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domingo, 27 de setembro de 2009

Judeus Usam Galinhas Para Expiar Pecados Antes de Yom Kippur



Judeu ortodoxo segura uma galinha durante as celebrações do יום כיפור, Yom Kipur, Dia do Perdão, na cidade de Ashdod, Israel.


Data e hora local em Israel



Shalom chaverim, paz amigos!

Eis aqui uma notícia sobre o Yom Kipur comemorado pelos judeus ortodoxos nesse ano de 5770, quando eles providenciavam as כפרות, kaparot, expiações pelos seus pecados:

"Esta é minha mudança, este é meu substituto, esta é minha expiação", murmuram os fiéis judeus enquanto dão três voltas por cima de suas cabeças com um animal que, minutos depois, é morto como forma de expiar os pecados. No ritual das Kaparot, uma expiação simbólica dos pecados, milhares de galos e galinhas são degolados em Israel para lembrar os judeus que, a qualquer momento, Deus pode tirar a vida como forma de compensação por seus pecados.

As mulheres usam galinhas; os homens, galos; e as grávidas, um exemplar de cada um. As Kaparot são vividas nos dias anteriores ao Yom Kippur, a data mais solene do judaísmo, destinada ao arrependimento e ao pedido de perdão.

"Neste momento do ano, que é nosso Ano Novo Judaico (Rosh Hashana), uma das coisas que fazemos é começar uma vida nova e refletir sobre o que fizemos no passado", explica o judeu de origem americana Menachen Persoff antes de fazer suas Kaparot.

"Pegamos uma galinha e dizemos: ''Em vez de que eu seja castigado e destruído neste mundo, deixe que seja esta galinha''. E então temos que pensar que, quando essa galinha morre, poderíamos ter morrido em seu lugar", acrescenta.

Para Persoff, as Kaparot são uma oportunidade para "ser uma pessoa melhor, pensar nas coisas que fizemos de errado e fazer as coisas de um jeito melhor no futuro".

Depois que a ave escolhida - que deve ser branca, para simbolizar a purificação do pecado - é girada sobre a cabeça, o animal é degolado com um rápido e certeiro movimento com uma faca afiada cuja lâmina não pode ter a menor fenda, seguindo os preceitos judeus do "kashrut".

Os penitentes costumam doar as aves mortas para a caridade se têm uma boa situação econômica. Caso contrário, as levam para comer em casa.

Alguns criticam os que comem ou doam as aves aos pobres ao entender que os pecados de quem toma parte no ritual foram transferidos ao animal e, portanto, este não deve ser comido.

Após o ritual, as vísceras das aves devem ser colocadas em algum lugar onde possam servir de alimento a outros pássaros, a fim de demonstrar piedade em relação a todas as coisas vivas.

"Nas Kaparot, rezamos para ser perdoados. Nos mostramos envergonhados diante de Deus e lembramos que ele pode nos tirar a vida, mas nos dá a oportunidade de pedir perdão", aponta a judia ultraortodoxa Devorah Leah.

Para ela, esta tradição ajuda a "pensar com mais profundidade" sobre si mesmo e seus atos. Na antiguidade, as Kaparot eram feitas com cabras, o que deu origem à expressão "bode expiatório".

Hoje em dia, mamíferos não são usados, mas se não é possível ou não se quer usar galinhas ou galos, estes podem ser substituídos por qualquer outra ave, exceto pombos - para não lembrar os ritos de sacrifício no templo -, ou mesmo por um peixe.

Também são muitas as famílias que fazem as Kaparot com dinheiro que depois é doado aos pobres. O fato de os rabinos permitirem que o rito seja celebrado sem necessidade de matar animais é o principal argumento das organizações defensoras dos animais contra esta prática, que consideram como cruel e abusiva.

"Muitos religiosos argumentam que não há motivo para fazê-lo com dinheiro quando se pode matar uma galinha, porque estas não sofrem.

Mas isso não está certo. Todo mundo sabe que os animais têm sentimentos e querem viver, igual a nós", diz Gene Peretz, uma jovem estudante vegetariana que se manifesta em Jerusalém contra o uso de animais vivos nas Kaparot.

Frente a esta postura, os seguidores da tradição, como Leah, argumentam que "os animais estão na terra para ser utilizados pelos seres humanos, sempre que seja de modo correto", e que comer "os animais que Deus nos deu é uma forma de fazer com que o mundo seja mais espiritual".

Fonte: Site Terra.


