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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

As Vezes é Necessário Cairmos, Para Sermos Provados, Purificados e Embranquecidos



Texto básico: 

“E alguns dos entendidos cairão, para serem provados, purificados, e embranquecidos, até ao fim do tempo, porque será ainda para o tempo determinado.” (Daniel 11:35).

Data e hora local em Israel


O que significa cair?

Falando de pessoas, perder o equilíbrio, levar uma queda: ele quis correr e caiu. Atirar-se: cair aos pés de alguém. 
Precipitar-se: cair sobre os inimigos. 
Tornar-se: cair doente. 
Ser atacado (de mal súbito): cair em síncope, em coma, em estado de choque. 
Ser aprisionado: cair numa armadilha, cair em mãos inimigas. 
Sucumbir: caiu no campo de honra. 


Frases com o verbo cair: 

O sucesso é um professor perverso. Ele seduz as pessoas inteligentes e as faz pensar que jamais vão cair. - Bill Gates 

Uma prova de que D'us esteja conosco não é o fato de que não venhamos a cair, mas que nos levantemos depois de cada queda. - Teresa de Ávila 


O cair pode trazer várias consequências, para quem sofre a queda, tais como: 

a) Ser motivo de לשון הרע - lashon hara, que é língua má, ou língua maledicente, que faz fofoca, piada, zombaria e chacota, por parte dos ímpios, que ao agirem assim, eles se enquadram literalmente a esses textos bíblicos:

"Pois eis que os ímpios armam o arco, põem a sua flecha na corda, para atirarem, às ocultas, aos retos de coração. Quando os fundamentos são destruídos, que pode fazer o justo? O Eterno está no seu santo templo, o trono do Eterno está nos céus; os seus olhos contemplam, as suas pálpebras provam os filhos dos homens. 

O Eterno prova o justo e o ímpio; a sua alma odeia ao que ama a violência. Sobre os ímpios fará chover brasas de fogo e enxofre; um vento abrasador será a porção do seu copo."
 (Tehilim, Salmos 11:2-6).

"O homem perverso levanta a contenda, e o difamador separa os maiores amigos."

(Mishley, Provérbios 16: 28).

Porém, o que muitas pessoas não sabem é o fato desse pecado de לשון הרע - lashon hara, que é língua maledicente, que faz fofoca ser tão grave diante do Eterno, nosso D'us quanto qualquer outro pecado. Por isso mesmo convém atentar bem para o que disse Yeshua (Jesus) sobre quem está apto para atirar a primeira pedra: 

"E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela."

b) Mas também ser motivo de misericórdia, socorro e orações, por parte dos justos, que ao fazerem isso, eles se alinham perfeitamente com esse texto bíblico: (Tehilim, Salmos 15:1,3).

 "Quem, Eterno, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte? ... Aquele que não difama com sua língua, não faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhuma afronta contra o seu próximo." 

Dois exemplos de queda de servos de D'us, cujo propósito do Eterno foi de provar, purificar e embranquecer os mesmos: 

 I - כיפא השליח, Keifa hashaliach, Pedro o emissário. 

A queda de Pedro, em negar Yeshua é bem conhecida, contudo se faz necessário dar ênfase aos fatores que levaram o servo do Eterno a cair, para que ele fosse provado, purificado e embranquecido: 

Texto bíblico desse episódio: (Lucas 22: 31-34; 45-55).


Eis aqui um estudo de autor desconhecido sobre a queda de Pedro: 

 "São pelo menos cinco fatores que levaram Pedro a negar a Yeshua (Jesus). 

1º - Começou com o orgulho, a soberba e a incredulidade. 

“Ele, porém, respondeu: Senhor, estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão como para a morte. Mas Yeshua lhe disse: Afirmo-te, Pedro, que, hoje, três vezes negarás que me conheces, antes que o galo cante.” (Lucas 22:33,34). 

- Orgulho – conceito exagerado de si próprio. Pedro confiou muito em si mesmo pensou que podia tudo, através da força física, ele não sabia da gravidade do momento que estava vivendo. Pedro acreditava demais em si mesmo, e há situações em que dependemos muito de uma força externa, isto é, de D'us, não conseguimos vencer sozinhos. 

