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quarta-feira, 16 de agosto de 2023

A Kehilah de Yeshua





Obs: (Representação de Yeshua lendo a Haftarah, no livro do profeta Yeshayahu, (Isaías 61:1,2a) na celebração de Shacharit Shabat, numa sinagoga de Nazaré) - Lucas 4:16-21.

Na realidade o Judaísmo Messiânico nada mais é do que a própria kehilah (congregação) de Yeshua na sua forma original judaica, a qual foi fundada por judeus piedosos e observadores da Torah (instrução dada por D'us a Moshe, Moisés no Monte Sinai) e do judaísmo daquela época, o judaísmo bíblico.

 Portanto, a Kehilah original era da circuncisão ou a dos judeus. Mas com a entrada em massa dos gentios no seio da kehilah de Yeshua, então houve necessidade de um Concílio, o primeiro da Kehilah, em Jerusalém. (Atos 15).

Daí, houve então a primeira ruptura da Kehilah em dois grupos distintos:

O grupo da circuncisão e o grupo dos incircuncisos, ou o grupo dos judeus e o dos gentios.


Data e hora local em Israel




Todavia, em nossos dias o Eterno, o nosso D'us tem iniciado o processo de restauração da kehilah da circuncisão, a dos judeus, a qual foi absorvida pela kehilah dos gentios. E isso principalmente em conseqüência da diáspora causada pelo marechal Tito, do Império Romano, no ano 70 d.e.c.

E a congregação dos gentios em conseqüência de um afastamento cada vez maior das raízes judaicas se contaminou com o paganismo ficando por muitos séculos nas trevas espirituais, como todos nós sabemos.

Mas, nesses últimos dias o Eterno, nosso D'us também iniciou o processo da restauração das raízes judaicas no seio da Kehilah de Yeshua que pertence a ala dos gentios. 

Contudo, é evidente que não se deve obrigar os gentios a seguirem o judaísmo, seja ele tradicional ou messiânico, assim como não se deve obrigar os judeus a deixarem suas raízes ou suas vestes judaicas e se vestirem com vestes não judaicas, com a finalidade de serem aceitos numa cultura não judaica transformando-os em membros de igrejas evangélicas ou católicas.

 Não que para D'us isso faça alguma diferença, pois ha shaliach Shaul, o emissário Paulo é bem claro quando diz:

"Para nós, que recebemos Yeshua ha Mashiach, o Eterno não faz diferença estar circuncidado ou não. O que importa é a fé que se traduz por atos realizados com o amor de D'us." (Gálatas 5:6).

Porque os que estão em Yeshua já foram transformados em novas criaturas, as quais são superiores a judeus e a gentios, pois D'us fez dos dois povos um outro (Efesios 2:14-18) bem mais excelente, superior, não da terra, mas do céu.

 Somos cidadãos celestiais com uma importante vocação — de embaixadores da parte do Mashiach, para promover a reconciliação do ser humano com D'us, pelo sacrifício único, mas perfeito, suficiente e eterno de Yeshua. (2 Corintios 5:20).

Contudo, D'us respeita a cultura dos povos, pois todas as nações pertencem a Ele, e Ele não obriga a ninguém deixar sua nacionalidade para ter o Mashiach Yeshua.

Exemplo:

Um africano quando recebe Yeshua como seu Salvador ele não precisa abandonar sua nacionalidade. Apenas ele passa a ser um africano salvo. Assim também acontece com outras pessoas de outras nacionalidades e com os judeus não pode ser diferente, por isso anunciamos aos judeus o Mashiach original, isto é, um judeu que nasceu, passou por brit milah, circuncisão, fez bar mitzvah aos doze anos de idade, viveu, morreu e ressuscitou como tal.

Veja abaixo essa linda foto da Sinagoga do Recife - Brasil:



Os gentios estão proibidos de serem soberbos contra os judeus porque:

Ha shaliach Shaul, o emissário Paulo fala claramente que os gentios foram enxertados na oliveira verdadeira, a qual representa a família (povo) de D'us, cujo ascendente principal é o judeu Yeshua ha Mashiach, o Filho de D'us, o Primogênito, o Princípio da Criação de D'us, a Raíz de Jessé, o Renovo e também a própria Raíz e o Caule dessa oliveira, donde vem a seiva para todos os ramos naturais (judeus) e para todos os ramos não naturais (gentios). (Isaías 11:10; 53:2; Romanos 11:16-26,32; 15:12; Apocalipse 22:16).

Yeshua é a RAÍZ e o CAULE dessa oliveira, mas ele não é a árvore como um todo. Porque a outra parte dessa árvore é composta pelos ramos naturais (os judeus) e pelos ramos não naturais (os gentios), os enxertados.

A Menorah ou candelabro que ficava no Santo Lugar, dependência do מִּשְׁכָּן, Mishkan, Tabernáculo e posteriormente do בית המקדש, Beit ha Mikdash, Templo era em formato de árvore. E D'us ordenou que nela fossem desenhadas flores e frutos (maçãs) em alto-relevo (Shemot, Êxodo 25:31-40), com o objetivo de que a mesma simbolize uma árvore.

 E essa Menorah representa Yeshua ha Mashiach e seu povo iluminando o mundo, pois ele mesmo disse ser a Luz do Mundo. E para os seus discípulos ele disse também que eles são a luz do mundo. Sendo assim, Yeshua é a base (Raíz) e a haste central (Caule) da Menorah (árvore) e os seus discípulos (kehilah) são as seis hastes laterais (os ramos naturais e os não naturais). 

Os discípulos brilham com a luz de Yeshua e dão fruto com a seiva dele também, pois nenhuma haste pode brilhar de si mesma se não estiver ligada na haste central da Menorah e também nenhum ramo pode dar fruto de si mesmo se não estiver ligado ao caule da árvore. (Yochanan, João 15:1-8; Romanos 11:11-32).

Além disso os gentios estão proibidos de serem soberbos contra os judeus, porque pertencem aos mesmos o seguinte:

1) "A adoção de filhos," (Romanos 9:4)

2) "A glória," (Romanos 9:4)

3) "Os concertos," (Romanos 9:4)

4) "A lei," (Romanos 9:4)

5) "O culto," (Romanos 9:4)

6) "As promessas;" (Romanos 9:4)

7) "Deles são os patriarcas, e deles, no que respeita à ascendência física, procedeu o Messias, que está acima de todos. Louvado seja Adonai para sempre! Amen." (Romanos 9:5).

A tradução do texto acima de Romanos 9:5 é a mesma do Novo Testamento Judaico de David H. Stern, na língua portuguesa.

E eis aqui esse texto de Romanos 9:5 em inglês por David H. Stern:

"the Patriarchs are theirs; and from them, as far as his physical descent is concerned, came the Messiah, who is over all. Praised be ADONAI for ever! Amen."

Texto hebraico de Romanos 9:5 do site Kirjasilta:

אִגֶּרֶת שָׁאוּל אֶל הָרוֹמִים פֶּרֶק ט

5 לָהֶם הָאָבוֹת, וּמֵהֶם, מִצַּד יִחוּסוֹ הָאֱנוֹשִׁי, הַמָּשִׁיחַ שֶׁהוּא מֵעַל כֹּל, אֵל מְבֹרָךְ לְעוֹלָמִים. אָמֵן.