E nesse vídeo abaixo podemos ver alguns judeus ortodoxos em Jerusalém durante o יום כיפור, Yom Kipur, Dia do Perdão praticando também a כפרה, kaparah, expiação dos seus pecados, segundo eles:


Vejam como os judeus ortodoxos estão completamente equivocados em sacrificar às vesperas do Yom Kipur, Dia do Perdão já que a Torah e o Tanakh declaram explicitamente que só no מקום, makom, lugar, Jerusalém e no בית המקדש, Beit ha Mikdash, Templo se pode sacrificar. (Dt 12:5,6,11,13,14,18,26,27; 14:24-26; 16:2; 31:11; Js 8:1; 1 Rs 8:29,30; 9:3; 2 Cr 7:12-16). E uma vez que o Templo ainda não foi reconstruído, então isso é caracterizado como uma desobediência a Torah.

E vejam também esse interessante artigo:

"O Talmud afirma:

"Não há יום כיפור, Yom Kipur sem sangue." (Yomá 5a)

Toda a Torá aponta para essa forma de resgate: o resgate dos primogênitos, ocorrido em Pesach, em que o sangue de um cordeiro perfeito era passado nas portas, impedindo a morte dos primeiros filhos hebreus. As constantes ofertas pelo pecado, que envolviam derramamento de sangue de diversos animais. A expiação máxima da culpa, ocorrida em יום כיפור, Yom Kipur, em que um bode era degolado e seu sangue aspergido sobre o povo, liberando-o de toda culpa e outro enviado ao deserto, para morrer.

O Talmud nos conta que:

"Durante os quarenta anos antes da destruição do Segundo Templo, a sorte* escrita ‘Para o Senhor’ não vinha mais na mão direita do Cohen Gadol (Sumo Sacedote), nem o fio vermelho** ficava branco, nem a lâmpada ocidental da Menorá do Templo permanecia acesa e as portas do Santuário abriam por si só" (Yomá 39b).

*A sorte para o Senhor é uma referência ao texto de Lv 16.6-9. Ao bode que seria para expiação do povo. Havia um sorteio e por um sinal de D'us saía 'Goral LaHaShem', mas neste período isto não acontecia mais. Sinal que D'us não estava mais recebendo as ofertas pelo pecado, pois o Mashiach Yeshua se ofereceu como perfeito sacrifício pelo pecado. Exatamente neste período de 40 anos antes da destruição do Templo, aproximadamente no ano 30 d.e.c. ** O fio vermelho era o fio de escarlate que perdia sua cor (ficando branco) como sinal de aceitação de D'us à oferta de Israel. Este fenômeno também não acontecia mais."

Fonte:


Referências:




Tradução em português pelo site Google: Capítulo 13: A Necessidade de um Novo Testamento

Conclusão:

A explicação que se pode dar sobre as portas do Beit ha Mikdash, Templo se abrirem por si só, conforme descreve o texto de Yomá 39b refere-se ao fato do sacrifício do Mashiach ter sido aceito pelo Eterno nosso D'us, porque no exato momento em que ele morreu o véu do Templo foi rasgado de alto a baixo, dando acesso aos pecadores até a presença do Eterno, pela expiação de seus pecados, através do sangue do Cordeiro de D'us que tira o pecado do mundo. (Isaías 53:7).

Yeshua foi crucificado às 09:00h do dia 14 de Nissan, numa quarta-feira do ano 30 (d.e.c.) e permaneceu na cruz algum tempo após às 15:00h do calendário civil (hora nona do calendário religioso), hora essa, em que também veio a falecer. (Mc. 15:25, 34, 37). E essa data confere com o texto do Talmud declarando que durante um período de 40 (quarenta) anos antes do Templo ser destruído aconteceram essas coisas que relata o texto de "Yomá 39b", acima mencionado.

Portanto, o nosso substituto é Yeshua, pois foi ele quem se ofereceu como um cordeiro sem defeito e sem mancha em sacrifício único, porém suficiente e eterno ao nosso D'us, pelos nossos pecados, pois o sangue dos animais (Hb 10:4; Sl 40:6,7) que eram oferecidos no מישכן, Mishkan, Tabernáculo ou no בית המקדש, Beit ha Mikdash, Templo era apenas um símbolo do sangue do Mashiach. Porque só o seu sangue (Ef 1:7; Hb 9:12; Ap 1:5; 5:9) pode fazer a כפרה, kaparah, expiação pelos nossos pecados. Saibam mais sobre esse sacrifício de Yeshua no link abaixo:


Nota:


The sacred Name for G'd was spoken only 10 times once per year (during Yom Kippur) by the Kohen Gadol. When the people heard the Name, they prostrated themselves in deep reverence (Yomá 39b).