- Soberba - achar que era o melhor de todos os emissários. "D'us resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes." (Tiago 4:6). 

- Incredulidade – Pedro não acreditava que tudo o que o Senhor estava dizendo ia acontecer, e por isso se achava autoconfiante. A autoconfiança nem sempre é o caminho, precisamos aprender a depender de D'us nos momentos de incertezas a acreditar mais nas palavras do Senhor. 

2º - Seguiu na falta de oração. 

“Levantando-se da oração, foi ter com os discípulos, e os achou dormindo de tristeza.” (Lucas 22:45). A falta de oração pode levar o homem ao sono espiritual, ao comodismo e até ao naufrágio na fé. Porque não estavam orando, Yeshua disse a eles “Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação.” 

A Bíblia diz no evangelho de Mateus 26:40-45, que por três vezes Yeshua o incentivou a orar, mas ele continuou a dormir por isso negou o Senhor. A oração é imprescindível na vida de qualquer ser humano e sem oração o naufrágio é inevitável. 

3º - Avançou mais ainda com a tentativa de lutar contra as “trevas” com as armas carnais. “Um deles feriu o servo do sumo sacerdote e cortou-lhe a orelha.” (Lucas 22.50). O versículo acima diz que um deles feriu o servo do sumo sacerdote, referindo-se a Pedro, conforme disse o emissário João, no capítulo 18:10 de seu evangelho.

 Quando o homem está cheio de si confia em suas próprias forças, sabedoria, poder financeiro, na justiça humana e em muitas outras coisas, acha que pode resolver tudo sozinho e aí está o grande perigo. 

4º - Confirmou-se seguindo a Yeshua de longe. “Então, prendendo-o, o levaram e o introduziram na casa do sumo sacerdote. E Pedro seguia-o de longe.” (Lucas 22.54). Seguir a Yeshua de longe é uma demonstração de vergonha de ser crente, medo de ser identificado com o Messias, medo de ser taxado como pessoa antiquada, desatualizada, "zé povinho" e "pé de chinelo". 

 Seguir a Yeshua de longe é uma forma de covardia. Pessoa covarde é aquela que é desleal, traiçoeira, medrosa e que não assume o que realmente acredita. Porém, seguir a Yeshua não é ser nada disso, antes é ser um súdito do reino de D'us, é ser um representante dele aqui nesse mundo, é ser um salvo da condenação eterna. 

5º - Culminou com a comunhão com as trevas. “E, quando acendiam fogo no meio do pátio e juntos se assentaram, Pedro tomou lugar entre eles.” (Lucas 22:55). Essa é uma grande oportunidade para negar a Yeshua, o assentar-se à roda dos escarnecedores, pois ali todos são inimigos dele, são os críticos mal intencionados, com linguagem maliciosa e ofensiva, portanto estar numa roda como essa é se candidatar a derrota com certeza. 

 Comungar com as trevas é participar e concordar com seus feitos é dizer sim ao pecado. Comungar com as trevas é estar de mãos dadas com o inimigo de nossas almas, que quer a qualquer custo a nossa derrota e nos levar para junto de si." 

O reencontro de כיפא השליח, Keifa hashaliach, Pedro o emissário com Yeshua, após o ter negado. 

Antes de haver caído, ele se achava o melhor de todos os emissários, mas agora ele se acha o pior dentre eles. Antes de cair, ele era orgulhoso, soberbo, prepotente e intolerante, mas agora, ele é modesto, humilde, insignificante e tolerante para com os fracos. Ele disse que amava a Yeshua até a morte, mas agora ele estava diante do seu Rabino (Mestre) de novo e tenta responder a ele a seguinte pergunta:

 "Depois de comerem, Yeshua perguntou a Simão Pedro: "Simão, filho de João, você me ama realmente mais do que estes? " Disse ele: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo". Disse Yeshua: "Cuide dos meus cordeiros".

