִׁיעַ - Yehoshiy’a – Significa “ele salvará”, futuro da 3ª pessoa do singular masculino e da mesma raiz (ישׁע) iod, shin e ain. Lexicon – pg. 300. (I Sa. 17:47; Sl. 116:6).

6) Já o termo יְהוֹשֻׁעַ, Yehoshu'a muito embora seja uma contração do Nome do Eterno (יְהוָה) com o verbo salvar. E que apesar de significar “o Eterno é o seu auxílio, socorro, salvação”, segundo o Lexicon tem como raiz as letras hê, vav e hê (הוה), cujo significado é o seguinte:

I- Existir, ser, derivar...
Daí, o Nome de D'us (יְהוָה) O GRANDE EU SOU.

II- Desejo, pedido, vontade...
Lexicon - pg. 300.

Contudo o que mais importa mesmo é o que disse um certo anjo de D'us para יוֹסֵף, Yosseph (José), aquele que veio a ser o esposo de מִרְיָם, Miryam (Maria), explicando o significado do nome Yeshu'a:

וְהִיא יֹלֶדֶת בֵּן וְקָרָאתָ אֶת־שְׁמוֹ יֵשׁוּעַ כִּי הוּא יוֹשִׁיעַ אֶת־עַמּוֹ מֵחַטֹּאתֵיהֶם׃

“E ela dará à luz um filho, e você lhe dará o nome de יֵשׁוּעַ, Yeshu'a, porque ele (יוֹשִׁיעַ, yoshiy'a) SALVARÁ o seu povo dos seus pecados”. (Matityahu, Mateus 1:21).

E na realidade יֵשׁוּעַ - Yeshu'a é tanto o Salvador, como também יְהוֹשִׁיעַ - Yehoshiy'a, Ele salvará ou יְהוֹשֻׁעַ - Yehoshu'a, a Salvação do Eterno para toda humanidade, todavia eu prefiro chamá-lo de יֵשׁוּעַ הַמָּשִׁיחַ, Yeshu'a ha Mashiyach, o Salvador Ungido ou como queiram o Messias Salvador.

Fonte de pesquisa:

1) Huzeff Zlochevsky, “Pequeno Dicionário Português / Hebraico”, Sociedade Cemitério Israelita de S.Paulo, Organização Sionista Tnuat Aliá – Depart. Ensino da FISESP, 1980.

2) Benjamin Davidson, “The Analytical Hebrew and Chaldee Lexicon”, Samuel Bagster and Sons Ltda, 72 Marylebone Lane, London Wi, 1794, Reprinted, 1967, 1970.

3) “Tanakh” (Hebrew Old Testament), The Britsh and Foreign Bible Society, London, Printed in Great Britain by Lowe and Brydon (Printers) LTD, London and Theford, 1980.

4) Printed in Great Britain at the University Press, Cambridge, the Society for Distributing the Holy Scriptures to the Jews, “HaBriyt HaChadashah” (The New Testament In Hebrew And Portuguese), 237 Shaftesbury Avenue, London, W.C.2.

5) Abraham Hatzamri e Shoshana More-Hatzmri, “Dicionário Português - Hebraico e Hebraico - Português”, editado pela Editora & Livraria SÊFER - Alameda Barros, 893 - São Paulo, SP - Brasil.

6) R. BARGUR H. Iusim, “Dicionário Básico – Hebraico / Português”, All Rights reserved, Maariv book guild, 2 Karlibach ST., Tel Aviv, Israel., 1975.

7) E o Tanakh e HaBrit HaChadashah online do site Café Torah.


Embora a língua hebraica seja declinável em alguns casos gramaticais, porém a língua grega a supera muito nisso.

O idioma grego é uma língua cujas palavras declinam de acordo com as funções sintáticas das mesmas na oração, e por esse motivo o nome Yeshua ha Mashiach ao ser transliterado para esse idioma teve que ser adaptado à gramática do mesmo.

Eis aqui alguns textos bíblicos da Brit ha Chadashah em hebraico e em grego que mencionam o nome Yeshua ha Mashiach:

Em hebraico:

ישוע המשיח – Yeshua ha Mashiach - Mateus 1:1

המשיח ישוע – Ha Mashiach Yeshua - 1 Corintios 1:30

ישוע המשיח – Yeshua ha Mashiach - 1 Corintios 2:2

ישוע המשיח – Yeshua ha Mashiach - 2 Corintios 13:5

ישוע המשיח – Yeshua ha Mashiach - Filipenses 2:11

המשיח ישוע – Ha Mashiach Yeshua - 1 Timoteo 2:5

ישוע המשיח - Yeshua ha Mashiach – Hebreus 13:8

Em grego:

Ἰησοῦ Χριστοῦ - Iesou Cristou (genitivo singular masculino) - Mateus 1:1

Χριστῷ Ἰησοῦ - Cristoi Iesou (dativo singular masculino) - 1 Corintios 1:30

Ἰησοῦν Χριστὸν - Iesoun Criston (acusativo singular masculino) - 1 Corintios 2:2

Ἰησοῦς Χριστὸς - Iesous Cristós (nominativo singular masculino) - 2 Corintios 13:5

Ἰησοῦς Χριστὸς - Iesous Cristós (nominativo singular masculino) - Filipenses 2:11

Χριστὸς Ἰησοῦς - Cristós Iesous (nominativo singular masculino) - 1 Timoteo 2:5

Ἰησοῦς Χριστὸς - Iesous Cristós (nominativo singular masculino) - Hebreus 13:8

E porque o nome Ἰησοῦς Χριστὸς se encontra no nominativo singular masculino é que o mesmo foi transliterado para o latim como Iesous Cristus, o qual veio a ser Jesus Cristo em português.

Vejam esse artigo sobre "os inventores de letras", no qual é mencionado o nome de "Pierre de la Ramée" como o criador da letra JOTA no século XVI.

E ainda sobre a letra "J", o som da mesma também varia de língua para língua, pois ela tem som de "dj" em inglês, "rr" em espanhol e "i" em alemão, por exemplo.

E vejam também nesse comentário de autor desconhecido algumas informações sobre o nome Jesus:

"O nome Jesus é uma adaptação para o português de um nome hebraico que aparece na Bíblia em duas formas: Yehoshua e Yeshua.

O nome Yehoshua foi adaptado para o português como Josué, e é o nome do auxiliar de Moisés, que após a morte de Moisés, tornou-se o líder do Povo de Israel, e conduziu o povo na conquista da Terra de Canaã.