E finalizando esse tópico convido a todos para ver esse vídeo e ouvir essa lindíssima música, em atitude de oração especial do יום כיפור, Yom Kipur, Dia do Perdão:

Yaakov Shwekey e Mordechai Shapiro - Rahem - Misericórdia


Lehitraot.

פאולו וואלי ✡


Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פאולו - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valle / Valley / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):




segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Sem Derramamento de Sangue Não Há Expiação de Pecado




Sem derramamento de sangue não há expiação de pecado.(Vayicrá, Levítico 17:11).

Entretanto, o profeta Yeshaiahu foi perdoado sem derramamento de sangue de um animal, para expiação do seu pecado... (Yeshaiah, Isaías 6:7). E o mesmo também se deu com o rei David, após seu pecado de adultério com Bate-Seba. (2 Samuel 12:13). Vejam o que o rei David disse:

“Bem sei que tu não te agradas de sacrifícios, do contrário eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos”. (Tehilim, Salmos 51:16).


Data e hora local em Israel




Seria isso uma contradição da Bíblia?


De maneira nenhuma, pois apesar de não ter sido derramado sangue, para que Yeshaiahu e o rei David fossem perdoados, todavia D'us já tinha como consumado o sacrifício do Cordeiro Yeshua e o sangue dele sendo derramado não só para perdoar o pecado deles, mas também o de todos aqueles que haveriam de crer nesse sacrifício do Seu filho Yeshua.


Aqui podemos ver perfeitamente que o ser humano não é perdoado e nem justificado pelo sangue de animais derramado em sacrifício no altar dos holocausto, porque os animais sacrificados no Tabernáculo ou no Templo eram na realidade figuras do verdadeiro Cordeiro de D'us que tira o pecado do mundo, através de seu único, porém perfeito e eterno sacrifício. (Yeshaiah, Isaías 53:7).

Todos os crentes que viveram desde Adão até Yeshua, foram justificados pela fé, como foi Avraham avinu (Bereshit, Gênesis 15:6). 

E essa fé é condicionada ao sacrifício de Yeshua, pois se Yeshua não fosse morto como um cordeiro perfeito e sem mancha, sem pecado, ainda que alguém tivesse fé em D'us, isso não seria suficiente para que a expiação fosse realizada. 

Sendo assim, todos os crentes que viveram de Yeshua até Adão obtiveram o perdão, através da fé na promessa de que D'us enviaria o Mashiach para realizar a redenção deles.

Ora, todos os que viveram, os que vivem nos dias de hoje e os que viverão ainda, respectivamente foram, são e serão perdoados pela fé no sacrifício de Yeshua. 

E isso não apenas para o povo israelita, mas para todo aquele que crê nessa redenção realizada por D'us e o seu Filho amado Yeshua.

"Porque D'us amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que n’Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (Yochanan, João 3:16).

Portanto, sem derramamento de sangue não há expiação de pecado. (Vayicrá, Levítico 17:11).

E tanto Yeshaiahu como o rei David obtiveram o perdão dos seus pecados pela fé em D'us e na promessa da redenção através do Mashiach. 

Por isso mesmo o Eterno perdoa a todos que arrependidos confessam seus pecados a Ele e crêem no poder expiatório do sangue de Yeshua que foi DERRAMADO por todos os pecadores, pois nesse sacrifício, obviamente está implícito todo plano da redenção.

Mas, por que a maioria dos judeus não crê que Yeshua seja o Mashiach? Porque infelizmente enquanto os israelitas continuarem presos ao legalismo estabelecido por eles mesmos, dentro da Primeira Aliança, nunca poderão entender o סוד (sod), segredo e o אמק ('omec), profundidade da mesma, que são decifrados na Segunda Aliança, a qual foi predita por Yrmiah, Jeremias 31:31-34. 

Essa Brit ha Chadashah foi revelada em Yeshua e está descrita no cânon, nos livros que foram escritos pelos talmidim, discípulos do Mashiach Yeshua. 

E ela terá total cumprimento quando Ele voltar para reinar em Jerusalém e sobre todas as nações.