Yeshua está acima de todos, conforme consta em Romanos 9:5, porque:

"E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. 

Pelo que também יהוה ,אֱלֹהִים ,אֵל, D'us o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Yeshua se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Yeshua ha Mashiach (O Salvador Ungido) é o אָדוֹן, Adon, Senhor, לִכְבוֹד אֱלֹהִים הָאָב, para glória de D'us, o Pai." (Filipenses 2:9-11).

Texto de Filipenses 2:9-11 do site Café Torah:

אִגֶּרֶת שָׁאוּל אֶל הַפִילִיפִּים פֶּרֶק ב

9 עַל־כֵּן הִגְבִּיהוֹ הָאֱלֹהִים מְאֹד וַיִּתֵּן־לוֹ שֵׁם נַעֲלֶה עַל־כָּל־שֵׁם׃ 10 אֲשֶׁר בְּשֵׁם יֵשׁוּעַ תִּכְרַע כָּל־בֶּרֶךְ אֲשֶׁר בַּשָּׁמַיִם וּבָאָרֶץ וּמִתַּחַת לָאָרֶץ׃ 11 וְכָל־לָשׁוֹן תּוֹדֶה כִּי אָדוֹן יֵשׁוּעַ הַמָּשִׁיחַ לִכְבוֹד אֱלֹהִים הָאָב׃

Texto de Filipenses 2:9-11 do site Kirjasilta:

אִגֶּרֶת שָׁאוּל אֶל הַפִילִיפִּים פֶּרֶק ב

9 עַל כֵּן הִגְבִּיהוֹ אֱלֹהִים מְאֹד וְנָתַן לוֹ אֶת הַשֵּׁם הַנַּעֲלֶה עַל כָּל שֵׁם, 10 לְמַעַן תִּכְרַע בְּשֵׁם יֵשׁוּעַ כָּל בֶּרֶךְ, בַּשָּׁמַיִם וּבָאָרֶץ וּמִתַּחַת לָאָרֶץ, 11 וְכָל לָשׁוֹן תּוֹדֶה כִּי יֵשׁוּעַ הַמָּשִׁיחַ הוּא הָאָדוֹן, לְתִפְאֶרֶת אֱלֹהִים הָאָב.

Texto hebraico de Romanos 9:5 do site Café Torah:

אִגֶּרֶת פּוֹלוֹס הַשָּׁלִיחַ אֶל־הָרוֹמִיִּים פֶּרֶק ט

5 וְלָהֶם הָאָבוֹת וּמֵהֶם יָצָא הַמָּשִׁיחַ לְפִי בְשָׂרוֹ אֲשֶׁר־הוּא אֱלֹהִים עַל־הַכֹּל מְבֹרָךְ לְעוֹלָמִים אָמֵן׃

E abaixo segue a tradução desse texto de Romanos 9:5 para o português:

"...deles são os patriarcas, e deles descende o Messias segundo a carne, o qual é אֱלֹהִים, Deus sobre todos bendito pelos séculos. Amen." (Romanos 9:5).

Eis aí a explicação para essa outra hipótese na tradução desse versículo acima de Romanos:


“... por isso DEUS (Elohim/Divino/Yeshua), o Eloheykha, o teu D'us (יהוה/Eterno) te ungiu com óleo de alegria mais do que aos teus companheiros”. (Salmo 45: 6,7 ou versos 7 e 8 no Tanach).

"Que, sendo em forma de אֱלֹהִים, Deus, não teve por usurpação ser igual a אֱלֹהִים/יהוה, D'us." (Filipenses 2:6).

Todavia, como אֱלֹהִים, Elohim (Deus ou Divino) Yeshua deve ser honrado, glorificado, amado, louvado e reverenciado. (Apocalipse 3:12).

Porque em Yeshua habita corporalmente toda a plenitude da Divindade (Colossenses 2:9), pois ele tem o DNA do Pai (יהוה), ele é o Seu filho legítimo, enquanto nós fomos apenas adotados.

Portanto, seja qual for a interpretação desse versículo 5 (cinco) do capítulo 9 (nove) da carta de Shaul, Paulo aos crentes de Roma em nenhuma das hipóteses Yeshua deve ser confundido com D'us, o Pai, conforme acabei de provar.

E por esses sete motivos acima mencionados, então os gentios estão proibidos de serem soberbos contra os judeus e também de se voltar contra as raízes judaicas, onde a kehilah (congregação) de Yeshua foi formada, ao contrário disso, a ala da kehilah de Yeshua pertencente aos gentios deve sim restaurar suas raízes judaicas e voltar a ser como a kehilá original, onde judeus e gentios congregavam juntos celebrando as festas bíblicas e guardando as mitzvot da Torah, enfim observando o judaísmo bíblico. Pois Yeshua quer se casar, mas com uma noiva autêntica. 

Embora, Yeshua prove seu amor por sua noiva pertencente a ala gentílica da sua kehilah, ainda que esta antes de ter um compromisso com ele não tivesse nenhuma raiz judaica, mas que agora movida pelo amor e submissão ao seu noivo judeu passa a amar e ser submissa também ao seu D'us (יהוה), bem como a amar o seu povo, as suas raízes e as tradições do mesmo. 

Porque Yosseph, José durante toda sua vida que passou no Egito, após ter sido vendido por seus próprios irmãos foi um tipo do Messias, o qual seria rejeitado pela maioria dos seus próprios irmãos, do seu povo, mas que seria luz para os gentios e que teria uma noiva gentia, a ala de sua kehilah pertencente aos goim, gentios. 

E esse Yosseph, José casou–se com Azenate, uma gentia filha de Potífera, sacerdote de um ídolo egípcio, que também não tinha nenhuma raiz do povo hebreu. Tudo isso sendo um ato profético de que o Messias também seria noivo e por fim se casaria com uma gentia, a parte gentílica de sua kehilah. 

Maiores detalhes sobre as duas vindas de Yeshua à terra - uma como sendo ben Yosseph, filho de José e outra como ben David, filho de David são apresentados num outro tópico desse mesmo blog denominado de "Objetivos das duas vindas do Mashiach à terra."

Veja o exemplo de amor de uma gentia chamada Rute, pela sua sogra judia Noemi, pelo povo israelita e também pelo seu D'us (יהוה):

Rute era uma gentia moabita, esposa de um israelita filho de uma judia chamada Noemi, após ter ficado viúva e aconselhada por sua sogra Noemi para voltar a viver entre os moabitas e também servir aos seus deuses disse para sua sogra o seguinte:

“Respondeu, porém, Rute: Não me instes a que te abandone e deixe de seguir-te. Porque aonde quer que tu fores, irei eu; e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo será o meu povo, o teu D’us (יהוה) será o meu D’us.”
(Rute 1:16).


Todavia, "...nem todos os que são de Israel são israelitas; nem por serem descendência de Abraão são todos filhos; mas: em Isaque será chamada a tua descendência. Isto é: não são os filhos da carne que são filhos de D'us, mas os filhos da promessa são contados como descendência." (Romanos 9:6-8).

