sábado, 8 de novembro de 2008

A redenção profetizada no Sêder de Pêssach



 A redenção e a libertação do ser humano e de toda criação profetizadas na celebração do Sêder de Pêssach.


Dedicatória

Dedico esta obra em primeiro lugar, a D'us, desejando que Ele dê continuidade, através da mesma, à sua grandiosa obra redentora. E em segundo lugar, aos meus dois filhos, David e Bianca, que são para mim verdadeiros tesouros dados por D'us.

Rio de Janeiro, RJ – BR / abril / 2004.

O Autor

Agradecimentos

Agradeço, primeiramente a D'us, nosso Criador e Pai Eterno, que através do seu Ruach, Espírito nos ilumina para entendermos as Escrituras e ao Adoneinu Yeshua ha Mashiach Melech Yisrael, nosso Senhor Yeshua, o Messias Rei de Israel, o qual efetuou essa tão grande redenção, pois sem os quais esta humilde obra certamente não sairia.

E também a todos que oraram ou que de alguma maneira contribuíram para a realização deste feito.

Não pretendia citar nomes, para não cometer nenhuma injustiça, porém não posso deixar de mencionar o jovem Daniel Ribeiro Tavares, membro da Congregação Beit-Lechem - Rio de Janeiro - Brasil, o qual, tanto me ajudou digitando em seu computador, de boa vontade, até altas horas da noite.

Que o Senhor Yeshua recompense a todos vocês.

Rio de Janeiro, RJ – BR / abril / 2004.

O Autor


Apresentação

Não temos a pretensão de ser absolutos na interpretação da Palavra de D'us ou Revelação Divina, mas apenas contribuintes com o Ruach ha Shem, o Espírito de D'us na iluminação da mesma.

Sendo assim, apresentamos ao povo de D'us, este nosso trabalho, com o propósito de edificar o Corpo do Messias na Terra. E com a finalidade de contribuir, para que todo servo do Senhor seja um conhecedor, ainda que, não com tanta profundidade, mas que maneje bem a Palavra da Verdade. E também, para aqueles que ainda não reconheceram Yeshua como o seu Mashiach, Salvador e Redentor, que através deste comentário, conheçam também o plano de D'us para a salvação de suas vidas.

Desejamos a todos vocês uma boa, agradável e edificante leitura.

Rio de Janeiro, RJ – BR / abril / 2004

O Autor



relojes web gratis



Data e hora local em Israel





INTRODUÇÃO:


Iniciamos este estudo fazendo uma sucinta explicação etimológica dos termos: Páscoa, Messias, Cristo e Jesus.

A) O termo Páscoa:

É proveniente do termo latino Pascha, que por sua vez procede da palavra grega Pasca (Hb.11:28), que originou-se da palavra hebraica Pêssach (Ex. 12:11), de Passach que significa saltar, passar, passar por cima, pular...

Abba Eban, ex-ministro do exterior de Israel, em seu livro “A História do Povo de Israel”, faz menção da palavra e apresenta algumas alusões feitas pelo povo israelita sobre a mesma que citaremos apenas três:

1) alusão à passagem pelo mar vermelho, por ocasião do êxodo do Egito;

2) simbolização da passagem dos hebreus da escravidão para a liberdade;

3) vinculação à referência de que D'us omitiu (saltou; passou por cima) as casas dos hebreus na noite em que ele feriu os egípcios.

B) Os termos Messias e Cristo:

Messias é uma palavra latina que por sua vez originou-se do termo hebraico Mashiach, o qual foi traduzido para a língua grega pela palavra Cristós, que significa Ungido. E essa palavra grega Cristós deu origem ao termo latino Christus, o qual deu origem a palavra portuguesa Cristo. Em outras palavras, Messias e Cristo são uma e a mesma coisa e significa Ungido como já mencionamos.

C) O termo Jesus:

É proveniente do termo latino Iesus, que por sua vez procede do termo grego Iesous, o qual originou-se do termo hebraico Yeshua, que significa salvador e que por sua vez originou-se do termo hebraico yeshuah, que quer dizer salvação. (Mt. 1:21; Lc. 1:26, 27, 31-35).

Quando o anjo Gabriel anunciou a Miriam, Maria que ela daria a luz a um filho gerado pelo Espírito Santo disse que seu nome seria Yeshua. E quando Yosseph, José decidiu deixar Maria, um anjo do Senhor lhe apareceu em sonho dizendo para que não a deixasse e explicou que o Filho fora gerado pelo Ruach ha Shem, Espírito de D'us acrescentando que o seu nome seria Jesus (Yeshua), pois ele salvaria o seu povo dos seus pecados. (Mt 1: 19-21). O nascimento de Jesus foi um cumprimento profético da profecia de Yeshayah, Isaías no capítulo 7:14 que diz:

“Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá e dará a luz um filho e será o seu nome Emanuel.”

O termo Emanuel significa: D'us Conosco. Uma salvação procedente de D'us e que estaria a nossa disposição.

