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quarta-feira, 26 de abril de 2023

As Sete Festas Bíblicas Instituídas Pelo Nosso Pai Celestial



Shalom chaverim, amigos!


Além do שַׁבָּת, Shabat, o Eterno nosso D'us criou mais sete festas para os filhos de Israel. Mas com o passar dos séculos, outras festas foram sendo criadas e acrescentadas ao calendário judaico pelo próprio povo. Todavia falarei apenas sobre as sete festas que constam na Torah:

Três delas, historicamente já se cumpriram em Yeshua ha Mashiach:

PÊSSACH – MATZOT – BIKURIM

1) פֶּסַח, Pêssach, Páscoa - Lv. 23:5; I Co 5:7.



"No mês primeiro, aos catorze do mês, no crepúsculo da tarde, é Pêssach do Eterno." (Vayikrá, Levítico 23:5).


Cumprimento de Pêssach na Brit Ha Chadashah:

"Lançai fora o velho fermento (pecado), para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também o Mashiach, nosso Cordeiro de Pêssach, foi imolado." (1 Corintios 5:7).


2) מַצּוֹת, Matzot, Pães Asmos - Lv. 23:6; I Co. 5:8.


"E aos quinze dias deste mês é a Festa dos Pães Asmos do Eterno; sete dias comereis pães asmos." (Vayikrá, Levítico 23:6).

Nessa festa os israelitas estão proibidos durante um período de sete dias de ter em suas casas chametz, fermento (símbolo do pecado) e de comer qualquer alimento que contenha essa substância ou mesmo de beber alguma bebida fermentada, sob pena de ser excluído da congregação, do meio do povo quem não cumprir com essa mitzvá, ordenança. (Shemot, Êxodo 12:15-20).

Cumprimento de Matzot na Brit Ha Chadashah:

"Por isso, celebremos a festa não com o velho fermento (chametz), nem com o fermento (pecado) da maldade e da malícia, e sim com os asmos (matzot) da sinceridade e da verdade." (1 Coríntios 5:8).

Yeshua falou sobre o fermento (pecado) dos escribas e fariseus, o dos saduceus e o de Herodes. (Mateus 16:6,11,12; Marcos 8:15; Lucas 12:1).

Os três tipos de fermentos (pecados) mencionados por Yeshua:

a) Dois tipos eram em carater religioso:

. O fermento (pecado) dos escribas e fariseus era a hipocrisia com que muitos deles doutrinavam o povo, porque ensinavam, falavam, mas não praticavam. (Mateus 23:1-8,13,23-39).

Infelizmente nos dias de hoje também esse tipo de fermento (pecado) é um dos que mais tem sido propagado no meio dos que se dizem seguidores do Mashiach, Messias.

. O fermento (pecado) dos saduceus era a negação das Escrituras, porque eles não acreditavam na ressurreição e nem na existência de anjos e nem de espíritos. (Atos 23:8).

Muitos nos dias de hoje são como os saduceus, porque também não acreditam em algumas doutrinas bíblicas, por exemplo: Na manifestação dos dons espirituais, tais como o dom de curar, o dom de línguas, a operação de milagres e maravilhas, etc.

b) E o outro tipo era em carater político:

. O fermento (pecado) do rei Herodes era a ilegalidade do poder, porque o único poder legal é aquele estabelecido por D'us. Herodes era rei de fato, mas não de direito e a ilegalidade do seu poder estava no fato dele não ter sido ungido por D'us para exercer o trono. Porém, Yeshua sim fora ungido como Rei legítimo para exercer o poder de reinar não apenas sobre Israel, mas sobre o mundo todo. (Tehilim, Salmos 2).


3) בִּכּוּרִים, Bikurim, Primícias - Lv. 23:10-11; I Co. 15:23.


"Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra, que vos dou, e segardes a sua messe, então, trareis um molho das primícias da vossa messe ao sacerdote; este moverá o molho perante o Eterno, para que sejais aceitos". (Vayikrá, Levítico 23: 10,11).