O nome Yeshua é uma forma abreviada do nome Yehoshua, sendo que um mesmo homem é chamado na Bíblia, ora pelo nome Yehoshua, ora pelo nome Yeshua. Este homem era o sumo sacerdote na época de Zorobabel. No livro do profeta Zacarias, ele é chamado de Yehoshua, que na versão em português aparece como Josué, e nos livros de Esdras e Neemias, ele é chamado de Yeshua, que na versão em Português aparece como Jesua.

Tanto o nome Yehoshua quanto o nome Yeshua foram adaptados para o grego como Iesus.

Na tradução do Antiga Aliança em grego, chamada Septuaginta, feita no século III A.C., o nome Yehoshua aparece como Iesus, e o nome Yeshua também aparece como Iesus. Daí é que veio a forma Jesus, que é usada nas traduções da Bíblia para o português.
Yehoshua significa o Eterno salva. Yeshua também tem este mesmo significado.

Josué, Jesua e Jesus são o mesmo nome, em três diferentes adaptações para a língua portuguesa.

Existem pessoas que dizem que é muito importante pronunciar o nome de Jesus como Yehoshua, ou como Yeshua, mas, na realidade, tanto faz falar Yehoshua, ou Yeshua, ou Jesus, pois de qualquer forma é o mesmo nome.

Alguns dizem que nomes próprios não se traduzem. Realmente, nomes próprios não são traduzidos, mas muitas vezes são adaptados para outras línguas, pois existem certos fonemas (sons) que existem em uma certa língua, mas não existem em outras línguas.

Por exemplo: O nome Jacó, é a adaptação para o português do nome hebraico Ya’acov, sendo que em hebraico existe uma letra, chamada ‘ayin, cujo som não existe na língua portuguesa. Também não existe em português palavra terminada em consoante que não seja l, m, r, s ou z. Por isso foi necessário fazer uma adaptação do nome Ya’acov para o Português.

O nome hebraico Yochanan, foi adaptado para o português como João.
O mesmo nome Yochanan, foi adaptado para o grego como Ioanan, para o inglês como John, para o francês como Jean, para o alemão como Johan, e para o italiano como Giovani.

Portanto, vê-se que é normal adaptar-se os nomes próprios de uma língua para outra, mesmo porque, sem esta adaptação se torna muito difícil pronunciar certos nomes.
Principalmente os nomes de pessoas importantes são adaptados para outras línguas. Por exemplo, o reformador alemão Martin Luther é conhecido no Brasil como Martinho Lutero.

Portanto, podemos pronunciar o nome do Messias (Mashiach) como Yehoshua, Yeshua, ou Jesus. É indiferente."

Vejam essa interessante ilustração sobre o aparecimento dos idiomas e a evolution of alphabets feita pelo Prof. Robert Fradkin constante no site da University of Maryland.



E eis aqui mais informações sobre o nome Jesus:

"Observe-se inicialmente que não tem cabimento a afirmativa de que o nome Jesus é de origem grega e não hebraica. Esse nome, transliterado para o grego como Iesous, é hebraico e vem de Yeshua” (as aspas representam a letra ain). A forma plena da palavra é Yehoshua”, que, a partir do Cativeiro, passou a dar lugar, geralmente, à forma abreviada Yeshua”. Até o começo do segundo século d.e.c. Iesous (Yeshua”) era um nome muito comum entre os judeus. Na Septuaginta, versão do Antigo Testamento ou da Antiga Aliança que os judeus fizeram entre os anos 285 e 150 a.e.c, do hebraico para o grego, o nome Iesous aparece para referir-se tanto a Josué (quatro indivíduos) como aos oito Jesua mencionados em Esdras e Neemias.

Iesous não é nome de nenhum deus da mitologia grega, tanto que não aparece em nenhum clássico grego. Ver, por exemplo, o Dictionaire Grec-Français (1.868 páginas), de C. Alexandre, que, no apêndice de nomes históricos, mitológicos e geográficos, traz no verbete Iesous apenas o seguinte: “Jesus, nome hebraico.”

Agora, em ordem, as respostas às questões propostas.

1. De fato, em hebraico não existe o som j. Como, então, aparece essa letra em nomes bíblicos em quase todas as línguas com as quais estamos familiarizados? O que aconteceu foi o seguinte: os judeus da Dispersão, empenhados em traduzir as escrituras hebraicas para o grego (a Septuaginta), não encontraram nessa língua uma consoante que correspondesse ao yodh do hebraico, e a solução foi recorrer à vogal grega iota, que corresponde ao nosso i. Então escreveram Ieremias, começando com i, e assim por diante, inclusive Iesous.

Mas como foi que esse i se tornou j? Foi através do latim, que deu origem às línguas neolatinas, entre as quais está o português. No latim posterior à Idade Média começou a aparecer na escrita a distinção que já existia na pronúncia entre o i vogal e o i consoante, o qual passou a ser grafado j. Por isso, ao abrir o Dicionário Latim-Português, de Santos Saraiva, você vai encontrar um verbete que começa assim: Iesus ou Jesus; e este outro: Ieremias ou Jeremias; e outros semelhantes.

2. Yehoshuah termina com o som de AH; de onde se originou o us em Jesus? Observe-se, primeiro, que o final desta palavra não é AH (qamets seguido de he), mas a” (pathach seguido de ain; as aspas representam o ain): Yehoshua”.

Em segundo lugar, Jesus não se deriva de Yehoshua”, mas da forma abreviada Yeshua”, como explicado anteriormente (ver, por exemplo, Ed 2.36). O a que precede o ain é um pathach furtivo (ver Gramática Hebraica, Guilherme Kerr, # 18.7).

O s final em Jesus se explica pela necessidade de tornar esse nome declinável: os judeus substituíram o ain final por um sigma (o s grego) do caso nominativo. Nos outros casos a palavra se declina assim: Iesou (genitivo), Iesoi (dativo), Iesoun (acusativo) e Iesou (vocativo). Com isso mataram-se dois coelhos com uma só cajadada: o nome ficou declinável, e o ain final, que não tem equivalente em grego, foi substituído por um sigma (s).

Fato semelhante se deu com Judas, que reflete a forma grega Ioudas, que em hebraico é Yehudah (Judá). Outros nomes hebraicos que terminam com a gutural he tem em grego, em latim e em português no final o som s: Isaías, Jeremias, Josias, Sofonias et al. Outro exemplo é o vocábulo Mashiach, que termina com a gutural sonora cheth (ch), a qual em grego, em latim e em português deu lugar ao som s: Messias.