 Novamente Yeshua disse: "Simão, filho de João, você realmente me ama? " Ele respondeu: "Sim, Senhor tu sabes que te amo". Disse Yeshua: "Apascente as minhas ovelhas". Pela terceira vez, ele lhe disse: "Simão, filho de João, você me ama? " Pedro ficou magoado por Yeshua lhe ter perguntado pela terceira vez "Você me ama? " e lhe disse: "Senhor, tu sabes todas as coisas e sabes que te amo". Disse-lhe Yeshua: "Cuide das minhas ovelhas." (Yochanan, João 21:15-17).

Yeshua perguntou três vezes se Pedro o amava, por dois motivos: 

1) Porque Pedro o negou três vezes antes que o galo cantasse, conforme Yeshua havia predito, cuja intenção era de fazer Pedro se lembrar disso, e mostrar que antes da sua queda Yeshua já sabia que ele o negaria três vezes. 

2) Porque, conforme o texto grego, nas duas perguntas anteriores Yeshua usou o verbo "amar", mas como Pedro só respondia com o verbo "gostar", então na terceira vez Yeshua usou o verbo "gostar", porque já que Pedro não lhe podia responder na mesma altura, então Yeshua desceu ao seu nível, usando a forma mais comum de se relacionar com o próximo. 

 Texto grego: 

15 ὅτε οὖν ἠρίστησαν λέγει τῷ Σίμωνι Πέτρῳ ὁ Ἰησοῦς· Σίμων Ἰωάννου, ἀγαπᾷς με πλέον τούτων; λέγει αὐτῷ· ναί κύριε, σὺ οἶδας ὅτι φιλῶ σε. λέγει αὐτῷ· βόσκε τὰ ἀρνία μου. 

16 λέγει αὐτῷ πάλιν δεύτερον· Σίμων Ἰωάννου, ἀγαπᾷς με; λέγει αὐτῷ· ναί κύριε, σὺ οἶδας ὅτι φιλῶ σε. λέγει αὐτῷ· ποίμαινε τὰ προβάτια / πρόβατά μου. 

17 λέγει αὐτῷ τὸ τρίτον· Σίμων Ἰωάννου, φιλεῖς με; ἐλυπήθη ὁ Πέτρος ὅτι εἶπεν αὐτῷ τὸ τρίτον· φιλεῖς με; καὶ εἶπεν / λέγει αὐτῷ· κύριε, πάντα σὺ οἶδας, σὺ γινώσκεις ὅτι φιλῶ σε. λέγει αὐτῷ [ὁ] Ἰησοῦς· βόσκε τὰ προβάτια / πρόβατά μου. (ΚΑΤΑ ΙΩΑΝΝΗΝ 21:15-17).

 Na primeira vez, Yeshua usou o verbo: ἀγαπᾷς με - agapas me - amas-me? 
Resposta de Pedro: φιλῶ σε - filo se - gosto de você 

Na segunda vez, Yeshua também usou o mesmo verbo: ἀγαπᾷς με - agapas me - amas-me? 
Novamente Pedro lhe respondeu com o verbo: φιλῶ σε - filo se - gosto de você 

Mas na terceira vez, Yeshua usou o verbo: φιλεῖς με - fileis me - gosta de mim? 
Então, Pedro respondeu: "Tu sabes todas as coisas, tu sabes que φιλῶ σε - filo se - gosto de você." 

E em todas as vezes, Yeshua disse a Pedro para ele apascentar as ovelhas dele, porque agora, Pedro estava preparado para isso, mas antes de cair, ele ainda não estava. 

 E o mais interessante de tudo isso, é que, Yeshua não tratou a Pedro como a maioria de nós tratamos alguém que tenha caído, isto é, com desprezo e acusação, mas ao contrário disso, ele delegou poderes a Pedro sobre sua kehilá, congregação, sinagoga ou igreja.  

II - שאול השליח, Shaul hashaliach, Paulo o emissário. 

A história do espinho na carne de Paulo é bem conhecida da maioria daqueles que conhecem as Escrituras (Nova Aliança), mas ninguém pode afirmar categoricamente qual seria esse espinho. 

