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domingo, 27 de setembro de 2009

Judeus Usam Galinhas Para Expiar Pecados Antes de Yom Kippur



Judeu ortodoxo segura uma galinha durante as celebrações do יום כיפור, Yom Kipur, Dia do Perdão, na cidade de Ashdod, Israel.


Data e hora local em Israel



Shalom chaverim, paz amigos!

Eis aqui uma notícia sobre o Yom Kipur comemorado pelos judeus ortodoxos nesse ano de 5770, quando eles providenciavam as כפרות, kaparot, expiações pelos seus pecados:

"Esta é minha mudança, este é meu substituto, esta é minha expiação", murmuram os fiéis judeus enquanto dão três voltas por cima de suas cabeças com um animal que, minutos depois, é morto como forma de expiar os pecados. No ritual das Kaparot, uma expiação simbólica dos pecados, milhares de galos e galinhas são degolados em Israel para lembrar os judeus que, a qualquer momento, Deus pode tirar a vida como forma de compensação por seus pecados.

As mulheres usam galinhas; os homens, galos; e as grávidas, um exemplar de cada um. As Kaparot são vividas nos dias anteriores ao Yom Kippur, a data mais solene do judaísmo, destinada ao arrependimento e ao pedido de perdão.

"Neste momento do ano, que é nosso Ano Novo Judaico (Rosh Hashana), uma das coisas que fazemos é começar uma vida nova e refletir sobre o que fizemos no passado", explica o judeu de origem americana Menachen Persoff antes de fazer suas Kaparot.

"Pegamos uma galinha e dizemos: ''Em vez de que eu seja castigado e destruído neste mundo, deixe que seja esta galinha''. E então temos que pensar que, quando essa galinha morre, poderíamos ter morrido em seu lugar", acrescenta.

Para Persoff, as Kaparot são uma oportunidade para "ser uma pessoa melhor, pensar nas coisas que fizemos de errado e fazer as coisas de um jeito melhor no futuro".

Depois que a ave escolhida - que deve ser branca, para simbolizar a purificação do pecado - é girada sobre a cabeça, o animal é degolado com um rápido e certeiro movimento com uma faca afiada cuja lâmina não pode ter a menor fenda, seguindo os preceitos judeus do "kashrut".

Os penitentes costumam doar as aves mortas para a caridade se têm uma boa situação econômica. Caso contrário, as levam para comer em casa.

Alguns criticam os que comem ou doam as aves aos pobres ao entender que os pecados de quem toma parte no ritual foram transferidos ao animal e, portanto, este não deve ser comido.

Após o ritual, as vísceras das aves devem ser colocadas em algum lugar onde possam servir de alimento a outros pássaros, a fim de demonstrar piedade em relação a todas as coisas vivas.

"Nas Kaparot, rezamos para ser perdoados. Nos mostramos envergonhados diante de Deus e lembramos que ele pode nos tirar a vida, mas nos dá a oportunidade de pedir perdão", aponta a judia ultraortodoxa Devorah Leah.

Para ela, esta tradição ajuda a "pensar com mais profundidade" sobre si mesmo e seus atos. Na antiguidade, as Kaparot eram feitas com cabras, o que deu origem à expressão "bode expiatório".

Hoje em dia, mamíferos não são usados, mas se não é possível ou não se quer usar galinhas ou galos, estes podem ser substituídos por qualquer outra ave, exceto pombos - para não lembrar os ritos de sacrifício no templo -, ou mesmo por um peixe.

Também são muitas as famílias que fazem as Kaparot com dinheiro que depois é doado aos pobres. O fato de os rabinos permitirem que o rito seja celebrado sem necessidade de matar animais é o principal argumento das organizações defensoras dos animais contra esta prática, que consideram como cruel e abusiva.

"Muitos religiosos argumentam que não há motivo para fazê-lo com dinheiro quando se pode matar uma galinha, porque estas não sofrem.

Mas isso não está certo. Todo mundo sabe que os animais têm sentimentos e querem viver, igual a nós", diz Gene Peretz, uma jovem estudante vegetariana que se manifesta em Jerusalém contra o uso de animais vivos nas Kaparot.

Frente a esta postura, os seguidores da tradição, como Leah, argumentam que "os animais estão na terra para ser utilizados pelos seres humanos, sempre que seja de modo correto", e que comer "os animais que Deus nos deu é uma forma de fazer com que o mundo seja mais espiritual".

Fonte: Site Terra.