Yeshua ha Mashiach, quer dizer: salvação, o ungido, porém se invertermos a ordem teremos o seguinte: o ungido salvação; em outras palavras, o ungido é a salvação ou o messias é a salvação para toda a humanidade caída no pecado. Ele é a própria salvação personificada. Ele também seria chamado como: ...“Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”. (Is 9:6)

A celebração de Pêssach é uma profecia sobre a redenção e a libertação de toda a criação física inanimada (reino mineral) e animada (reino vegetal e animal) a começar pelo homem, que foi o causador e culpado de tão grande tragédia: a sujeição do próprio homem e de toda a criação ao domínio do príncipe das trevas, Satanás e ao seu reino tenebroso. (Gn 3:1-21).

Inicialmente citaremos alguns textos bíblicos de suma importância sobre a redenção e libertação não só do povo israelita do cativeiro egípcio, como também da própria Kehilá do Senhor, de toda a raça humana, da terra e de todas as coisas criadas; e isso no campo físico e metafísico:

1) Da criação inanimada e animada. (Gn 3:17-19, Lv 25:8,10,23-25,28; Rm 8: 19-23, Ap 21: 1-5, 1s. 65: 17, 25).

2) Do ser humano.

a) Do seu corpo – Rm: 8:23 (soma – somatos/grego); (guf – geviyatenu – nosso corpo/ hebraico).

b) Da sua alma – Sl 49:8 (nephesh – naphsham/hebraico) Mc. 8: 36-37 (nephesh – naphsho/ hebraico) (psyke – psyken-psykes- sua alma/grego).

c) Do homem como um todo: espírito, alma e corpo. (Sl 103: 4,Ef. 1:7,14, I Ts 5:23, Ap.5: 9).

Os termos espírito, alma e corpo nas línguas originais na Antiga e na Nova Aliança:

Português//Hebraico//Grego

Espírito....... ruach ...... pneuma....(vento)

Alma........... nephsh .... psyke.......(vida)

Corpo.......... guf........... soma........(matéria)

Os israelitas celebraram o Pêssach no deserto, porém foram proibidos por D'us de celebrar a mesma e de sacrificar, em outro lugar, que não fosse o escolhido pelo Senhor, quando entrassem na terra prometida para a possuírem. (Dt 16:1-6). Já na terra prometida e no lugar (Jerusalém e no Templo) escolhido por D'us (I Rs 8:29, Sl. 78:68) celebraram-na com real aceitação por D'us, conforme podemos comprovar nos seguintes textos: (II Cr 30: 1-20,35: 1-19, II Rs 23:21 e Ed 6:19-22).

Hoje os judeus celebram o Pêssach um pouco diferente, pois para os que vivem em Israel já não existe o templo, onde eram sacrificados os cordeiros. Para os que moram em outros países, a impossibilidade de sacrificar animais é mais evidente conforme nos mostram os seguintes textos: (Dt 12: 5-7; I Rs 8:29; Sl 78:68).


Na verdade, toda esta festa é profética, mas falaremos apenas sobre esses elementos, que acreditamos apontar para Yeshua ha Mashiach: O cordeiro de Pêssach, a matzá (pão sem fermento) e os cinco cálices com vinho.


CAPÍTULO I

O CORDEIRO DE PÊSSACH

1) Teria de ser sem mancha, sem defeito algum e teria que ficar quatro dias sendo observado até que no 14º dia de Nissan fosse finalmente sacrificado. Isso faz referência ao Mashiach, que também não deveria ter nenhum defeito, pecado, nem mancha alguma em sua vida. E que apesar de os homens ter procurado achar nele alguma mancha, culpa e ou pecado (Lc 11:53-54), todavia não conseguiram. (Jo. 8:46). D'us só aceitaria como resgate um sangue inocente.

2) O cordeiro faz menção a primeira aliança de D'us com os israelitas, quando ele deu a lei no Monte Sinai, todavia Israel quebrou esse concerto ou aliança conforme. (Jeremias 31: 32).

3) O verdadeiro cordeiro de D'us que tira o pecado do mundo, Yeshua ha Mashiach, o Messias de Israel faz menção a 2ª aliança de D'us não só com os israelitas, mas também com os gentios. (Jr: 31:31,33, 1s. 42: 6,7; 49: 6).

4) D'us profetizou o mês, o dia e a hora exatos da morte do Messias.

Para maior esclarecimento do leitor leigo, se faz necessário uma explicação sobre os dois calendários judaicos; o religioso e o civil:

a) No calendário religioso, a noite inteira precede ao período diurno. A mesma começa ao pôr-do-sol, terminando quando o sol nasce, dando início ao dia, que ao findar dá início a uma nova data. Sendo assim, as horas são contadas de 12 em 12 e não de zero à 24h.

b) E no calendário civil a virada do dia (data) se faz a meia-noite. E as horas são contadas direto, ou seja, de zero a vinte e quatro horas. Há mais ou menos 1445 anos antes da era comum, na instituição da celebração do Pêssach, D'us profetizou o mês, o dia e a hora exatos em que Yeshua ha Mashiach morreria. (Ex. 12:6; 13:3, 4). Yeshua foi crucificado as 09:00h do dia 14 de Nissan do ano 30 (d.e.c.) do calendário civil (hora terceira do calendário religioso judaico) e permaneceu na cruz algum tempo após as 15:00h do calendário civil (hora nona do calendário religioso), hora essa, em que também veio a falecer. (Mc. 15:25, 34, 37).