Em Israel, Bikurim se celebra no dia 06 de Nissan, conforme texto abaixo:

"Shavuot é o segundo feriado dos três feriados de peregrinação. Este feriado também é conhecido pelos nomes de "Festa das Primícias" (Chag HaBikurim) e Festa do "Recebimento da Torá" (Matan Torá). O feriado é de um dia em Israel (dia 6 do mês de Nissan) e de dois dias na Diáspora (6-7 do mês de Nissan)."

Fonte:


Porém, o texto de Vayikrá, Levítico deixa transparecer que Bikurim se celebrava no dia 16 de Nissan ou II dia de Pêssach na Diáspora, dia em que o molho das primícias era entregue ao cohen, sacerdote. E nesse dia festeja-se o início da colheita e é também o primeiro dia das sete semanas em que se conta o omer até o quadragésimo nono dia, após o qual se celebra a festa de Shavuot ou das Semanas, no quinquagésimo dia. (Vayikrá, Levítico 23: 15-17).

O texto a seguir concorda com minha interpretação sobre o dia em que se celebrava Yom Ha' Bikurim, Dia das Primícias:

"CHAG HA'SHAVUOT" significa "Festa das Semanas"; o término da contagem de sete semanas (Sefirat Ha' Omer) que se inicia no segundo dia de Pessah (Páscoa). Ou "Festa da Ceifa" e Yom Ha' Bikurim, ressaltando seu caráter agrícola."


Outros textos interessantes:

"יום הביכורים - Yom ha Bikurim - Dia Das Primícias. Este nome também é mencionado no Pentateuco é uma referência ao dia em que era trazido o sacrifício das primícias em cheiro suave a Adonai, além disso sinaliza o início das oferendas das primícias nos próximos sete dias, no dia da festa e mais seis dias após a mesma."


"...Deuteronômio 26:1-2, “E será que, quando entrares na terra que o S-NHOR teu D-us te der por herança, e a possuíres, e nela habitares, Então tomará das primícias de todos os frutos do solo, que recolheres da terra, que te dá o S-NHOR teu D-us, e as porás num cesto, e irás ao lugar que escolher o S-NHOR teu D-us, para ali fazer habitar o seu nome."

As primícias (bikurim) são os produtos listados em Deuteronômio 8:8; as Shevat haminim: trigo e cevada, uvas, figos e romãs; oliveiras, tâmaras. Assim que o agricultor hebreu via os primeiros frutos a brotarem ele marcava estes frutos com uma fita vermelha para indicar que aqueles seriam os bikurim (os primeiros frutos), após a colheita destes primeiros frutos eram colocados em uma cesta e levados a Jerusalém em grande alegria para serem levados ao Templo...

...Esta é a nossa consolação na tristeza e na dor, sim buscando o regozijo e a alegria, mas também em tempos de alegria tais como um casamento onde quebramos uma taça de vidro para lembrar que ainda estamos tristes pela destruição do Templo, a Casa de D-us para todas as nações, também nos lembra que vivemos num mundo do ‘ainda não chegamos lá’ no nosso estado de existência, neste mundo de trevas nossa esperança está no mundo por vir e na eternidade. 

Pois tenho para mim que as aflições desta era presente (Olam hazê) não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada. Romanos 8:18...."

Fonte: Site Yeshua Chai

Embora a palavra hebraica para casamento seja חֲתֻנָּה, Chatunah, apesar disso é comum também se usar o termo בִּכּוּרִים, Bikurim, primícias para fazer referência ao mesmo. O encontro de Ruth, uma moabita convertida ao judaísmo com o judeu Boaz ocorreu na época das colheitas, encontro esse que teve como consequência o casamanto de ambos. 

Naomi, sogra de Ruth sabia que Boaz como o parente mais próximo de Ruth, de acordo com a Lei de Moisés sobre o levirato (Devarim, Deuteronômio 25: 5), seria obrigado a casar-se com Ruth, a viúva de seu filho e assim resgatá-la. E esse fato possivelmente tenha contribuido para que Bikurim (primícias) viesse a ser uma espécie de sinônimo de Chatunah (casamento). 