3. O Novo Testamento foi originalmente escrito pelos apóstolos em hebraico ou aramaico e posteriormente traduzido para o grego? A resposta é: não. É possível que algumas coleções de ensinos de Jesus, escritas em aramaico (as chamadas logia), tivessem circulado entre os cristãos e servido Mateus e Lucas ao escreverem os seus evangelhos. Mas nenhum manuscrito dessas logia foi encontrado até hoje. O tradutor do Novo Testamento não pode basear-se em textos hipotéticos. Os livros do Novo Testamento foram todos escritos em grego coiné, e é no texto grego que se têm baseado as traduções que têm sido feitas através dos séculos.

4. Os originais das Escrituras, especialmente a Brit ha Chadashá ou Nova Aliança, foram destruídos pelas guerras, especialmente na destruição de Jerusalém no ano 70 d.e.c.? Resposta: Não existe nenhum manuscrito autógrafo de nenhum livro da Bíblia. Tanto no caso da Antiga Aliança como na da Nova, o que temos são cópias feitas através dos séculos. Especialistas cotejam e avaliam cientificamente estas cópias com o objetivo de se chegar o mais perto possível dos textos autógrafos. Cópias dos manuscritos hebraicos e dos gregos foram feitas nos países do mundo bíblico, o que assegurou a sua preservação através dos séculos.

5. Jerônimo. A citação [de uma carta de Jerônimo ao papa Dâmaso temendo ser acusado futuramente de falsário por impetrar diversos acréscimos, mudanças e correções nas Escrituras] é breve demais e deve ser comprovada com indicação de fonte. E mais: citações fora de contexto podem levar a conclusões apressadas e falsas.

6. Lucas 23.38. Sobre leitura duvidosa não se devem basear argumentos, e este é o caso aqui. As palavras “em letras gregas, romanas e hebraicas” não aparecem nos melhores e mais antigos manuscritos e por isso estão ausentes de traduções modernas, como a Bíblia na Linguagem de Hoje, a Nova Versão Internacional e a Bíblia de Jerusalém. A Almeida Revista e Atualizada põe essas palavras entre colchetes (ver Bruce Metzger, A Textual Commentary on the Greek New Testament, 2a. ed., 1994, págs. 154 e 217). Em João 19.19-20, todavia, diz-se que “estava escrito assim em hebraico, latim e grego: ‘Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus’”. Então o nome de Jesus não foi apenas transliterado: foi escrito na forma corrente de cada uma das três línguas. Em hebraico foi Yeshua”, como fez F. Delitzsch na sua tradução do Novo Testamento ou Nova Aliança do grego para o hebraico. Em grego foi Iesous, e em latim, Iesus.

Também não se sustenta a afirmativa de que nome próprio não pode ser traduzido. Geralmente nome próprio não se traduz; às vezes, sim. Foi o que aconteceu com Simão, a quem Jesus disse: “O seu nome é Simão... de agora em diante o seu nome será Cefas (que quer dizer Pedro)” (João 1.42). Cefas é palavra aramaica que quer dizer “pedra”. Pedro é em grego Petros, que quer dizer “pedra”. E esse nome, resultado de tradução e não de transliteração, foi o que se tornou mais comum, e baseado nele foi que Jesus construiu o trocadilho registrado em Mateus 16.18.

7. Como o nome Yehoshua” se tornou Jesus (fonética histórica)? Resposta: Já vimos que o vocábulo Jesus não se deriva diretamente de Yehoshua”, mas da forma abreviada Yeshua”, através do grego e do latim. A consoante inicial J foi explicada acima, no item 1. Agora, o s médio em Jesus. No vocábulo hebraico Yeshua”, o grupo sh representa a consoante shin. Por não haver em grego som correspondente a essa consoante fricativa palatal, que soa como xis em eixo, os judeus a substituíram por sigma, também fricativa mas línguodental, que em grego, mesmo entre vogais, soa como ss. O ditongo grego ou soa u. E o aparecimento do s final foi explicado no item 2, acima. A evolução do termo de uma língua para outra é a seguinte: Yeshua” (hebraico) > Iesous (grego) > Jesus (latim) > Jesus (português).

Finalmente, é preciso esclarecer que o real significado dos nomes não é assegurado pela sua transliteração. Primeiro, há um problema insuperável na transliteração, que é o da falta de equivalência de alguns sons nos alfabetos das duas línguas. Isso, em se tratando do hebraico, é verdade em relação ao tav sem daghesh, à pronúncia do mem e do nun finais e das guturais he, cheth e ayin. O ayin só os orientais são capazes de pronunciar corretamente. Depois, suponha-se que na tradução do Novo Testamento imprimíssemos Yeshua” Hammashiach em lugar de Jesus Cristo. Será que isso asseguraria a manutenção do “real significado expresso no original”? É evidente que não. Isso apenas causaria uma confusão total na mente dos leitores. No emprego do nome Jesus Cristo os escritores dos livros do Novo Testamento dão o exemplo a ser seguido pelos tradutores de hoje: eles usaram o nome grego popularmente corrente – Iesous – para indicar o hebraico Yeshua”. O título Christós, que passou a ser nome, foi traduzido pelos apóstolos do hebraico para o grego. Ver, por exemplo, João 1.41, passagem em que André diz a Pedro: “Achamos o Messias. (Messias quer dizer Cristo)”. É que leitores do Evangelho de João não sabiam o que queria dizer Messias, mas sabiam que Cristo queria dizer ungido. O tradutor hoje deve distinguir entre Cristo como nome unido a Jesus e Messias como título de Jesus. Como vimos, isso é claro em João 1.41. E também em Mateus 16.16: “O senhor é o Messias, o Filho de D'us.” Mas nem essa maneira de traduzir é suficiente para transmitir ao leitor o sentido mais profundo do original. Então, um dos recursos usados é a colocação de nota marginal onde for o caso. Por exemplo, em Mateus 1.21 a Bíblia na Linguagem de Hoje [fora de prelo] tem uma chamada na margem, assim: “Jesus quer dizer ‘O D'us Eterno salva’”. Já no caso de Messias, o recurso usado é outro: o asterisco juntado a essa palavra encaminha o leitor ao Vocabulário, onde se lê: Messias – o Salvador prometido no Antigo Testamento.

Messias (hebraico) é o mesmo que Cristo (grego) e quer dizer “Ungido”. (Ver UNGIR). Nesse último verbete explica-se o que é a unção.

Sugestão bibliográfica

Roger L. Omanson, “What´s in a Name?”, The Bible Translator, Nova Iorque, United Bible Societies, janeiro de 1989, p. 109-119.

Idem, “Lázaro y Simón”, Traducción de la Biblia, Miami, Sociedades Bíblicas Unidas, 1o. Semestre de 1995, p. 13-17."