Israel, como nação (povo) é o primogênito do Eterno dentre todas as nações (Shemot, Êxodo 4:22,23), mas o texto de Tehilim, Salmos 89:26-27, onde o Eterno se dirige ao rei David, o qual é um tipo do Mashiach como rei referem-se a um indivíduo, ao Mashiach e não a uma nação. 

E, em muitas outras passagens bíblicas também é citado o Mashiach como sendo o filho primogênito do Eterno.


Todavia, Israel, muito embora seja chamado de servo em várias passagens bíblicas, inclusive no livro de Yeshaiah, Isaías todavia nesse capítulo 53 (cinqüenta e três) não existe nada que prove ser de Israel que o profeta fala. 

Ainda mais porque o sangue de um povo ou de um ser humano pecador jamais serviu para kaparah, EXPIAÇÃO dos pecados de outros homens senão o de um homem justo, o Mashiach, o qual foi profetizado figuradamente pelos animais (Yeshaiah, Isaías 53:7) que eram oferecidos no Mishkan, Tabernáculo. 

Como é possível se dizer que sangue humano não expia pecado e sim o sangue de animais que eram oferecidos no Mishkan e ao mesmo tempo dizer que Israel é esse servo que EXPIA pecado?
 (Yeshaiah, Isaías 53:10). 

Como pode ser Israel se no verso 6 o profeta diz que a iniquidade de nós todos, o Eterno fez cair sobre esse servo fiel? É evidente que aqui também se inclui a iniquidade de Israel. Como pode Israel sendo pecador expiar o pecado de alguém?

O autor da carta aos hebreus diz: "Porque mudando-se o sacerdocio, necessário se faz também mudança da lei. Visto ser manifesto de que nosso Mashiach procedeu de Judá, e concernente a essa tribo nunca Moshe, Moisés falou de sacerdócio. 

E muito mais manifesto é ainda se à semelhança de Melquisedeque se levantar outro sacerdote. Porque d'Ele assim se testifica: Tu és sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque." (Hebreus 7:12, 14,15, 17; Tehilim, Salmos 110:4).

Portanto, a primeira aliança foi selada com sangue de animais, o qual era figura do sangue do Mashiach na segunda aliança. E como já foi dito acima também o sacerdócio levítico foi mudado, para um perfeito e eterno segundo a ordem de Melquisedeque. 

Porque Yeshua fez apenas um sacrifício, porém perfeito e eterno, enquanto os sacrifícios oferecidos no Mishkan, Tabernáculo pelos sacerdotes levitas eram imperfeitos, do contrário não seria necessário repetí-los. E também não seria necessário um outro sacerdócio e nem de um outro sacrifício.

A Torah não foi abolida por Yeshua, ao contrário ela foi cumprida por ele, para que pudéssemos ser justificados diante do Eterno, pois para nós era impossível cumprí-la. 

Hoje não estamos mais debaixo da condenação e nem da maldição da Torah e sim sob as bençãos decorrentes dela. (Devarim, Deuteronômio 28:1-14).

Porque agora temos a Torah, escrita pelo Ruach HaShem em nossos corações e não apenas no Sêfer Torah.

Lehitraot.

פאולו וואלי ✡

Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פאולו - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valle / Valley / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):




domingo, 2 de novembro de 2008

O Servo Sofredor Descrito Por Yeshayahu







Shalom chaverim!

Resposta judaico messiânica às interpretações tendenciosas por parte dos judeus tradicionais sobre o servo sofredor descrito no capítulo 53 (cinquenta e três) do livro de ישעיהו הנביא, Yeshayahu ha navi, o profeta Isaías:

Muito embora Israel seja chamado de servo em várias passagens bíblicas, inclusive no livro de Yeshayahu, todavia nesse capítulo 53 não existe nada que prove ser de Israel que o profeta fala.

 Ainda mais porque o sangue de um povo ou de um ser humano pecador, jamais serviu para כפרה, kaparah, EXPIAÇÃO dos pecados de outros homens, senão o sangue do único homem justo (que nunca pecou), o Mashiach, o qual foi profetizado figuradamente pelos animais (Yeshayah, Isaías 53:7) que eram oferecidos no Mishkan. 

"Na verdade que não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque."

(Eclesiastes 7:20)

Esse texto prova que toda raça humana é pecadora, incluindo todos aqueles "justificados pela fé", porém obviamente com exceção do Mashiach Yeshua.

Como é possível se dizer que sangue humano não expia pecado e sim o sangue de animais que eram oferecidos no Mishkan e ao mesmo tempo dizer que Israel é esse servo que EXPIA pecado? (Yeshayah, Isaías 53:10). 