E essa seria uma das razões porque se lê a Megillat Ruth em Shavuot. Ruth e seu marido Boaz foram os bisavós do Rei David. Mas além de Bikurim (primícias) existe uma outra expressão hebraica para referir-se a Chatunah (casamento), chama-se Kedushim, a qual significa santificação ou separação daquilo que é profano. Kedushim é a sacralização do casamento; a Brachá, a bênção; e a Ketubá, a certidão de casamento. 

E assim os noivos são uma oferta de Bikurim, de primícias e também uma oferta de Kedushim, de santificação, de separação para uma vida em sintonia com D'us, através da obediência às mitzvot, ordenanças da Torah.

Ver a relação de Bikurim com Chatunah nesse vídeo abaixo:


Cumprimento de Bikurim na Brit ha Chadashah:

Bikurim simbolisa a ressurreição (primeiros frutos da terra) do Mashiach e também a dos seus redimidos, após a qual se unirão a ele nos ares, no arrebatamento dos mesmos.

"Cada um, porém, por sua própria ordem: Mashiach, as primícias; depois, os que são do Mashiach, na sua vinda." (1 Coríntios 15:23).


Data e hora local em Israel



Uma festa cujo cumprimento começou, mas foi interrompido. O seu cumprimento completo ainda é futuro: Jl. 2:28-32; Ap. 6:12; Mt. 24:29; Lc. 21:25; Is. 13:9-10; Mc. 13:24-26.


4) שָׁבוּעוֹת, Shavuot, Pentecostes – Lv. 23:15-17; Jl 2:28-32; At. 2:1.




"Contareis para vós outros desde o dia imediato ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão. Até ao dia imediato ao sétimo sábado, contareis cinqüenta dias; então, trareis nova oferta de manjares ao Eterno. Das vossas moradas trareis dois pães para serem movidos; de duas dízimas de um efa de farinha serão; levedados se cozerão; são primícias ao Eterno." (Vayikrá, Levítico 23:15-17).

Cumprimento parcial de Shavuot na Brit Ha Chadashah:

Os talmidim, discípulos de Yeshua recebem em plena festa de Shavuot a promessa do enchimento do Ruach HaShem, Espírito de D'us feita pelo próprio Eterno no Tanach:

A promessa:

"E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias. Mostrarei prodígios no céu e na terra: sangue, fogo e colunas de fumaça. 

O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e terrível Dia do Eterno. E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Eterno será salvo; porque, no monte Sião e em Jerusalém, estarão os que forem salvos, como o Eterno prometeu; e, entre os sobreviventes, aqueles que o Eterno chamar." (Yoel, Joel 2:28-32).

O cumprimento:

"Ao cumprir-se o dia de Shavuot, Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar..." (Atos capítulo 2).

· No livro de Vayicrá, Levitico 23:17 diz o seguinte:
“dois pães” e “levedados se cozerão”

Pão asmo, MATZÁ no hebraico é o pão sem fermento. E levedados, significa com fermento, CHAMETZ no hebraico.

Nota:

a) חַלֹּת, chalot é o plural de חִלָּה, chalá.
b) מַצּוֹת, matzot é o plural de מַצָּה, matzá.

· Enquanto os asmos (matzot) de Pêssach falam do corpo do Mashiach que não tem pecado; levedados (chalot) de Shavuot e de Shabat falam da kehilá (congregação) de Yeshua remida e composta de judeus e gentios (dois pães), na qual ainda habita o germe do pecado, porém sem o domínio que tinha sobre seu corpo. “O pecado não terá domínio sobre vós”. Rm. 6:12-14.

As chalot, pães com fermento usados no Shabat e em Shavuot marcam a diferença dessas festas para festa de Pêssach, no que diz respeito aos pães. Pois na celebração do Pêssach as matzot, pães sem fermento, fazem contraste com as chalot, pães fermentados de Shabat e de Shavuot. E eis aqui um grande mistério, porque o fermento simboliza o pecado.