Portanto, a transladação do nome Yeshua para Iesus em latim e Jesus em português trata-se de uma questão de lingüística e não de uma tradução sob o ponto de vista religioso e muito menos pagão.

Por que nós judeus messiânicos preferimos nos referir ao Mashiach (Messias) usando mais o seu nome original Yeshua ha Mashiach ao invés de Jesus Cristo?

A resposta para isso se deve ao fato do nome Jesus Cristo ter sido manchado pelos "crentes" no Mashiach que usaram esse nome indevidamente, através dos Progons, das Cruzadas e principalmente da Inquisição Católica, a qual perseguiu, torturou e matou inúmeros judeus, pelo simples fato deles ainda não ter reconhecido que Jesus Cristo seja o verdadeiro Messias judeu e o mesmo Yeshua ha Mashiach, o Salvador Ungido. Por isso preferimos usar mais o nome original hebraico do Messias.

Lehitraot.

פולוס וואלי ✡

Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פולוס - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valley / Valle / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):



16 comentários:

פולוס עבד ישוע ✡ disse...

Shalom chaverim!

Eis aqui uma resposta para aqueles que dizem que o nome Jesus Cristo é de origem pagã:

Nota: Resposta do Sha'ul Bentsion para um membro chamado Jorge, do Yahoo Grupos.

Observação: Por motivo de ética não postarei aqui o endereço eletrônico do Sha'ul Bentsion.

1.2. Re: Yeshua ou jesus?
Enviado por: "Sha'ul Bentsion"
Dom, 24 de Jun de 2007 11:01 am
Jorge,
Shalom!
O chaver me perdoe pela sinceridade, mas confesso que uma coisa não
ficou muito clara para mim. O chaver se refere aos nomes por si só, ou
ao conceito? Por exemplo: Quando o chaver fala de ídolo pagão,
refere-se à "palavra Jesus" ou ao conceito greco-romano do Jesus
anti-Torá?

Deixando de lado agora o "chapéu de rabino", e vestindo o meu "chapéu
de profissional de letras", quero deixar claro aqui que as palavras
Jesus e Cristo não tem absolutamente NADA de pagão em si próprias.
Pagão é aquilo que representam - uma visão romanizada do Messias (isso
sim). Mas as sílabas em si são pagãs? Não, são meras traduções ou
formas de expressão em outro idioma.

O termo Jesus é simplesmente uma tradução, que surgiu da seguinte forma.
Vou aqui simular a transformação silábica (o que não significa que
tenha ocorrido nessa ordem ou necessariamente com tais estágios
intermediários, que por vezes podem ser meramente ilustrativos) :

Yeshua -> Yesua (no grego não há o som de /sh/ produzido pelo SHIN
Yesua -> Iesua (apenas uma variação na transliteração)
Iesua -> Iesu (removemos o 'a' porque o 'a' no grego denota nome feminino)
Iesu -> Iesous (acrescentamos o prefixo 'ous' que denota nome masculino)
Iesous -> Iesus (tradução para o latim, cujo sufixo masculino é 'us')
Iesus -> Jesus (primeiro surge como variação de grafia, pois em várias
línguas latinas 'J' tem som de 'I'. Em algumas, adquire som de 'J')

Já a palavra Cristo vem de Cristos, que é o grego para 'ungido', assim
como a palavra Messias vem de Mashiach, que é o hebraico para
'ungido'. Portanto, outra mera tradução.


- continua -

פולוס עבד ישוע ✡ disse...

- continuação -

Não sei se o chaver se referiu ao termo ou ao conceito, mas se foi ao
termo, temos que ter muito cuidado ao afirmar que "o nome não é uma
tradução"
quando já está mais do que provado que é sim uma tradução. Eu pergunto
porque existem algumas teorias esquisitas sobre a origem do nome
"Jesus" (como a famosa e mirabolantemente insana teoria do
deus-cavalo) , porém, na maioria das vezes tratam-se simplesmente de
teorias conspiratórias sem fundamento linguístico.

Com relação a "Jeová", o termo vem de Yehowah. Há duas teorias sobre
"Yehowah". Uma (na qual eu particularmente acredito) de que derive da
inserção das nekudot (sinais vocálicos) de "Adonai" ou de "Eloah."
Outra teoria interessantíssima diz que a pronúncia de YHWH varia
conforme o aspecto de YHWH que desejamos enfatizar. Essa idéia vem de
obras antigas do Judaísmo, tais como o Sefer Yetsirá e o Sefer Bahir.
A forma "Yehowah"
é uma flexão para a terceira pessoa de "HWH", o qual significa "ser".
Ou seja, "Yehowah" no hebraico significa simplesmente "Ele é". "Jeová"
é uma forma adaptada de "Yehowah". O transliterar o Yud como J vem da
mesma regra de algumas formas latinas conforme demonstrado acima. Já o
V vem da forma de pronúncia moderna do Vav. Portanto, o termo "Jeová"
não significa ruína em absoluto. Não é a forma mais acertada, mas não
há qualquer teoria conspiratória aqui.

Outro conceito que muito me preocupa é a heresia da "salvação pelo
nome correto" - coisa que o Beit Din Nazareno tem combatido. A
expressão hebraica "pelo nome" é símbolo de autoridade, e não de
"pronunciar as sílabas corretas."

A primeira evidência disso vem da própria Bíblia. Yo'el HaNavi (o
profeta Joel) diz:

"E há de ser que todo aquele que invocar o nome de YHWH será salvo"
(Yo'el 2:32)

No entanto em Atos 4:12, como o chaver corretamente postou, o nome
dado para salvação é Yeshua. E agora? O Nome dado para salvação é YHWH
ou Yeshua???

A resposta está no fato de que "o Nome" simboliza a autoridade. Isso é
fato conhecido no hebraico. Yeshua quando veio ao mundo veio como
YHWH, e por isso tinha a autoridade salvífica de YHWH.

Eu acho que não foi isso que o chaver quis dizer (e gostaria que o
chaver confirmasse) , mas existem grupos que insistem que "acertar o
Nome" é algo que é condição de salvação. Tais grupos têm um grave
problema teológico pela frente:

1 - A maioria dos manuscritos traz o nome do salvador como Yeshua.
Porém, há manuscrito hebraico que traz Yeshu (Shem Tob por exemplo),
outros que trazem Yud-Hey-Vav- Shin-Vav- Ayin, o qual segundo a Peshitta
aramaica é transliterado como Yahushua, mas segundo a Massorá e o
próprio manuscrito de Munster é transliterado como Yehoshua. E o que
dizer daqueles que pronunciam como Yahshua por acharem que o Nome do
Filho deve conter o Nome do Pai (embora não haja nenhum manuscrito com
tal forma)? E agora? O que poderiam dizer esses grupos? Que Nome
invocamos para salvação? Yeshu? Yeshua? Yehoshua? Yahushua? Yahshua?