Esperamos que isso seja suficiente para que você, amigo leitor, caso ainda não tenha essa visão do judaísmo messiânico possa então tê-la, ainda que de forma não tão nítida, mas que pelo menos seja como o brilho de uma pequena luz que irá aumentando até que não haja mas nenhuma nuvem escura impedindo-lhe de ter a visão completa do mesmo.

E por último, eis aqui um texto do profeta Isaías profetizando como será a relação entre gentios e israelitas no caminhar na presença do nosso Pai celestial durante o período da Era Messiânica:

"Muitos povos irão e dirão: “Venha, vamos subir ao monte de יהוה (ADONAI/SENHOR/ETERNO), à casa do Elohim (Poderoso) de Ya'akov (Jacó)! Ele nos ensinará seus caminhos, e nós andaremos em seus caminhos”. Pois de Tziyon (Sião) sairá a Torá (Instrução/Lei), a palavra de ADONAI de Yerushalayim (Jerusalém)." (Isaías 2:3)

Acesse esse lindo vídeo e veja essas fotos de algumas das mais belas sinagogas da cidade de Nova York e ouça também essas lindíssimas canções judaicas.


Lehitraot.

פאולו וואלי ✡

Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פאולו - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valle / Valley / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):

terça-feira, 25 de agosto de 2020

O Santíssimo Lugar do Tabernáculo Era na Realidade Uma Maquete da Nova Jerusalém

 


O Mishkan, Tabernáculo e o Beit HaMikdash, Templo eram divididos em três dependências:

1) O Santíssimo Lugar — Simbolizando a Nova Jerusalém, pois o Tabernáculo que Moisés viu no monte (Êxodo 26:30 / Hebreus 8:5) numa visão futurista não era outra coisa senão a Yerushalayim HaChadashah ou a Nova Jerusalém, a habitação do Sumo Sacerdote e Rei Yeshua Hamashiach e dos redimidos dentre judeus e gentios em corpos glorificados (Apocalipse 5:5-10);

2) O Santo Lugar — Simbolizando a Terra Prometida habitada pelos israelitas de corpos carnais, porém transformados na perfeição do corpo de Adão antes de pecar, os quais comporão o futuro Estado de Israel, a Nação Santa e Um Reino Sacerdotal (Êxodo 19:6);

3) E o Átrio — Simbolizando as nações habitadas como sempre pelos goyim, gentios, porém agora só pelos que forem salvos no final do Milênio, os quais continuarão com corpos carnais, mas restaurados ao corpo perfeito de Adão antes de pecar (Apocalipse 21:24, 26).


— A Nova Jerusalém descerá do céu para habitar na nova terra ou na terra renovada. (Revelação, Apocalipse 21:2,3).

— As nações andarão na luz da cidade santa e os reis da terra levarão para ela toda honra e glória. (Revelação, Apocalipse 21:24,26).

— O Messias com os redimidos reinarão na terra sobre a humanidade para todo sempre. (Revelação, Apocalipse 22:5).

— E por último, Yeshua ha Mashiach, o Salvador Ungido entregará o Reino a D'us, ao Pai depois que todas as coisas estiverem sujeitas a ele (Tehilim, Salmos 110:1,2), então o próprio Filho se sujeitará àquele (יְהוָה) que todas as coisas lhe sujeitou, para que D'us seja tudo em todos. (1 Corintios 15:24-28).

Data e hora local em Israel


Eis aqui um grande סוד, sod, segredo ou mistério da revelação:

Existe uma profecia sobre o povo de Israel dizendo que o mesmo será um Reino de Sacerdotes e uma Nação Santa (Shemot, Êxodo 19:6 - Parashah יִתְרוֹ, Yitro; Yeshayah, Isaías 61:6; 62:12), mas ela ainda não se cumpriu.

וְאַתֶּם תִּהְיוּ-לִי מַמְלֶכֶת כֹּהֲנִים, וְגוֹי קָדוֹשׁ:

"Ve atem tihiu-liy mamelekhet kohanim ve goy cadosh."

"E vós sereis para mim (יְהוָה) um Reino Sacerdotal e uma Nação Santa..." (Shemot, Êxodo 19:6 - Parashah יִתְרוֹ, Yitro).

וְאַתֶּם, כֹּהֲנֵי יְהוָה תִּקָּרֵאוּ--מְשָׁרְתֵי אֱלֹהֵינוּ, יֵאָמֵר לָכֶם; חֵיל גּוֹיִם תֹּאכֵלוּ, וּבִכְבוֹדָם תִּתְיַמָּרוּ.

"E vós sereis Sacerdotes do Senhor (יְהוָה/Adonai), e vos chamarão Ministros de Nosso D'us; comereis a abundância das nações, e na sua glória vos gloriareis." (Yeshayah, Isaías 61:6).

וְקָרְאוּ לָהֶם עַם-הַקֹּדֶשׁ, גְּאוּלֵי יְהוָה; וְלָךְ יִקָּרֵא דְרוּשָׁה, עִיר לֹא נֶעֱזָבָה.

"E lhes chamarão: Povo Santo, remidos do Senhor (יְהוָה); e tu (Filha de Sião) serás chamada a Procurada, a cidade não desamparada." (Yeshayah, Isaías 62:12).

Nesse último versículo, o termo עַם-הַקֹּדֶשׁ, Am HaCódesh, o Povo Santo se refere mesmo a Israel, pois ainda não será nessa época (Milênio) que se cumprirá completa e definitivamente a profecia de Israel como מַמְלֶכֶת כֹּהֲנִים, וְגוֹי קָדוֹשׁ, "um Reino Sacerdotal e uma Nação Santa", conforme se encontra em Shemot, Êxodo 19:6 - Parashah יִתְרוֹ, Yitro.

Portanto, essa profecia se cumprirá parcial e temporariamente durante o Reinado Milenar do Mashiach sobre a Terra, porque nesse período o בֵּית הַמִקְדָּשׁ, Beit ha Mikdash, Templo ainda será uma maquete do verdadeiro e o seu ofício ainda será temporário também (Yvrim, Hebreus capítulos 7, 8, 9 e 10) até que a Nova Jerusalém desça sobre a Terra. (Revelação, Apocalipse 21:1,2). Então, ela se cumprirá completa e definitivamente na eternidade, ou seja, após o Milênio. 

Eis aqui alguns detalhes dos ofícios sacerdotais nas dependências do Tabernáculo e posteriormente também do Templo de Salomão e como há de ser no futuro e por toda a eternidade:

1) Santíssimo Lugar — O qual tinha o mesmo formato de um cubo, formato idêntico ao da Nova Jerusalém. Era nele que a שכינה, Shekhinah, Presença e a כְבוֹד, Kevod, Glória de D'us habitavam. Em Ap. 21:3 diz que a Nova Jerusalém é o מִשְׁכַּן, Mishkan habitação de D'us, a qual descerá sobre a terra.