Em Pêssach o Eterno proíbe se comer chalot e em Shavuot e no Shabat Ele ordena que se coma desses pães com fermento.

Levedados, quer dizer pães (Chalot de Shabat e de Shavuot) ou qualquer coisa com fermento (chametz), que significa "com o pecado", em contraste com pães asmos (matzot de Pêssach), pães sem fermento, "sem o pecado".

E nesse grande contraste das matzot de Pêssach e das chalot do Shabat e de Shavuot esses pães apontam para duas direções distintas:

a) As matzot de Pêssach apontam para o corpo do Mashiach.

b) E as chalot de Shabat e de Shavuot apontam para o corpo da kehilá de Yeshua, muito embora se faça também nessa celebração uma alusão ao último Pêssach celebrado por Yeshua, quando ele estabeleceu a Brit ha Chadashá, a Nova Aliança, através do sacrifício do seu corpo e selada com seu próprio sangue.

Portanto o Shabat se harmoniza mais com a festa de Shavuot, dia em que a kehilá de Yeshua recebeu a promessa do Ruach HaShem, profetizada pelo profeta Yoel e que se cumpriu em Atos 2:1-13. Pois na instituição dessa festa (Vayicrá, Levitico 23:17) HaShem ordenou que fossem feitas duas chalot, para serem oferecidas a Ele como oferta de primícia aceitável.

Três festas que ainda devem cumprir-se historicamente em Yeshua:

SHOPHAROT – YOM KIPUR – SUCOT


5) שׁוֹפָרוֹת, Shopharot, Trombetas – Lv. 23:24; I Co. 15:51,52;
Ex. 19:15-19; I Ts 4:16,17; Rm. 8:11.



 
"Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso solene, memorial, com sonidos de trombetas, santa convocação." (Vayikrá, Levítico 23:24).

. Para Israel essa festa é retrospectiva e lembra a fusão do
povo de Israel com Adonay ao som de trombeta no Monte Sinai.

. Mas nessa festa em nossos dias Israel comemora também o Rosh Ha Shanah, o Ano Novo Judaico.

Eis aqui um vídeo com uma música judaica sobre essa festa:


Cumprimento futuro de Shofarot na Brit Ha Chadashah:

· Para a Kehilá de Yeshua, essa festa se cumprirá num dia muito importante, pois será nesse dia, a ressurreição dos redimidos que dormem no Senhor e também o arrebatamento da mesma.

"Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados." (1Coríntios 15:51,52).

Acessem esse vídeo abaixo e ouçam o toque do shophar.


6) יוֹם כִּפֻּר, Yom Kipur, Dia do Perdão - Ex. 39:25; Lev. 16:29-31, 23:27,28.


"Mas, aos dez deste mês sétimo, será o Dia da Expiação; tereis santa convocação e afligireis a vossa alma; trareis oferta queimada ao Eterno. Nesse mesmo dia, nenhuma obra fareis, porque é o Dia da Expiação, para fazer expiação por vós perante o Eterno, vosso D'us." (Vayikrá, Levítico 23:27,28).

O sumo sacerdote vestia-se de roupas simples, humildes para a expiação (Lv. 16:4,32), e logo após despia-se das suas vestes humildes e se revestia de suas vestes gloriosas. Lv. 16:23,24.

Cumprimento de Yom Kipur na Brit Ha Chadashah:
. Os redimidos dentre judeus e gentios já foram perdoados em Yeshua.

. Essa festa se cumprirá no futuro em Israel, quando o Sumo Sacerdote Yeshua, sair do seu Mishkan (Tabernáculo) no céu, vestido das suas vestes gloriosas. Mt. 24:30; Zc. 12:10,13; Hb. 9:28.


7) סֻּכּוֹת, Sucot, Tabernáculos (Sucot/Cabanas) Lv. 23:34,39,42-44(סֻּכֹּת).


"Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo, será a Festa dos Tabernáculos ao Eterno, por sete dias... Porém, aos quinze dias do mês sétimo, quando tiverdes recolhido os produtos da terra, celebrareis a festa do Eterno, por sete dias; ao primeiro dia e também ao oitavo, haverá descanso solene... 

Sete dias habitareis em tendas de ramos; todos os naturais de Israel habitarão em tendas, para que saibam as vossas gerações que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito. Eu sou o Eterno, vosso D'us. Assim, declarou Moisés as festas fixas do Eterno aos filhos de Israel." (Vayikrá, Levítico 23:34,39,42-44).

Cumprimento futuro de Sucot na Brit Ha Chadashah:

. Para Israel e todas as nações no futuro, no reinado de Yeshua sobre a Terra, o qual durará aproximadamente mil anos. E logo após haverá o juízo final. Ap. 20:1-3; Zc. 14:16,17; Ap. 20:7-15. E para a kehilá de Yeshua essa festa será na Nova Jerusalém, a cidade palaciana. Ap. 21:2,3. Na verdade todas as nações andarão sob a luz do Tabernáculo de D'us e levarão para a Santa Cidade toda sua honra e glória. Ap. 21:24-26.

Celebremos então estas festas com alegria e cantemos ao Eterno, Nosso D'us de todo o nosso coração.


Jesus e as Festas Bíblicas 

Yeshua (Jesus) como todo bom judeu sempre foi praticante das leis da Torá. Sendo assim, ele celebrava todas as 7 festas bíblicas instituídas por D'us, e mais ainda, ele celebrava também a Festa de Hanuká ou Chanuká, festa essa também conhecida como Festa da Dedicação. (João 10:22-29).

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Lehitraot.

פאולו וואלי ✡ Paul Valley 

Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פאולו - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valle / Valley / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):



segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O Shabat e a Era Messiânica


Shalom chaverim, paz amigos!

Propósitos do Shabat

O Tanach e o sidur (livro judaico de rezas) descrevem o Shabat como tendo três propósitos:

1) Uma comemoração, referente a conclusão da criação do universo, após o sexto dia, ou sexto período da sua criação;

2) Uma comemoração da redenção da escravidão dos israelitas do antigo Egito;

3) E uma pequena experiência do mundo relativa a Era Messiânica.

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Data e hora local em Israel


O proeminente Rav Shelomô Alkabets foi muito feliz quando escreveu a belíssima canção Lechá Dodi, entoada para dar as boas vindas ao Shabat, o qual simboliza a própria Era Messiânica. Sim a Rainha de Shabat é a Era Messiânica profetizada pelos profetas do Tanach e através de todas as celebrações de Shabat, no decorrer dos séculos pelos israelitas. 

Uma era em que o מָּשִׁיחַ, Mashiach triunfará sobre todos os seus inimigos e finalmente reinará em Jerusalém sobre o trono de seu pai, o rei David e sobre todas as nações. Aqueles que já receberam o מָּשִׁיחַ, Mashiach também já desfrutam antecipadamente dessa Rainha de Shabat ou dessa Era Messiânica, a qual também podemos dizer que é o verdadeiro שבת שלום, SHABAT SHALOM ou descanso pacífico, o reino do מָּשִׁיחַ, Mashiach. 

E assim como o corpo do ser humano precisa de descanso para refazer suas forças, assim também a sua alma precisa descansar do peso de seus pecados. E isso nos faz lembrar do que יֵשׁוּעַ, Yeshua falou:

"Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso (SHABAT) para vossas almas”. (Mateus 11:28,29).

Adash Women's Choir
- BaOlam HaBa (No Mundo Vindouro)


Portanto, o Shabat simboliza o descanso ou repouso descrito nesses textos abaixo:

"Assim jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso... E a quem jurou que não entrariam no seu descanso, senão aos que foram desobedientes?" (Hebreus 3:11,18).