E nesse vídeo abaixo podemos ver alguns judeus ortodoxos em Jerusalém durante o יום כיפור, Yom Kipur, Dia do Perdão praticando também a כפרה, kaparah, expiação dos seus pecados, segundo eles:


Vejam como os judeus ortodoxos estão completamente equivocados em sacrificar às vesperas do Yom Kipur, Dia do Perdão já que a Torah e o Tanakh declaram explicitamente que só no מקום, makom, lugar, Jerusalém e no בית המקדש, Beit ha Mikdash, Templo se pode sacrificar. (Dt 12:5,6,11,13,14,18,26,27; 14:24-26; 16:2; 31:11; Js 8:1; 1 Rs 8:29,30; 9:3; 2 Cr 7:12-16). E uma vez que o Templo ainda não foi reconstruído, então isso é caracterizado como uma desobediência a Torah.

E vejam também esse interessante artigo:

"O Talmud afirma:

"Não há יום כיפור, Yom Kipur sem sangue." (Yomá 5a)

Toda a Torá aponta para essa forma de resgate: o resgate dos primogênitos, ocorrido em Pesach, em que o sangue de um cordeiro perfeito era passado nas portas, impedindo a morte dos primeiros filhos hebreus. As constantes ofertas pelo pecado, que envolviam derramamento de sangue de diversos animais. A expiação máxima da culpa, ocorrida em יום כיפור, Yom Kipur, em que um bode era degolado e seu sangue aspergido sobre o povo, liberando-o de toda culpa e outro enviado ao deserto, para morrer.

O Talmud nos conta que:

"Durante os quarenta anos antes da destruição do Segundo Templo, a sorte* escrita ‘Para o Senhor’ não vinha mais na mão direita do Cohen Gadol (Sumo Sacedote), nem o fio vermelho** ficava branco, nem a lâmpada ocidental da Menorá do Templo permanecia acesa e as portas do Santuário abriam por si só" (Yomá 39b).

*A sorte para o Senhor é uma referência ao texto de Lv 16.6-9. Ao bode que seria para expiação do povo. Havia um sorteio e por um sinal de D'us saía 'Goral LaHaShem', mas neste período isto não acontecia mais. Sinal que D'us não estava mais recebendo as ofertas pelo pecado, pois o Mashiach Yeshua se ofereceu como perfeito sacrifício pelo pecado. Exatamente neste período de 40 anos antes da destruição do Templo, aproximadamente no ano 30 d.e.c. ** O fio vermelho era o fio de escarlate que perdia sua cor (ficando branco) como sinal de aceitação de D'us à oferta de Israel. Este fenômeno também não acontecia mais."

Fonte:


Referências:




Tradução em português pelo site Google: Capítulo 13: A Necessidade de um Novo Testamento

Conclusão:

A explicação que se pode dar sobre as portas do Beit ha Mikdash, Templo se abrirem por si só, conforme descreve o texto de Yomá 39b refere-se ao fato do sacrifício do Mashiach ter sido aceito pelo Eterno nosso D'us, porque no exato momento em que ele morreu o véu do Templo foi rasgado de alto a baixo, dando acesso aos pecadores até a presença do Eterno, pela expiação de seus pecados, através do sangue do Cordeiro de D'us que tira o pecado do mundo. (Isaías 53:7).

Yeshua foi crucificado às 09:00h do dia 14 de Nissan, numa quarta-feira do ano 30 (d.e.c.) e permaneceu na cruz algum tempo após às 15:00h do calendário civil (hora nona do calendário religioso), hora essa, em que também veio a falecer. (Mc. 15:25, 34, 37). E essa data confere com o texto do Talmud declarando que durante um período de 40 (quarenta) anos antes do Templo ser destruído aconteceram essas coisas que relata o texto de "Yomá 39b", acima mencionado.

Portanto, o nosso substituto é Yeshua, pois foi ele quem se ofereceu como um cordeiro sem defeito e sem mancha em sacrifício único, porém suficiente e eterno ao nosso D'us, pelos nossos pecados, pois o sangue dos animais (Hb 10:4; Sl 40:6,7) que eram oferecidos no מישכן, Mishkan, Tabernáculo ou no בית המקדש, Beit ha Mikdash, Templo era apenas um símbolo do sangue do Mashiach. Porque só o seu sangue (Ef 1:7; Hb 9:12; Ap 1:5; 5:9) pode fazer a כפרה, kaparah, expiação pelos nossos pecados. Saibam mais sobre esse sacrifício de Yeshua no link abaixo:


Nota:


The sacred Name for G'd was spoken only 10 times once per year (during Yom Kippur) by the Kohen Gadol. When the people heard the Name, they prostrated themselves in deep reverence (Yomá 39b).