No Santíssimo Lugar só o כֹּהֵן גָּדוֹל, Cohen Gadol, Sumo Sacerdote entrava com o sangue do bode expiatório no יום כיפור, Yom Kipur, Dia do Perdão para fazer a כפרה, kaparah, expiação, primeiramente pelos seus próprios pecados e depois pelos pecados do povo e isso apenas uma vez no ano. 

Ele era um tipo do כֹהֵן לְעוֹלָם, Cohen LeOlam, Sacerdote Eterno Segundo a Ordem Sacerdotal de Melquisedeque (Tehilim, Salmos 110:4), o כֹּהֵן גָּדוֹל לְעוֹלָם, Cohen Gadol LeOlam, Sumo Sacerdote Eterno, o Mashiach, o qual faria a כפרה, kaparah, expiação, através do seu próprio sangue, mas somente pelos pecados do povo, pois o Messias nunca pecou.

2) Santo Lugar — Era onde os sacerdotes tinham acesso livre.

3) Átrio — Era mais para os demais membros da tribo de Levi, mas o povo de Israel também tinha acesso a ele. (No Beit HaMikdash, Templo havia também o Átrio dos goyim, gentios).

Do lado de fora do Santuário ficavam as outras tribos.

E fora dos limites de Israel ficavam as nações, os goyim.

Isso tudo era uma miniatura do que será na eternidade, vejamos agora qual será a disposição geográfica dos habitantes da nova terra:

Na nova terra os limites da Terra Prometida por D'us a Israel finalmente serão dados ao povo do Altíssimo. Sendo assim, as proporções serão bem maiores que as de hoje, do contrário a Nova Jerusalém não poderia descer sobre Israel. Pois bem, vejamos então como Israel e as nações ficarão estabelecidos sobre essa nova terra:

1) Santíssimo Lugar — A Nova Jerusalém habitada pelo Rei dos reis e seus assessores, os reis e sacerdotes (Revelação, Apocalipse 5:9,10) segundo a Ordem Sacerdotal de Melquisedeque, os quais terão um corpo metafísico ou glorificado. E nesse lugar só eles terão acesso.

2) Santo Lugar — A nação de Israel, composta de todas as tribos, incluindo a de Levi dentro dos limites da Terra Prometida formando um Reino de Sacerdotes e um Povo Santo, os quais continuarão com esse corpo carnal, mas totalmente redimido e restaurado com a perfeição do corpo de Adão antes do pecado. 

Nessa época o ofício sacerdotal deles será um pouco diferente do ofício dos levitas do Antigo Pacto. Porque algumas coisas da Ordem Sacerdotal Levita só serão necessárias até que o Sacerdócio Perfeito do Mashiach e de sua Kehilah esteja funcionando plenamente na Nova Jerusalém, no Novo Céu e na Nova Terra. (Yvrim, Hebreus capítulos 7, 8, 9 e 10). 

E por isso mesmo D'us já mostrava aos cohanim, sacerdotes durante o período de 40 anos que antecedeu a destruição do Beit ha Mikdash, Templo, através das coisas que sucederam com relação ao Templo, descritas no Talmud, no Tratado Yomá 39b, que no futuro, isto é, no Novo Céu e na Nova Terra já não serão necessários tais sacrifícios, pois nem mesmo haverá um Templo construído para isso. (Revelação, Apocalipse 21:22).

3) Átrio — Os Goyim, as Nações (fora dos limites de Israel como as doze tribos ficavam fora do Templo), os quais poderão visitar a Israel, o Reino de Sacerdotes e Povo Santo e trazerem sua honra e glória para a Cidade Santa, a Yerushalaim ha Chadashah, Nova Jerusalém. 

E assim os goyim, gentios serão incluídos na vida de Israel, do Reino de Sacerdotes e Povo Santo, pois necessitarão de seu sacerdócio para serem abençoados, como Israel necessitava do sacerdócio levita. Os quais também continuarão com esse corpo carnal.

As nações enviarão representantes ao estado de Israel com as seguintes finalidades:

a) Adorar a D'us, Adonai Eloheinu Adonai echad, Senhor Nosso D'us Senhor único.

b) Reverenciar o Cordeiro, Yeshua ha Mashiach Melech Yisrael, Salvador Ungido Rei de Israel.

c) E dizimar ao Reino de Sacerdotes e Povo Santo, a nação de Israel.

E com isso D'us estará cumprindo com o que disse sobre a Tribo Sacerdotal Levita, isto é, que a mesma exerceria o sacerdócio perpetuamente (Shemot, Êxodo 40:15 - Parashah פְקוּדֵי, Pecudei), pois nessa época os levitas terão seu sacerdócio unificado com as outras tribos de Israel e ampliado, ou seja, para exercer o seu sacerdócio eternamente sobre as nações, mas habitando no Lugar Santo, isto é, dentro das fronteiras da Terra Prometida, conforme já mencionado acima, ainda que esse sacerdócio continue sendo em caráter simbólico ao Sacerdócio Segundo a Ordem de Melquisedeque, o do Mashiach e de seus redimidos, aqueles que foram comprados para D'us de toda a tribo, e língua, e povo, e nação, para serem reis e sacerdotes, os quais habitarão no Santíssimo Lugar, na Nova Jerusalém. (Revelação, Apocalipse 5:9,10).

Certamente o Sacerdócio Levita sofrerá algumas modificações nessa época, conforme já mencionado acima, mesmo porque não será somente a tribo de Levi que exercerá o sacerdócio simbólico ao Sacerdócio do Mashiach e de sua Kehilah, mas também todas as demais tribos de Israel. 

E assim se cumprirá a profecia de que Israel será um Reino de Sacerdotes e um Povo Santo. (Shemot, Êxodo 19:6 - Parashah יִתְרוֹ, Yitro; Yeshayah, Isaías 61:6; 62:12).

Vale lembrar que durante o Milênio, isto é, o Reinado do Mashiach sobre a Terra e a partir de Jerusalém, cidade onde estará o seu trono, o Beit HaMikdash, Templo ocupará o mesmo local do primeiro Templo construído pelo Rei Shlomô, Salomão.

Vejam nesse link o tópico sobre "A reconstrução do Templo e o retorno dos sacrifícios", que ocorrerá possivelmente antes do retorno do Mashiach e que será usado durante todo Milênio.

E somente após o Milênio e o Juízo Final é que a Nova Jerusalém descerá sobre a Nova Terra. Então, só nessa época é que haverá a ampliação das dimensões do Templo, o qual na sua amplitude na verdade foi simbolizado pelo Mishkan, Tabernáculo e posteriormente pelo Beit HaMikdash, Templo, mas estes em dimensões menores, como sendo as maquetes do verdadeiro.

Efraim e Manassés juntamente com as outras tribos herdaram a Terra Prometida aos patriarcas. Isso é uma profecia sobre a Kehilah de Yeshua, que é composta de judeus e gentios, a qual na eternidade habitará juntamente com os israelitas na Terra Prometida a eles, sendo que a Kehilah de Yeshua estará dentro da Yerushalaim ha Chadashah, Nova Jerusalém e os israelitas, os judeus estarão à sua volta e à volta deles os goyim, as nações. 

