segunda-feira, 8 de março de 2010

Efraim e Manassés Foram Enxertados na Oliveira


Shalom chaverim!

Eis aqui um tema profundo e de difícil interpretação, porém que é perfeitamente inteligível, para aqueles que têm intimidade com D'us, através do Seu Ruach, Espírito, o qual consola, ilumina, edifica, santifica, enfim, que adorna a Kehilah de Yeshua com seus dons, para o crescimento espiritual da mesma, afim de prepará-la para o encontro com ele, o Mashiach nos ares. (1 Tessalonicenses 4:16,17).

Yosseph, José, tipo do Mashiach.

Vejamos então sete semelhanças da vida de Yosseph com a vida de Yeshua:

1) Yosseph, José foi rejeitado pelos próprios irmãos; Yeshua também foi rejeitado pelo seu próprio povo. (Bereshit, Gênesis 37:18-20 - Parashah וַיֵּשֶׁב, Vaieshev; Yeshayah, Isaías 53:7,8).

2) Yosseph, José foi jogado numa cova pelos próprios irmãos e depois de ser considerado como morto, para seu pai Yaacov, Jacó ressurgiu com poder e glória no Egito; Yeshua também depois de morto e enterrado numa sepultura ressuscitou ao terceiro dia com poder e grande glória. (Bereshit, Gênesis 37:23,24 - Parashah וַיֵּשֶׁב, Vaieshev; Mateus 27:59,60; 28:1-10).

3) Yosseph, José foi vendido pelos seus irmãos; Yeshua também foi vendido por um de seus talmidim, discípulos. (Bereshit, Gênesis 37:26-28 - Parashah וַיֵּשֶׁב, Vaieshev; Mateus 27:1-10).

4) Yosseph, José foi exaltado no Egito; Yeshua ou Jesus também está sendo exaltado no meio dos goyim, gentios. (Bereshit, Gênesis 41:38-44 - Parashah מִקֵּץ, Mikêtz; Yeshayah, Isaías 49:6,7).

5) Yosseph, José foi chamado de צָפְנַת פַּעְנֵחַ, Tzaphenat Paenêach, Intérprete dos Mistérios; Yeshua também é chamado de Intérprete por Excelência dos Mistérios de D'us, da Torah. (Bereshit, Gênesis 41:45 - Parashah מִקֵּץ, Mikêtz; Revelação, Apocalipse capítulo 5, nos versos 5 e 6 podemos ver as duas facetas do Mashiach - Cordeiro e Leão).

6) Yosseph, José casou-se com uma gentia; Yeshua também se casará (espiritualmente) com uma gentia, a ala gentílica da sua Kehilá, composta de judeus e de gentios. (Bereshit, Gênesis 41:45 - Parashah מִקֵּץ, Mikêtz; Revelação, Apocalipse 19:7-9).

7) Yosseph, José se revelou para seus irmãos dizendo em língua hebraica: אֲנִי יוֹסֵף, Ani Yosseph! Yeshua quando voltar também se revelará aos seus patriotas, os judeus dizendo em língua hebraica: אֲנִי יֵשׁוּעַ הַמָּשִׁיחַ, Ani Yeshua ha Mashiach! Eu sou o Salvador Ungido! (Bereshit, Gênesis 45:1-4 - Parashah וַיִּגַּשׁ, Vayigash; Zacarias 12:10-14).

Então, como os irmãos de Yosseph, José ficaram pasmados diante da sua face quando ele se revelou a eles, assim também ficarão os judeus quando Yeshua se revelar a eles na sua volta. Halelu-Yah! Barukh HaShem!


Data e hora local em Israel



Manassés e Efraim, herdeiros da Terra Prometida juntamente com as outras tribos.

Faraó deu a Yosseph, José por esposa a Asnat, a filha de Potífera, um sacerdote egípcio, da qual lhe nasceram dois filhos: מְנַשֶּׁה, Menasheh, Manassés e אֶפְרָיִם, Efraim.

“ E chamou o nome do primeiro Manassés; porque disse: D'us me fez esquecer de todo o meu trabalho, e de toda a casa de meu Pai ”.
(Bereshit, Gênesis 41:51 - Parashah מִקֵּץ, Mikêtz).

Isso nos faz lembrar das palavras de ha shaliach Shaul, Paulo, o enviado quando escreveu aos crentes da cidade de Filipos:

“Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de D'us no Mashiach Yeshua”. (Filipenses 3:13,14).

“ E o nome do segundo chamou Efraim; porque disse: D'us me fez crescer na terra da minha aflição ”.
(Bereshit, Gênesis 41:52 - Parashah מִקֵּץ, Mikêtz).

Efraim significa “duplamente frutífero”. Ele aponta para a segunda fase da obra de D'us na vida de Yosseph, José: o crescimento.

Quando Yosseph, José foi vendido como escravo, Yaacov, Jacó pensou que seu filho estivesse morto, então chorou por ele (Gênesis 37:30 - Parashah וַיֵּשֶׁב, Vaieshev). Mas eventualmente o plano de D'us permitiu a Jacó não só ver seu filho outra vez, mas também seus netos.

Yosseph, José trouxe seus filhos a Yaacov, Jacó para que ele os abençoasse. Aquele sobre quem ele colocasse sua mão direita receberia a bênção principal.

Como profeta de D'us, Yaacov, Jacó sabia que o mais novo, Efraim, teria preeminência sobre seu irmão mais velho: outra vez não seria exercido o direito à primogenitura. 

Sem saber disso, Yosseph, José colocou Manassés do lado direito de Yaacov, Jacó. Mesmo sem poder ver (pois como Yitzechac, Isaque, Jacó havia perdido a visão em sua velhice, possivelmente devido a cataratas), Yaacov, Jacó percebeu quem era quem e simplesmente cruzou seus braços para que sua mão direita repousasse sobre Efraim. (Bereshit, Gênesis 48:11-22 - Parashah וַיְחִי, Vaiechi).

É interessante ver quantas vezes D'us não mantém o direito da primogenitura; embora ele esteja na sua lei, que consta na Torah (Devarim, Deuteronômio 21:17 - Parashah כִּי-תֵצֵא, Ki Tetze), este direito é uma convenção que vem desde os tempos mais antigos, pela qual o filho mais velho recebe toda, ou a maior parte da herança paterna, junto com a responsabilidade de cuidar pela sua mãe viva e irmãs solteiras. Mas D'us não se prende a estas convenções, pois Ele é SOBERANO a tudo e a todos.

Mesmo desagradando a Yosseph, José, Yaacov, Jacó colocou o nome de Efraim adiante do de Manassés. Séculos mais tarde vemos o cumprimento desta profecia pois:

- a tribo de Manassés marchou debaixo do estandarte de Efraim no deserto (Bamidbar, Números 2:18-24 - Parashah בְּמִדְבַּר, Bamidbar).

- Yehoshua, Josué, líder do povo de Israel depois de Moshe, Moisés, veio da tribo de Efraim.

- depois da divisão do reino nos tempos de Yaravam, Jeroboão, a tribo de Efraim (como predito no versículo 19) tornou-se tão predominante no reino do norte, que seu nome foi identificado com Israel (Yeshayah, Isaías 7:2; Hoshea, Oséias 4:17; 13:1).

“Depois disto Yechizeqiyahu, Ezequias enviou mensageiros por todo o Yisrael, Israel e Yehudah, Judá, e escreveu também cartas a Efraim e a Manassés para que viessem à casa de Adonai, Senhor em Jerusalém, para celebrarem o Pêssach, Páscoa ao Adonai Eloheinu, Senhor D'us de Israel.” (II Crônicas 30:1).

Manassés e Efraim - uma alusão aos ramos de zambujeiro sendo enxertados na oliveira.


Definição dessa oliveira descrita por ha shaliach Shaul, o emissário Paulo:

(Romanos 11:16-24)

1 - A oliveira como um todo é um símbolo da família de D'us e do Seu Reino plantados na Terra, cujo início se deu com os patriarcas, depois com as doze tribos, depois com a nação de Israel e por último com a Kehilah de Yeshua.

2 - A raiz, o caule e a seiva falam do Mashiach - a base, o sustentáculo e a vida da árvore. E sabemos que essa vida que dá crescimento a oliveira vem do Pai (HaShem), a qual nos é transmitida pelo Mashiach.

3 - E os ramos falam dos dois povos que a família de D'us, o Reino de D'us, a Casa de Israel e a Kehilah, Congregação de Yeshua são formados:

a) Os judeus, os ramos naturais. (Romanos 9:4,5; 11:16-24).

b) E os goyim, os gentios, os ramos de zambujeiro enxertados na oliveira. Ora, os ramos não naturais da oliveira devem se adequar a árvore e não o contrário disso. (Efesios 2:11-22).

D'us já via com bastante antecedência, ainda no tempo dos patriarcas, muitos gentios e judeus nascendo de novo do Ruach, Espírito. (Yochanan, João 3:1-10; 1 Yochanan, João 5:1,4,18).

Certa vez Yeshua disse para um judeu chamado נַקְדִּימוֹן, Naqdiymon, Nicodemos, um rabino da seita dos פְּרוּשִׁים, prushim, fariseus que era necessário ele nascer de novo, isso significava que Nicodemos na verdade não tinha ainda uma experiência íntima com D'us, apesar dele ser muito religioso e mestre em Israel. 

Mas D'us já via muitos judeus como Nicodemos sendo reenxertados na oliveira e muitos gentios sendo enxertados na mesma, na família de D'us, no Seu Reino, na Kehilah de Yeshua e também na Casa de Israel, a qual é a única nação que não surgiu pelos meios normais, mas sim de um milagre de D'us, porque ela faz alusão a família e ao Reino de D'us na Terra, simbolizados pela oliveira, e por isso mesmo os israelitas são chamados de ramos naturais da mesma. 