Como pode ser Israel se no verso 6 (seis) o profeta diz que a iniquidade de nós todos (incluindo o próprio profeta Isaías), o Eterno fez cair sobre esse servo fiel? É evidente que aqui também se inclui a iniquidade de todo Israel. Como pode Israel sendo pecador expiar o pecado de alguém?


Data e hora local em Israel




Eis aqui um artigo, onde diz que alguns textos messiânicos foram traduzidos intencionalmente, afim de que aqueles que os lessem não identificassem Yeshua como o verdadeiro Mashiach; e outros textos que foram suprimidos ou cortados da leitura do Tanach, aos sábados nas sinagogas, pelo mesmo motivo já mencionado, acessem o endereço abaixo para comprovar isso:

Leiam esse artigo em português, acessando o endereço abaixo:


E para ler ou baixar esse artigo em PDF acesse aqui.

Eu já sabia dessas aberrações nessa tradução da Bíblia Hebraica...

Fico feliz por existir no nosso meio gente que responde com conteúdo aos que interpretam as Escrituras intencionalmente.

Outra interpretação tendenciosa de Yeshayah 53:

Vejam essa interpretação tendenciosa sobre o texto de Yeshayah, Isaías 53:8 feita por esse judeu tradicional chamado חי מנחם, membro da comunidade TORÁ versus NOVO TESTAMENTO:

“Pela transgressão do meu povo houve ferimento para eles” - O Servo de forma coletiva foi atingido pela transgressão de todo o povo rebelde, e recebeu a ferida e o quebrantamento sem embora merecê-lo. 

A tradução deste verso poderá surpreender aquele que não está familiarizado com o hebraico bíblico, entretanto a expressão encontrada no final do verso (“para eles”) traduz-se do termo לָמוֹ [lamô]. Esta expressão hebraica é encontrada em cerca de 20 versos nas Escrituras, especialmente em Jó 24:17 e Sal 88:8 onde a mesma é vertida pela Almeida como “para eles” (note o plural).

No caso de nosso texto (Isa 53:8) não poderíamos esperar que as versões em português ou em qualquer outra língua moderna vertesse o termo desta forma, no plural pois isto seria um golpe fatal na ideia cristã de que o Servo do S-nhor retratado pelo profeta seria uma só pessoa, no caso Jesus. Percebemos aí e em muitos outros casos, a desonestidade intelectual dos chamados “eruditos” cristãos.

Ao usar o plural (“para eles”), Isaías demonstra cabal e insofismavelmente que o Servo do S-nhor é um personagem coletivo – não trata-se portanto de uma só pessoa, mas sim, de várias. 

Como vimos, o termo inclui todos os justos de Israel de todas as gerações, profetas, patriarcas, reis e pessoas comuns que fizeram a vontade de D-us, chamando o restante do povo ao arrependimento e à conversão."


Refutando essa interpretação tendenciosa:




 מֵעֹ֤צֶר וּמִמִּשְׁפָּט֙ לֻקָּ֔ח וְאֶת־דּוֹר֖וֹ מִ֣י יְשׂוֹחֵ֑חַ כִּ֤י נִגְזַר֙ מֵאֶ֣רֶץ חַיִּ֔ים מִפֶּ֥שַׁע עַמִּ֖י נֶ֥גַע לָֽמוֹ׃

ישעיה 53:8

 "Por intermédio de julgamento tirano ele foi preso. E quem pode falar dos seus descendentes? Pois ele foi ceifado da terra dos viventes; por causa dos erros do meu povo ele foi golpeado."





O termo hebraico לָמוֹ [lamô] do texto de Yeshayah, Isaías 53:8 foi usado aqui no singular, pois do contrário o texto não teria concordância pronominal, porque ficaria sem sentido nenhum por falar de alguém no singular e depois falar desse mesmo alguém no plural. 


Porém, esse mesmo termo pode ser usado tanto para a terceira pessoa do plural como também para a terceira pessoa do singular, mas isso nunca no mesmo texto falando no plural e singular ao mesmo tempo para se referir a mesma pessoa.




O print acima é referente página 432, Analytical Hebrew And Chaldee Lexicon - Benjamin Davidson - Samuel Bagster & Sons Ltd - 72 Marylebone Lane, London W1.