Alguém pode até especular sobre sua forma favorita mais provável (eu
particularmente creio que as evidências históricas apontam para
Yeshua/Yahushua). Porém, ninguém pode afirmar com 100% de certeza? E o
que dizer das demais pessoas? Não seriam salvas? Esses grupos,
conhecidos nos EUA como "sacred-namers" têm problemas com relação a isso.

- continua -

פולוס עבד ישוע ✡ disse...

- continuação -

2 - Da mesma maneira, se a salvação depender do tetragrama pronunciado corretamente a coisa piora: Que forma é a mais correta? Yahuweh, Yehowah, Yahawah, Yahuwuh? Várias dessas formas, pelo hebraico, são válidas. Novamente, há evidências que apontam para Yahuweh como a
forma original. Mas não podemos simplesmente descartar as demais
formas com 100% de certeza, pois a pronúncia se perdeu ao longo dos
séculos. E o que dizer de quem pronuncia Yahveh? Não é a forma
original, certamente, pois o Vav com som de V é bem posterior ao hebraico original, mas no hebraico moderno seria válida. O próprio Beit Din reconhece que há várias formas.

Aliás, isso nem seria importante, pois quem conhece o hebraico sabe
que o mais importante são as consoantes, e não as vogais. As vogais variam até mesmo dentro da mesma palavra. Um exemplo: GADOL (grande) no plural vira G'dolim (o som /a/ "some"). Quantas variações existem para Dalet-Vav-Reish? Davar, daber, divrei, devar, e assim por diante. Talvez seja uma questão para HaMashiach esclarecer.

Nós netsarim pronunciamos o Nome não para sermos salvos, mas porque é mitsvá (mandamento) do Eterno de proclamarmos e fazermos Seu Nome
conhecido. E qual é o Seu Nome? Yud-Hey-Vav-Hey. E devemos
pronunciá-lo da melhor forma que conhecemos, mas sem discriminar os
que o fazem de maneira diferente.

3 - O que dizer da capacidade de pronunciar tais sílabas? Como, por
exemplo, o próprio brasileiro, que dificilmente pronuncia o Yud da
forma correta (isto é, como a semi-vogal /y/ e não como a vogal /i/). Não acho que o chaver se referia a isso, mas aproveito aqui o "gancho" para tratar do tema.

4 - Claramente, a salvação é pela PESSOA de YHWH feito carne, e não
pelas sílabas. Eu costumo dar um exemplo aqui: Eu posso chamar o meu
anão de jardim de 'Yeshua' e invocar o Nome de Yeshua e nem por isso
serei salvo. Pois não existe salvação no nome do meu anão de jardim.

Quanto ao termo "Espírito Santo", o termo 'espírito' no grego
significa sopro, tal como 'Ruach' no hebraico. A palavra 'santo' já
debatemos aqui de forma bastante extensiva. O único problema desse
termo é que no português é masculino, e isso tende a ocultar o aspecto
da feminilidade da Ruach (em contrapartida à masculidade de YHWH
enquanto Pai - pois YHWH é completo, e não simplesmente masculino ou
simplesmente feminino.) Assim como o nome 'Jesus' não traz o jogo de
palavras com o hebraico 'yeshuah', que significa salvação.

Agora, é fato que os termos "Jesus" e "Cristo" CULTURALMENTE são
utilizado s para se referir à imagem greco-romana, anti-Torá,
caucasiana, (e até por vezes anti-semita, embora nem sempre) que é
pregada em Roma e na maioria das Igrejas Cristãs. Por essa razão, eu
também acho melhor evitarmos o termo "Jesus."

Mas isso não tem nada a ver com a "origem léxica" (digamos assim) dos
termos em questão. Muito pelo contrário, existem igrejas que têm
hinos, corinhos, etc. chamando o salvador de Yeshua. Eu me lembro de
um muito popular uns anos atrás. Será que por isso estão de fato se
referindo ao Yeshua hebreu? Duvido muito. Provavelmente continuam se
referindo à mesma imagem greco-romana do Messias.

- continua -

פולוס עבד ישוע ✡ disse...

- continuação -

Se alguém disser o seguinte: Melhor evitar os termos 'Jesus' e
'Cristo' porque culturalmente utiliza-se tais termos para se referir a
algo muito diferente daquilo que é o real entendimento do Mashiach,
tudo bem, não vejo problema algo. Mas aí é questão de opinião, de
gosto pessoal, por assim dizer. Eu mesmo também não gosto dos termos
"Jesus Cristo" justamente por esse motivo. Mas daí a dizer que os
nomes, enquanto simples palavras, são imundos por serem de origem
pagã, aí já se entra no âmbito dos fatos, e não dos conceitos. E os
fatos estão errados. Se afirmamos tal coisa, equivocadamente, caímos
em descrédito perante os olhos de pessoas sérias, pois qualquer
profissional de línguas é capaz de apontar o erro de tal argumentação.

Sejamos justos, chaverim v'chaverot (amigos e amigas), nós netsarim
somos sim ávidos proclamadores dos Nomes Sagrados, primeiramente
porque é bíblico fazer tal coisa, segundo porque o hebraico é a língua
pura que YHWH promete nos dar, e terceiro porque são Nomes cheios de
significado e poder.

Quando algo de fato é pagão, tal como o conceito do "Jesus
greco-romano" pregado em muitas igrejas cristãs, ou tal como o nome
Deus, que vem da entidade Dyeus, então de fato temos que ser os
primeiros a denunciarmos tais coisas.

Contudo, não podemos simplesmente proclamar que tudo aquilo que difere
da nossa prática seja pagão, sem algo em que nos basearmos. Isso é,
como dizem os norte-americanos, "jogar fora o bebê junto com a água do
banho."

Enfim, eu aproveitei um pouco o gancho do seu e-mail para tratar de
alguns temas que precisam ser esclarecidos, mas gostaria que o chaver
postasse explicando melhor a sua posição.

YHWH te abençoe,
Sha'ul

פולוס עבד ישוע ✡ disse...

- continuação -

Jorge,
Shalom!
O chaver me perdoe pela sinceridade, mas confesso que uma coisa não
ficou muito clara para mim. O chaver se refere aos nomes por si só, ou
ao conceito? Por exemplo: Quando o chaver fala de ídolo pagão,
refere-se à "palavra Jesus" ou ao conceito greco-romano do Jesus
anti-Torá?