A מְּנוֹרָה, menorah com suas seis hastes laterais (três de cada lado - judeus e gentios) e mais a haste central (Mashiach) faz alusão também a essa oliveira.

Eis aqui alguns nomes de gentios que se converteram ao D'us de Israel descritos nas Escrituras:

1) כָּלֵב, Kalev, Caleb, o representante e líder da tribo de Yehudah, Judá.

2) רָחָב הַזּוֹנָה, a meretriz Rachav, Raab. (Yehoshua, Josué 6:25).

3) רוּת, Ruth, a moabita, nora de Naomi. (Rute 1:16).

4) O centurião romano Cornélio e sua família. (Atos 10:1-6,28,34,35,44-48).

O povo de Israel é formado de ramos naturais e não naturais, os ramos de zambujeiro - as conversões ao D'us de Israel no decorrer de milênios são exemplo disso. E o judaísmo hodierno está cheio de gentios convertidos ao D'us de Israel.

A família de Yosseph, José:

Alguém poderá dizer que a esposa de Yosseph já era convertida ao D'us de Israel quando se casou com ele. Mas se ela não tivesse se convertido antes de se casar e também de gerar os dois meninos, então automaticamente eles seriam considerados como não israelitas e é isso que tento mostrar no tópico... 

E essa conversão da mãe deles já é um exemplo do enxerto dos goyim na Beit Yisrael. De qualquer forma não temos provas bíblicas de que ela tenha se convertido antes de se casar com Yosseph, pois o texto diz (וַיִּתֶּן-לוֹ אֶת-אָסְנַת בַּת-פּוֹטִי פֶרַע כֹּהֵן אֹן, לְאִשָּׁה - Bereshit, Gênesis 41:45 - Parashah מִקֵּץ, Mikêtz) que foi o rei Faraó quem deu a Asnat como esposa a ele (Vayiten-lo et-Asnat bat-Potiy Phera' cohen 'on, le'ishah). 

Sendo assim é possível que quando os dois meninos nasceram a mãe deles ainda permanecia como gentia e isso faria com que os dois meninos também não fossem israelitas natos.

Todavia, através do DNA físico, Efraim e Manassés eram na verdade israelitas só por parte de pai, pois a mãe deles era uma gentia, filha dum sacerdote que adorava um deus pagão, um ídolo. Mas acreditamos que ela tenha se convertido ao D'us de Israel, porém só não temos certeza de quando ocorreu isso, se antes ou depois do casamento e de gerar seus dois filhos. 

O que tentamos dar ênfase aqui é exatamente essa conversão, a qual faz alusão ao enxerto dos goyim, gentios na oliveira, na Casa de Israel, conforme nos disse ha shaliach Shaul, o emissário Paulo. (Romanos 11:17).

Portanto, se eles não tivessem se convertido ao D'us de Israel e vivessem em nossos dias, então perante a nação de Israel eles seriam considerados gentios, pois a lei do estado de Israel só considera judeu aquele que é nascido de mãe judia ou que tenha se convertido ao D'us de Israel, ao judaísmo por assim dizer.

Mas, graças a D'us que os crentes pertencentes a ala gentílica da kehilah de Yeshua são credenciados como verdadeiros judeus, pelo D'us dos patriarcas, mesmo não tendo o DNA físico dos mesmos, conforme o exemplo demonstrado, através dos dois filhos de Yosseph, José, os quais mesmo não sendo israelitas completos, porém foram inseridos na lista das tribos de Israel, sendo assim, herdeiros juntamente com as demais tribos de todas as promessas feitas por D'us aos patriarcas, sejam elas em caráter físico ou espiritual.

E isso está em perfeita harmonia com a Torah, que diz:

"Pois o Senhor vosso D'us, é o D'us dos deuses, e o Senhor dos senhores, o D'us grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem recebe peitas; que faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e roupa. Pelo que amareis o estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito." (Devarim, Deuteronômio 10:17-19 - Parashah עֵקֶב, Ekev).

"Não torcerás o juízo; não farás acepção de pessoas, nem receberás peitas; porque a peita cega os olhos dos sábios, e perverte a causa dos justos." (Devarim, Deuteronômio 16:19 - Parashah שֹׁפְטִים, Shophetim).

E também está em perfeita harmonia com a Brit ha Chadashah, Nova Aliança, que diz:

"...Vós bem sabeis que não é lícito a um judeu ajuntar-se ou chegar-se a estrangeiros; mas D'us mostrou-me que a nenhum homem devo chamar comum ou imundo;... Então Keypha, Pedro, tomando a palavra, disse: 

Na verdade reconheço que D'us não faz acepção de pessoas; mas que lhe é aceitável aquele que, em qualquer nação, o teme e pratica o que é justo... Enquanto Keypha, Pedro ainda dizia estas coisas, desceu o רוּחַ הַקֹּדֶשׁ, Ruach HaCódesh, Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. Os crentes que eram de circuncisão, todos quantos tinham vindo com Keypha, Pedro, maravilharam-se de que também sobre os goyim, gentios se derramasse o dom do רוּחַ הַקֹּדֶשׁ, Ruach HaCódesh, Espírito Santo; porque os ouviam falar línguas e magnificar a D'us. 

Respondeu então Keypha, Pedro: Pode alguém porventura recusar a água para que não sejam batizados estes que também, como nós, receberam o רוּחַ הַקֹּדֶשׁ, Ruach HaCódesh, Espírito Santo? Mandou, pois, que fossem batizados em nome de Yeshua ha Mashiach. Então lhe rogaram que ficasse com eles por alguns dias." (Atos 10:28,34,35,44-48).

Na carne, isto é, através do DNA físico os goyim, gentios permanecem como goyim, gentios; e os yehudim, judeus como yehudim, judeus, porém no espírito tanto gentios como judeus podem migrarem de gentios para judeus e de judeus para gentios. Pois para D'us o mais importante mesmo é a parte espiritual do ser humano e não a carnal, pois como disse Yeshua:

"O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita;..."
(Yochanan, João 6:63).

Portanto, a Kehilah de Yeshua é composta dos dois povos - judeu e gentio.

Pois a ala da Kehilah de Yeshua pertencente aos goyim, gentios é credenciada como judaica e herdeira das promessas físicas e espirituais feitas aos patriarcas, pelo próprio D'us, conforme Ele fez com Manassés e Efraim.

Porque os salvos dentre judeus e gentios habitarão no céu, na Nova Jerusalém durante um período, mas depois desse período, o qual será de mil anos (Apocalipse 20) eles habitarão dentro da herança, da Terra Prometida aos patriarcas (como Manassés e Efraim habitaram), no novo céu e na nova terra, que serão reconstruídos, após a guerra de Gog e Magog, conforme Revelação, Apocalipse capítulos 20, 21 e 22.

Nota:

Sei que nos assuntos escatológicos ninguém pode afirmar categoricamente uma tese, pois nesse campo tudo é muito subjetivo, portanto, fica aqui minha posição quanto a esse assunto, a qual é apenas uma visão pessoal e não uma doutrina de nenhum grupo religioso. 

Contudo, respeito as demais teses nesse tão vasto campo teológico. E espero estar contribuindo com esse meu ponto de vista pessoal, para a edificação do corpo do Mashiach.

Como diz o judaísmo tradicional: Mashiach Now!

E se os judeus tradicionais podem dizer isso, quanto mais nós que temos tido experiências diárias com o Mashiach e temos certeza de que ele já está voltando, por isso mesmo podemos dizer: Mashiach Agora!

Adiante seguem alguns acontecimentos do tempo do fim em ordem cronológica:

1 - O arrebatamento invisível da Kehilah de Yeshua e o encontro dela com ele nos ares. (Lucas 17:26-30,34-36; Revelação, Apocalipse 4:1,2).

O arrebatamento em espírito de Yochanan, João ao céu é uma simbologia do arrebatamento da Kehilah de Yeshua, que ocorrerá antes dos acontecimentos dos sete anos de tribulação, porque só depois que João foi arrebatado é que viu os acontecimentos futuros, conforme segue abaixo:

"...Sobe aqui, e te mostrarei as coisas que depois destas devem acontecer. E logo fui arrebatado em espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um (HaShem) assentado sobre o trono." (Revelação, Apocalipse 4:1c, 2).

2 - Os sete anos (uma semana de anos) de tribulação. (Daniel 9:27).

3 - Uma parte da Kehilah de Yeshua passará pela tribulação, parte essa composta daqueles que não estiverem preparados para o arrebatamento, os quais são simbolizados pelas cinco virgens loucas ou imprudentes da parábola das dez virgens, e composta também daqueles que forem salvos durante esse período de tribulação. (Mateus 25:1-13; Revelação, Apocalipse 6:9-11; 7:9-17).

4 - Os 144 mil israelitas assinalados com o selo do Ruach HaShem, Espírito de D'us em suas testas.

"E sobre a casa de David, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Ruach, Espírito de graça e de súplica; e olharão para mim, a quem traspassaram; e chorarão por ele como quem chora por um unigênito...", verso 10. (Zacarias 12:10-14, Revelação, Apocalipse 17:1-8).

Eis aqui o que diz Arthur E. Bloomfield, em seu livro “O Futuro Glorioso do Planeta Terra” sobre esses 144 mil judeus:


"Os 144 mil Judeus Selados:

São israelitas remanescentes, que reconhecerão Yeshua como o verdadeiro Messias e o servirão. Acreditamos que esse número seja apenas simbólico, apontando para as doze tribos de Israel, podendo ainda ser bem maior que 144 mil. (Ap. 7: 4-8).