O texto original hebraico de Ex. 12:6 diz que o cordeiro teria de ser sacrificado “entre as duas tardes” do dia 14 de Nissan.

O historiador judeu do primeiro século Flavius Josefo, disse, que era entre 15:00h e 17:00h. Ele foi o que chegou mais próximo da hora exata do sacrifício do cordeiro.
Já os samaritanos, os fariseus e o Talmud, não foram precisos nas suas interpretações.

B'H! Rendemos glórias a D'us, pelo seu Ruach, o seu Espírito que nos ilumina para entendermos a sua palavra, pois a mesma é o código de D'us, que conduz o homem à salvação, a fim de que todo aquele que tem o Ruach ha Shem, Espírito de D'us, o qual é o decodificador de todos os mistérios do Criador, seja instruído em toda a verdade.

Todos nós sabemos, que um dia tem somente uma tarde. Como entender então o termo bíblico “entre as duas tardes?”

Sabemos que o total de horas, que compreende a parte da tarde é de seis horas, começando às 12:00h. Isto é, do meio-dia no calendário civil (hora sexta no calendário religioso) até 18:00h (décima segunda hora no calendário religioso).

Se dividirmos esse total de seis horas por dois, teremos o resultado de três horas, isto é, dois períodos de três horas cada, um de meio-dia às 15:00h., no calendário civil (da sexta à nona no calendário religioso), a hora exata da morte de Jesus, o Cordeiro Pascal.

E o outro período de 15:00h às 18:00h no calendário civil (da hora nona à décima segunda no calendário religioso); Sendo assim, a profecia sobre o mês, o dia e a hora exatos da morte do Messias, foi cumprida com uma precisão que somente o Criador poderia prever com tantos séculos de antecedência.

CAPÍTULO II

O PÃO SEM FERMENTO (MATZÁ)

1) Durante um período de sete dias os israelitas eram proibidos de comerem ou terem em suas casas pão levedado ou fermentado, pois o chametz, fermento simboliza o pecado. Ex. 12:15. Nesses sete dias, celebravam a festa das matzot, dos pães asmos, que começava no 14º dia de Nissan no dia em que celebravam o Pêssach. Ex. 12: 18.


D'us ordenou aos israelitas que antes do dia 14 de Nissan, eles tirassem de dentro de suas casas tudo que fosse fermentado ou toda levedura (chametz) e durante sete dias comessem pão asmo (matzá). Isso é uma ordenança de D'us não só para os israelitas, mas também para toda raça humana tirar o pecado não apenas de suas casas (famílias), mas também do seu coração (centro da sua vida psíquica, da alma).

O fato da festa dos pães asmos (matzot) durar sete dias, fala da plenitude em servir e pertencer a D'us de todo o coração. Pois uma semana somente é completa ou plena quando tem sete dias. D'us não aceita uma oferta pela metade ou parcialmente.

“A Hagadá original voltava-se para a interpretação dos símbolos de Pêssach, um costume extraordinário, já que em nenhuma outra ocasião o judeu é obrigado a proclamar a base lógica de um mandamento. Ainda aqui, Rabi Gamaliel III, o proeminente sábio do período que seguiu à destruição do templo 70 (d.e.c.), decretou que a omissão de elucidar o significado dos símbolos anula o valor de usá-los. Portanto a Hagadá reflete as preocupações judaicas reais, provenientes do tumulto do primeiro século. Os judeus não eram os únicos a dedicarem sua atenção ao Sêder. Muitos cristãos acreditavam que a última ceia de Jesus havia sido no Sêder. Estes cristãos – muitos deles judeus convertidos – provavelmente continuavam a fazer todos os anos o seu Sêder como sempre o haviam feito, antes de serem adeptos de Jesus de Nazaré. Para eles, porém, o ritual do Sêder estava imbuído de novos significados. A matzá, por exemplo, era o corpo do seu Senhor, assim como este o havia declarado antes de morrer.” (A Hagadá de Pêssach – pg. 9 ).

Portanto a elucidação dos símbolos do Sêder de Pêssach, conforme a própria Hagadá afirma, não é de hoje. A palavra Hagadá, traduzida do hebraico significa “contar”. D'us ordenou aos israelitas, que contassem aos seus filhos, em todas as gerações, a história da instituição do Pêssach e sobre a libertação dos hebreus da escravidão no Egito, daí o termo Hagadá.

2) Na realidade são três matzot, pães asmos usados no Pêssach. O curioso é que o oficiante toma um dos pães e em seguida quebra-o em dois e envolve um dos pedaços em um guardanapo branco e virgem denominando-o de αφικομαν, afikoman. E, logo após, esconde-o, encarregando as crianças de procurá-lo no final da refeição. E quando o αφικομαν, afikoman é encontrado, então é partido pelo número de todos os presentes na festa para que comam dele. Esse costume vem a ser uma simbologia sobre o Messias, que após sua morte teve seu corpo envolvido em um lençol e colocado numa sepultura. (Mt 27:59,60). O αφικομαν, afikoman é o pão do meio representando o corpo de Yeshua como o preço do nosso resgate, pois o ser humano é composto de três essências: corpo, alma e espírito, representados pelas três matzot.