Deixando de lado agora o "chapéu de rabino", e vestindo o meu "chapéu
de profissional de letras", quero deixar claro aqui que as palavras
Jesus e Cristo não tem absolutamente NADA de pagão em si próprias.
Pagão é aquilo que representam - uma visão romanizada do Messias (isso
sim). Mas as sílabas em si são pagãs? Não, são meras traduções ou
formas de expressão em outro idioma.

O termo Jesus é simplesmente uma tradução, que surgiu da seguinte forma.
Vou aqui simular a transformação silábica (o que não significa que
tenha ocorrido nessa ordem ou necessariamente com tais estágios
intermediários, que por vezes podem ser meramente ilustrativos) :

Yeshua -> Yesua (no grego não há o som de /sh/ produzido pelo SHIN
Yesua -> Iesua (apenas uma variação na transliteração)
Iesua -> Iesu (removemos o 'a' porque o 'a' no grego denota nome
feminino)
Iesu -> Iesous (acrescentamos o prefixo 'ous' que denota nome masculino)
Iesous -> Iesus (tradução para o latim, cujo sufixo masculino é 'us')
Iesus -> Jesus (primeiro surge como variação de grafia, pois em várias
línguas latinas 'J' tem som de 'I'. Em algumas, adquire som de 'J')

Já a palavra Cristo vem de Cristos, que é o grego para 'ungido', assim
como a palavra Messias vem de Mashiach, que é o hebraico para
'ungido'. Portanto, outra mera tradução.

Não sei se o chaver se referiu ao termo ou ao conceito, mas se foi ao
termo, temos que ter muito cuidado ao afirmar que "o nome não é uma
tradução"
quando já está mais do que provado que é sim uma tradução. Eu pergunto
porque existem algumas teorias esquisitas sobre a origem do nome
"Jesus" (como a famosa e mirabolantemente insana teoria do
deus-cavalo) , porém, na maioria das vezes tratam-se simplesmente de
teorias conspiratórias sem fundamento lingüístico.

Com relação a "Jeová", o termo vem de Yehowah. Há duas teorias sobre
"Yehowah". Uma (na qual eu particularmente acredito) de que derive da
inserção das nekudot (sinais vocálicos) de "Adonai" ou de "Eloah."
Outra teoria interessantíssima diz que a pronúncia de YHWH varia
conforme o aspecto de YHWH que desejamos enfatizar. Essa idéia vem de
obras antigas do Judaísmo, tais como o Sefer Yetsirá e o Sefer Bahir.
A forma "Yehowah"
é uma flexão para a terceira pessoa de "HWH", o qual significa "ser".
Ou seja, "Yehowah" no hebraico significa simplesmente "Ele é". "Jeová"
é uma forma adaptada de "Yehowah". O transliterar o Yud como J vem da
mesma regra de algumas formas latinas conforme demonstrado acima.

- continua -

פולוס עבד ישוע ✡ disse...

- continuação -

Já o
V vem da forma de pronúncia moderna do Vav. Portanto, o termo "Jeová"
não significa ruína em absoluto. Não é a forma mais acertada, mas não
há qualquer teoria conspiratória aqui.

Outro conceito que muito me preocupa é a heresia da "salvação pelo
nome correto" - coisa que o Beit Din Nazareno tem combatido. A
expressão hebraica "pelo nome" é símbolo de autoridade, e não de
"pronunciar as sílabas corretas."

A primeira evidência disso vem da própria Bíblia. Yo'el HaNavi (o
profeta Joel) diz:

"E há de ser que todo aquele que invocar o nome de YHWH será salvo"
(Yo'el 2:32)

No entanto em Atos 4:12, como o chaver corretamente postou, o nome
dado para salvação é Yeshua. E agora? O Nome dado para salvação é YHWH
ou Yeshua???

A resposta está no fato de que "o Nome" simboliza a autoridade. Isso é fato conhecido no hebraico. Yeshua quando veio ao mundo veio como YHWH, e por isso tinha a autoridade salvífica de YHWH.

Eu acho que não foi isso que o chaver quis dizer (e gostaria que o
chaver confirmasse) , mas existem grupos que insistem que "acertar o
Nome" é algo que é condição de salvação. Tais grupos têm um grave
problema teológico pela frente:

1 - A maioria dos manuscritos traz o nome do salvador como Yeshua.
Porém, há manuscrito hebraico que traz Yeshu (Shem Tob por exemplo),
outros que trazem Yud-Hey-Vav- Shin-Vav- Ayin, o qual segundo a Peshitta
aramaica é transliterado como Yahushua, mas segundo a Massorá e o
próprio manuscrito de Munster é transliterado como Yehoshua. E o que dizer daqueles que pronunciam como Yahshua por acharem que o Nome do Filho deve conter o Nome do Pai (embora não haja nenhum manuscrito com
tal forma)? E agora? O que poderiam dizer esses grupos? Que Nome invocamos para salvação? Yeshu? Yeshua? Yehoshua? Yahushua? Yahshua?

Alguém pode até especular sobre sua forma favorita mais provável (eu
particularmente creio que as evidências históricas apontam para
Yeshua/Yahushua) . Porém, ninguém pode afirmar com 100% de certeza? E o que dizer das demais pessoas? Não seriam salvas? Esses grupos,
conhecidos nos EUA como "sacred-namers" têm problemas com relação a
isso.

2 - Da mesma maneira, se a salvação depender do tetragrama pronunciado
corretamente a coisa piora: Que forma é a mais correta? Yahuweh,
Yehowah, Yahawah, Yahuwuh? Várias dessas formas, pelo hebraico, são
válidas. Novamente, há evidências que apontam para Yahuweh como a
forma original. Mas não podemos simplesmente descartar as demais
formas com 100% de certeza, pois a pronúncia se perdeu ao longo dos
séculos. E o que dizer de quem pronuncia Yahveh? Não é a forma
original, certamente, pois o Vav com som de V é bem posterior ao hebraico original, mas no hebraico moderno seria válida. O próprio Beit Din reconhece que há várias formas.

Aliás, isso nem seria importante, pois quem conhece o hebraico sabe
que o mais importante são as consoantes, e não as vogais. As vogais
variam até mesmo dentro da mesma palavra. Um exemplo: GADOL (grande)
no plural vira G'dolim (o som /a/ "some"). Quantas variações existem
para Dalet-Vav-Reish? Davar, daber, divrei, devar, e assim por diante.
Talvez seja uma questão para HaMashiach esclarecer.

Nós netsarim pronunciamos o Nome não para sermos salvos, mas porque é mitsvá (mandamento) do Eterno de proclamarmos e fazermos Seu Nome
conhecido. E qual é o Seu Nome? Yud-Hey-Vav- Hey. E devemos
pronunciá-lo da melhor forma que conhecemos, mas sem discriminar os
que o fazem de maneira diferente.

