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quarta-feira, 16 de agosto de 2023

A Kehilah de Yeshua





Obs: (Representação de Yeshua lendo a Haftarah, no livro do profeta Yeshayahu, (Isaías 61:1,2a) na celebração de Shacharit Shabat, numa sinagoga de Nazaré) - Lucas 4:16-21.

Na realidade o Judaísmo Messiânico nada mais é do que a própria kehilah (congregação) de Yeshua na sua forma original judaica, a qual foi fundada por judeus piedosos e observadores da Torah (instrução dada por D'us a Moshe, Moisés no Monte Sinai) e do judaísmo daquela época, o judaísmo bíblico.

 Portanto, a Kehilah original era da circuncisão ou a dos judeus. Mas com a entrada em massa dos gentios no seio da kehilah de Yeshua, então houve necessidade de um Concílio, o primeiro da Kehilah, em Jerusalém. (Atos 15).

Daí, houve então a primeira ruptura da Kehilah em dois grupos distintos:

O grupo da circuncisão e o grupo dos incircuncisos, ou o grupo dos judeus e o dos gentios.


Data e hora local em Israel




Todavia, em nossos dias o Eterno, o nosso D'us tem iniciado o processo de restauração da kehilah da circuncisão, a dos judeus, a qual foi absorvida pela kehilah dos gentios. E isso principalmente em conseqüência da diáspora causada pelo marechal Tito, do Império Romano, no ano 70 d.e.c.

E a congregação dos gentios em conseqüência de um afastamento cada vez maior das raízes judaicas se contaminou com o paganismo ficando por muitos séculos nas trevas espirituais, como todos nós sabemos.

Mas, nesses últimos dias o Eterno, nosso D'us também iniciou o processo da restauração das raízes judaicas no seio da Kehilah de Yeshua que pertence a ala dos gentios. 

Contudo, é evidente que não se deve obrigar os gentios a seguirem o judaísmo, seja ele tradicional ou messiânico, assim como não se deve obrigar os judeus a deixarem suas raízes ou suas vestes judaicas e se vestirem com vestes não judaicas, com a finalidade de serem aceitos numa cultura não judaica transformando-os em membros de igrejas evangélicas ou católicas.

 Não que para D'us isso faça alguma diferença, pois ha shaliach Shaul, o emissário Paulo é bem claro quando diz:

"Para nós, que recebemos Yeshua ha Mashiach, o Eterno não faz diferença estar circuncidado ou não. O que importa é a fé que se traduz por atos realizados com o amor de D'us." (Gálatas 5:6).

Porque os que estão em Yeshua já foram transformados em novas criaturas, as quais são superiores a judeus e a gentios, pois D'us fez dos dois povos um outro (Efesios 2:14-18) bem mais excelente, superior, não da terra, mas do céu.

 Somos cidadãos celestiais com uma importante vocação — de embaixadores da parte do Mashiach, para promover a reconciliação do ser humano com D'us, pelo sacrifício único, mas perfeito, suficiente e eterno de Yeshua. (2 Corintios 5:20).

Contudo, D'us respeita a cultura dos povos, pois todas as nações pertencem a Ele, e Ele não obriga a ninguém deixar sua nacionalidade para ter o Mashiach Yeshua.

Exemplo:

Um africano quando recebe Yeshua como seu Salvador ele não precisa abandonar sua nacionalidade. Apenas ele passa a ser um africano salvo. Assim também acontece com outras pessoas de outras nacionalidades e com os judeus não pode ser diferente, por isso anunciamos aos judeus o Mashiach original, isto é, um judeu que nasceu, passou por brit milah, circuncisão, fez bar mitzvah aos doze anos de idade, viveu, morreu e ressuscitou como tal.

Veja abaixo essa linda foto da Sinagoga do Recife - Brasil:



Os gentios estão proibidos de serem soberbos contra os judeus porque:

Ha shaliach Shaul, o emissário Paulo fala claramente que os gentios foram enxertados na oliveira verdadeira, a qual representa a família (povo) de D'us, cujo ascendente principal é o judeu Yeshua ha Mashiach, o Filho de D'us, o Primogênito, o Princípio da Criação de D'us, a Raíz de Jessé, o Renovo e também a própria Raíz e o Caule dessa oliveira, donde vem a seiva para todos os ramos naturais (judeus) e para todos os ramos não naturais (gentios). (Isaías 11:10; 53:2; Romanos 11:16-26,32; 15:12; Apocalipse 22:16).