Que enxerto maravilhoso é esse dos goyim, gentios na oliveira, na Kehilah de Yeshua, na família de D'us (Efesios 2:11-22, Romanos 11), no Seu Reino e na Casa de Israel!

Limites das três dependências do Templo na eternidade:

1) Santíssimo Lugar — Nova Jerusalém, cujo limite será estabelecido pelo muro da cidade.

2) Santo Lugar — Local da habitação de Israel, o Reino de Sacerdotes e Povo Santo, cujo limite será do muro da Nova Jerusalém até as fronteiras do mesmo com as nações, os goyim, gentios.

3) Átrio — Local da habitação das nações, os goyim, gentios, cujo limite será desde as fronteiras de Israel até os confins da Terra.

Portanto, as dimensões do novo Beit HaMikdash, Templo ocuparão todo o Planeta. Por isso em Revelação, Apocalipse 21:22 Yochanan, João diz que nela (Nova Jerusalém) não havia Templo, porque o seu Templo é o Adonai Elohei Tzvaot ve ha Seh, Senhor D'us dos Exércitos e o Cordeiro, porque a שכינה, Shekhinah, Presença e a כְבוֹד, Khevod, Glória de ambos estarão por toda a cidade como acontecia quando a כְבוֹד יְהוָה, Khevod Adonai, Glória de HaShem descia sobre o Templo. (2 Crônicas 7:1-3).

הִנֵּה מִשְׁכַּן אֱלֹהִים עִם־בְּנֵי הָאָדָם, "

...Eis aqui o Mishkan, Tabernáculo, a habitação de D'us com os filhos de Adão..." (Revelação, Apocalipse 21:3).

É interessante notar nesse versículo acima que o Santíssimo Lugar do מִשְׁכַּן, Mishkan, Tabernáculo é a própria Nova Jerusalém, a qual será habitada somente pela Corte Real, a saber: Pelo Nosso D'us (Adonai echad), o Seu Filho Yeshua ha Mashiach e os redimidos, os reis e sacerdotes comprados da Terra (Revelação, Apocalipse 5:9,10), os ramos naturais (JUDEUS) e os não naturais (GENTIOS) da oliveira, que não mais estarão com esse corpo carnal, mas com um corpo glorificado ou metafísico. 

E os filhos de Adão mencionados nesse mesmo versículo referem-se a todos aqueles (judeus e gentios) que estarão para sempre com esse corpo carnal habitando em volta do מִשְׁכַּן, Mishkan, do Tabernáculo ou da Nova Jerusalém, a "Cidade Palaciana", no Novo Céu e na Nova Terra.

Na realidade o Beit HaMikdash, Templo sempre apontou para o Reino de D'us, o qual algum dia ocupará toda a Terra, porque não apenas os seres humanos deveriam ser resgatados, mas também todo o Planeta e toda criação. (Romanos 8:19-23).

E assim se cumprirão inúmeras profecias sobre o Reino de D'us vencendo todos os demais reinos que estão em oposição a D'us, ou seja, o reino dos anjos maus (HaSatan e seus anjos) e os reinos dos homens que caíram em desobediência a Ele.

 A visão que o profeta Daniel teve do Ancião de Dias (D'us, o Pai), daquele que está assentado sobre o seu trono de chamas de fogo, o qual entregava ao Filho do Homem, ao Mashiach o domínio e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu Reino o único que não será destruído. (Daniel 7:9,10,13-18).
       
Um forte abraço e sempre em Yeshua ha Mashiach Melech ha yehudim.

Lehitraot.

פאולו וואלי ✡ Paul Valley 

Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פאולו - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valle / Valley / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):


domingo, 27 de setembro de 2009

Judeus Usam Galinhas Para Expiar Pecados Antes de Yom Kippur



Judeu ortodoxo segura uma galinha durante as celebrações do יום כיפור, Yom Kipur, Dia do Perdão, na cidade de Ashdod, Israel.


Data e hora local em Israel



Shalom chaverim, paz amigos!

Eis aqui uma notícia sobre o Yom Kipur comemorado pelos judeus ortodoxos nesse ano de 5770, quando eles providenciavam as כפרות, kaparot, expiações pelos seus pecados:

"Esta é minha mudança, este é meu substituto, esta é minha expiação", murmuram os fiéis judeus enquanto dão três voltas por cima de suas cabeças com um animal que, minutos depois, é morto como forma de expiar os pecados. No ritual das Kaparot, uma expiação simbólica dos pecados, milhares de galos e galinhas são degolados em Israel para lembrar os judeus que, a qualquer momento, Deus pode tirar a vida como forma de compensação por seus pecados.

As mulheres usam galinhas; os homens, galos; e as grávidas, um exemplar de cada um. As Kaparot são vividas nos dias anteriores ao Yom Kippur, a data mais solene do judaísmo, destinada ao arrependimento e ao pedido de perdão.

"Neste momento do ano, que é nosso Ano Novo Judaico (Rosh Hashana), uma das coisas que fazemos é começar uma vida nova e refletir sobre o que fizemos no passado", explica o judeu de origem americana Menachen Persoff antes de fazer suas Kaparot.

"Pegamos uma galinha e dizemos: ''Em vez de que eu seja castigado e destruído neste mundo, deixe que seja esta galinha''. E então temos que pensar que, quando essa galinha morre, poderíamos ter morrido em seu lugar", acrescenta.

Para Persoff, as Kaparot são uma oportunidade para "ser uma pessoa melhor, pensar nas coisas que fizemos de errado e fazer as coisas de um jeito melhor no futuro".

Depois que a ave escolhida - que deve ser branca, para simbolizar a purificação do pecado - é girada sobre a cabeça, o animal é degolado com um rápido e certeiro movimento com uma faca afiada cuja lâmina não pode ter a menor fenda, seguindo os preceitos judeus do "kashrut".

Os penitentes costumam doar as aves mortas para a caridade se têm uma boa situação econômica. Caso contrário, as levam para comer em casa.

Alguns criticam os que comem ou doam as aves aos pobres ao entender que os pecados de quem toma parte no ritual foram transferidos ao animal e, portanto, este não deve ser comido.

Após o ritual, as vísceras das aves devem ser colocadas em algum lugar onde possam servir de alimento a outros pássaros, a fim de demonstrar piedade em relação a todas as coisas vivas.

"Nas Kaparot, rezamos para ser perdoados. Nos mostramos envergonhados diante de Deus e lembramos que ele pode nos tirar a vida, mas nos dá a oportunidade de pedir perdão", aponta a judia ultraortodoxa Devorah Leah.

Para ela, esta tradição ajuda a "pensar com mais profundidade" sobre si mesmo e seus atos. Na antiguidade, as Kaparot eram feitas com cabras, o que deu origem à expressão "bode expiatório".

Hoje em dia, mamíferos não são usados, mas se não é possível ou não se quer usar galinhas ou galos, estes podem ser substituídos por qualquer outra ave, exceto pombos - para não lembrar os ritos de sacrifício no templo -, ou mesmo por um peixe.

Também são muitas as famílias que fazem as Kaparot com dinheiro que depois é doado aos pobres. O fato de os rabinos permitirem que o rito seja celebrado sem necessidade de matar animais é o principal argumento das organizações defensoras dos animais contra esta prática, que consideram como cruel e abusiva.