E finalizando esse tópico convido a todos para ver esse vídeo e ouvir essa lindíssima música, em atitude de oração especial do יום כיפור, Yom Kipur, Dia do Perdão:

Yaakov Shwekey e Mordechai Shapiro - Rahem - Misericórdia


Lehitraot.

פאולו וואלי ✡


Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פאולו - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valle / Valley / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):




domingo, 18 de janeiro de 2009

A Reconstrução do Templo e o Retorno dos Sacrifícios



Shalom chaverim!

Alguns teólogos modernos dizem, que assim como os israelitas sacrificavam no מישכן, Mishkan, Tabernáculo e posteriormente no בית המקדש, Beit ha Mikdash, Templo, para simbolizar profeticamente o sacrifício de Yeshua, o sacrifício maior e único, porém eterno, perfeito e suficiente, para resgate do ser humano, o qual se distanciou do Eterno e ficou debaixo de condenação, mas que através do sacrifício de Yeshua esse ser humano é perdoado e resgatado, para voltar a ter intimidade com o Eterno; Assim também importa que o Templo seja reconstruído e volte a prática dos sacrifícios como um memorial, uma lembrança do sacrifício de Yeshua; Assim como os judeus relembram o primeiro Pêssach todas as vezes que celebram essa festa; E também os redimidos em Yeshua dentre yehudim ve goim celebram o Pêssach dando a ele um novo significado, isto é, em memória de Yeshua, o qual instituiu um Novo Testamento ou Nova Aliança (Yrmiah, Jeremias 31:31-33, 1 Coríntios 11:23-26) chamada em hebraico de HaBrit HaChadashá.

Sendo que a maioria daqueles que se dizem crentes em Yeshua dentre os goim infelizmente não celebram o Sêder de Pêssach conforme as Escrituras ensinam, pois eles celebram a chamada Páscoa Cristã, a qual em nada se parece com o Sêder de Pêssach original.

Já a chamada Santa Ceia, pelos católicos e protestantes, ainda que com muitas modificações, parece mais ser derivada da celebração do Shabat pelos goim, gentios do primeiro século que seguiam o judaísmo messiânico, porque ela é feita num espaço de tempo muito curto entre uma e outra celebração e não de ano em ano como o Sêder de Pêssach.

Yeshua na sua última celebração do Sêder de Pêssach instituiu uma Nova Aliança dentro do cerimonial do mesmo, todavia ele não disse que estava pondo termo, dando fim ao ato de se celebrar o Pêssach, mas dando a ele apenas um novo significado, como já foi dito, apesar de Shaul, Paulo dizer que Yeshua é o nosso Pêssach (1 Corintios 5:7). Porque na verdade o Pêssach aponta para Yeshua, o Corban, o Cordeiro de D'us que tira o pecado do mundo. (Yohanan, João 1:29).


Data e hora local em Israel



Esse novo Templo será reconstruído pelos israelitas antes do retorno de Yeshua, porém como eles em sua grande maioria ainda não crêem nele, então sacrificarão os animais nesse novo Templo, porém com a mesma mentalidade que sempre tiveram na antiga aliança, isto é, sem entendimento real daquilo que fazem, pois não conseguem fazer alusão alguma desses sacrifícios ao sacrifício de Yeshua.


E será exatamente nessa época que aparecerá um líder mundial para fazer aliança com Israel, o qual prometerá a paz definitiva entre judeus e palestinos, incluindo é claro, todos os árabes, mas que ao final esse líder tirará a sua máscara e desejará ser adorado no Templo como se fosse o próprio D'us, então os judeus não o obedecerão, pois eles aprenderam a lição sobre a idolatria, o que fará com que esse líder persiga os mesmos, então ele interromperá os sacrifícios no Templo e fará guerra contra os judeus, conforme nos falou o profeta Daniel no seu livro do mesmo nome, no capítulo 9:27. E logo após aqueles dias Yeshua retornará para defender Israel, julgar as nações e estabelecer seu reino de paz e justiça sobre a Terra.(Matitiahu, Mateus 24:15-44; Apocalipse 19:11-21).

Na realidade os sacrifícios que serão feitos no novo Templo após o retorno do Mashiach farão uma alusão retrospectiva ao sacrifício maior feito por ele.

Seria possível para alguém que já tenha identificado o Mashiach Yeshua oferecer sacrifícios no novo Templo?

Respondo a essa pergunta com uma outra:

Por que Shaul, Paulo fez voto de nazireu (Atos 18:18; 21:23-26) já que para isso ele teria que oferecer sacrifícios no Templo?