Yeshua é a RAÍZ e o CAULE dessa oliveira, mas ele não é a árvore como um todo. Porque a outra parte dessa árvore é composta pelos ramos naturais (os judeus) e pelos ramos não naturais (os gentios), os enxertados.

A Menorah ou candelabro que ficava no Santo Lugar, dependência do מִּשְׁכָּן, Mishkan, Tabernáculo e posteriormente do בית המקדש, Beit ha Mikdash, Templo era em formato de árvore. E D'us ordenou que nela fossem desenhadas flores e frutos (maçãs) em alto-relevo (Shemot, Êxodo 25:31-40), com o objetivo de que a mesma simbolize uma árvore.

 E essa Menorah representa Yeshua ha Mashiach e seu povo iluminando o mundo, pois ele mesmo disse ser a Luz do Mundo. E para os seus discípulos ele disse também que eles são a luz do mundo. Sendo assim, Yeshua é a base (Raíz) e a haste central (Caule) da Menorah (árvore) e os seus discípulos (kehilah) são as seis hastes laterais (os ramos naturais e os não naturais). 

Os discípulos brilham com a luz de Yeshua e dão fruto com a seiva dele também, pois nenhuma haste pode brilhar de si mesma se não estiver ligada na haste central da Menorah e também nenhum ramo pode dar fruto de si mesmo se não estiver ligado ao caule da árvore. (Yochanan, João 15:1-8; Romanos 11:11-32).

Além disso os gentios estão proibidos de serem soberbos contra os judeus, porque pertencem aos mesmos o seguinte:

1) "A adoção de filhos," (Romanos 9:4)

2) "A glória," (Romanos 9:4)

3) "Os concertos," (Romanos 9:4)

4) "A lei," (Romanos 9:4)

5) "O culto," (Romanos 9:4)

6) "As promessas;" (Romanos 9:4)

7) "Deles são os patriarcas, e deles, no que respeita à ascendência física, procedeu o Messias, que está acima de todos. Louvado seja Adonai para sempre! Amen." (Romanos 9:5).

A tradução do texto acima de Romanos 9:5 é a mesma do Novo Testamento Judaico de David H. Stern, na língua portuguesa.

E eis aqui esse texto de Romanos 9:5 em inglês por David H. Stern:

"the Patriarchs are theirs; and from them, as far as his physical descent is concerned, came the Messiah, who is over all. Praised be ADONAI for ever! Amen."

Texto hebraico de Romanos 9:5 do site Kirjasilta:

אִגֶּרֶת שָׁאוּל אֶל הָרוֹמִים פֶּרֶק ט

5 לָהֶם הָאָבוֹת, וּמֵהֶם, מִצַּד יִחוּסוֹ הָאֱנוֹשִׁי, הַמָּשִׁיחַ שֶׁהוּא מֵעַל כֹּל, אֵל מְבֹרָךְ לְעוֹלָמִים. אָמֵן.

Yeshua está acima de todos, conforme consta em Romanos 9:5, porque:

"E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. 

Pelo que também יהוה ,אֱלֹהִים ,אֵל, D'us o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Yeshua se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Yeshua ha Mashiach (O Salvador Ungido) é o אָדוֹן, Adon, Senhor, לִכְבוֹד אֱלֹהִים הָאָב, para glória de D'us, o Pai." (Filipenses 2:9-11).