Yeshua é o pão da vida que desceu do céu e dá vida ao mundo. Jo 6:32, 33, 35, 48; I Co 11:23.24. “Escondendo o Afikoman”, subtítulo de “A Hagadá de Pessach” (pg.15), é sem dúvida alguma, uma referência ao Messias.

O termo hebraico אפיקומן, afikoman tem sua origem no termo grego αφικομαν e significa, venho, vou, volto, chego, etc.

Num sentido mais amplo o termo significa ter de volta ou voltar-se para aquilo que era seu, mas que por algum tempo ficou oculto aos seus olhos. Este significado rememora o texto de Yochanan,João, l: 11,12:

“veio para o que era seu e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de D'us; aos que crêem no seu nome”. Também ao texto do emissário Shaul, Paulo:

“era mister que a vós se pregasse primeiro a palavra de D'us; mas, visto que a rejeitais, e vos não julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios. Porque o Senhor assim no-lo mandou: eu te pus para luz dos gentios, para que sejas de salvação até aos confins da terra”. (At 13: 46,47)

O Afikoman Yeshua, ainda está escondido e longe da vista da maioria dos judeus, mas algum dia ele voltará e eles “olharão para mim, a quem traspassaram e o prantearão como quem pranteia por um unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito”. Zc 12:10. Portanto, amigo israelita, Yeshua é o nosso afikoman, o nosso resgate, aquele que nos comprou da morte para vida. Quando o judeu se rende aos pés do verdadeiro Messias, aí então, pode se alimentar do afikoman que estava escondido e finalmente foi achado e visto por todos. Yeshua veio, foi para os céus e voltará conforme sua promessa. É necessário se tornar como criança para encontrar o pão oculto na cerimônia do Pêssach. Yeshua disse “... se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus”. Mt 18:3. Ao final da refeição do Sêder de Pêssach, as crianças procuram o afikoman, a parte do pão escondida, até encontrá-la. Não é de se admirar que os adultos fiquem de fora apenas observando. O Afikoman Yeshua somente pode ser encontrado quando o homem desce da sua soberba e se humilha ao nível essencial de uma criança. Os judeus que buscam ao Senhor de todo o seu coração, esses são os que acham o pão oculto, o Messias. Jr 29:13,14.
O próprio Yeshua falou pelos lábios do salmista Davi, através do Espírito de D'us, que viria a este mundo: “... então disse: eis aqui venho: no rolo do livro (Toráh) está escrito de mim:... (Sl. 40:7 ou verso 8 (oito) no Tanach).
E na Briyt Hadashah (Nova Aliança ou Novo Testamento) ele disse: “... vou, e venho para vós...” (Jo 14:28), isto é vou e volto para vós. Ele veio estabelecer a Nova Aliança descrita no livro do profeta Yrmiah, Jeremias no capítulo 31:31.
Por isso mesmo aquela matzá escondida chama-se afikoman, que fala das três atividades do Messias que veio, foi para o céu e voltará.

CAPÍTULO III

OS CINCO CÁLICES COM VINHO

Os cinco copos ou cálices mencionados na Hagadá de Pêssach, como parte integrante do Sêder e o simbolismo de cada um deles, segundo a Hagadá:


Os judeus crêem que as quatro promessas de D'us em Ex. 6: 6,7 são representadas pelos cinco cálices com vinho, conforme descreveremos a seguir:

1) O primeiro cálice chama-se o copo da santificação (kos kidush) “Eu sou o eterno que te libertarei do jugo egípcio”. Ex. 6:6 (A Hagadá de Pêssach, pg 22).

2) O segundo cálice chama-se o copo da redenção. (kos g’ula). “Eu vos livrarei do seu jugo”. Ex: 6:6 (A Hagadá de Pêssach, pg 60).

3) O terceiro cálice chama-se o copo da bênção. (kos b’rachá) “Eu vos salvarei com braço estendido”. Ex. 6: 6 (A Hagadá de Pêssach, pg. 67).

4) O quarto cálice chama-se o copo da aceitação. (kos hartzaá) “Eu vos hei de tomar para serdes o meu povo”. Ex.6:7 (A Hagadá de Pêssach, pg 91).

5) O quinto cálice chama-se o copo de Eliahu, Elias.

As duas primeiras promessas falam da libertação e livramento de Israel.

Duas palavras que são usadas para expressar a mesma coisa em vários textos nas Escrituras, porém nesse caso, elas expressam duas situações distintas:

Libertarei da presente escravidão e livrarei da presente e da futura escravidão.

- A primeira promessa é tirarei (hotze’tiy) de debaixo do jugo, que, em português mais aprimorado é libertarei do jugo. Libertação aqui significa liberar alguém que está preso a algo;

- Já a segunda promessa é livrarei (hitzalttiy).

Livramento significa também preservar alguém de algo, que lhe prende no presente ou que poderia prendê-lo no futuro, à condenação à morte por exemplo. O povo israelita estaria preso ao jugo egípcio, não apenas no passado, mas também no futuro, se não fosse a intervenção divina.

- Já a terceira promessa fala da redenção e a palavra usada é resgatarei que significa comprar ou redimir, isto é, o ato de redenção de Israel. No original hebraico a palavra é (ga’alttiy) que significa resgatarei ou remirei.