A respeito desses 144 mil judeus existe uma palavra profética, sem dúvida alguma, senão a maior, uma das maiores já proferidas sobre o povo Judeu. Trata-se de uma companhia de redimidos dos últimos dias, antes da volta gloriosa do Messias para reinar sobre o trono de Davi, seu pai, e implantar o reino de D'us sobre todo o planeta e restaurar todas as coisas. Diz o Dr. Joseph A. Seiss em seu livro “Lectures on the Apocalypse” (Preleções sobre o Apocalipse):

“No idioma hebraico cada nome próprio tem seu significado. E o sentido de cada um, dessa relação aqui, não é difícil de ser descoberto:

1) Judá significa confissão ou louvor a D'us;

2) Rubens quer dizer vendo o filho;

3) Gade, uma companhia;

4) Aser, bendito;

5) Naftali, lutador ou lutando contra;

6) Manassés, esquecimento;

7) Simeão, ouvindo e obedecendo;

8) Levi, união ou apego;

9) Issacar, recompensa;

10) Zebulom, lar ou moradia;

11) José, adição;

12) Benjamim, filho da mão direita, filho da idade avançada.

Ora, ponham-se todos esses nomes em ordem, e teremos a seguinte descrição:

Confessores ou adoradores de D'us, olhando para o filho, uma companhia de benditos, lutando contra o esquecimento, ouvindo e obedecendo a palavra, apegados à recompensa de um abrigo ou lar, uma adição, filhos da mão direita de D'us, gerados no fim dos dias.

Isso certamente se reveste de notável importância, e não pode ser reputado por nós como mero acidente, principalmente porque a ordem dos nomes e mesmo alguns dos próprios nomes são diferentes das listas das tribos apresentadas em outros trechos da Bíblia. Isso explica a omissão dos nomes de Dã e Efraim, no lugar dos quais são postos os nomes de Levi e José.

Os nomes substituídos não servem para descrever esses cento e quarenta e quatro mil.
Dã significa juízo, ou então, exercício de prerrogativa judiciária; mas esses cento e quarenta e quatro mil não são e nem se tornarão juízes.

Efraim significa aumento, crescimento por multiplicação; mas esses cento e quarenta e quatro mil formam um grupo cujo número é fixo e ninguém pertencente à sua classe aparecerá antes, nem outros do mesmo grupo aparecerão depois deles”.

Extraído do livro “O Futuro Glorioso do Planeta Terra”
Arthur E. Bloomfield – E. B. – Venda Nova – MG. Brasil.

5 - As duas testemunhas. (Revelação, Apocalipse 11:1-14).

6 - O reinado de uma semana de anos das duas bestas (um líder político e outro religioso). (Daniel 9:27; Revelação, Apocalipse 13).

7 - O julgamento da grande meretriz, da grande cidade, a Babilônia mística. (Revelação, Apocalipse capítulos 17, 18 e 19:1-3).

8
- A volta do Messias em glória e visível para todos os povos. (Lucas 21:25-27; Revelação, Apocalipse 6:12-17; 19:4-21).

9
- O julgamento das nações. (Mateus 25:31-46, Revelação, Apocalipse 10:7; 11:15-19; 19:11-21; 20:4).

10 - A prisão de Satanás e seus anjos caídos por mil anos. (Revelação, Apocalipse 20:1-6).

11
- O Reinado Milenar do Messias, sendo que nessa época a habitação do Messias e daqueles que foram arrebatados será a partir da Nova Jerusalém, a qual ainda estará no céu nesse período. (Revelação, Apocalipse 20:4-6).

12
- Israel será finalmente estabelecido como cabeça das nações durante o Milênio:

"Assim diz Adonai Tzevaot, o Senhor dos Exércitos: Naquele dia sucederá que dez homens, de nações de todas as línguas, pegarão na orla das vestes de um judeu, dizendo: Iremos convosco, porque temos ouvido que D'us está convosco." (Zacarias 8:23).

E nesse período as nações enviarão representantes todo ano para celebrar a festa de Sucot, Tabernáculos em Jerusalém. (Zacarias 14:16-19).

כִּי מִצִּיּוֹן תֵּצֵא תוֹרָה, וּדְבַר-יְהוָה מִירוּשָׁלִָם. (Ki miTzion tetze' Torah, udvar-Adonai mIrushalaim). "Porque de Sião sairá a Torah e a Palavra de Adonai de Jerusalém." (Miquéias 4:2).

13
- No final do Milênio Satanás e seus demônios serão soltos, cujo motivo será para testar aqueles que nascerem no Milênio e que nunca conheceram a tentação. 

Mas infelizmente muitos seguirão as insinuações de Satanás e se juntarão para fazerem guerra aos judeus novamente, mas dessa vez eles nem tocarão em nenhum judeu, porque D'us fará descer fogo dos céus e os destruirá. (Revelação, Apocalipse 20:7-10).

14
- O juízo final será estabelecido e os salvos ajudarão o Messias a julgar tanto homens como anjos que pecaram contra D'us. (Revelação, Apocalipse 20:11-15).

15 - Logo após isso serão purgados os céus e a terra e eis que tudo será novo. (Revelação, Apocalipse 21:1).

16
- O restante da raça humana será salvo, porém ficará para sempre com o corpo carnal, o qual, pela redenção do Messias será totalmente restaurado como o de Adão antes de pecar, mas com uma diferença - conhecerá o bem e o mal. Todavia, a raça humana terá que permanecer fiel a D'us do contrário aquele que não for, será lançado no Lago de Fogo, a lixeira de D'us. 

Por isso serão felizes aqueles que fizerem parte da primeira ressurreição, os arrebatados, pois sobre eles a segunda morte, o lago que arde com fogo e enxofre não terá poder. (Revelação, Apocalipse capítulos 21 e 22).

17 - A Nova Jerusalém descerá do céu para habitar na nova terra. (Revelação, Apocalipse 21:2,3).

18 - As nações andarão na luz da cidade santa e os reis da terra levarão para ela toda honra e glória. (Revelação, Apocalipse 21:24,26).

19
- O Messias com os redimidos reinarão na terra sobre a humanidade para todo sempre. (Revelação, Apocalipse 22:5).

20 - E por último, Yeshua ha Mashiach, o Salvador Ungido entregará o Reino a D'us, ao Pai depois que todas as coisas estiverem sujeitas a ele (Tehilim, Salmos 110:1,2), então o próprio Filho se sujeitará àquele (יְהוָה) que todas as coisas lhe sujeitou, para que D'us seja tudo em todos. (1 Corintios 15:24-28).

Eis aqui um grande סוד, sod, segredo ou mistério da revelação:

Existe uma profecia sobre o povo de Israel dizendo que o mesmo será um Reino de Sacerdotes e uma Nação Santa (Shemot, Êxodo 19:6 - Parashah יִתְרוֹ, Yitro; Yeshayah, Isaías 61:6; 62:12), mas ela ainda não se cumpriu.

וְאַתֶּם תִּהְיוּ-לִי מַמְלֶכֶת כֹּהֲנִים, וְגוֹי קָדוֹשׁ:

"Ve atem tihiu-liy mamelekhet kohanim ve goy cadosh."

"E vós sereis para mim (יְהוָה) um Reino Sacerdotal e uma Nação Santa..." (Shemot, Êxodo 19:6 - Parashah יִתְרוֹ, Yitro).

וְאַתֶּם, כֹּהֲנֵי יְהוָה תִּקָּרֵאוּ--מְשָׁרְתֵי אֱלֹהֵינוּ, יֵאָמֵר לָכֶם; חֵיל גּוֹיִם תֹּאכֵלוּ, וּבִכְבוֹדָם תִּתְיַמָּרוּ.

"E vós sereis Sacerdotes do Senhor (יְהוָה/Adonai), e vos chamarão Ministros de Nosso D'us; comereis a abundância das nações, e na sua glória vos gloriareis."
(Yeshayah, Isaías 61:6).

וְקָרְאוּ לָהֶם עַם-הַקֹּדֶשׁ, גְּאוּלֵי יְהוָה; וְלָךְ יִקָּרֵא דְרוּשָׁה, עִיר לֹא נֶעֱזָבָה.

"E lhes chamarão: Povo Santo, remidos do Senhor (יְהוָה); e tu (Filha de Sião) serás chamada a Procurada, a cidade não desamparada." (Yeshayah, Isaías 62:12).

Nesse último versículo, o termo עַם-הַקֹּדֶשׁ, Am HaCódesh, o Povo Santo se refere mesmo a Israel, pois ainda não será nessa época (Milênio) que se cumprirá completa e definitivamente a profecia de Israel como מַמְלֶכֶת כֹּהֲנִים, וְגוֹי קָדוֹשׁ, "Reino Sacerdotal e Nação Santa", conforme se encontra em Shemot, Êxodo 19:6 - Parashah יִתְרוֹ, Yitro.

Portanto, essa profecia se cumprirá parcial e temporariamente durante o Reinado Milenar do Mashiach sobre a Terra, porque nesse período o בֵּית הַמִקְדָּשׁ, Beit ha Mikdash, Templo ainda será uma maquete do verdadeiro e o seu ofício ainda será temporário também (Yvrim, Hebreus capítulos 7, 8, 9 e 10) até que a Nova Jerusalém desça sobre a Terra. (Revelação, Apocalipse 21:1,2). 

Então, ela se cumprirá completa e definitivamente na eternidade, ou seja, após o Milênio. Abaixo segue uma exposição de como isso ocorrerá na eternidade:



1) Santíssimo Lugar - O qual tinha o mesmo formato de um cubo que tem a Nova Jerusalém. Era nele que a שכינה, Shekhinah, Presença e a כְבוֹד, Kevod, Glória de D'us habitavam. Em Ap. 21:3 diz que a Nova Jerusalém é o מִשְׁכַּן, Mishkan habitação de D'us, a qual descerá sobre a terra.