Texto de Filipenses 2:9-11 do site Café Torah:

אִגֶּרֶת שָׁאוּל אֶל הַפִילִיפִּים פֶּרֶק ב

9 עַל־כֵּן הִגְבִּיהוֹ הָאֱלֹהִים מְאֹד וַיִּתֵּן־לוֹ שֵׁם נַעֲלֶה עַל־כָּל־שֵׁם׃ 10 אֲשֶׁר בְּשֵׁם יֵשׁוּעַ תִּכְרַע כָּל־בֶּרֶךְ אֲשֶׁר בַּשָּׁמַיִם וּבָאָרֶץ וּמִתַּחַת לָאָרֶץ׃ 11 וְכָל־לָשׁוֹן תּוֹדֶה כִּי אָדוֹן יֵשׁוּעַ הַמָּשִׁיחַ לִכְבוֹד אֱלֹהִים הָאָב׃

Texto de Filipenses 2:9-11 do site Kirjasilta:

אִגֶּרֶת שָׁאוּל אֶל הַפִילִיפִּים פֶּרֶק ב

9 עַל כֵּן הִגְבִּיהוֹ אֱלֹהִים מְאֹד וְנָתַן לוֹ אֶת הַשֵּׁם הַנַּעֲלֶה עַל כָּל שֵׁם, 10 לְמַעַן תִּכְרַע בְּשֵׁם יֵשׁוּעַ כָּל בֶּרֶךְ, בַּשָּׁמַיִם וּבָאָרֶץ וּמִתַּחַת לָאָרֶץ, 11 וְכָל לָשׁוֹן תּוֹדֶה כִּי יֵשׁוּעַ הַמָּשִׁיחַ הוּא הָאָדוֹן, לְתִפְאֶרֶת אֱלֹהִים הָאָב.

Texto hebraico de Romanos 9:5 do site Café Torah:

אִגֶּרֶת פּוֹלוֹס הַשָּׁלִיחַ אֶל־הָרוֹמִיִּים פֶּרֶק ט

5 וְלָהֶם הָאָבוֹת וּמֵהֶם יָצָא הַמָּשִׁיחַ לְפִי בְשָׂרוֹ אֲשֶׁר־הוּא אֱלֹהִים עַל־הַכֹּל מְבֹרָךְ לְעוֹלָמִים אָמֵן׃

E abaixo segue a tradução desse texto de Romanos 9:5 para o português:

"...deles são os patriarcas, e deles descende o Messias segundo a carne, o qual é אֱלֹהִים, Deus sobre todos bendito pelos séculos. Amen." (Romanos 9:5).

Eis aí a explicação para essa outra hipótese na tradução desse versículo acima de Romanos:


“... por isso DEUS (Elohim/Divino/Yeshua), o Eloheykha, o teu D'us (יהוה/Eterno) te ungiu com óleo de alegria mais do que aos teus companheiros”. (Salmo 45: 6,7 ou versos 7 e 8 no Tanach).

"Que, sendo em forma de אֱלֹהִים, Deus, não teve por usurpação ser igual a אֱלֹהִים/יהוה, D'us." (Filipenses 2:6).

Todavia, como אֱלֹהִים, Elohim (Deus ou Divino) Yeshua deve ser honrado, glorificado, amado, louvado e reverenciado. (Apocalipse 3:12).

Porque em Yeshua habita corporalmente toda a plenitude da Divindade (Colossenses 2:9), pois ele tem o DNA do Pai (יהוה), ele é o Seu filho legítimo, enquanto nós fomos apenas adotados.

Portanto, seja qual for a interpretação desse versículo 5 (cinco) do capítulo 9 (nove) da carta de Shaul, Paulo aos crentes de Roma em nenhuma das hipóteses Yeshua deve ser confundido com D'us, o Pai, conforme acabei de provar.

E por esses sete motivos acima mencionados, então os gentios estão proibidos de serem soberbos contra os judeus e também de se voltar contra as raízes judaicas, onde a kehilah (congregação) de Yeshua foi formada, ao contrário disso, a ala da kehilah de Yeshua pertencente aos gentios deve sim restaurar suas raízes judaicas e voltar a ser como a kehilá original, onde judeus e gentios congregavam juntos celebrando as festas bíblicas e guardando as mitzvot da Torah, enfim observando o judaísmo bíblico. Pois Yeshua quer se casar, mas com uma noiva autêntica. 

Embora, Yeshua prove seu amor por sua noiva pertencente a ala gentílica da sua kehilah, ainda que esta antes de ter um compromisso com ele não tivesse nenhuma raiz judaica, mas que agora movida pelo amor e submissão ao seu noivo judeu passa a amar e ser submissa também ao seu D'us (יהוה), bem como a amar o seu povo, as suas raízes e as tradições do mesmo. 