"Muitos religiosos argumentam que não há motivo para fazê-lo com dinheiro quando se pode matar uma galinha, porque estas não sofrem.

Mas isso não está certo. Todo mundo sabe que os animais têm sentimentos e querem viver, igual a nós", diz Gene Peretz, uma jovem estudante vegetariana que se manifesta em Jerusalém contra o uso de animais vivos nas Kaparot.

Frente a esta postura, os seguidores da tradição, como Leah, argumentam que "os animais estão na terra para ser utilizados pelos seres humanos, sempre que seja de modo correto", e que comer "os animais que Deus nos deu é uma forma de fazer com que o mundo seja mais espiritual".

Fonte: Site Terra.


E nesse vídeo abaixo podemos ver alguns judeus ortodoxos em Jerusalém durante o יום כיפור, Yom Kipur, Dia do Perdão praticando também a כפרה, kaparah, expiação dos seus pecados, segundo eles:


Vejam como os judeus ortodoxos estão completamente equivocados em sacrificar às vesperas do Yom Kipur, Dia do Perdão já que a Torah e o Tanakh declaram explicitamente que só no מקום, makom, lugar, Jerusalém e no בית המקדש, Beit ha Mikdash, Templo se pode sacrificar. (Dt 12:5,6,11,13,14,18,26,27; 14:24-26; 16:2; 31:11; Js 8:1; 1 Rs 8:29,30; 9:3; 2 Cr 7:12-16). E uma vez que o Templo ainda não foi reconstruído, então isso é caracterizado como uma desobediência a Torah.

E vejam também esse interessante artigo:

"O Talmud afirma:

"Não há יום כיפור, Yom Kipur sem sangue." (Yomá 5a)

Toda a Torá aponta para essa forma de resgate: o resgate dos primogênitos, ocorrido em Pesach, em que o sangue de um cordeiro perfeito era passado nas portas, impedindo a morte dos primeiros filhos hebreus. As constantes ofertas pelo pecado, que envolviam derramamento de sangue de diversos animais. A expiação máxima da culpa, ocorrida em יום כיפור, Yom Kipur, em que um bode era degolado e seu sangue aspergido sobre o povo, liberando-o de toda culpa e outro enviado ao deserto, para morrer.

O Talmud nos conta que:

"Durante os quarenta anos antes da destruição do Segundo Templo, a sorte* escrita ‘Para o Senhor’ não vinha mais na mão direita do Cohen Gadol (Sumo Sacedote), nem o fio vermelho** ficava branco, nem a lâmpada ocidental da Menorá do Templo permanecia acesa e as portas do Santuário abriam por si só" (Yomá 39b).

*A sorte para o Senhor é uma referência ao texto de Lv 16.6-9. Ao bode que seria para expiação do povo. Havia um sorteio e por um sinal de D'us saía 'Goral LaHaShem', mas neste período isto não acontecia mais. Sinal que D'us não estava mais recebendo as ofertas pelo pecado, pois o Mashiach Yeshua se ofereceu como perfeito sacrifício pelo pecado. Exatamente neste período de 40 anos antes da destruição do Templo, aproximadamente no ano 30 d.e.c. ** O fio vermelho era o fio de escarlate que perdia sua cor (ficando branco) como sinal de aceitação de D'us à oferta de Israel. Este fenômeno também não acontecia mais."

Fonte:


Referências:




Tradução em português pelo site Google: Capítulo 13: A Necessidade de um Novo Testamento

Conclusão:

A explicação que se pode dar sobre as portas do Beit ha Mikdash, Templo se abrirem por si só, conforme descreve o texto de Yomá 39b refere-se ao fato do sacrifício do Mashiach ter sido aceito pelo Eterno nosso D'us, porque no exato momento em que ele morreu o véu do Templo foi rasgado de alto a baixo, dando acesso aos pecadores até a presença do Eterno, pela expiação de seus pecados, através do sangue do Cordeiro de D'us que tira o pecado do mundo. (Isaías 53:7).

Yeshua foi crucificado às 09:00h do dia 14 de Nissan, numa quarta-feira do ano 30 (d.e.c.) e permaneceu na cruz algum tempo após às 15:00h do calendário civil (hora nona do calendário religioso), hora essa, em que também veio a falecer. (Mc. 15:25, 34, 37). E essa data confere com o texto do Talmud declarando que durante um período de 40 (quarenta) anos antes do Templo ser destruído aconteceram essas coisas que relata o texto de "Yomá 39b", acima mencionado.

Portanto, o nosso substituto é Yeshua, pois foi ele quem se ofereceu como um cordeiro sem defeito e sem mancha em sacrifício único, porém suficiente e eterno ao nosso D'us, pelos nossos pecados, pois o sangue dos animais (Hb 10:4; Sl 40:6,7) que eram oferecidos no מישכן, Mishkan, Tabernáculo ou no בית המקדש, Beit ha Mikdash, Templo era apenas um símbolo do sangue do Mashiach. Porque só o seu sangue (Ef 1:7; Hb 9:12; Ap 1:5; 5:9) pode fazer a כפרה, kaparah, expiação pelos nossos pecados. Saibam mais sobre esse sacrifício de Yeshua no link abaixo:


Nota:


The sacred Name for G'd was spoken only 10 times once per year (during Yom Kippur) by the Kohen Gadol. When the people heard the Name, they prostrated themselves in deep reverence (Yomá 39b).

E finalizando esse tópico convido a todos para ver esse vídeo e ouvir essa lindíssima música, em atitude de oração especial do יום כיפור, Yom Kipur, Dia do Perdão:

Yaakov Shwekey e Mordechai Shapiro - Rahem - Misericórdia


Lehitraot.

פאולו וואלי ✡


Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פאולו - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valle / Valley / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):




quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A Antiga e a Nova Aliança



I - A Antiga Aliança. (Yirmyah, Jr. 31:32).

A prática de sacrifícios e a obediência aos mandamentos como meio de justificar o ser humano diante do Eterno caracterizavam e condicionavam a Antiga Aliança. (Devarim, Dt. 27:26; Gl. 3:10). 

E esses sacrifícios que eram oferecidos a D'us tinham que ser oferecidos pelas próprias pessoas que tivessem cometido pecado, de acordo com sua classe social. (Vayicrá, Le 5:6,7). 

Mas embora houvesse essa condição de sacrificar para que o pecador fosse perdoado por D'us, no entanto o que sempre prevalecia mesmo era a graça e a misericórdia de D'us para que o mesmo viesse a ser perdoado e não o ato de sacrificar ou as obras de justiça do ser humano (Devarim, Deuteronômio 9:4-8) ainda mais porque o sangue de animais não é suficiente para expiação dos pecados da raça humana, pois os sacrifícios de animais eram apenas em caráter simbólicos ao sacrifício maior do Mashiach. 

E também as Escrituras nos dizem que a nossa justiça é como trapo da imundícia. (Yeshayah, Isaías 64:6; Filipenses 3:9).