- continua -

פולוס עבד ישוע ✡ disse...

- continuação -

3 - O que dizer da capacidade de pronunciar tais sílabas? Como, por
exemplo, o próprio brasileiro, que dificilmente pronuncia o Yud da
forma correta (isto é, como a semi-vogal /y/ e não como a vogal /i/).
Não acho que o chaver se referia a isso, mas aproveito aqui o "gancho"
para tratar do tema.

4 - Claramente, a salvação é pela PESSOA de YHWH feito carne, e não
pelas sílabas. Eu costumo dar um exemplo aqui: Eu posso chamar o meu
anão de jardim de 'Yeshua' e invocar o Nome de Yeshua e nem por isso
serei salvo. Pois não existe salvação no nome do meu anão de jardim.

Quanto ao termo "Espírito Santo", o termo 'espírito' no grego
significa sopro, tal como 'Ruach' no hebraico. A palavra 'santo' já
debatemos aqui de forma bastante extensiva. O único problema desse
termo é que no português é masculino, e isso tende a ocultar o aspecto
da feminilidade da Ruach (em contrapartida à masculidade de YHWH
enquanto Pai - pois YHWH é completo, e não simplesmente masculino ou
simplesmente feminino.) Assim como o nome 'Jesus' não traz o jogo de
palavras com o hebraico 'yeshuah', que significa salvação.

Agora, é fato que os termos "Jesus" e "Cristo" CULTURALMENTE são
utilizado s para se referir à imagem greco-romana, anti-Torá,
caucasiana, (e até por vezes anti-semita, embora nem sempre) que é
pregada em Roma e na maioria das Igrejas Cristãs. Por essa razão, eu
também acho melhor evitarmos o termo "Jesus."

Mas isso não tem nada a ver com a "origem léxica" (digamos assim) dos
termos em questão. Muito pelo contrário, existem igrejas que têm
hinos, corinhos, etc. chamando o salvador de Yeshua. Eu me lembro de
um muito popular uns anos atrás. Será que por isso estão de fato se
referindo ao Yeshua hebreu? Duvido muito. Provavelmente continuam se
referindo à mesma imagem greco-romana do Messias.

Se alguém disser o seguinte: Melhor evitar os termos 'Jesus' e
'Cristo' porque culturalmente utiliza-se tais termos para se referir a
algo muito diferente daquilo que é o real entendimento do Mashiach,
tudo bem, não vejo problema algo. Mas aí é questão de opinião, de gosto pessoal, por assim dizer. Eu mesmo também não gosto dos termos
"Jesus Cristo" justamente por esse motivo. Mas daí a dizer que os
nomes, enquanto simples palavras, são imundos por serem de origem
pagã, aí já se entra no âmbito dos fatos, e não dos conceitos. E os fatos estão errados. Se afirmamos tal coisa, equivocadamente, caímos
em descrédito perante os olhos de pessoas sérias, pois qualquer
profissional de línguas é capaz de apontar o erro de tal argumentação.

Sejamos justos, chaverim v'chaverot (amigos e amigas), nós netsarim
somos sim ávidos proclamadores dos Nomes Sagrados, primeiramente
porque é bíblico fazer tal coisa, segundo porque o hebraico é a língua
pura que YHWH promete nos dar, e terceiro porque são Nomes cheios de
significado e poder.

Quando algo de fato é pagão, tal como o conceito do "Jesus
greco-romano" pregado em muitas igrejas cristãs, ou tal como o nome
Deus, que vem da entidade Dyeus, então de fato temos que ser os
primeiros a denunciarmos tais coisas.

Contudo, não podemos simplesmente proclamar que tudo aquilo que difere
da nossa prática seja pagão, sem algo em que nos basearmos. Isso é,
como dizem os norte-americanos, "jogar fora o bebê junto com a água do
banho."

Enfim, eu aproveitei um pouco o gancho do seu e-mail para tratar de
alguns temas que precisam ser esclarecidos, mas gostaria que o chaver
postasse explicando melhor a sua posição.

YHWH te abençoe,
Sha'ul

פולוס עבד ישוע ✡ disse...

- continuação -

Dom, 24 de Jun de 2007 1:41 pm

Jorge,
Shalom!

OK. Ficou esclarecido.

Contudo, faço aqui uma ressalva: Não podemos dizer que "o uso do nome
Jesus é inadmissível" se nos referimos somente à palavra. O conceito é inadmissível, isso sim. A palavra, contudo, é uma mera tradução.

Não é como Dyeus, que é um nome pagão. O que importa é a quem a pessoa em seu coração se refere. Ela está orando ao "Messias cristão" ou ao Messias judeu observante da Torá? Ela pode orar pra Yeshua e ter em mente o "Messias cristão". De que adianta?

Eu não gosto do nome Jesus, não costumo usar o nome Jesus em minhas
tefilot ou drashot ou coisa que valha, porque esse nome está muito
atrelado a um conceito grego-romano distorcido. Mas daí a dizer que o
nome é pagão, ou inaceitável, é algo que demanda provas, evidências de
uma origem ou aplicação pagã em sua origem. E não há nenhuma nesse
sentido.

Freqüentemente no dia-a-dia, em conversa com colegas de trabalho ou
coisa parecida, se alguém me pergunta algo sobre "Jesus", eu não viro
e corrijo e digo isso ou aquilo. Se assim o fizer, fecho uma porta. Assim como se um velhinho de 90 anos me pedir pra "abençoar ele em nome de Jesus" eu faço o que? Viro as costas? Dou uma aula de teologia pra ele? Não podemos ser assim tão radicais.

Inadmissível é o conceito grego-romano, o Jesus anti-Torá, caucasiano
e anti-semita - seja pelo nome que você quiser chamá-lo. Chamando-o de
Yeshua não o torna menos inaceitável. Agora, se uma pessoa se refere a
Yeshua dizendo "Jesus", isso não necessariamente significa que a
pessoa está usando um "nome impuro." Por que uma mera tradução é impura?

Vale lembrar que mesmo o nome Yeshua tem muitas vertentes. Existe o Yeshua essênio, o Yeshua da nova era, o Yeshua ebionita, o Yeshua ariano, e mesmo, por que não dizer, o Yeshua evangélico? Isso faz do nome 'Yeshua' impuro? É claro que não. Impuro é o conceito, não as sílabas. Da mesma forma, as sílabas do nome 'Jesus', por terem sido aplicadas POSTERIORMENTE à divindade greco-romana não tornam a palavra pagã.