No Santíssimo Lugar só o כֹּהֵן גָּדוֹל, Cohen Gadol, Sumo Sacerdote entrava com o sangue do bode expiatório no יום כיפור, Yom Kipur, Dia do Perdão para fazer a כפרה, kaparah, expiação, primeiramente pelos seus próprios pecados e depois pelos pecados do povo e isso apenas uma vez no ano. 

Ele era um tipo do כֹהֵן לְעוֹלָם, Cohen LeOlam, Sacerdote Eterno Segundo a Ordem Sacerdotal de Melquisedeque (Tehilim, Salmos 110:4), o כֹּהֵן גָּדוֹל לְעוֹלָם, Cohen Gadol LeOlam, Sumo Sacerdote Eterno, o Mashiach, o qual faria a כפרה, kaparah, expiação, através do seu próprio sangue, mas somente pelos pecados do povo, pois o Messias nunca pecou.

2) Santo Lugar - Era onde os sacerdotes tinham acesso livre.

3) Átrio - Era mais para os membros da tribo de Levi, mas o povo de Israel também tinha acesso a ele. (No Beit HaMikdash, Templo havia também o Átrio dos goyim, gentios).

Do lado de fora do Santuário ficavam as outras tribos.

E fora dos limites de Israel ficavam as nações, os goyim.

Isso tudo era uma miniatura do que será na eternidade, vejamos agora qual será a disposição geográfica dos habitantes da nova terra:

Na nova terra os limites da Terra Prometida por D'us a Israel finalmente serão dados ao povo do Altíssimo. Sendo assim, as proporções serão bem maiores que as de hoje, do contrário a Nova Jerusalém não poderia descer sobre Israel. Pois bem, vejamos então como Israel e as nações ficarão estabelecidos sobre essa nova terra:

1) Santíssimo Lugar - A Nova Jerusalém habitada pelo Rei dos reis e seus assessores, os reis e sacerdotes (Revelação, Apocalipse 5:9,10) segundo a Ordem Sacerdotal de Melquisedeque, os quais terão um corpo metafísico ou glorificado. E nesse lugar só eles terão acesso.

2) Santo Lugar - A nação de Israel, composta de todas as tribos, incluindo a de Levi dentro dos limites da Terra Prometida formando um Reino de Sacerdotes e um Povo Santo, os quais continuarão com esse corpo carnal, mas totalmente redimido e restaurado com a perfeição do corpo de Adão antes do pecado. 

Nessa época o ofício sacerdotal deles será um pouco diferente do ofício dos levitas do Antigo Pacto. Porque algumas coisas da Ordem Sacerdotal Levita só serão necessárias até que o Sacerdócio Perfeito do Mashiach e de sua Kehilah esteja funcionando plenamente na Nova Jerusalém, no Novo Céu e na Nova Terra. (Yvrim, Hebreus capítulos 7, 8, 9 e 10). 

E por isso mesmo D'us já mostrava aos cohanim, sacerdotes durante o período de 40 anos que antecedeu a destruição do Beit ha Mikdash, Templo, através das coisas que sucederam com relação ao Templo, descritas no Talmud, em Yomá 39b, que no futuro, isto é, no Novo Céu e na Nova Terra já não serão necessários tais sacrifícios, pois nem mesmo haverá um Templo construído para isso. (Revelação, Apocalipse 21:22).

3) Átrio - Os Goyim, as Nações (fora dos limites de Israel como as doze tribos ficavam fora do Templo), os quais poderão visitar a Israel, o Reino de Sacerdotes e Povo Santo e trazerem sua honra e glória para a Cidade Santa, a Yerushalaim ha Chadashah, Nova Jerusalém. 

E assim os goyim, gentios serão incluídos na vida de Israel, do Reino de Sacerdotes e Povo Santo, pois necessitarão de seu sacerdócio para serem abençoados, como Israel necessitava do sacerdócio levita. Os quais também continuarão com esse corpo carnal.

As nações enviarão representantes ao estado de Israel com as seguintes finalidades:

a) Adorar a D'us, Adonai Eloheinu Adonai echad, Senhor Nosso D'us Senhor único.

b) Reverenciar o Cordeiro, Yeshua ha Mashiach Melech Yisrael, Salvador Ungido Rei de Israel.

c) E dizimar ao Reino de Sacerdotes e Povo Santo, a nação de Israel.

E com isso D'us estará cumprindo com o que disse sobre a Tribo Sacerdotal Levita, isto é, que a mesma exerceria o sacerdócio perpetuamente (Shemot, Êxodo 40:15 - Parashah פְקוּדֵי, Pecudei), pois nessa época os levitas terão seu sacerdócio unificado com as outras tribos de Israel e ampliado, ou seja, para exercer o seu sacerdócio eternamente sobre as nações, mas habitando no Lugar Santo, isto é, dentro das fronteiras da Terra Prometida, conforme já mencionado acima, ainda que esse sacerdócio continue sendo em caráter simbólico ao Sacerdócio Segundo a Ordem de Melquisedeque, o do Mashiach e de seus redimidos, aqueles que foram comprados para D'us de toda a tribo, e língua, e povo, e nação, para serem reis e sacerdotes, os quais habitarão no Santíssimo Lugar, na Nova Jerusalém. (Revelação, Apocalipse 5:9,10).

Certamente o Sacerdócio Levita sofrerá algumas modificações nessa época, conforme já mencionado acima, mesmo porque não será somente a tribo de Levi que exercerá o sacerdócio simbólico ao Sacerdócio do Mashiach e de sua Kehilah, mas também todas as demais tribos de Israel. 

E assim se cumprirá a profecia de que Israel será um Reino de Sacerdotes e um Povo Santo. (Shemot, Êxodo 19:6 - Parashah יִתְרוֹ, Yitro; Yeshayah, Isaías 61:6; 62:12).

Vale lembrar que durante o Milênio, isto é, o Reinado do Mashiach sobre a Terra e a partir de Jerusalém, cidade onde estará o seu trono, o Beit HaMikdash, Templo ocupará o mesmo local do primeiro Templo construído pelo Rei Shlomô, Salomão.

Vejam nesse link o tópico sobre "A reconstrução do Templo e o retorno dos sacrifícios", que ocorrerá possivelmente antes do retorno do Mashiach e que será usado durante todo Milênio.

E somente após o Milênio e o Juízo Final é que a Nova Jerusalém descerá sobre a Nova Terra. Então, só nessa época é que haverá a ampliação das dimensões do Templo, o qual na sua amplitude na verdade foi simbolizado pelo Mishkan, Tabernáculo e posteriormente pelo Beit HaMikdash, Templo, mas estes em dimensões menores, como sendo as maquetes do verdadeiro.


Efraim e Manassés juntamente com as outras tribos herdaram a Terra Prometida aos patriarcas. Isso é uma profecia sobre a Kehilah de Yeshua, que é composta de judeus e gentios, a qual na eternidade habitará juntamente com os israelitas na Terra Prometida a eles, sendo que a Kehilah de Yeshua estará dentro da Yerushalaim ha Chadashah, Nova Jerusalém e os israelitas, os judeus estarão à sua volta e à volta deles os goyim, as nações. 

Que enxerto maravilhoso é esse dos goyim, gentios na oliveira (Romanos 11:13-32), na Kehilah de Yeshua, na família de D'us (Efesios 2:11-22), no Seu Reino e na Casa de Israel!

Limites das três dependências do Templo na eternidade:

1) Santíssimo Lugar - Nova Jerusalém, cujo limite será estabelecido pelo muro da cidade.

2) Santo Lugar - Local da habitação de Israel, o Reino de Sacerdotes e Povo Santo, cujo limite será do muro da Nova Jerusalém até as fronteiras do mesmo com as nações, os goyim, gentios.

3) Átrio - Local da habitação das nações, os goyim, gentios, cujo limite será desde as fronteiras de Israel até os confins da Terra.

Portanto, as dimensões do novo Beit HaMikdash, Templo ocupará todo o Planeta. Por isso em Revelação, Apocalipse 21:22 Yochanan, João diz que nela (Nova Jerusalém) não havia Templo, porque o seu Templo é o Adonai Elohei Tzvaot ve ha Seh, Senhor D'us dos Exércitos e o Cordeiro, porque a שכינה, Shekhinah, Presença e a כְבוֹד, Khevod, Glória de ambos estarão por toda a cidade como acontecia quando a כְבוֹד יְהוָה, Khevod Adonai, Glória de HaShem descia sobre o Templo. (2 Crônicas 7:1-3).

הִנֵּה מִשְׁכַּן אֱלֹהִים עִם־בְּנֵי הָאָדָם, "...Eis aqui o Mishkan, Tabernáculo, a habitação de D'us com os filhos de Adão..." (Revelação, Apocalipse 21:3).

É interessante notar nesse versículo acima que o מִשְׁכַּן, Mishkan, Tabernáculo é a própria Nova Jerusalém, a qual será habitada somente pela Corte Real, a saber: Pelo Nosso D'us (Adonai echad), o Seu Filho Yeshua ha Mashiach e os redimidos, os reis e sacerdotes comprados da Terra (Revelação, Apocalipse 5:9,10), os ramos naturais (JUDEUS) e os não naturais (GENTIOS) da oliveira, que não mais estarão com esse corpo carnal, mas com um corpo glorificado ou metafísico. 

E os filhos de Adão mencionados nesse mesmo versículo referem-se a todos aqueles (judeus e gentios) que estarão para sempre com esse corpo carnal habitando em volta do מִשְׁכַּן, Mishkan, do Tabernáculo ou da Nova Jerusalém, a "Cidade Palaciana", no Novo Céu e na Nova Terra.

Na realidade o Beit HaMikdash, Templo sempre apontou para o Reino de D'us, o qual algum dia ocupará toda a Terra, porque não apenas os seres humanos deveriam ser resgatados, mas também todo o Planeta e toda criação. (Romanos 8:19-23).