Data e hora local em Israel




II - A Nova Aliança (הברית החדשה). (Yirmyah, Jr. 31:31,33).












Já na Brit HaChadashah, Nova Aliança (1 Corintios 11:23-26) o pecador não tem nenhuma participação no ato de sacrificar, pois a salvação não vem de obras, para que ninguém se glorie diante do Eterno. (Chabakuk, Hab. 2:4; Ef. 2:9). 

Agora o ser humano recebe de graça o perdão dos pecados e a salvação. E isso vem a ser um imerecido favor de D'us que o homem adquire, por meio da fé que também é um dom, uma dádiva do Eterno. (Ef. 2:8). 

Então na Nova Aliança ficou mais evidente que o ser humano sempre recebeu o perdão de seus pecados pela graça e misericórdia de D'us independente de obras de justiça praticadas por ele e também do ato de sacrificar, quando prevalecia a Antiga Aliança, ou seja, antes do Mashiach ter vindo para estabelecer a Nova Aliança.

III - O selo da antiga e o da nova aliança:

O selo da primeira e antiga aliança era o sangue de animais. Já na segunda e nova aliança, o selo é o sangue do filho do Eterno. 

E é óbvio que o sangue de animais não é suficiente para resgatar a vida humana, por isso mesmo a primeira aliança não era suficiente para realizar a redenção maior, até que na plenitude dos tempos o Eterno enviasse o seu próprio filho, o Mashiach que realizaria essa redenção, o qual foi profetizado desde Bereshit, Gênesis 3:15.

A morte do Messias Yeshua em substituição do homem pecador era o único sacrifício perfeito, suficiente e definitivo, para a concretização da redenção desse ser humano do poder do reino das trevas, do pecado e da morte, para que o mesmo tivesse a vida eterna.

O Mashiach veio cumprir a Antiga Aliança e depois estabelecer a הברית החדשה, HaBrit ha Chadashah, a Nova Aliança com o selo do seu próprio sangue, o qual é simbolizado pelo cálice com vinho de Pêssach e o seu corpo pelas matzot também de Pêssach.

Eis aqui o texto em que Yeshua ao celebrar o seu último Sêder de Pêssach mostra um novo significado dessa festa, pois ele diz que as matzot (pães ásmos) simbolizam o seu corpo e o vinho do cálice, simboliza o seu sangue - o selo da Nova Aliança:


אִגֶּרֶת פּוֹלוֹס הָרִאשׁוֹנָה אֶל־הַקּוֹרִנְתִּיִּים פֶּרֶק יא

23 כִּי־כֵן קִבַּלְתִּי אֲנִי מִן־הָאָדוֹן וּמָסַרְתִּי לָכֶם כִּי הָאָדוֹן יֵשׁוּעַ בַּלַּיְלָה אֲשֶׁר־נִמְסַר בּוֹ לָקַח אֶת־הַלָּחֶם׃ 24 וַיְבָרֶךְ וַיִּבְצַע וַיֹּאמַר קְחוּ אִכְלוּ זֶה גוּפִי הַנִּבְצָע בַּעַדְכֶם עֲשׂוֹּ־זֹאת לְזִכְרִי׃ 25 וּכְמוֹ־כֵן אֶת־הַכּוֹס אַחַר הַסְּעוּדָה וַיֹּאמַר הַכּוֹס הַזֹּאת הִיא הַבְּרִית הַחֲדָשָׁה בְּדָמִי עֲשׂוֹּ־זֹאת לְזִכְרִי בְּכָל־זְמַן שֶׁתִּשְׁתּוּ׃

I Corintios 11:23-25

23 Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Adon Yeshua, na noite em que foi traído, tomou a matzá;

24 e, tendo feito a beracha (bênção), a partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.

25 Por semelhante modo, depois da refeição, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a brit ha chadashah no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.

IV - Na Nova Aliança a adoração independe de lugar específico e sim de um estado de espírito do ser humano:

Eis aqui uma parte de um diálogo de Yeshua com uma certa mulher de Samaria, no qual ele afirma o seguinte:

“Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. 

Disse-lhe Yeshua: Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos; porque a salvação vem dos judeus. 

Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Eterno em espírito e em verdade; porque o Eterno procura a tais que assim o adorem”. (Yochanan, João 4:20-23).

E o próprio rei David, ainda que estando sob a lei da Torah, ou seja, sob a forma condicional de sacrificar para receber o perdão dos pecados, disse:

“Pois tu não desejas sacrifícios, senão eu os daria a ti; tu não te agradas de holocaustos”. (Tehilim, Sl. 51:16).

Mesmo ele sabendo que foi o próprio D'us quem instituiu todas aquelas ordenanças. 

Mas Davi já via pela fé a nova estrutura que o Eterno estabeleceria depois que o Cordeiro Yeshua fosse sacrificado apenas uma vez, todavia suficiente e definitivamente para resgatar e salvar não apenas os judeus, mas também a todo aquele que nele cresse, seja judeu ou goy, gentio.

E Yochanan, João, talmid, um discípulo de Yeshua escreveu:

“Porque D'us amou o mundo de tal maneira que deu o seu único filho, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (Yochanan, João 3:16).

V - Uma parábola de Yeshua e seu significado:

“E ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres, o vinho se derramará, e os odres se estragarão. 

Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos. E ninguém, tendo bebido vinho velho, prefere o novo, porque diz: O vinho velho é melhor”. (Lucas 5:37-39).

Aqui, até parece que Yeshua não dizia coisa com coisa, pois o assunto girava em torno do fato de que os talmidim, discípulos de Yochanan, João o que fazia mikvê (batismo) e os fariseus jejuavam e os discípulos de Yeshua comiam e bebiam. (Lucas 5:33). 

A resposta é porque tanto os discípulos de João como os fariseus ainda não tinham o chatan, o noivo (Yeshua) como seu Mashiach. 

Por isso eles deveriam estar tristes, já os discípulos de Yeshua não. Mas quando Yeshua respondeu a pergunta dos escribas e fariseus (Lucas 5:34-39), ele lhes falou por parábola para os confundir ainda mais, pois D'us resiste aos soberbos, porém dá graça aos humildes. (Tiago 4:6).

A interpretação das parábolas de Yeshua somente pode ser feita por alguém que tenha o dom do Ruach HaShem, o Espírito do Eterno. 

A parábola fala sobre remendo novo em vestes velhas e de vinho novo em odres velhos. (Lucas 5:36,37). E a interpretação é uma só, conforme veremos a seguir:

1) De que Yeshua estava falando na verdade?

2) O que representa o remendo novo e o vestido velho?

3) O que representa o vinho novo e o vinho velho?

4) O que vem a ser os odres novos e os odres velhos?

a) A resposta para essas perguntas acima é uma só, ou seja, que Yeshua falava sobre as duas naturezas que o ser humano tem:

– A nova natureza espiritual e santa gerada por D'us no ser humano:

O remendo novo, o vinho novo e os odres novos falam da nossa nova natureza gerada pelo Espírito do Eterno, significando agora que aquele que está no Mashiach é uma nova criatura, um novo indivíduo, não criado como foi Adão, nosso pai, mas gerado por D'us. 