- E a quarta promessa fala do ato de D'us tomar posse dos israelitas como sua propriedade exclusiva e também do ato do Senhor de tomar posse da terra prometida para o seu povo, a terra que emana leite e mel. Em hebraico (lakachttiy) que significa tomarei.

- E a quinta promessa, embora não tenha sido registrado no texto que D'us ordenou a Moshe, Moisés escrever sobre a instituição do Sêder de Pêssach, contudo nós sabemos que se encontra em grande parte das Escrituras, a qual fala da glorificação dos redimidos. (Tehilim, Salmos 91:15).

Se de fato os cálices com vinho representam essas promessas, então também poderiam ser chamados de:

1) LIBERTAÇÃO,

2) LIVRAMENTO,

3) REDENÇÃO

4) APROPRIAÇÃO

5) GLORIFICAÇÃO

Todavia acreditamos, que esses cálices representam e simbolizam muito mais do que esclarecemos até agora. Aproveitamos para registrar o que disse o rabino Herbert Bronstein, editor de A Hagadá de Pêssach, sobre o quinto cálice, o de Elias:

“O ritual de um cálice adicional de vinho, certamente nasceu em nosso tempo...” Por isso mesmo consideraremos apenas os quatro cálices como parte integrante do Sêder.

O termo hebraico Sêder, significa ordem, a ordem do culto doméstico na celebração do Pêssach.

O conteúdo dos cálices é o vinho que simboliza o sangue do cordeiro de Pêssach, o preço, ou ainda, o pagamento de tão grande resgate, a redenção de todas as coisas físicas criadas por D'us nos reinos – mineral, vegetal e animal – bem como de todas as coisas metafísicas que integram a criação divina.

Na verdade, cremos que todos os cálices têm um mesmo significado pelo seu conteúdo único, isto é, o preço da redenção. Em conseqüência do ato único de redenção, realizado pelo cordeiro de D'us que tira o pecado do mundo, Yeshua ha Mashiach, o Salvador Ungido, recebemos de D'us santificação, libertação, livramento, salvação, justificação, purificação, perdão, vida eterna, filiação, etc.

Já a pluralidade dos cálices fala das etapas do processo da redenção:

O primeiro cálice fala da redenção do espírito do homem (metafísico);

O segundo cálice fala da redenção da alma do homem (metafísico);

O terceiro cálice fala da redenção do corpo do homem, bem como, de todas as coisas físicas criadas;

O quarto cálice fala de D'us tomando posse do homem como propriedade redimida, como também tomando posse do próprio planeta e de toda criação como promessa dada aos redimidos para implantar o reino de D'us.

E o quinto cálice fala da glorificação dos redimidos já de posse da terra prometida, a saber da Nova Jerusalém, a qual é anti-tipo da Jerusalém terrestre.

Tudo isso foi prefigurado no passado pela terra prometida, a Canaã, a terra que emana leite e mel, reservada para os israelitas viverem exclusivamente para servir ao Senhor.

A ordem das etapas da redenção, representada pelos cálices, significa que D'us começa o processo da redenção pelo próprio homem depois da queda de Adão e Eva. E isso, do interior para o exterior, isto é, partindo do espírito para a alma e finalmente o corpo. Esta mesma redenção se estende às coisas físicas criadas por Ele.

É quando D'us toma posse da sua herança conforme a lei da redenção da possessão adquirida. (Lv. 25: 23,25, Ap.5:9,10;11:15). O homem, o planeta terra e toda criação foram adquiridos temporariamente por Satanás até que haja a completa redenção e tudo retorne aos seus legítimos donos, isto é, D'us e o seu povo. (Lv.25:9,10,13).

Nessa época não somente os legítimos herdeiros receberão e tomarão posse de sua herança, assumindo o domínio do planeta, mas também os escravos serão livres, isto é, o restante da raça humana libertada do império das trevas para servir ao Rei dos reis, Mashiach e o seu povo, os administradores do mundo futuro.

“Redimir é comprar de volta algo que o legítimo dono perdeu. Uma possessão adquirida, portanto, não era um bem permanente, mas estava sempre sujeito à redenção. Aquele que adquirisse um bem não podia ficar tranqüilo quanto a posse do mesmo e quanto a garantia dos herdeiros. Nunca se sabia em que momento algum parente do antigo proprietário se apresentaria com o preço da redenção, que equivalia ao aluguel dos meses que restavam até a data do jubileu quando as terras seriam devolvidas automaticamente ao herdeiro original. (Lv. 25:27,28). As terras adquiridas, portanto, eram temporárias e jamais perpétuas. Somente a possessão herdada era segura. O processo de restauração das terras aos seus legítimos herdeiros era chamado de redenção e o parente que as resgatava era chamado de remidor ou redentor. Todo esse processo tipificava a grande redenção de todo o planeta. A Terra ainda não foi redimida, mas já recebemos o Espírito de D'us, a certeza do cumprimento da promessa de D'us relativa à nossa herança até que se realize a redenção da possessão adquirida”. (Ef.1:13,14) (O Futuro Glorioso do Planeta Terra).