Porque Yosseph, José durante toda sua vida que passou no Egito, após ter sido vendido por seus próprios irmãos foi um tipo do Messias, o qual seria rejeitado pela maioria dos seus próprios irmãos, do seu povo, mas que seria luz para os gentios e que teria uma noiva gentia, a ala de sua kehilah pertencente aos goim, gentios. 

E esse Yosseph, José casou–se com Azenate, uma gentia filha de Potífera, sacerdote de um ídolo egípcio, que também não tinha nenhuma raiz do povo hebreu. Tudo isso sendo um ato profético de que o Messias também seria noivo e por fim se casaria com uma gentia, a parte gentílica de sua kehilah. 

Maiores detalhes sobre as duas vindas de Yeshua à terra - uma como sendo ben Yosseph, filho de José e outra como ben David, filho de David são apresentados num outro tópico desse mesmo blog denominado de "Objetivos das duas vindas do Mashiach à terra."

Veja o exemplo de amor de uma gentia chamada Rute, pela sua sogra judia Noemi, pelo povo israelita e também pelo seu D'us (יהוה):

Rute era uma gentia moabita, esposa de um israelita filho de uma judia chamada Noemi, após ter ficado viúva e aconselhada por sua sogra Noemi para voltar a viver entre os moabitas e também servir aos seus deuses disse para sua sogra o seguinte:

“Respondeu, porém, Rute: Não me instes a que te abandone e deixe de seguir-te. Porque aonde quer que tu fores, irei eu; e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo será o meu povo, o teu D’us (יהוה) será o meu D’us.”
(Rute 1:16).


Todavia, "...nem todos os que são de Israel são israelitas; nem por serem descendência de Abraão são todos filhos; mas: em Isaque será chamada a tua descendência. Isto é: não são os filhos da carne que são filhos de D'us, mas os filhos da promessa são contados como descendência." (Romanos 9:6-8).

Esperamos que isso seja suficiente para que você, amigo leitor, caso ainda não tenha essa visão do judaísmo messiânico possa então tê-la, ainda que de forma não tão nítida, mas que pelo menos seja como o brilho de uma pequena luz que irá aumentando até que não haja mas nenhuma nuvem escura impedindo-lhe de ter a visão completa do mesmo.

E por último, eis aqui um texto do profeta Isaías profetizando como será a relação entre gentios e israelitas no caminhar na presença do nosso Pai celestial durante o período da Era Messiânica:

"Muitos povos irão e dirão: “Venha, vamos subir ao monte de יהוה (ADONAI/SENHOR/ETERNO), à casa do Elohim (Poderoso) de Ya'akov (Jacó)! Ele nos ensinará seus caminhos, e nós andaremos em seus caminhos”. Pois de Tziyon (Sião) sairá a Torá (Instrução/Lei), a palavra de ADONAI de Yerushalayim (Jerusalém)." (Isaías 2:3)

Acesse esse lindo vídeo e veja essas fotos de algumas das mais belas sinagogas da cidade de Nova York e ouça também essas lindíssimas canções judaicas.


Lehitraot.

פאולו וואלי ✡

Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פאולו - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valle / Valley / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A Hagadá de Pêssach e os Judeus Messiânicos do Primeiro Século



“A Hagadá original voltava-se para a interpretação dos símbolos de Pêssach, um costume extraordinário, já que em nenhuma outra ocasião o judeu é obrigado a proclamar a base lógica de um mandamento. Ainda aqui, Rabi Gamaliel III, o proeminente sábio do período que seguiu à destruição do Templo 70 (d.e.c.), decretou que a omissão de elucidar o significado dos símbolos anula o valor de usá-los. Portanto a Hagadá reflete as preocupações judaicas reais, provenientes do tumulto do primeiro século.

Muitos cristãos acreditavam que a última ceia de Jesus havia sido no Sêder. Estes cristãos – muitos deles judeus convertidos – provavelmente continuavam a fazer todos os anos o seu Sêder como sempre o haviam feito, antes de serem adeptos de Jesus de Nazaré. Para eles, porém, o ritual do Sêder estava imbuído de novos significados. A matzá, por exemplo, era o corpo do seu Senhor, assim como este o havia declarado antes de morrer.”
(A Hagadá de Pêssach – página 9).