E assim se cumprirão inúmeras profecias sobre o Reino de D'us vencendo todos os demais reinos que estão em oposição a D'us, ou seja, o reino dos anjos maus (HaSatan e seus anjos) e os reinos dos homens que caíram em desobediência a Ele.

A visão que o profeta Daniel teve do Ancião de Dias (D'us, o Pai), daquele que está assentado sobre o seu trono de chamas de fogo, o qual entregava ao Filho do Homem, ao Mashiach o domínio e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu Reino o único que não será destruído. (Daniel 7:9,10,13-18).

Vocabulário:

- shalom = paz
- vayiten-lo = e deu-lhe
- et-Asnat = a Asnat (nome próprio feminino)
- bat-Potiy Phera' = filha de Potífera
- cohen 'on = sacerdote de on (deus pagão egípcio)
- le'ishah = por mulher
- chaverim = amigos
- kehilah = congregação
- Mashiach = Messias
- menorah = castiçal
- halelu-Yah = louvai a D'us
- barukh HaShem = bendito seja O Nome (referência ao Nome de D'us)
- Shekhinah = presença, morada, habitação, termo hebraico não bíblico, que só aparece no Talmud no século III-VI d.e.c.
- Parashah = porção da Torah
- Torah = Pentateuco, os cinco primeiros livros da Bíblia
- Ki miTzion = porque de Sião
- tetze' Torah = sairá a Torah
- udvar-Adonai = e a Palavra de Adonai (Senhor)
- mIrushalaim = de Jerusalém
- lehitraot = até a vista
- Vaieshev = e habitou
- Mikêtz = no fim
- Vayigash = e se aproximou
- Vaiechi = e viveu
- Yitro = Jetro (abundância)
- Pecudei = enumeração
- Bamidbar = no deserto
- Ekev = consequentemente
- Shophetim = juízes
- Ki Tetze = quando saíres

Lehitraot.

פאולו וואלי ✡

Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פאולו - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valle / Valley / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):



domingo, 27 de setembro de 2009

Judeus Usam Galinhas Para Expiar Pecados Antes de Yom Kippur



Judeu ortodoxo segura uma galinha durante as celebrações do יום כיפור, Yom Kipur, Dia do Perdão, na cidade de Ashdod, Israel.


Data e hora local em Israel



Shalom chaverim, paz amigos!

Eis aqui uma notícia sobre o Yom Kipur comemorado pelos judeus ortodoxos nesse ano de 5770, quando eles providenciavam as כפרות, kaparot, expiações pelos seus pecados:

"Esta é minha mudança, este é meu substituto, esta é minha expiação", murmuram os fiéis judeus enquanto dão três voltas por cima de suas cabeças com um animal que, minutos depois, é morto como forma de expiar os pecados. No ritual das Kaparot, uma expiação simbólica dos pecados, milhares de galos e galinhas são degolados em Israel para lembrar os judeus que, a qualquer momento, Deus pode tirar a vida como forma de compensação por seus pecados.

As mulheres usam galinhas; os homens, galos; e as grávidas, um exemplar de cada um. As Kaparot são vividas nos dias anteriores ao Yom Kippur, a data mais solene do judaísmo, destinada ao arrependimento e ao pedido de perdão.

"Neste momento do ano, que é nosso Ano Novo Judaico (Rosh Hashana), uma das coisas que fazemos é começar uma vida nova e refletir sobre o que fizemos no passado", explica o judeu de origem americana Menachen Persoff antes de fazer suas Kaparot.

"Pegamos uma galinha e dizemos: ''Em vez de que eu seja castigado e destruído neste mundo, deixe que seja esta galinha''. E então temos que pensar que, quando essa galinha morre, poderíamos ter morrido em seu lugar", acrescenta.

Para Persoff, as Kaparot são uma oportunidade para "ser uma pessoa melhor, pensar nas coisas que fizemos de errado e fazer as coisas de um jeito melhor no futuro".

Depois que a ave escolhida - que deve ser branca, para simbolizar a purificação do pecado - é girada sobre a cabeça, o animal é degolado com um rápido e certeiro movimento com uma faca afiada cuja lâmina não pode ter a menor fenda, seguindo os preceitos judeus do "kashrut".

Os penitentes costumam doar as aves mortas para a caridade se têm uma boa situação econômica. Caso contrário, as levam para comer em casa.

Alguns criticam os que comem ou doam as aves aos pobres ao entender que os pecados de quem toma parte no ritual foram transferidos ao animal e, portanto, este não deve ser comido.

Após o ritual, as vísceras das aves devem ser colocadas em algum lugar onde possam servir de alimento a outros pássaros, a fim de demonstrar piedade em relação a todas as coisas vivas.

"Nas Kaparot, rezamos para ser perdoados. Nos mostramos envergonhados diante de Deus e lembramos que ele pode nos tirar a vida, mas nos dá a oportunidade de pedir perdão", aponta a judia ultraortodoxa Devorah Leah.

Para ela, esta tradição ajuda a "pensar com mais profundidade" sobre si mesmo e seus atos. Na antiguidade, as Kaparot eram feitas com cabras, o que deu origem à expressão "bode expiatório".

Hoje em dia, mamíferos não são usados, mas se não é possível ou não se quer usar galinhas ou galos, estes podem ser substituídos por qualquer outra ave, exceto pombos - para não lembrar os ritos de sacrifício no templo -, ou mesmo por um peixe.

Também são muitas as famílias que fazem as Kaparot com dinheiro que depois é doado aos pobres. O fato de os rabinos permitirem que o rito seja celebrado sem necessidade de matar animais é o principal argumento das organizações defensoras dos animais contra esta prática, que consideram como cruel e abusiva.

"Muitos religiosos argumentam que não há motivo para fazê-lo com dinheiro quando se pode matar uma galinha, porque estas não sofrem.

Mas isso não está certo. Todo mundo sabe que os animais têm sentimentos e querem viver, igual a nós", diz Gene Peretz, uma jovem estudante vegetariana que se manifesta em Jerusalém contra o uso de animais vivos nas Kaparot.

Frente a esta postura, os seguidores da tradição, como Leah, argumentam que "os animais estão na terra para ser utilizados pelos seres humanos, sempre que seja de modo correto", e que comer "os animais que Deus nos deu é uma forma de fazer com que o mundo seja mais espiritual".

Fonte: Site Terra.


E nesse vídeo abaixo podemos ver alguns judeus ortodoxos em Jerusalém durante o יום כיפור, Yom Kipur, Dia do Perdão praticando também a כפרה, kaparah, expiação dos seus pecados, segundo eles:


Vejam como os judeus ortodoxos estão completamente equivocados em sacrificar às vesperas do Yom Kipur, Dia do Perdão já que a Torah e o Tanakh declaram explicitamente que só no מקום, makom, lugar, Jerusalém e no בית המקדש, Beit ha Mikdash, Templo se pode sacrificar. (Dt 12:5,6,11,13,14,18,26,27; 14:24-26; 16:2; 31:11; Js 8:1; 1 Rs 8:29,30; 9:3; 2 Cr 7:12-16). E uma vez que o Templo ainda não foi reconstruído, então isso é caracterizado como uma desobediência a Torah.

E vejam também esse interessante artigo:

"O Talmud afirma:

"Não há יום כיפור, Yom Kipur sem sangue." (Yomá 5a)

Toda a Torá aponta para essa forma de resgate: o resgate dos primogênitos, ocorrido em Pesach, em que o sangue de um cordeiro perfeito era passado nas portas, impedindo a morte dos primeiros filhos hebreus. As constantes ofertas pelo pecado, que envolviam derramamento de sangue de diversos animais. A expiação máxima da culpa, ocorrida em יום כיפור, Yom Kipur, em que um bode era degolado e seu sangue aspergido sobre o povo, liberando-o de toda culpa e outro enviado ao deserto, para morrer.

O Talmud nos conta que:

"Durante os quarenta anos antes da destruição do Segundo Templo, a sorte* escrita ‘Para o Senhor’ não vinha mais na mão direita do Cohen Gadol (Sumo Sacedote), nem o fio vermelho** ficava branco, nem a lâmpada ocidental da Menorá do Templo permanecia acesa e as portas do Santuário abriam por si só" (Yomá 39b).

*A sorte para o Senhor é uma referência ao texto de Lv 16.6-9. Ao bode que seria para expiação do povo. Havia um sorteio e por um sinal de D'us saía 'Goral LaHaShem', mas neste período isto não acontecia mais. Sinal que D'us não estava mais recebendo as ofertas pelo pecado, pois o Mashiach Yeshua se ofereceu como perfeito sacrifício pelo pecado. Exatamente neste período de 40 anos antes da destruição do Templo, aproximadamente no ano 30 d.e.c. ** O fio vermelho era o fio de escarlate que perdia sua cor (ficando branco) como sinal de aceitação de D'us à oferta de Israel. Este fenômeno também não acontecia mais."

Fonte:


Referências:




Tradução em português pelo site Google: Capítulo 13: A Necessidade de um Novo Testamento

Conclusão:

A explicação que se pode dar sobre as portas do Beit ha Mikdash, Templo se abrirem por si só, conforme descreve o texto de Yomá 39b refere-se ao fato do sacrifício do Mashiach ter sido aceito pelo Eterno nosso D'us, porque no exato momento em que ele morreu o véu do Templo foi rasgado de alto a baixo, dando acesso aos pecadores até a presença do Eterno, pela expiação de seus pecados, através do sangue do Cordeiro de D'us que tira o pecado do mundo. (Isaías 53:7).

Yeshua foi crucificado às 09:00h do dia 14 de Nissan, numa quarta-feira do ano 30 (d.e.c.) e permaneceu na cruz algum tempo após às 15:00h do calendário civil (hora nona do calendário religioso), hora essa, em que também veio a falecer. (Mc. 15:25, 34, 37). E essa data confere com o texto do Talmud declarando que durante um período de 40 (quarenta) anos antes do Templo ser destruído aconteceram essas coisas que relata o texto de "Yomá 39b", acima mencionado.