O Messias Yeshua, nosso parente próximo e remidor, já realizou a nossa redenção espiritual e psicológica. Resta apenas que se concretize em nosso corpo, a saber, a nossa ressurreição. Só então se completará no planeta e em tudo que foi criado fisicamente por D'us, o plano da redenção, quando o Mashiach Yeshua na sua segunda vinda, implantar seu reino de paz e justiça sobre a Terra, assumindo o trono de Davi, em Jerusalém. Moisés foi um tipo do Messias, quando usado por D'us para libertar o povo israelita do Egito, prefigurando a libertação de todos aqueles que se convertem ao D'us de Israel, através do Messias Yeshua. “No princípio, era o Verbo (Yeshua), e o Verbo (Yeshua) estava com D'us e o Verbo (Yeshua) era D'us (Elohim)”. (Jo. 1:1) “E o Verbo (Yeshua) se fez carne e habitou entre nós...” (Jo.1:14).

“Quando D'us redimiu Israel do Egito essa redenção avalizou o direito do próprio D'us de tornar-se o dono legítimo de Israel. O povo hebreu já Lhe pertencia por criação e eleição e agora também por redenção. Historicamente, a redenção de Israel do jugo do Egito é uma prefiguração da redenção maior da raça humana pecaminosa mediante a morte de Yeshua na cruz. Todos os crentes são redimidos por Yeshua do poder de Satanás, do pecado e do mundo. Agora pertencem a Ele e podem confiar no seu amor e nas suas promessas”. (Bíblia de Estudo Pentecostal).


CAPÍTULO IV

AMPLIANDO A VISÃO SOBRE OS CINCO CÁLICES

O Primeiro Cálice:

Fala da redenção do espírito de cada israelita preso ao pecado, ao império das trevas e à condenação eterna, pela vida que levavam no Egito, longe de D'us e dos seus caminhos, da sua lei.

Mas fala também da redenção que há em Yeshua, o Messias de Israel, para todo aquele que nele crê, tanto para judeus como para gentios (Rm 1:16) do poder do pecado, da morte espiritual e de Satanás, para uma vida espiritual vitoriosa e ligada a D'us eternamente.

Esse é o cálice da salvação como disse o salmista (Sl 116:13, I Co 11:25, Mt 26:27), oferecida gratuitamente por D'us, para judeus e gentios.

E é também o cálice de todo sofrimento espiritual, que o Mashiach tomou por nós.

O Segundo Cálice:

Fala da redenção da alma de cada israelita do domínio da morte psicológica, sofrimento da alma, para uma vida com D'us.

Todavia fala também do cálice de tristeza, amargura e angústia que Yeshua bebeu voluntariamente por amor à raça humana.

“... se possível for, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.” (Mt. 26:39).

E também da redenção da alma de todo o homem judeu ou gentio, pelo preço do sangue derramado do Filho de D'us.

O Terceiro Cálice:

Fala da redenção da vida dos primogênitos israelitas no Egito. (Ex.12:12-14).

Mas fala também da redenção do corpo de todo ser humano, que crê no sacrifício do Filho de D'us para libertá-lo do poder da morte física. Fomos comprados por alto preço. (Jo 1:29, Ef 2:5, 6).

Fala ainda do cálice de sofrimento e dor física, que Yeshua tomou para que nós tivéssemos vida física ou a ressurreição e redenção dos nossos corpos. (Rm 8:23). Fala da libertação dos israelitas do jugo de Faraó.

Todavia, fala também da libertação da humanidade de todo jugo, quer individual ou nacional, da dominação política satânica e humana para o sistema teocrático, o reino divino.

Enfim, esse cálice fala da redenção e libertação de toda a criação. (Rm 8:19-23).

O Quarto Cálice:

Fala de D'us tomando posse do homem, da Terra e de toda a criação. Se Yeshua não morresse como oferta à D'us pelo pecado ou se Ele tivesse pecado contra D'us nem mesmo o primeiro Pêssach realizado no Egito teria valor ou aceitação para D'us. E ainda que os judeus sacrificassem inúmeros cordeiros por toda a eternidade, nem mesmo assim D'us aceitaria tal celebração, pois os cordeiros sacrificados nas cerimônias judaicas apenas simbolizavam o Cordeiro de D'us. Dele falou o profeta Isaías: “Ele foi oprimido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro e, como ovelha muda perante seus tosquiadores, ele não abriu a sua boca. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si;... Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele e pelas suas pisaduras fomos sarados”. (Is. 53: 4,5,7).

O Quinto e Último Cálice:

Esse quinto cálice, denominado também de o Cálice de Eliahu, Elias não é bebido por ninguém. Isso nos faz lembrar daquilo que Yeshua disse quando celebrou o seu último Pêssach:

"Em verdade vos digo que não beberei mais do fruto da videira, até aquele dia em que o beber, novo, no reino de D'us." (Marcos 14:25).

Acreditamos, portanto que esse quinto e último cálice faz alusão a celebração maior do Pêssach na presença de D'us e do seu filho Yeshua, quando nós, os seus redimidos estivermos numa outra dimensão, após nossa partida desse mundo ou após a volta de Yeshua para arrebatar sua Kehilá.