Central Conference of American Rabbis, Tradução de Kathe Windmuller, Supervisão do Rabino Henry I. Sobel, “A Hagadá de Pêssach” Editora B’Nai B’Rith, São Paulo – Brasil, 1977

Data e hora local em Israel


Porque do ponto de vista judaico messiânico os judeus que reconhecem Yeshua como o seu verdadeiro Mashiach (Messias) continuam praticando o verdadeiro judaísmo. Pois um judeu não deixa de ser judeu quando reconhece Yeshua como o Mashiach, porque ao fazer isso ele se completa como tal, mas um judeu que ainda não identificou o Mashiach ainda é um judeu incompleto.

Um debate sobre Judaísmo Messiânico num programa de TV.

A apresentadora de TV Eliana Ovalle, que hoje professa a fé cristã, mas que nasceu em berço judaico tradicional por parte de mãe, num de seus programas apresentou um debate onde foi discutido o tema "Judaísmo Messiânico" do ponto de vista desses três grupos religiosos:

Judaísmo Tradicional, Judaísmo Messiânico e Cristianismo.

Participaram desse debate as seguintes pessoas:

O Rabino messiânico Daniel Woods, o qual nasceu em berço judaico tradicional; os Pastores Sérgio Danon e seu pai Joseph Danon, que também nasceram em berço judaico tradicional, porém agora professam a fé cristã; e a judia tradicional Diane Kuperman.

Durante o debate a Sra. Diane Kuperman fez um comentário sobre um artigo de minha autoria denominado Procurando o Afikoman, porém usando um texto sem contexto como pretexto de seu argumento antijudaísmo messiânico.

Cito aqui em minha defesa provas que minha declaração lida pela Sra. Kuperman foi feita apenas do ponto de vista católico e protestante e não do ponto de vista judaico messiânico, conforme segue abaixo:

"Yeshua instituiu a Santa Ceia na sua última celebração da Páscoa."
(Mt 26:17, 20 e 26, compare com Ex.12: 5, 6, 15 e 18).

Vejam mais abaixo, essa OBSERVAÇÃO postada por mim no site Orkut, em 04/11/05 o contexto do que falei acima:

"...Yeshua celebrou o seu último Pêssach e instituiu a comemoração da HaBrit HaChadashá, da Nova Aliança no seu sangue ou a chamada Santa Ceia, pelos católicos e protestantes..."

As duas postagens que fiz desse mesmo artigo (com o texto original, mencionado pela Sra. Kuperman) na comunidade Judeus Messiânicos Cariocas, no site Orkut, no dia 03/11/05 e a outra no dia 04/11/05, portanto cerca de 04 (quatro) a 05 (cinco) meses antes do referido programa ter ido ao ar, provam que as mesmas foram feitas usando o texto original desse meu artigo.

O Pêssach, o Shabat e a chamada Santa Ceia pelos católicos e protestantes:

Tanto no Pêssach como no Shabat celebrados pelos judeus messiânicos e também na Santa Ceia celebrada pelos cristãos católicos e protestantes se faz alusão ao último Pêssach celebrado por Yeshua, no qual, ele deu um novo significado para a celebração dessa festa, conforme nos fala hashaliach Shaul, Paulo, o enviado para anunciar as boas novas de salvação em Yeshua aos goim, gentios. Confiram o texto em que Paulo fala isso:

»I CORINTIOS [11]
23 Porque eu recebi do Adon o que também vos entreguei: que o Adon Yeshua, na noite em que foi traído, tomou pão;
24 e, havendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.
25 Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.
26 Porque todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes do cálice estareis anunciando a morte do Senhor, até que ele venha.

Todas as semanas, no decorrer de séculos a kehilá de Yeshua celebrou e continua celebrando uma festa em memorial a ele, o Mashiach.