Portanto, o nosso substituto é Yeshua, pois foi ele quem se ofereceu como um cordeiro sem defeito e sem mancha em sacrifício único, porém suficiente e eterno ao nosso D'us, pelos nossos pecados, pois o sangue dos animais (Hb 10:4; Sl 40:6,7) que eram oferecidos no מישכן, Mishkan, Tabernáculo ou no בית המקדש, Beit ha Mikdash, Templo era apenas um símbolo do sangue do Mashiach. Porque só o seu sangue (Ef 1:7; Hb 9:12; Ap 1:5; 5:9) pode fazer a כפרה, kaparah, expiação pelos nossos pecados. Saibam mais sobre esse sacrifício de Yeshua no link abaixo:


Nota:


The sacred Name for G'd was spoken only 10 times once per year (during Yom Kippur) by the Kohen Gadol. When the people heard the Name, they prostrated themselves in deep reverence (Yomá 39b).

E finalizando esse tópico convido a todos para ver esse vídeo e ouvir essa lindíssima música, em atitude de oração especial do יום כיפור, Yom Kipur, Dia do Perdão:

Yaakov Shwekey e Mordechai Shapiro - Rahem - Misericórdia


Lehitraot.

פאולו וואלי ✡


Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פאולו - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valle / Valley / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):




quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A Antiga e a Nova Aliança



I - A Antiga Aliança. (Yirmyah, Jr. 31:32).

A prática de sacrifícios e a obediência aos mandamentos como meio de justificar o ser humano diante do Eterno caracterizavam e condicionavam a Antiga Aliança. (Devarim, Dt. 27:26; Gl. 3:10). 

E esses sacrifícios que eram oferecidos a D'us tinham que ser oferecidos pelas próprias pessoas que tivessem cometido pecado, de acordo com sua classe social. (Vayicrá, Le 5:6,7). 

Mas embora houvesse essa condição de sacrificar para que o pecador fosse perdoado por D'us, no entanto o que sempre prevalecia mesmo era a graça e a misericórdia de D'us para que o mesmo viesse a ser perdoado e não o ato de sacrificar ou as obras de justiça do ser humano (Devarim, Deuteronômio 9:4-8) ainda mais porque o sangue de animais não é suficiente para expiação dos pecados da raça humana, pois os sacrifícios de animais eram apenas em caráter simbólicos ao sacrifício maior do Mashiach. 

E também as Escrituras nos dizem que a nossa justiça é como trapo da imundícia. (Yeshayah, Isaías 64:6; Filipenses 3:9).


Data e hora local em Israel




II - A Nova Aliança (הברית החדשה). (Yirmyah, Jr. 31:31,33).












Já na Brit HaChadashah, Nova Aliança (1 Corintios 11:23-26) o pecador não tem nenhuma participação no ato de sacrificar, pois a salvação não vem de obras, para que ninguém se glorie diante do Eterno. (Chabakuk, Hab. 2:4; Ef. 2:9). 

Agora o ser humano recebe de graça o perdão dos pecados e a salvação. E isso vem a ser um imerecido favor de D'us que o homem adquire, por meio da fé que também é um dom, uma dádiva do Eterno. (Ef. 2:8). 

Então na Nova Aliança ficou mais evidente que o ser humano sempre recebeu o perdão de seus pecados pela graça e misericórdia de D'us independente de obras de justiça praticadas por ele e também do ato de sacrificar, quando prevalecia a Antiga Aliança, ou seja, antes do Mashiach ter vindo para estabelecer a Nova Aliança.

III - O selo da antiga e o da nova aliança:

O selo da primeira e antiga aliança era o sangue de animais. Já na segunda e nova aliança, o selo é o sangue do filho do Eterno. 

E é óbvio que o sangue de animais não é suficiente para resgatar a vida humana, por isso mesmo a primeira aliança não era suficiente para realizar a redenção maior, até que na plenitude dos tempos o Eterno enviasse o seu próprio filho, o Mashiach que realizaria essa redenção, o qual foi profetizado desde Bereshit, Gênesis 3:15.

A morte do Messias Yeshua em substituição do homem pecador era o único sacrifício perfeito, suficiente e definitivo, para a concretização da redenção desse ser humano do poder do reino das trevas, do pecado e da morte, para que o mesmo tivesse a vida eterna.

O Mashiach veio cumprir a Antiga Aliança e depois estabelecer a הברית החדשה, HaBrit ha Chadashah, a Nova Aliança com o selo do seu próprio sangue, o qual é simbolizado pelo cálice com vinho de Pêssach e o seu corpo pelas matzot também de Pêssach.

Eis aqui o texto em que Yeshua ao celebrar o seu último Sêder de Pêssach mostra um novo significado dessa festa, pois ele diz que as matzot (pães ásmos) simbolizam o seu corpo e o vinho do cálice, simboliza o seu sangue - o selo da Nova Aliança:


אִגֶּרֶת פּוֹלוֹס הָרִאשׁוֹנָה אֶל־הַקּוֹרִנְתִּיִּים פֶּרֶק יא

23 כִּי־כֵן קִבַּלְתִּי אֲנִי מִן־הָאָדוֹן וּמָסַרְתִּי לָכֶם כִּי הָאָדוֹן יֵשׁוּעַ בַּלַּיְלָה אֲשֶׁר־נִמְסַר בּוֹ לָקַח אֶת־הַלָּחֶם׃ 24 וַיְבָרֶךְ וַיִּבְצַע וַיֹּאמַר קְחוּ אִכְלוּ זֶה גוּפִי הַנִּבְצָע בַּעַדְכֶם עֲשׂוֹּ־זֹאת לְזִכְרִי׃ 25 וּכְמוֹ־כֵן אֶת־הַכּוֹס אַחַר הַסְּעוּדָה וַיֹּאמַר הַכּוֹס הַזֹּאת הִיא הַבְּרִית הַחֲדָשָׁה בְּדָמִי עֲשׂוֹּ־זֹאת לְזִכְרִי בְּכָל־זְמַן שֶׁתִּשְׁתּוּ׃

I Corintios 11:23-25

23 Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Adon Yeshua, na noite em que foi traído, tomou a matzá;

24 e, tendo feito a beracha (bênção), a partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.

25 Por semelhante modo, depois da refeição, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a brit ha chadashah no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.

IV - Na Nova Aliança a adoração independe de lugar específico e sim de um estado de espírito do ser humano:

Eis aqui uma parte de um diálogo de Yeshua com uma certa mulher de Samaria, no qual ele afirma o seguinte:

“Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. 

Disse-lhe Yeshua: Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos; porque a salvação vem dos judeus. 

Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Eterno em espírito e em verdade; porque o Eterno procura a tais que assim o adorem”. (Yochanan, João 4:20-23).

E o próprio rei David, ainda que estando sob a lei da Torah, ou seja, sob a forma condicional de sacrificar para receber o perdão dos pecados, disse:

“Pois tu não desejas sacrifícios, senão eu os daria a ti; tu não te agradas de holocaustos”. (Tehilim, Sl. 51:16).

Mesmo ele sabendo que foi o próprio D'us quem instituiu todas aquelas ordenanças. 

Mas Davi já via pela fé a nova estrutura que o Eterno estabeleceria depois que o Cordeiro Yeshua fosse sacrificado apenas uma vez, todavia suficiente e definitivamente para resgatar e salvar não apenas os judeus, mas também a todo aquele que nele cresse, seja judeu ou goy, gentio.

E Yochanan, João, talmid, um discípulo de Yeshua escreveu:

“Porque D'us amou o mundo de tal maneira que deu o seu único filho, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (Yochanan, João 3:16).

V - Uma parábola de Yeshua e seu significado:

“E ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres, o vinho se derramará, e os odres se estragarão. 

Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos. E ninguém, tendo bebido vinho velho, prefere o novo, porque diz: O vinho velho é melhor”. (Lucas 5:37-39).

Aqui, até parece que Yeshua não dizia coisa com coisa, pois o assunto girava em torno do fato de que os talmidim, discípulos de Yochanan, João o que fazia mikvê (batismo) e os fariseus jejuavam e os discípulos de Yeshua comiam e bebiam. (Lucas 5:33). 

A resposta é porque tanto os discípulos de João como os fariseus ainda não tinham o chatan, o noivo (Yeshua) como seu Mashiach. 

Por isso eles deveriam estar tristes, já os discípulos de Yeshua não. Mas quando Yeshua respondeu a pergunta dos escribas e fariseus (Lucas 5:34-39), ele lhes falou por parábola para os confundir ainda mais, pois D'us resiste aos soberbos, porém dá graça aos humildes. (Tiago 4:6).

A interpretação das parábolas de Yeshua somente pode ser feita por alguém que tenha o dom do Ruach HaShem, o Espírito do Eterno. 

A parábola fala sobre remendo novo em vestes velhas e de vinho novo em odres velhos. (Lucas 5:36,37). E a interpretação é uma só, conforme veremos a seguir:

1) De que Yeshua estava falando na verdade?

2) O que representa o remendo novo e o vestido velho?

3) O que representa o vinho novo e o vinho velho?

4) O que vem a ser os odres novos e os odres velhos?

a) A resposta para essas perguntas acima é uma só, ou seja, que Yeshua falava sobre as duas naturezas que o ser humano tem:

– A nova natureza espiritual e santa gerada por D'us no ser humano:

O remendo novo, o vinho novo e os odres novos falam da nossa nova natureza gerada pelo Espírito do Eterno, significando agora que aquele que está no Mashiach é uma nova criatura, um novo indivíduo, não criado como foi Adão, nosso pai, mas gerado por D'us. 

E isso quer dizer que esse novo homem tem agora em si mesmo o próprio DNA divino ou a cadeia genética metafísica vinda do Eterno. 