Confiram nos textos abaixo, os quais comprovam que o referido termo também é usado para a terceira pessoa do singular, além de Yeshayah, Isaías 53:8:


 וַיֹּ֕אמֶר בָּר֥וּךְ יְהֹוָ֖ה אֱלֹ֣הֵי שֵׁ֑ם וִיהִ֥י כְנַ֖עַן עֶ֥בֶד לָֽמוֹ׃

 יַ֤פְתְּ אֱלֹהִים֙ לְיֶ֔פֶת וְיִשְׁכֹּ֖ן בְּאָֽהֳלֵי־שֵׁ֑ם וִיהִ֥י כְנַ֖עַן עֶ֥בֶד לָֽמוֹ׃ 

בראשית 9:26,27


"E acrescentou: “Bendito seja o SENHOR, o Deus de Sem! E seja Canaã seu escravo.

Que Deus amplie o território de Jafé; habite ele nas tendas de Sem, e seja Canaã seu escravo!”

(Gênesis 9:26,27)


וְהָיָ֤ה לְאָדָם֙ לְבָעֵ֔ר וַיִּקַּ֤ח מֵהֶם֙ וַיָּ֔חׇם אַף־יַשִּׂ֖יק וְאָ֣פָה לָ֑חֶם אַף־יִפְעַל־אֵל֙ וַיִּשְׁתָּ֔חוּ עָשָׂ֥הוּ פֶ֖סֶל וַיִּסְגׇּד־לָֽמוֹ׃

ישעיהו 44:15



"Tudo isso serve de combustível para um mortal: ele pega um pouco para se aquecer, acende uma fogueira e assa pão. Ele também faz disso um deus e se curva diante dele, molda um ídolo e o adora."

(Isaías 44:15)


יְהוָ֥ה עֹֽז־לָ֑מוֹ וּמָ֘ע֤וֹז יְשׁוּע֖וֹת מְשִׁיח֣וֹ הֽוּא׃

תהלים 28:8


"O SENHOR é a força do seu povo; Ele é a fortaleza salvadora do seu ungido."

(Salmos 28:8)



"Jehovah is strength to him, Yea, the strength of the salvation of His anointed is He."

(Psalms 28:8)

Tradução Literal de Young

"Jeová é a força para ele, sim, a força da salvação do seu ungido é Ele."

(Salmos 28:8)


Fonte de pesquisa:

a) Tanach

b) Benjamin Davidson, “The Analytical Hebrew and Chal Dee Lexicon”, Samuel Bagster e Sons Ltda, 72 Marylebone Lane, London Wi, 1794, Reprinted, 1967, 1970, páginas 14 e 432.

Portanto o Servo Sofredor de Yeshayah, Isaías 53 não pode ser "OS JUSTOS" dentre o povo de Israel, mas sim UM JUSTO, a saber o Mashiach Yeshua, o qual como já disse foi o único homem justo em todo o sentido da palavra, isto é, que nunca pecou em toda sua vida. 

Porque existe uma diferença muito grande entre ser JUSTO e ser JUSTIFICADOS, pois justificados são todos os que têm a mesma fé de Avraham avinu, fé esta que justificou o patriarca diante de HaShem. (Bereshit, Gênesis 15:6).

"A PÉROLA" e as feridas do servo sofredor, vejam essa linda mensagem abaixo, cujo autor é desconhecido:

A Pérola

Pérolas são produto da dor, resultado da
entrada de uma substância estranha ou
indesejável no interior da ostra,
como um parasita ou um grão de areia.
A parte interna da concha de uma ostra
é uma substância lustrosa chamada nácar.

Quando um grão de areia penetra, as
células do nácar começam a trabalhar encobrem o grão de areia com camadas e mais camadas para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola é formada. Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.

Vocês já se sentiram feridos pelas palavras rudes de um amigo?
Já foram acusados de falarem coisas que não disseram?
Suas idéias já foram rejeitadas?

Então que cada um produza uma pérola... cubra suas mágoas e as
rejeições sofridas com camadas de amor.

Lembrem-se apenas de que uma ostra que não foi ferida, não produz pérolas, pois uma pérola é uma ferida curada. (Autor desconhecido).

Obs:

A PÉROLA MAIS LINDA E DE MAIOR VALOR foi formada pelas feridas de Yeshua, "...o castigo que nos traz a PAZ estava sobre Ele e pelas suas pisaduras fomos sarados." (Is. 53:5).

Um forte abraço e sempre em Yeshua ha Mashiach Melech ha yehudim.

Lehitraot.

פאולו וואלי ✡

Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פאולו - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valle / Valley / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):