Nessa festa os seus talmidim, discípulos comem pão e bebem vinho, símbolos do seu corpo e do seu sangue em sacrifício para redenção do ser humano. Mas essa festa não poderia ser o Pêssach, pois este só se celebra uma vez no ano. Tudo indica, entretanto, que essa festa seja a celebração do Shabat, quando o oficiante judeu faz a bracha, bênção do pão e do vinho toda sexta-feira a noite, ao despontar do Shabat em todas as sinagogas do mundo, inclusive nas sinagogas messiânicas. Mas a igreja católica mudou o dia da celebração dessa festa por não mais seguir as tradições judaicas, pois o Shabat foi trocado pelo domingo. Por isso a chamada Santa Ceia pelos católicos e protestantes passou a ser celebrada no domingo e não mais no Shabat, sábado.

E na ocasião da celebração do Shabat os discípulos de Yeshua faziam uma alusão ao último Pêssach celebrado por Yeshua, quando ele disse para que eles se lembrassem dele todas as vezes que se reunissem. E foi numa dessas reuniões que ha shaliach Shaul, o emissário Paulo relembrou o ato em que Yeshua disse que o pão (matzá de Pêssach) simboliza o seu corpo e o vinho o seu sangue, muito embora o Shabat seja celebrado com duas chalot (pães) e não com matzot (pães sem fermento). (1 Corintios 11:22,23.

Daí a kehilá ou igreja dos gentios até hoje pratica esse ato, dando-lhe o nome de Santa Ceia, o qual na realidade vem a ser uma forma modificada da celebração do Shabat pelos discípulos de Yeshua no primeiro século.

E a celebração do Pêssach, desde que este foi instituído pelo Eterno profetizou a redenção maior em Yeshua, redenção essa selada não com o sangue de animais, mas com o sangue do próprio filho de HaShem.

Todavia os significados originais do Pêssach bem como os do Shabat não foram esquecidos pelos judeus messiânicos. Mas agora tanto o Pêssach como o Shabat são celebrados pelas sinagogas messiânicas também com um novo sentido - em memória ao sacrifício maior de Yeshua.

NOTA:

As chalot, pães com fermento usados no Shabat marcam a diferença do Shabat para o Pêssach, no que diz respeito aos pães. Pois na celebração do Pêssach as matzot, pães sem fermento, fazem contraste com as chalot, pães fermentados do Shabat. E eis aqui um grande mistério, porque o fermento simboliza o pecado.

Portanto o Shabat se harmoniza mais com a festa de Shavuot, dia em que a kehilá de Yeshua recebeu a promessa do Ruach HaShem profetizada pelo profeta Yoel e que se cumpriu em Atos 2:1-13. Pois na instituição dessa festa HaShem ordenou que fossem feitas duas chalot, para serem oferecidas a Ele como oferta de primícia aceitável.

Pentecoste – (Shavuot) Lv. 23:15-17; At. 2:1; Jl 2:28-32.

• No livro de Levitico 23:17 diz o seguinte:
“Dois Pães” e “Levedados se cozerão”

Vejam que interessante:

Em Pêssach o Eterno proíbe se comer chalot e em Shavuot Ele ordena que se coma desses pães com fermento.

Levedados, quer dizer pães (chalot de Shabat) ou qualquer coisa com fermento (chametz), que significa "com o pecado", em contraste com pães asmos (matzot de Pessach), pães sem fermento, "sem o pecado".

• Enquanto os asmos (matzot) de Pêssach falam do corpo do Mashiach que não tem pecado; levedados (chalot) falam da kehilá remida composta de judeus e gentios (dois pães) que nela ainda habita o germe do pecado, porém sem o domínio que tinha sobre nosso corpo.

“O pecado não terá domínio sobre vós”. Rm. 6:12-14.

E nesse grande contraste das matzot de Pêssach e das chalot do Shabat esses pães apontam para duas direções distintas:

1) As matzot de Pêssach apontam para o corpo do Mashiach.

2) E as chalot de Shabat apontam para o corpo da kehilá de Yeshua, muito embora se faça também nessa celebração uma alusão ao último Pêssach celebrado por Yeshua, quando ele estabeleceu a Brit ha Chadashá, a Nova Aliança, através do sacrifício do seu corpo e selada com seu próprio sangue.

Lehitraot.

פאולו וואלי ✡

Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פאולו - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valle / Valley / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):