E que ele terá na ressurreição também um corpo metafísico, uma estrutura corporal semelhante a do corpo do Mashiach Yeshua após a sua ressurreição, pois só essa estrutura pode comportar a nova forma de vida celestial que D'us nos dá, porque a nossa estrutura carnal não é capaz disso. 

E por isso mesmo Shaul diz que nosso ser geme, anseia para ser revestido de um corpo espiritual (metafísico), que havemos de receber na ressurreição. (Romanos 8:23).

– E a velha natureza carnal e pecaminosa do ser humano:

O vestido velho, o vinho velho e os odres velhos falam da estrutura ou natureza carnal e religiosa do ser humano. 

 Essa estrutura ou velha natureza tendenciosa para pecar foi nos dada pelos nossos pais Adão e Eva. E inclui até mesmo a falsa religiosidade daqueles que são religiosos apenas na aparência, mas não no interior, porque não têm uma vida espiritual autêntica, isto é, um relacionamento pessoal e íntimo com D’us, mas apenas uma religiosidade para os homens ver.

5) E o que ele queria dizer com essa expressão;"e ninguém, tendo bebido o velho, quer o novo; porque diz: O velho é bom?"

Eis aí a resposta para essa quinta pergunta:

O fato de alguém ter bebido do vinho velho, ter gostado, e não querer beber do vinho novo, diz respeito à oposição que existe entre a carne e o espírito, ou seja, entre a velha e a nova natureza.

O homem carnal só cogita das coisas da carne, mas o espiritual das coisas de D'us.

Yeshua respondeu para um rabino de Israel que o procurou a noite para saber sobre a vida eterna:

“Aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de D'us”. (Yochanan, João 3:3).

Por isso essa nova vida (vinho novo) no Mashiach, só se adapta ao novo homem (odres novos) gerado pelo Eterno.

Portanto, o remendo novo, o vinho novo e os odres novos são a outra forma de vida do ser humano, a vida espiritual autêntica, a qual é inerente daquele que já foi transformado em uma nova criatura gerada pelo Espírito do Eterno. 

E essa forma de nova criatura não tem aparência externa, porque é do coração, de intenção (kavaná) e não vem da vontade do homem ou das suas obras, mas de D'us, pela fé, a qual é um dom do Eterno.

Já a velha vida (vestido velho, vinho velho e odres velhos) carnal e religiosa se adapta perfeitamente ao velho homem. 

Por isso mesmo Yeshua foi rejeitado pela maioria dos judeus de seu tempo e ainda é pela maioria dos judeus de hoje, pois eles eram e são homens mais carnais e religiosos do que homens espirituais autênticos, isto é, que não se distinguem pela aparência e sim pelo servir a D'us em espírito e em verdade.

VI - Alguns detalhes importantes que diferenciam as duas alianças:

- Na primeira Aliança:

a) Os kohanim, sacerdotes eram da Ordem Sacerdotal de Levi.

b) Todos os sacerdotes ofereciam sacrifícios pelo povo e também por si mesmos, inclusive o próprio Sumo Sacerdote.

c) Todos os sacerdotes eram substituídos por outros, inclusive o Sumo Sacerdote.

d) O משכן, Mishkan, Tabernáculo ou o ברית החדשה, Beit ha Mikdash, Templo era terreno.

e) O selo da Antiga Aliança era o sangue de animais.

- Na segunda ou Nova Aliança:

a) Os kohanim, sacerdotes são da Ordem Sacerdotal de Melquisedeque, uma Ordem Eterna. (Tehilim, Salmos 110:4).

b) Somente o Sumo Sacerdote Yeshua ha Mashiach se ofereceu como único sacrifício perfeito, santo, suficiente e eterno pelos pecados do ser humano, mas não por si mesmo, pois Yeshua nunca pecou, porém o Sumo Sacerdote da Antiga Aliança oferecia sacrifícios por si mesmo, pois também era um pecador.

c) Nenhum sacerdote é substituído por outro, pois todos pertencem a uma Ordem Eterna.

d) O משכן, Mishkan, Tabernáculo ou o ברית החדשה, Beit ha Mikdash, Templo é celestial. 

A ירושלם החדשה, Yerushalaim HaChadashah, Nova Jerusalém apesar de não ser ela o Templo celestial, mas sim uma parte dele, aquela parte coberta que tem o formato de um cubo, ou seja, o lugar mais sagrado do Tabernáculo ou do Templo, o Santíssimo Lugar, onde D'us habita. 

Essa Nova Jerusalém também tem o mesmo formato de um cubo (Apocalipse 21:15,16) e é descrita no livro da Revelação como sendo o משכן, Mishkan, Tabernáculo (habitação) de D'us com os homens. (Revelação, Apocalipse 21:2,3).

Ver na figura abaixo o Santo e o Santíssimo Lugar do Tabernáculo.


Nota:

Num outro artigo desse mesmo blog um estudo sobre o Tabernáculo é apresentado com mais detalhes. Nesse estudo o significado de cada dependência do Tabernáculo é mostrado, veja aqui uma parte do mesmo:

"I – O TABERNÁCULO E SUAS TRÊS DEPENDÊNCIAS

1. ÁTRIO – Simboliza o mundo exterior e visível ou mundo físico.

2. SANTO LUGAR – Simboliza uma parte do mundo interior e invisível ou as regiões celestes, onde se travam as batalhas espirituais.

“e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Yeshua haMashiach;” (Ef.2:6).

“porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” (Ef.6:12).

3. SANTÍSSIMO LUGAR – Simboliza uma outra parte do mundo interior e invisível, a própria presença de D'us, seu trono ou o Céu dos Céus onde Ele habita."

e) O selo da Nova Aliança é o sangue do próprio filho de D'us.

Portanto, a Antiga Aliança era em caráter figurativo, tipológico e simbólico sobre a Nova Aliança. Ora aquilo que é uma sombra, uma figura, um tipo ou um símbolo tem valor inferior ao que é real. E por isso mesmo o autor da carta aos Hebreus diz:

"De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (pois sob este o povo recebeu a lei), que necessidade havia ainda de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão? Pois, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei. 

E visto como não foi sem prestar juramento (porque, na verdade, aqueles, sem juramento, foram feitos sacerdotes, mas este com juramento daquele que lhe disse: Jurou Adonay, e não se arrependerá: 

Tu és sacerdote para sempre), de tanto melhor pacto Yeshua foi feito fiador. E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte foram impedidos de permanecer, mas este, porque permanece para sempre, tem o seu sacerdócio perpétuo". (Hebreus 7:11,12,20-24).

Todavia, o בית המקדש, Beit ha Mikdash será reconstruído, pois importa que os sacrifícios sejam reiniciados, não para que os pecados do povo sejam perdoados, mas para servir de sacrifícios simbólicos ao sacrifício maior do Mashiach como sempre foram e também como um memorial desse mesmo sacrifício de Yeshua.

Lehitraot.

פאולו וואלי ✡


Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פאולו - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valle / Valley / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):




sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Rebelião, Intolerância e Perseguição




I - A REBELDIA DO SER HUMANO CONTRA D'US

A intolerância do ser humano e a perseguição ao seu próximo são conseqüências da sua rebeldia contra D'us.

Desde a queda do homem no גַן-עֵדֶן, Gan Eden, Jardim do Éden, o ser humano adquiriu uma tendência pecaminosa, isto é, uma lei que opera em todo o seu corpo, que o obriga a se rebelar contra tudo e contra todos, principalmente contra o seu Criador (יהוה), o D'us de Avraham, Abraão, de Yitzchac, Izaac e de Yaacov, Jacó. (Rm. 7:18-23).


Data e hora local em Israel



O rabino Shaul, Paulo nos fala dessa tendência pecaminosa nesse texto abaixo:

"Porque o pecado, tomando ocasião, pelo mandamento me enganou, e por ele me matou. De modo que a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom. Logo o bom tornou-se morte para mim? De modo nenhum; mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte por meio do bem; a fim de que pelo mandamento o pecado se manifestasse excessivamente maligno. 

Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Pois o que faço, não o entendo; porque o que quero, isso não pratico; mas o que aborreço, isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Agora, porém, não sou mais eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. 

Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está. Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, mesmo querendo eu fazer o bem, o mal está comigo. 

Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de D'us; mas vejo nos meus membros outra lei guerreando contra a lei do meu entendimento, e me levando cativo à lei do pecado, que está nos meus membros.

 Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Graças a D'us, por Yeshua ha Mashiach nosso Senhor! De modo que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de D'us, mas com a carne à lei do pecado." (Romanos 7:11-25).

E ele mesmo nos dá a resposta nesses outros textos de como fazer para agradar a D'us:

"Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão no Mashiach Yeshua. Porque a lei do Espírito da vida, em Yeshua ha Mashiach, te livrou da lei do pecado e da morte... Pois os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. 

Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra D'us, pois não é sujeita à lei de D'us, nem em verdade o pode ser; e os que estão na carne não podem agradar a D'us. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Ruach HaShem, Espírito de D'us habita em vós..." (Romanos 8:1,2,6-9).

"Porque quem semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas quem semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna." (Galatas 6:8).


II - D'US CONCEDEU AO SER HUMANO O LIVRE ARBÍTRIO


O Eterno ao criar o ser humano o capacitou a ter uma vida totalmente livre, porém debaixo da dependência e orientação do Criador, com o propósito de preservar o homem das conseqüências de suas possíveis escolhas erradas. Portanto, D'us não criou o homem como se ele fosse um robô ou uma marionete que não têm vontade própria.

Um dos objetivos porque D'us criou o ser humano com o poder de livre escolha refere-se ao fato de que o Eterno deseja ter alguém para se relacionar. O Eterno deseja ter comunhão, intimidade com alguém que também possa lhe corresponder, assim como num casamento de um homem com uma mulher. 