E isso quer dizer que esse novo homem tem agora em si mesmo o próprio DNA divino ou a cadeia genética metafísica vinda do Eterno. 

E que ele terá na ressurreição também um corpo metafísico, uma estrutura corporal semelhante a do corpo do Mashiach Yeshua após a sua ressurreição, pois só essa estrutura pode comportar a nova forma de vida celestial que D'us nos dá, porque a nossa estrutura carnal não é capaz disso. 

E por isso mesmo Shaul diz que nosso ser geme, anseia para ser revestido de um corpo espiritual (metafísico), que havemos de receber na ressurreição. (Romanos 8:23).

– E a velha natureza carnal e pecaminosa do ser humano:

O vestido velho, o vinho velho e os odres velhos falam da estrutura ou natureza carnal e religiosa do ser humano. 

 Essa estrutura ou velha natureza tendenciosa para pecar foi nos dada pelos nossos pais Adão e Eva. E inclui até mesmo a falsa religiosidade daqueles que são religiosos apenas na aparência, mas não no interior, porque não têm uma vida espiritual autêntica, isto é, um relacionamento pessoal e íntimo com D’us, mas apenas uma religiosidade para os homens ver.

5) E o que ele queria dizer com essa expressão;"e ninguém, tendo bebido o velho, quer o novo; porque diz: O velho é bom?"

Eis aí a resposta para essa quinta pergunta:

O fato de alguém ter bebido do vinho velho, ter gostado, e não querer beber do vinho novo, diz respeito à oposição que existe entre a carne e o espírito, ou seja, entre a velha e a nova natureza.

O homem carnal só cogita das coisas da carne, mas o espiritual das coisas de D'us.

Yeshua respondeu para um rabino de Israel que o procurou a noite para saber sobre a vida eterna:

“Aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de D'us”. (Yochanan, João 3:3).

Por isso essa nova vida (vinho novo) no Mashiach, só se adapta ao novo homem (odres novos) gerado pelo Eterno.

Portanto, o remendo novo, o vinho novo e os odres novos são a outra forma de vida do ser humano, a vida espiritual autêntica, a qual é inerente daquele que já foi transformado em uma nova criatura gerada pelo Espírito do Eterno. 

E essa forma de nova criatura não tem aparência externa, porque é do coração, de intenção (kavaná) e não vem da vontade do homem ou das suas obras, mas de D'us, pela fé, a qual é um dom do Eterno.

Já a velha vida (vestido velho, vinho velho e odres velhos) carnal e religiosa se adapta perfeitamente ao velho homem. 

Por isso mesmo Yeshua foi rejeitado pela maioria dos judeus de seu tempo e ainda é pela maioria dos judeus de hoje, pois eles eram e são homens mais carnais e religiosos do que homens espirituais autênticos, isto é, que não se distinguem pela aparência e sim pelo servir a D'us em espírito e em verdade.

VI - Alguns detalhes importantes que diferenciam as duas alianças:

- Na primeira Aliança:

a) Os kohanim, sacerdotes eram da Ordem Sacerdotal de Levi.

b) Todos os sacerdotes ofereciam sacrifícios pelo povo e também por si mesmos, inclusive o próprio Sumo Sacerdote.

c) Todos os sacerdotes eram substituídos por outros, inclusive o Sumo Sacerdote.

d) O משכן, Mishkan, Tabernáculo ou o ברית החדשה, Beit ha Mikdash, Templo era terreno.

e) O selo da Antiga Aliança era o sangue de animais.

- Na segunda ou Nova Aliança:

a) Os kohanim, sacerdotes são da Ordem Sacerdotal de Melquisedeque, uma Ordem Eterna. (Tehilim, Salmos 110:4).

b) Somente o Sumo Sacerdote Yeshua ha Mashiach se ofereceu como único sacrifício perfeito, santo, suficiente e eterno pelos pecados do ser humano, mas não por si mesmo, pois Yeshua nunca pecou, porém o Sumo Sacerdote da Antiga Aliança oferecia sacrifícios por si mesmo, pois também era um pecador.

c) Nenhum sacerdote é substituído por outro, pois todos pertencem a uma Ordem Eterna.

d) O משכן, Mishkan, Tabernáculo ou o ברית החדשה, Beit ha Mikdash, Templo é celestial. 

A ירושלם החדשה, Yerushalaim HaChadashah, Nova Jerusalém apesar de não ser ela o Templo celestial, mas sim uma parte dele, aquela parte coberta que tem o formato de um cubo, ou seja, o lugar mais sagrado do Tabernáculo ou do Templo, o Santíssimo Lugar, onde D'us habita. 

Essa Nova Jerusalém também tem o mesmo formato de um cubo (Apocalipse 21:15,16) e é descrita no livro da Revelação como sendo o משכן, Mishkan, Tabernáculo (habitação) de D'us com os homens. (Revelação, Apocalipse 21:2,3).

Ver na figura abaixo o Santo e o Santíssimo Lugar do Tabernáculo.


Nota:

Num outro artigo desse mesmo blog um estudo sobre o Tabernáculo é apresentado com mais detalhes. Nesse estudo o significado de cada dependência do Tabernáculo é mostrado, veja aqui uma parte do mesmo:

"I – O TABERNÁCULO E SUAS TRÊS DEPENDÊNCIAS

1. ÁTRIO – Simboliza o mundo exterior e visível ou mundo físico.

2. SANTO LUGAR – Simboliza uma parte do mundo interior e invisível ou as regiões celestes, onde se travam as batalhas espirituais.

“e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Yeshua haMashiach;” (Ef.2:6).

“porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” (Ef.6:12).

3. SANTÍSSIMO LUGAR – Simboliza uma outra parte do mundo interior e invisível, a própria presença de D'us, seu trono ou o Céu dos Céus onde Ele habita."

e) O selo da Nova Aliança é o sangue do próprio filho de D'us.

Portanto, a Antiga Aliança era em caráter figurativo, tipológico e simbólico sobre a Nova Aliança. Ora aquilo que é uma sombra, uma figura, um tipo ou um símbolo tem valor inferior ao que é real. E por isso mesmo o autor da carta aos Hebreus diz:

"De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (pois sob este o povo recebeu a lei), que necessidade havia ainda de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão? Pois, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei. 

E visto como não foi sem prestar juramento (porque, na verdade, aqueles, sem juramento, foram feitos sacerdotes, mas este com juramento daquele que lhe disse: Jurou Adonay, e não se arrependerá: 

Tu és sacerdote para sempre), de tanto melhor pacto Yeshua foi feito fiador. E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte foram impedidos de permanecer, mas este, porque permanece para sempre, tem o seu sacerdócio perpétuo". (Hebreus 7:11,12,20-24).

Todavia, o בית המקדש, Beit ha Mikdash será reconstruído, pois importa que os sacrifícios sejam reiniciados, não para que os pecados do povo sejam perdoados, mas para servir de sacrifícios simbólicos ao sacrifício maior do Mashiach como sempre foram e também como um memorial desse mesmo sacrifício de Yeshua.

Lehitraot.

פאולו וואלי ✡


Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פאולו - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valle / Valley / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):