CAPÍTULO V

O QUE A REDENÇÃO REPRESENTA EM RELAÇÃO A NÓS E A D'US

1) Nós fomos comprados: (I Co. 6:20, 7:23; I Tm 2:5,6).

a) Da escravidão da lei – Gl 4:5.

b) Da maldição da lei – Gl 3:13.

c) Do poder do pecado – Rm 6: 18-22.

d) Do poder do sepulcro – Sl 49:15.

e) De todas as tribulações – Sl 25:22.

f) De toda a iniqüidade –Sl 130:8; Tt 2:14.

g) De todo o mal – Gn 48:16.

h) Do presente mundo mau – Gl 1:4.

i) Das vãs tradições – I Pd 1:18.

j) Dos inimigos – Sl 106: 10,11; Jr 15:21.

k) Da morte – Os 3:14.

l) Da destruição – Sl 103:4.

2) A redenção provém de D'us e não do homem:

a) D'us prometeu enviar um Redentor – Is 35:4,5; 40: 9-11; 52:7-10; 59:20.

b) O homem não pode efetuar a redenção – Sl 49:7.

c) O corruptível não pode adquirir a redenção – I Pe 1:19, Ap 5:9.

d) Vem por meio do Mashiach – Mt 20:28; Gl 3:13.

e) Vem pelo sangue do Mashiach – At 20:28; Hb 9:12; I Pe 1:18-19, Ap 5:9.

f) Yeshua foi enviado para efetuar a redenção – Gl 4: 4,5.

g) Yeshua se tornou a nossa redenção – I Co 1:30.

3) As conquistas da redenção:
a) A justificação – Rm 3:24.

b) O perdão do pecado – Ef 1:7, Gl 1:14.

c) A adoção de filhos de D'us – Gl 4:4,5.

d) A purificação – Tt 2:14.

e) O selo do Espírito de D'us – Ef 4:30.

f) A santificação (o caminho santo) – Is. 35:8-9.

g) A vida presente – Jo 33:24.

4) Significa que a redenção é:

a) Preciosa – Sl 49: 8.

b) Abundante – Sl: 130:7.

c) Eterna – Hb 9:12.

5) O objetivo da redenção:

a) A alma do homem – Sl 49:15.

b) O corpo do homem – Rm 8: 23.

c) O homem como um todo (corpo, alma e espírito) – I Co 6:20, 7: 23; I Ts. 5:23.

d) A vida – Sl 103:4; Lm 3:58.

e) A herança – Ef 1:14, Ap 21:7.

f) A terra e toda a criação – Rm 8:19-23; Lv 25:23-30.

g) O reino e o ofício sacerdotal – Ap 5:9,10.

6) O tipo da redenção:

a) Israel –Ex 6:6.

b) Os primogênitos – Ex: 13: 11-15; Nm 18:15.

c) O preço da expiação – Ex 30:12-15.

d) Os servos – Lv 25:47-54.

7) Os redimidos:

a) São propriedades de D'us – Is. 43: 1; I Co 6:20.

b) São as primícias de D'us – Ap 14: 4.

c) Formam um povo peculiar – II Sm7:23; Tt 2:14; I Pd 2:9.

d) São confiantes na redenção – Jo 19:25, Sl 31:5.

e) São selados para o dia da redenção Ef 4:30.

f) São zelosos de boas obras – Ef 2:10; Tt 2:14.

g) Andam firmemente na santidade – Is 35: 8,9.

h) Estão certos de que o preço da redenção foi pago – Ef 1:14; II Co 1:22.

i) Esperam a consumação do plano de redenção – Rm 8:23, Fl 3:20.

j) Oram pela consumação do plano de redenção – Sl 26: 11, Sl 44:26.

k) Louvam a D'us pela redenção- Sl 21:23; Sl 103:4; Ap 5:9.

l) Glorificam a D'us pela redenção – I Co 6:20.


1) Na primeira vinda ele viria como redentor, o cordeiro, para libertar, livrar, salvar, redimir, advogar e interceder junto ao Pai, o Eterno em favor da raça humana perdida, como o sumo sacerdote fazia por Israel. (Sl 110:4; Is 53: 10-12).

2) Na segunda vinda ele virá como rei e dominador, o leão da tribo de Judá para reinar e exercer juízo sobre toda a raça humana que o rejeitou. (Sl 110:1,3,5,6; Dn 7:13,14).

Em Ap (5:1-13) está descrito todo o processo da redenção feita por Yeshua.

Apocalipse é o livro que fecha o cânon bíblico, uma palavra grega que significa revelação. É a última mensagem do Messias ao seu povo, no que concerne aos acontecimentos finais da História .

Em Ap (5:1-7), Yochanan, João viu no céu um pergaminho enrolado e selado com sete selos sem que ninguém pudesse contemplar o rolo e desatar os selos. Foi dito então ao apóstolo, que não chorasse pois ali estava o Leão da Tribo de Judá, raiz de Davi, que venceu para abrir o rolo e desatar os seus sete selos. João deparou então com um cordeiro e não um leão como havendo sido morto, que veio e tomou o rolo para desatar os seus selos.

O livro selado representa os segredos do futuro, o destino da obra redentora do Mashiach.