Ninguém gostaria de se casar com uma pessoa que não lhe amasse, assim também D'us deseja ter alguém para se relacionar, mas que também lhe ame. D'us deseja estar junto de alguém que também deseja estar junto dele. 

Ele poderia, através do seu poder obrigar ao homem a lhe obedecer e viver junto dele para sempre, porém essa atitude seria semelhante a de um homem que obrigasse uma mulher a viver com ele, sem que a mesma o amasse. Mas essa atitude não faria com que essa união tivesse o mesmo valor de uma união por amor recíproco.

A primeira e mais importante das mitzvot, ordenanças é o SHEMA (Devarim, Dt 6:4,5), amar a D'us de todo o coração, de toda alma e de toda força, mas D'us não obriga ao ser humano cumprir isso, porque Ele não é um ditador, porém a atitude do homem em não cumprir essa ordenança, constitui-se em rebeldia contra o Eterno e certamente esse homem sofrerá as conseqüências disso.


III – CONSEQÜÊNCIAS DA LIVRE ESCOLHA DO HOMEM

A boa escolha que o homem faz pode determinar a sua felicidade.


Quando os israelitas estavam prestes a entrar na Terra Prometida, o Eterno pôs diante dos mesmos as bênçãos decorrentes da obediência deles aos seus mandamentos e as maldições pela desobediência aos mesmos. (Devarim, Dt 27:10-26 e capítulo 28).


E a má escolha que ele faz pode determinar a sua infelicidade.


D'us ama o homem, porém odeia o pecado. O universo que o Eterno criou é regido totalmente por leis físicas, as quais também são para a nossa segurança. Alguém já parou para pensar sobre o que seria de nós se esses elementos físicos deixassem de obedecer a estas leis? 

Assim também é com o ser humano, pois toda vez que um homicídio é cometido ou alguma outra lei do Eterno é quebrada, então há um grande desequilíbrio no universo que D'us criou. 

A lei de D'us existe para o nosso próprio bem. O semáforo vermelho é um aviso de perigo, quando algum motorista não o obedece pode causar um acidente com terríveis conseqüências para ele mesmo e até para outras pessoas. Assim também é com relação ao homem e as leis que D'us o deu.


IV – A MEDIDA DA INJUSTIÇA DOS AMORREUS



O Senhor (יהוה) disse para o seu servo Abraão que a sua descendência somente possuiria a terra que foi prometida por Ele, a partir da quarta geração, isso porque a medida da injustiça dos amorreus ainda não estava cheia. (Bereshit, Gn 15:16). O Eterno é amor e misericórdia, mas também é justiça. Mesmo sendo Abraão justificado, através da fé diante do Eterno, ainda assim Ele não poderia ser injusto para com os amorreus, os quais habitavam a terra de Canaã.

D'us é misericordioso, piedoso e tardio em irar-se. (Ex 34:6). Nos dias de Nôach, Noé, o Senhor esperou durante muitos anos até que a arca ficou pronta e a família de Noé entrou nela e o anjo do Senhor fechou a porta por fora, para evitar que Noé ou alguém de sua família, por compaixão abrisse a porta por dentro, com a finalidade de salvar alguns daqueles que durante tantos anos ouviram a mensagem sobre o dilúvio, porém não acreditaram e preferiram continuar vivendo pecando contra o Senhor (יהוה) D'us.

Podemos ver aqui duas faces do Eterno que é piedoso, misericordioso e tardio em irar-se, mas que também é justo e não inocenta o culpado. (Shemot, Ex 34:7; Bemidbar, Nm 14:18). Diante de um D'us assim, que tipo de pessoas devemos ser? 

A mensagem da redenção e salvação em Yeshua haMashiach está sendo proclamada nos quatro cantos do planeta, todavia como nos dias de Noé a mesma tem sido rejeitada pela maioria dos seus habitantes. Entretanto a palavra do Senhor, as Escrituras não voltarão para Ele vazia como Ele mesmo nos diz:

“Porque, assim como desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não torna, mas rega a terra, e a faz produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei”. (Yeshayah, Is 55:10-11).

De qualquer forma a palavra de D'us se cumpre seja ela para a salvação daqueles que crêem ou para a condenação daqueles que não crêem.


V – O JUÍZO DE D'US SOBRE OS POVOS DA TERRA DE CANAÃ


D'us usa Israel como instrumento para executar o seu juízo.

Porém, aqui não se trata de intolerância religiosa por parte dos israelitas não, mas sim de um julgamento divino. Israel estava recebendo ordem diretamente de D'us para exercer o seu juízo sobre aquelas nações, e também de possuir suas terras como herança e promessa do Eterno aos descendentes de Abraão. (Dt 18:9-14). 

E quando Israel desobedeceu a essa ordem pagou caro por isso (Js 9:3-24; II Sm 21:1-2), pois os gibeonitas enganaram a Israel, o qual não consultou ao Senhor, antes fizeram paz com os gibeonitas jurando pelo Senhor que não os destruiriam, quando a ordem divina era para destruir todos os habitantes daquelas terras.

O juízo executado por Israel sobre aquelas nações simboliza o juízo de D'us sobre as nações executado pelo Mashiach Yeshua e os seus redimidos, quando da sua volta gloriosa para reinar sobre toda a Terra. (Dn 7:9,10,13,14,18,27; II Tm 4:1).


VI – INTOLERÂNCIA RELIGIOSA, PERSEGUIÇÃO E SUAS CONSEQÜÊNCIAS


A história nos comprova todo o sofrimento do povo judeu pela intolerância religiosa praticada por vários povos. As atrocidades cometidas contra os judeus pela Inquisição Católica e pelo Nazismo na Segunda Guerra Mundial jamais serão esquecidas por eles.

A extinta URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas em setenta anos de ditadura militar causou perseguições, torturas e até a morte de milhares de pessoas, cujo crime era de apenas crer em D'us fossem elas judias, católicas, protestantes ou de qualquer outra religião.

E as conseqüências dessa intolerância religiosa e dessas perseguições sofridas por esses povos são as cicatrizes que nunca desaparecerão de suas memórias.

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião." (Nelson Mandela.

Será possível que nos dias de hoje o ser humano não tenha ainda aprendido a lição que a história nos apresenta? Infelizmente nós acreditamos que não.


VII - A PROIBIÇÃO DAS PRÁTICAS ABOMINÁVEIS DAS NAÇÕES

O povo judeu tem sido o povo que mais sofreu pela intolerância religiosa e até racial, a do antissemitismo. Entretanto, existe uma coisa que nos entristece mais que as próprias perseguições sofridas pelos judeus... É a desobediência dum número considerável de judeus sobre o que D'us (יהוה) diz no texto abaixo:

“Quando entrares na terra que o Senhor teu D'us te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Entre ti não haverá... adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos”. (Devarim, Dt 18:9-11).

No entanto é a coisa mais “normal” nos dias de hoje ver judeus praticando todas essas abominações, forma como D'us se expressa falando dessas coisas do verso nove do texto mencionado anteriormente. Ao mesmo tempo em que esses judeus praticam tudo isso, eles continuam sendo aceitos pela comunidade. 

Infelizmente alguns rabinos ao tomar conhecimento dessas coisas não se manifestam contra esse comportamento desses judeus. Porém, basta que algum judeu reconheça Yeshua como sendo o verdadeiro Mashiach, para logo sofrer discriminação, intolerância e perseguição, isso quando ele não é imediatamente excluído da comunidade.


VIII - FELIZES SÃO OS QUE SOFREM PERSEGUIÇÃO POR CAUSA DE YESHUA


Assim disse Yeshua sobre quem é perseguido por causa dele:

"Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós." (Mateus 5:11,12).

O rabino Shaul, Paulo perseguia os talmidim, discípulos de Yeshua, até que viu uma grande luz do céu que o cegou e caindo ao chão ouviu as seguintes palavras:

"Shaul, Shaul, por que me persegues? E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Yeshua, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões. E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que faça? E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convenha fazer."
(Atos 9:3-6).

E após isso o rabino Shaul, de perseguidor dos discípulos de Yeshua passou a ser perseguido pelos próprios compatriotas, os judeus.

Contudo, o que mais importa mesmo ao Eterno não é o fato de alguém ser judeu apenas na carne, ou seja, ser descendente de Abraão apenas através da genética, do DNA físico, mas sim de ter o DNA metafísico do patriarca, isto é, ser filho de Abraão através da mesma fé que o patriarca tinha no único D'us (יהוה). De que vale ser judeu de pai e mãe e até recitar o SHEMÁ (Devarim, Dt 6:4,5) se essa pessoa não tem a mesma fé monoteísta que caracteriza os verdadeiros descendentes de Abraão?

Ser judeu messiânico é ser um judeu completo porque já identificou o Messias e o segue, pois um judeu que ainda não reconheceu o Mashiach Yeshua ainda é um judeu incompleto. 

Na realidade no Mashiach Yeshua nem a circuncisão nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura. (Gl 6:15; Ef 2:11-22). Pois o Eterno fez dos dois povos (judeus e gentios) um só povo, o qual é superior aos anteriores e que tem dupla nacionalidade, a terrena e a celeste, e pela celeste somos embaixadores da parte do Mashiach, com uma importante vocação: De chamar os pecadores ao arrependimento para se reconciliarem com D'us, através do Mashiach. (2 Cor 5:17-20).


CONCLUSÃO:

Esperamos com sinceridade que esse nosso artigo contribua de alguma forma, para que todos aqueles que venham lê-lo, quer sejam judeus ou gentios, crentes ou ateus não sejam rebeldes ao Eterno e nem intolerantes ou perseguidores para com o seu semelhante. E também que se unam com aqueles que já aprenderam essas lições.

Lehitraot.

פאולו וואלי ✡


Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פאולו - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valle / Valley / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):