Ora o voto de nazireu incluía sacrifícios no Templo sim, confiram isso nesse texto bíblico de Bemidbar, Números 6:13-21.

Sacrifícios simbólicos proféticos e em memorial


Creio que Shaul, Paulo fez o voto de nazireu simplesmente para demonstrar aos seus patrícios judeus que ainda não tinham reconhecido Yeshua como seu Mashiach, que o fato de um judeu identificar Yeshua como seu Messias e seguí-lo, isso não impede de maneira nenhuma que esse judeu continue a observar as leis que procedem da Torah, ao contrário disso, pois assim como os sacrifícios eram símbolos do futuro e maior sacrifício, o de Yeshua, assim também quando o בית המקדש, Beit ha Mikdash (Templo) for reconstruído e outra vez se fizer nele sacrifícios, os mesmos simbolizarão esse sacrifício redentor de Yeshua como um memorial ao mesmo.

E assim como o cordeiro de Pêssach simbolizou profeticamente o sacrifício maior de Yeshua durante todas as celebrações dessa festa, no período que antecedeu a esse sacrifício de Yeshua, assim também todas as celebrações do Pêssach realizadas após o sacrifício de Yeshua também continuaram simbolizando retrospectivamente esse sacrifício maior de Yeshua.

Sendo assim, o Templo será reconstruído sim. E segundo o já falecido Wim Malgo, nesse Templo se sacrificará outra vez, mas nessa época (após o retorno do Mashiach) será com entendimento que os israelitas sacrificarão nele, pois todos reconhecerão que o sangue de animais não tem poder para expiar pecado, mas sim o sangue do próprio filho de D'us.

Verdadeiramente a revelação das Escrituras é progressiva e, absolutamente ninguém é dono da verdade em questões teológicas, pois conforme nos disse o judeu Shaul, Paulo, o enviando aos goim, para anunciar as boas novas de salvação em Yeshua: Em parte sabemos e em parte profetizamos... Há mais ou menos cem anos, muitos mistérios das Escrituras permaneciam ocultos aos crentes, mas hoje, muitos homens de D'us conseguem compreendê-los perfeitamente.

O Eterno mandou que Daniel escrevesse sobre o futuro, e quando Daniel desejou saber mais sobre o que recebeu do Eterno, então foi lhe dito que as palavras da profecia estavam seladas até ao tempo do fim.

Mas para Yochanan, João, o escritor do Apocalipse, foi lhe dito que não selasse as palavras da profecia do livro, pois próximo estava o tempo de cumprí-las. Os patriarcas não tinham um lugar determinado para adorar a D'us. É certo que hoje para se adorar a D'us não exista também um lugar determinado por Ele, conforme o próprio Yeshua disse para a mulher samaritana:

"Disse-lhe Yeshua: Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos; porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. D'us é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade." (João 4:21-24).

O ofício sacerdotal de Levi e o de Melquisedeque.

E é evidente que o sacerdócio levita ministrava apenas para Israel. Por isso mesmo Yeshua não pertencia a tribo de Levi, mas sim a de Judá, tribo essa que a Torah nunca falou sobre sacerdócio, pois D'us já tinha planos de que o Messias seria Sumo Sacerdote segundo a Ordem Sacerdotal Eterna de Melquisedeque (Tehilim, Salmos 110:4) e não da Ordem Temporal ou Transitória Levita. Porque essa Ordem Sacerdotal Levita é uma figura da Ordem Sacerdotal Eterna de Melquisedeque, cujo exercício é numa dimensão metafísica na Nova Jerusalém e não na Jerusalém terrestre.

Porém as Escrituras ensinam que quando Yeshua estiver reinando sobre a terra, no milênio, então todas as nações terão que enviar representantes à Jerusalém, para celebrarem a festa de Sucot, Tabernáculos, uma festa que foi criada por D'us e que faz parte da lei que consta na Torah. Sendo que para isso será necessário oferecer sacrifícios no Templo. (Vayicrá, Levítico 23:34-37; Zacarias 14:16-21).

Vejam esse vídeo e ouçam esse cântico de lamento sobre o reino de David e a glória da habitação de D'us, o Templo.


Acredito que quando Yeshua estiver reinando durante o milênio em Jerusalém e sobre todas as nações, então as promessas que D'us fez a Israel que ainda não se cumpriram serão por fim cumpridas, entre as quais estas três:

1) A promessa de D'us de dar a terra de Canaã como herança aos descendentes de Abraão. (Bereshit, Gênesis 12:1,7; 13:14,15,17; 15:18).