"Porque nós, os que temos crido, é que entramos no descanso, tal como disse: Assim jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso; embora as suas obras estivessem acabadas desde a fundação do mundo; pois em certo lugar disse ele assim do sétimo dia: E descansou D'us, no sétimo dia, de todas as suas obras; e outra vez, neste lugar: 

Não entrarão no meu descanso. Visto, pois, restar que alguns entrem nele, e que aqueles a quem anteriormente foram pregadas as boas novas não entraram por causa da desobediência, determina outra vez um certo dia, Hoje, dizendo por Davi, depois de tanto tempo, como antes fora dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações. 

Porque, se Josué lhes houvesse dado descanso, não teria falado depois disso de outro dia. Portanto resta ainda um repouso sabático para o povo de D'us. Pois aquele que entrou no descanso de D'us, esse também descansou de suas obras, assim como D'us das suas. Ora, à vista disso, procuremos diligentemente entrar naquele descanso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência." (Hebreus 4:3-11).

שִׁיר הַשִּׁירִים, Shir ha Shirim, Cântico dos Cãnticos de Salomão fala do relacionamento que havia entre ele, o rei e sua amada, uma mulher sulamita, mas também fala, numa linguagem poética, sobre o מָּשִׁיחַ, Mashiach e sua קְּהִלָה, Kehilah ou sobre o noivo e a noiva. 

É interessante notar que o livro de Cântico dos Cânticos, no capítulo 5:1-7 apresenta a noiva sem condições de se apresentar ao noivo, por ela ainda não estar preparada, isto é, vestida com suas vestes nupciais e adornada com os devidos adornos (Yeshaia, Isaías 61:10; 62:5; Yrmiah, Jeremias 2:32). Confiram abaixo:

"Venho ao meu jardim, minha irmã, noiva minha, para colher a minha mirra com o meu bálsamo, para comer o meu favo com o meu mel, e beber o meu vinho com o meu leite. Comei, amigos, bebei abundantemente, ó amados. Eu dormia, mas o meu coração velava. Eis a voz do meu amado! Está batendo: 

Abre-me, minha irmã, amada minha, pomba minha, minha imaculada; porque a minha cabeça está cheia de orvalho, os meus cabelos das gotas da noite. Já despi a minha túnica; como a tornarei a vestir? já lavei os meus pés; como os tornarei a sujar? O meu amado meteu a sua mão pela fresta da porta, e o meu coração estremeceu por amor dele. 

Eu me levantei para abrir ao meu amado; e as minhas mãos destilavam mirra, e os meus dedos gotejavam mirra sobre as aldravas da fechadura. Eu abri ao meu amado, mas ele já se tinha retirado e ido embora. A minha alma tinha desfalecido quando ele falara. Busquei-o, mas não o pude encontrar; chamei-o, porém ele não me respondeu. Encontraram-me os guardas que rondavam pela cidade; espancaram-me, feriram-me; tiraram-me o manto os guardas dos muros." (Shir ha Shirim, Cantares 5:1-7).

- O noivo visita o seu jardim, pode significar o retorno do Mashiach a Terra, para encontrar-se com sua noiva nos ares (I Tessalonicenses 4:17), quando do arrebatamento da mesma.

- A noiva dormia, pode significar que uma parte da Kehilah de Yeshua ao tardar o noivo, ela então adormece espiritualmente, isto é, perde o fervor do primeiro amor (Revelação, Apocalipse 2:4) e dorme, como as cinco virgens loucas da parábola das dez virgens proferida por יֵשׁוּעַ, Yeshua.

- A noiva estar despida de suas vestes, pode significar que essa parte da Kehilah de Yeshua se despiu do seu caráter justo e santo, parecido com o de אַבְרָהָם, Avraham, com o de יִצְחָק, Itzchac e com o do מָּשִׁיחַ, Mashiach. Enfim, que ela se despiu de suas vestes espirituais de justiça e santidade, mas que precisa se revestir das mesmas, do contrário quando o noivo voltar ela estará se arriscando a não ser arrebatada, conforme ocorreu com as cinco virgens loucas da parábola já mencionada.