Contudo, o próprio texto explica o que era esse espinho, ou seja, era a "legalidade" de um mensageiro de HaSatan, Satanás, para esbofetear de alguma forma o servo do Eterno, mas isso com a devida permissão do Eterno, por isso mesmo era uma "legalidade", cujo objetivo seria de manter Paulo na condição de humildade, conforme referências bíblicas abaixo: 

"E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim." (2 Coríntios 12:7-8). 


Quando o Eterno recusou tirar o espinho da vida de שאול השליח, Shaul hashaliach, Paulo o emissário, ele ofereceu esta explicação: 

"A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza" (2 Coríntios 12:9). 

A graça contradiz o merecer. Se Paulo, no passado, se julgou autossuficiente, ele não continuou assim (Filipenses 3:4-11). Nas tribulações, ele aprendeu depender da graça do Senhor. Quando sentimos que temos tudo sob controle por causa da nossa própria capacidade, facilmente esquecemos do Eterno. 

Nas horas de maior fraqueza, quando sentimos incapazes de resolver os nossos problemas sozinhos, tendemos a voltar para D'us e nos entregar à poderosa mão dele. Nossa inteligência não nos basta. Nossos recursos financeiros não nos bastam. 

Nossos amigos não conseguem preencher as nossas necessidades. A graça de D'us nos basta, e o poder dele se manifesta através da nossa fraqueza. É exatamente isso que Paulo entendeu: 

"De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder do Mashiach" (2 Coríntios 12:9). 

Paulo fez uma afirmação difícil de entender, e mais difícil ainda de aplicar na nossa vida: 


Atrás dessas palavras enigmáticas encontramos algumas lições importantes e edificantes. Vamos procurar entender o que שאול השליח, Paulo o emissário disse e como aplicar esse ensinamento quando enfrentarmos dificuldades. 

 Porque estar de pé nem sempre significa estar aprovado, purificado e embranquecido diante do Eterno, porque Ele conhece o encoberto, mesmo aquilo que esteja oculto de nós próprios, por estarmos cegos pelo pecado. 

 Portanto, nem sempre que caímos significa que fomos derrotados e reprovados definitivamente, porque algumas vezes é necessário cairmos, para que o Eterno nos prove, nos purifique, nos embranqueça e por fim nos levante de novo, através do seu poder. Amén! 

 “Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados; mas os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão.” (Daniel 12:10).

Lehitraot.

Paul Valley ✡ פאולו וואלי

Nota sobre minha assinatura:

Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פאולו - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valle / Valley / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):


segunda-feira, 20 de julho de 2009

O Que se Pode Entender Sobre Leis de Kashrut?


Do hebraico כַּשְׁרוּת, cashrut ou kashrut é o nome dado ao conjunto de leis dietéticas dentro do judaísmo. Segundo as leis judaicas, o alimento que pode ser ingerido é chamado de כָּשֵׁר , casher, em inglês escreve-se normalmente kosher, portanto, esta última denominação é mais comum.

Kosher significa apto ou apropriado para se comer. E o alimento inapropriado é chamado de טְרֵפָה, terefah ou treifah. A determinação de um produto como apto ou não é baseado nas diversas exigências estabelecidas na Torah e na halachá. Nos tempos modernos, um produto vendido possue geralmente uma identificação que o estabelece como produto kosher.

As leis dietéticas de kashrut se encontram na תורה, Torah, no livro de ויקרא, Vayikra, Levítico 11.

Mas o que significam exatamente essas leis nas dimensões psicológicas e espirituais?


Num outro tópico desse mesmo blog se fala da criação do ser humano e o propósito do Eterno em criar dentro do homem o sangue e os órgãos, para que dentre outras coisas simbolizar verdades psicológicas e espirituais.

Com relação a lei de kashrut, o Eterno teve esse mesmo objetivo, isto é, de revelar ao ser humano o significado simbólico da mesma.

O ser humano é composto de três essências:

Uma física (corpo) e duas metafísicas (alma e espírito).

Pois bem, cada uma dessas três essências se alimenta de alguma coisa.

Exemplo:

- O corpo se alimenta daquilo que é físico.