2) A promessa de D'us de estabelecer Israel como CABEÇA DAS NAÇÕES. (Devarim, Deuteronômio 28:13; Yeshayahu, Isaías capítulo 62).

3) E a promessa de D'us de fazer de Israel UM REINO DE SACERDOTES. (Shemot, Êxodo 19:5,6).

Essa promessa que D'us fez aos israelitas de torná-los num reino de sacerdotes nos dá a entender que não apenas os descendentes de Levi voltarão a exercer o sacerdócio no Templo durante o reino milenar de Yeshua, mas também que todo povo de Israel será considerado um reino sacerdotal para todas as nações. E por isso mesmo se dirá de um judeu naquela época:

"Assim diz o Senhor dos exércitos: Naquele dia sucederá que dez homens, de nações de todas as línguas, pegarão na orla das vestes de um judeu, dizendo: Iremos convosco, porque temos ouvido que D'us está convosco." (Zacarias 8:23).

Enquanto isso, aqueles que foram comprados da terra (Apocalipse 5:9,10; 21:2,3,23-26) dentre judeus e gentios estarão na Nova Jerusalém com um corpo incorruptível exercendo o ofício sacerdotal segundo a Ordem Sacerdotal Eterna de Melquisedeque.

Todavia, após o milênio, quando serão feitos novos céus e nova terra, a Nova Jerusalém, a cidade palaciana, a morada da corte real descerá do céu (Apocalipse 21:1-3) para ser o SANTO DOS SANTOS, o lugar mais sagrado do Templo, cujos sacerdotes serão todos da Ordem Sacerdotal Eterna de Melquisedeque. E onde ser humano nenhum que esteja ainda nesse corpo carnal jamais entrará. Talvez a Nova Jerusalém fique dentro dos limites do território de Israel nessa nova terra.

Na realidade o que desejo dizer com isso é que o futuro pertence ao Eterno, e Ele a quem quer o revela, e a nós, convem que estudemos sim a Palavra do Eterno, mas sempre sabendo discernir o tempo e o modo e nunca sermos absolutos no que falamos, mas declararmos sim o nosso ponto de vista, sem contudo menosprezar o dos outros. E digo-lhes ainda, que não estou faltando com o respeito ao ponto de vista de ninguém sobre esse assunto, mas com esse artigo estou apenas contribuindo, para que todos analisem esse tema futurista dentro de uma outra perspectiva.

Acessem aqui para saberem mais sobre a reconstrução do Templo.

Por tudo isso cantemos então essa lindíssima canção de Tehilim, Salmos 137:1-6.

אִם-אֶשְׁכָּחֵךְ יְרוּשָׁלִָם - Im eshkachekh Yerushalaim - Se eu me esquecer de ti Jerusalém...

תהילים פרק קלז

א עַל נַהֲרוֹת, בָּבֶל--שָׁם יָשַׁבְנוּ, גַּם-בָּכִינוּ: בְּזָכְרֵנוּ, אֶת-צִיּוֹן.
ב עַל-עֲרָבִים בְּתוֹכָהּ-- תָּלִינוּ, כִּנֹּרוֹתֵינוּ.
ג כִּי שָׁם שְׁאֵלוּנוּ שׁוֹבֵינוּ, דִּבְרֵי-שִׁיר-- וְתוֹלָלֵינוּ שִׂמְחָה:
שִׁירוּ לָנוּ, מִשִּׁיר צִיּוֹן.
ד אֵיךְ--נָשִׁיר אֶת-שִׁיר-יְהוָה: עַל, אַדְמַת נֵכָר.
ה אִם-אֶשְׁכָּחֵךְ יְרוּשָׁלִָם-- תִּשְׁכַּח יְמִינִי.
ו תִּדְבַּק-לְשׁוֹנִי, לְחִכִּי-- אִם-לֹא אֶזְכְּרֵכִי:
אִם-לֹא אַעֲלֶה, אֶת-יְרוּשָׁלִַם-- עַל, רֹאשׁ שִׂמְחָתִי.

»SALMOS [137]

1 Junto aos rios de Babilônia, ali nos assentamos e nos pusemos a chorar, recordando-nos de Sião.
2 Nos salgueiros que há no meio dela penduramos as nossas harpas,
3 pois ali aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções; e os que nos atormentavam, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos um dos cânticos de Sião.
4 Mas como entoaremos o cântico de HaShem, D'us em terra estrangeira?
5 Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha destra da sua destreza.
6 Apegue-se-me a língua ao céu da boca, se não me lembrar de ti, se eu não preferir Jerusalém à minha maior alegria.


Lehitraot.

פאולו וואלי ✡

Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פאולו - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valle / Valley / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):