- A noiva não querer sujar mais seus pés, pode significar que essa parte da Kehilah de Yeshua tenha enriquecido na dimensão material e consequentemente desfruta de muita glória, exaltação diante dos homens. E por isso mesmo ela não quer anunciar mais a salvação aos pobres, pois não deseja se misturar mais com gente humilde, porque esse tipo de gente não tem nada de valor material para lhe oferecer e o seu dízimo é de valor insignificante. Mas que na dimensão espiritual essa parte da Kehilah de Yeshua tenha empobrecido (Revelação, Apocalipse 3:14-22) para com D'us.

- A noiva clamou pelo noivo, mas ele já tinha ido embora, pode significar que isso também ocorrerá com essa parte da Kehilah de Yeshua, assim como acorreu com as cinco virgens loucas, as quais também clamaram, mas já era tarde de mais.

- A noiva percorreu a cidade em busca do noivo, mas não o encontrou, de novo pode significar que essa parte da kehilah de Yeshua procurará por ele após o arrebatamento, mas também não o encontrará.

- E por último, o fato da noiva ter sido espancada pelos guardas, pode significar que essa parte da Kehilah de יֵשׁוּעַ, Yeshua passará pela tribulação. E consequentemente aqueles que pertencerem a ela serão perseguidos, torturados e alguns até mortos (Revelação, Apocalipse 6:9-11; 7:9,13,14) pelo governo do antimashiach.

Isso nos mostra dois tipos de seguidores do מָּשִׁיחַ, Mashiach:

1) Aqueles que ouvem as palavras de יֵשׁוּעַ, Yeshua e as obedecem.

2) E aqueles que ouvem as suas palavras, mas não as obedecem.

Vejam esses textos da הַבְּרִית הַחֲדָשָׁה, HaBrit ha Chadashah, Nova Aliança, que falam do relacionamento entre o noivo e a noiva: Mattiahu, Mateus 9:15; 25:1-13; I Keipha, I Pedro 3:3,4 e Revelação, Apocalipse 21:2,9; 22:17.

O מָּשִׁיחַ, Mashiach quer se casar sim, mas apenas com uma autêntica jovem parente de אַבְרָהָם אָבִינוּ, Avraham avinu, nosso pai Abraão, e que o caráter dela seja parecido com o dele. יֵשׁוּעַ, Yeshua não se casará com alguma moça que tenha seu caráter parecido com o das filhas dos cananeus (Bereshit, Gênesis 24:1-4), no tempo em que אַבְרָהָם, Avraham, Abraão buscava uma noiva para seu filho יִצְחָק, Itzchac, Isaac. 

Portanto, יֵשׁוּעַ, Yeshua virá buscar uma noiva que seja parente genuína de Avraham, não por ela ter apenas o DNA físico, mas principalmente por ter o DNA metafísico do patriarca, o qual qualifica essa noiva não apenas como uma parente genuína de Avraham, mas também como uma verdadeira filha de D'us (Romanos 8:15-17; 9:4; Gálatas 3:6,7,26; 4:5, etc.) pela fé nele, no מָּשִׁיחַ יֵשׁוּעַ, Mashiach Yeshua.

E todos aqueles que já desfrutam da Rainha Shabat ou da Era Messiânica, por receberem o Mashiach, se tornaram também na gloriosa noiva d'Ele, a kahal ou a grande companhia de redimidos pelo Seu precioso sangue.

E não existe nenhum texto das Escrituras em que o Eterno ordene que se mude o shabat para o primeiro dia (domingo) da semana.


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90 Razões para Guardar a Torá (Lei) do Eterno





Assistam esses vídeos e ouçam essas lindas músicas de Shabat:

Eis aqui a lindíssima canção Lekhah Dodi e também o que nos diz esse texto em inglês de um dos sites abaixo sobre a mesma e o Mashiach (Messias):



"Lecha dodi, likrat kallah; P'nei Shabbat, nekablah." This refrain concludes each of the nine stanzas of the hymn, in which Biblical phrases from the books of Shoftim, Yeshayahu, Yirmeyahu, and Tehillim are pieced together to create a liturgical mosaic. 