- A alma se alimenta daquilo que é psicológico.

- E o espírito se alimenta daquilo que é espiritual.

Data e hora local em Israel


Alimentos que suprem as necessidades das três essências do ser humano:

- Do corpo: Tudo que é nutritivo e saudável no campo físico - carne de animais, frutas, legumes, leite, ovos, etc.

- Da alma: Tudo aquilo que é bom no campo psicológico - emoções afetivas, alegria, boas lembranças, bons sentimentos, bons pensamentos, amor a D'us e ao próximo, etc.

- Do espírito: Tudo aquilo que é bom no campo espiritual - tzedakah (caridade), justiça, honestidade, bondade, altruísmo, filantropia, etc.

Sendo assim, quando o Eterno criou as leis de kashrut, Ele tinha em mente revelar ao ser humano verdades psicológicas e espirituais, das quais tanto a alma como o espírito do homem se alimentam.

O Eterno deseja que todos valorizem mais o psicológico e o espiritual ao invés do físico. Mas infelizmente a maioria das pessoas não consegue entender o propósito Divino para com as leis psicológicas e espirituais, as quais têm maior valor para o Eterno, pois as mesmas são leis morais, enquanto as leis de kashrut, referentes aos alimentos para o nosso corpo são leis cerimoniais.

 Por isso, essas pessoas permanecem cegas e bitoladas naquilo que são apenas leis cerimoniais ou simbólicas quanto aquilo que é psicológico e espiritual, muito embora também sejam leis do Eterno, porém de menor valor do que as leis morais d'Ele.

E por isso mesmo Yeshua disse que estas duas mitzvot (ordenanças) da Torah são as mais importantes:

שמע ישראל יהוה אלהינו יהוה אחד׃ ואהבת את יהוה אלהיך בכל לבבך ובכל נפשך ובכל מדעך ובכל מאדך זאת היא המצוה הראשנה׃ והשנית הדמה לה היא ואהבת לרעך כמוך

"...Shema Yisrael adonai eloheinu adonai echad. Veahavta et adonai eloheikha bekhol-levavkha uvekhol-naphshkha uvekhol-madaekha uvekhol-meodekha... Veahavta lereakha kamokha..." (Marcos 12:29-31).

"Ouve Israel Adonai nosso D'us é o único Senhor. Amarás pois ao Senhor teu D'us, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças: esta é a primeira mitzvah (ordenança). E a segunda semelhante a esta, é: Amarás a teu próximo como a ti mesmo. Não há outra mitzvah maior do que estas." (Marcos 12:29-31).

Mas infelizmente alguns religiosos se preocupam mais em cumprir a lei cerimonial do que mesmo as leis psicológicas e espirituais ou leis morais do Eterno. Essas pessoas pensam que cumprindo tudo da lei cerimonial já é suficiente. Elas nem sabem distinguir o que vem a ser alimento não kosher para a alma e para o espírito. 

São pessoas que não se alimentam jamais de comida não kosher ou que jamais pronunciam o NOME, Adonay sem cobertura do kipá, se tratando de homem, mas quando termina o oficio religioso passam logo a participar da "roda dos escarnecedores" descrita em Tehilim, Salmos 1:1, onde se pode ouvir piadas imorais, blasfêmias, לשון הרע, lashon hará (fofoca), etc., pecando contra D'us e o seu semelhante e alimentando assim a sua alma e o seu espírito com aquilo que não é kosher.

Não quero com isso que pensem que sou contra as leis de kashrut. E sim que aquelas pessoas que estão enquadradas nessa mensagem valorizem mais as leis de kashrut para a alma e o espírito e não apenas as leis de kashrut para o corpo.

Abaixo cito dois links sobre as leis de kashrut:



O único alimento com poder nutritivo triplico:

O único alimento que tem poder nutritivo ao mesmo tempo, para as três essências (corpo, alma e espírito) do ser humano é a Palavra do Eterno.

Quando Moshe, Moisés subiu ao Monte Sinai e lá permaneceu durante 40 (quarenta) dias sem comer e sem beber coisa alguma, durante todo aquele período ele foi alimentado única e exclusivamente do poder de D'us em sua vida. 