A origem do nome 'Jesus' está no termo 'Yeshua'. Se a origem estivesse no nome de uma divindade pagã, então tudo bem. Mas não é o caso. A aplicação equivocada é posterior ao nome.

Fico muito preocupado quando a falta de base lingüística se combina
com o radicalismo. Tal química só leva a um sectarismo desnecessário.

YHWH te abençoe,
Sha'ul

פולוס עבד ישוע ✡ disse...

Shalom ve laila tov chaverim!

'ous' é sufixo e não prefixo

Apenas discordo do Shaul por ele ter se equivocado ao dizer:

"(acrescentamos o prefixo 'ous' que denota nome masculino)"

Pois 'ous' não é prefixo e sim sufixo do termo ιησους, Iesous (Jesus).

Confiram o que ele disse:

"Iesu -> Iesous (acrescentamos o prefixo 'ous' que denota nome masculino)
Iesous -> Iesus (tradução para o latim, cujo sufixo masculino é 'us')"


Mas isso acontece com qualquer um, pois acredito que ele na verdade queria dizer sufixo e não prefixo.

Lehitraot.

פולוס עבד ישוע ✡

פולוס עבד ישוע ✡ disse...

Shalom chaverim!

Em tudo concordo com o Shaul Bentsion, menos nisso que ele postou:

"4 - Claramente, a salvação é pela PESSOA de YHWH feito carne, e não
pelas sílabas. Eu costumo dar um exemplo aqui: Eu posso chamar o meu
anão de jardim de 'Yeshua' e invocar o Nome de Yeshua e nem por isso
serei salvo. Pois não existe salvação no nome do meu anão de jardim.

Quanto ao termo "Espírito Santo", o termo 'espírito' no grego
significa sopro, tal como 'Ruach' no hebraico. A palavra 'santo' já
debatemos aqui de forma bastante extensiva. O único problema desse
termo é que no português é masculino, e isso tende a ocultar o aspecto
da feminilidade da Ruach (em contrapartida à masculidade de YHWH
enquanto Pai - pois YHWH é completo, e não simplesmente masculino ou
simplesmente feminino.) Assim como o nome 'Jesus' não traz o jogo de
palavras com o hebraico 'yeshuah', que significa salvação."


No texto acima encontrei dois erros teológicos do Shaul:

1) "a salvação é pela PESSOA de YHWH feito carne"

Quem se fez carne não foi o Eterno e sim o seu filho Yeshua.

2) "isso tende a ocultar o aspecto
da feminilidade da Ruach (em contrapartida à masculidade de YHWH enquanto Pai - pois YHWH é completo, e não simplesmente masculino ou
simplesmente feminino.)"

Os termos VENTO e BRISA são na verdade masculino e feminino respectivamente apenas quanto ao gênero gramaticalmente, mas não quer dizer que sejam masculino e feminino sexualmente... Assim também é com respeito ao termo Ruach haShem ou Ruach ha Códesh, pois espírito é abstrato, não tem sexo.

E quanto ao Pai nós não podemos dizer que Ele tenha sexo, pois Ele é Pai pelo fato de ser aquele que gerou todos os seus filhos espirituais, o Pai dos espíritos. E Yeshua foi gerado na carne sem ato sexual, pois foi um ato milagoso do Ruach haShem, uma espécie de inseminação artificial, a primeira do universo.

Lehitraot.

פולוס עבד ישוע ✡

פולוס עבד ישוע ✡ disse...

Boker tov chaverim, bom dia amigos!

Aqui segue uma postagem que vem confirmar tudo o que foi dito nesse tópico, trata-se de uma resposta para essa pergunta:

"Jesus Cristo em latim?"

Eis aí o link desse forum:

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20081219140212AAMpDtd

Yeshua is coming again!

פולוס עבד ישוע ✡

adrianacostareis disse...

MUITO LEGAL O BLOG! FELICIDADES!

Anders Branderud disse...

Hello!
I cannot write in Spanish, but you can use Google Translate and a dictionary to undersand..

This blog post fails to distinguish between the historical Ribi Yehoshua and the le-havdil Christian Jzus.
Le-havdil, A logical analysis (found in www.netzarim.co.il (Netzarim.co.il is the website of the only legitimate Netzarim-group)) of all extant source documents and archeology proves that the historical Ribi Yehosuha from Nazareth and his talmidim (apprentice-students), called the Netzarim, taught and lived Torah all of their lives; and that Netzarim and Christianity were always antithetical.
The original words of the pro-Torah teacher Ribi Yehoshua were redacted by Roman Hellenists, and the redaction is found in the “gospels”. J…. is described in the “gospels”, and le-havdil the teachings of the historical Torah-teacher Ribi Yehoshua from Nazareth are found in the reconstruction (using a logical and scientific methodology to create the reconstruction), Netzarim Hebrew Reconstruction of Hebrew Matityahu (NHM).

The historical Jew Ribi Yehoshua is not the same as the Christian "J...." The historical Ribi Yehoshua was a human.

The above website proofs that the roots of Christianity are Hellenism, not Judaism.

פולוס עבד ישוע ✡ disse...

Shalom chaver sheli Anders Branderud!

Na verdade quando a Kehilah (congregação) formada pelos seguidores do Mashiach Yeshua ou Yehoshua de Nazareth se tornou na sua maioria composta de goyim, gentios, então tudo que ele ensinou ficou comprometido pelo fator cultural existente entre ambos os povos. Daí a Kehilah pertencente aos goyim se distanciou de suas raízes judaicas. Mas nos últimos dias HaShem está fazendo com que os talmidim dessa Kehilah se voltem para suas raízes judaicas. Por isso mesmo o judaísmo messiânico tem tríplice função vocacional:

a) Anunciar aos yehudim, judeus tradicionais as boas novas de salvação no Mashiach Yeshua ou Yehoshua.

b) Anunciar também aos goyim, gentios essas boas nova de salvação.

c) E resgatar as raízes judaicas na Kehilah dos goyim, gentios.

Veja esse outro tópico do blog sobre a Kehilah de Yeshua:

✡ O Judaísmo e o Mashiach ✡: A Kehilá de Yeshua

Shavua tov ve lehitraot.

פולוס עבד ישוע ✡

jsantos disse...

muito interessante esta blog,é preciso ter mais divulgação principalmente ao publico cristão ou evangelico abçs

Apóstolo Edson Mc.P. Vidal disse...

Parabéns pelo comentário.Muito instrutívo.Em breve estarei criando e colaborando com um vídeo a cerca desse assunto no YOU TUBE.Há outros assuntos "APÓSTOLO EDSON VIDAL". GRAÇA e PAZ!!!