There is scarcely a phrase in the entire hymn which is not borrowed from the Hebrew Bible. Only the first two and the last stanzas relate to the Shabbat theme. The rest reflect the Jewish longing for redemption, which includes the restoration of Yerushalayim and the coming of the Mashiach. Each of these other six stanzas describe another stage in the process of redemption."




O Shabat sempre foi uma mitzvá, ordenança... Vejam no decálogo... O Eterno descansou nesse dia após ter criado todas as coisas, para dar o exemplo a nós... Contudo a observação ou não do Shabat não salva e nem condena a ninguém, pois como disse יֵשׁוּעַ, Yeshua o Shabat foi criado para o homem, ou seja, em benefício do mesmo e não o homem para o Shabat... 

Somos salvos pela graça de D'us mediante a fé e não por cumprir mitzvot, mas nem por isso devemos ignorá-las, antes pelo contrário devemos obedecer a D'us em tudo, pois Yeshua disse que os que o amam guardam, observam as mitzvot, ordenanças dele, as quais não são outras senão as mesmas da Torá... Pois ele disse que não veio revogar a lei proveniente da Torá.

"Lembra-te do dia de shabat (sábado), para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas o sétimo dia é o shabat do Senhor teu D'us. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia de shabat, e o santificou." (Shemot, Exodus 20:8-11).


Mais canções de Shabat:

Boi khalah



Shalom Aleikhem



Achei interessante essa mensagem abaixo e por isso a postei aqui:

"Mais uma semana que se finda, mais uma semana de labor, de estudos, de cansaço, de estresse, de tristeza, de alegrias. Mas B''H que depois desse turbilhão de sentimentos, dessa avalanche emocional e de todo esse cansaço, chegou o descanso !!! Chegou o Dia do Senhor, o "yom hakodesh" (o dia santo). 

Antes de entrarmos com alegria no shabat, devemos nos lembrar do Egito, de que lá não havia shabat, de que lá não havia um dia de descanso. Todos os dias era a mesma coisa: cortar palha, pisotear a palha na lama, formar tijolos. Carregar os tijolos, erguer paredes, erguer cidades.

Eis que HaShem, o Todo - Poderoso, tirou Seu povo Israel do Egito (que em hebraico é "Mitzraim" - lugar das aflições) com mão forte, através de Seu servo fiel Moshê (Moisés), e os conduziu até o deserto, até o Sinai, para do alto do monte entregar-lhes Sua santa Torá. Entre Seus mandamentos estava:

זכור את־יום השבת לקדשו

Zakhor 'et-yom hashabat leqadsho

Lembra-te do shabat para santificá-lo

Mas também em Devarim (Deuteronômio) 5.12, foi ordenado:

שמור את־יום השבת לקדשו

Shamor 'et-yom hashabat leqadsho

Guarda o shabat para santificá-lo

É por isso que em cada lar judaico (religioso), a cada anoitecer de sexta-feira (pois o dia judaico começa no anoitecer do dia anterior) duas velas são acesas, simbolizando "guardar e lembrar".

O Eterno havia dado ao Seu povo um dia inteiro, entre outros 6 para que descansasse e nele prestasse culto a Ele. O povo de Israel não sabia o que era um dia de descanso há 400 anos, e demorou para se acostumar a esse presente (Shemot - Êxodo 16.26-28), mas há muitos séculos o povo judeu reconhece e aceita esse presente, comemorando a cada semana a sua chegada. Yeshua comemorava também, os discípulos o faziam da mesma forma, e assim a cada shabat há júbilo nos lares judaicos."

Fonte: Tópico da comunidade Judaísmo Messiânico, no Orkut, que não existe mais.

Lehitraot.

פאולו וואלי ✡

Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פאולו - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valle / Valley / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):