E quando ele desceu do monte o seu rosto brilhava tanto que os israelitas não conseguiram se quer olhar para ele. Yeshua também jejuou o mesmo número de dias que Moisés, isso para provar aos israelitas que nele se cumpria a promessa do Eterno de enviar um profeta semelhante a Moisés:

"Do meio de seus irmãos lhes suscitarei um profeta semelhante a ti; e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. E de qualquer que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, eu exigirei contas." (Devarim, Deuteronômio 18:18,19).

Yeshua falou que as palavras que ele dizia não eram suas, mas do Eterno e que eram espírito e vida, isto é, verdadeiro alimento para nossa vida triplica - para o corpo, para a alma e para o espírito:

"Porque eu não falei por mim mesmo; mas o Eterno, que me enviou, esse me deu mandamento quanto ao que dizer e como falar. E sei que o seu mandamento é vida eterna. Aquilo, pois, que eu falo, falo-o exatamente como o Eterno me ordenou." (Yochanan, João 12:49,50).

"O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida."
(Yochanan, João 6:63).

E por último Yeshua nos diz: "A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e completar a sua obra." (Yochanan, João 4:34).

Conclusão:

Na verdade o ser humano deveria ser vegetariano (Bereshit, Gênesis 1:29), pelo menos a permissão para que os animais fossem mortos para servir de alimento (Bereshit, Gênesis 9:3,4) para ele só foi dada após o mesmo ter pecado contra D'us. E essa permissão só veio após o Dilúvio. 

Mas o conhecimento dessas leis de kashrut já se tinha no tempo de Noé, porque quando as águas do Dilúvio baixaram e Noé e sua família saíram da arca, então Noé ergueu um altar e ofereceu um sacrifício a D'us, mas o texto diz que os animais (Bereshit, Gênesis 8:20) sacrificados eram limpos. Mas não se tem certeza de que o homem já tivesse conhecimento de todas as leis de Kashrut como foram dadas mais tarde aos filhos de Israel.

Por causa do pecado, o homem teria de morrer sem salvação, porém para que ele sobrevivesse alguém teria que morrer em seu lugar. E sabemos que esse alguém não é outro senão o próprio Mashiach. Por isso mesmo o cordeiro de Pêssach simboliza o corpo do Mashiach sendo sacrificado em favor do ser humano. 

E o próprio Yeshua disse na sua última celebração do Sêder de Pêssach, que a matzá (pão sem fermento) representava o corpo dele sendo partido, isto é, sendo oferecido em sacrifício pelos seus talmidim, discípulos.

Todo judeu sabe que as chalot (pães) de shabat simbolizam o maná que desceu do céu. E Yeshua disse que ele próprio é o verdadeiro pão que desce do céu para dar vida ao mundo (Yochanan, João 6:35,41,48,50), e que se os seus discípulos não comessem da sua carne e não bebessem do seu sangue (Yochanan, João 6:51,53-56) não teriam vida neles mesmos. 

Ora, as leis de kashrut não permitem que nenhum judeu coma carne humana ou beba sangue de nenhum ser. Mas Yeshua apenas falava por parábolas ou metáforas, para que todos entendessem que dependiam do sacrifício de um justo para que eles fossem perdoados por D’us e assim pudessem entrar no Gan Éden, no Paraíso. 

E por isso mesmo D’us deu permissão ao ser humano de se alimentar de animais (Bereshit, Gênesis 9:3-6), pois isso seria um ato profético sobre a morte do Mashiach para alimentar, dar vida a todos aqueles que cressem nele e sendo isso a única solução de salvação eterna para suas vidas. 

Mas foi proibido aos homens alimentarem-se do sangue, isso para que todos soubessem que só existe um sangue que de fato pode dar vida ao ser humano – o sangue do Mashiach, o Verbo ou o Porta-Voz de D'us (Yochanan, João 1:1,14; Apocalipse, Revelação 19:13).

Lehitraot.

פאולו וואלי ✡


Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פאולו - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valle / Valley / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):