“Assim, no esboço panorâmico da luta entre o reino deste mundo e o Reino de D'us é o CORDEIRO sofredor de D'us quem é o vencedor. Prenunciado durante 1 400 anos na Páscoa judaica e agora comemorado durante aproximadamente 2000 anos na Ceia do Senhor, O CORDEIRO DE D'US, que se deu em sacrifício, será durante toda a eternidade o centro do Universo Redimido que será o resultado final da Sua própria obra”. (Manual Bíblico de H.H. Halley).

O Leão de Judá era um Cordeiro. No princípio do livro de Apocalipse (1:13-16), o Mashiach apareceu como um guerreiro para as sete kehilot, congregações.

Em relação ao livro selado, é chamado de Leão. Olhando-se para o Leão é um Cordeiro. Nos capítulos restantes o nome usado é “Cordeiro”. Leão representa poder, já cordeiro representa sacrifício, sofrimento.

Na realidade João viu no céu o cenário de um grandioso tribunal. Isso nos faz lembrar da lei da redenção da possessão adquirida. Que para reaver suas terras ou possessões, os legítimos donos ou herdeiros, algumas vezes tinham que recorrer à justiça, por isso mesmo o apóstolo João viu:

1) Um trono e um que estava assentado sobre o mesmo, o qual é o nosso D'us e Pai Eterno, Criador de todas as coisas e Juiz por Excelência. (Ap. 4.2,11).

2) Um corpo de jurados, representado pelos vinte e quatro anciãos (Ap. 4:4) e os quarto seres viventes. (Ap. 4:6-8).

3) Um livro ou rolo de pergaminho selado com sete selos, que é o próprio documento de escritura de posse do planeta e de toda a criação, inclusive da própria raça humana. Esse rolo é também, o documento processual do julgamento. (Ap. 5:1).

4) Um Leão que é também o nosso Advogado e Salvador. (Ap.5:5).

E ao mesmo tempo um Cordeiro, como havendo sido morto, o qual é o preço da redenção.
Através do derramamento do seu precioso sangue, Ele tornou-se Eterno Redentor.
(Ap. 5:6-10).

5) A raça humana e toda a criação representada por toda a criatura no céu (físico), na terra, debaixo da terra, que está no mar e todas as coisas que neles há. (Ap.5:13). O ser humano é o réu e culpado da criação ficar sujeita à vaidade. (Rm. 8:19-23).

6) E os Oficiais de Justiça, ou executores do juízo Divino, os sete anjos com suas sete últimas pragas para com os desobedientes, tanto de anjos que caíram como de homens que recusam arrependerem-se de seus pecados e aceitar o pagamento de sua dívida. (Ap.8.1-2,6,15).

7) Duas testemunhas a favor dos redimidos, testemunham do poder que há no sangue do Cordeiro para quitação da dívida que o ser humano tem para com o Criador – uma dívida de morte. (Ap. 11:3).

8) O promotor ou acusador, chamado de grande dragão, a antiga serpente (venenosa), chamada também o diabo e Satanás. (Ap. 12: 9).

“...agora chegada está a salvação,... porque já o acusador de nossos irmãos é derribado,...” (Ap. 12:10).

João não viu um leão, como se lhe falou, pois o sangue de um leão não serviria para resgatar a raça humana. Somente um cordeiro sem defeito (pecado) e sem mancha (mácula), seria aceito por D'us como oferta ou pagamento pelo pecado de toda a raça humana. Todavia, na sua segunda vinda ele aparecerá como o Leão da Tribo de Judá, que venceu, e não mais como um Cordeiro, sinal de mansidão. Em um poema de nossa autoria, cujo título é “O Paradoxo”, o propósito de D'us nas duas vindas do Messias, fica bem claro, como o leitor poderá constatar nas linhas que se seguem:

“O PARADOXO”

Você sabe quem eu sou?
Eu sou o mais humilhado,
o mais empobrecido,
contudo o mais exaltado
e o mais enriquecido.

Eu sou o mais perseguido,
o mais odiado,
muito embora, seja o mais seguido
e o mais amado.

Eu sou o mais criticado,
o mais zombado,
todavia, o mais respeitado
e o mais louvado.

Eu sou o mais injustiçado,
o mais subjugado,
porém, o mais recompensado
e o mais glorificado.

Eu sou o mais esquecido,
o mais incompreendido,
mas também o mais lembrado
e o mais compreendido.

Eu sou o mais indigno,
o mais desonrado,
não obstante o mais digno
e o mais honrado.

Você já sabe quem eu sou?
Pela fé já tem me visto?
Eu sou Yeshua ha Mashiach.
Mas ainda tenho algo a lhe falar:

Na Terra, tudo aquilo sofri,
só para lhe salvar.
Na cruz, padeci grande dor;
fui réu de morte,
mas demonstrei meu grande amor.
Agora sou Advogado, Salvador e Redendor.
Mas voltarei como Juiz, Rei e Senhor,
para julgar a todo pecador. (pcsv).


E completando esse assunto sobre as duas vindas do Messias, citaremos algumas poucas, das muitíssimas profecias sobre as mesmas:
Cristo, o Messias no Antigo e Novo Testamento:

Profecias sobre a primeira vinda do Messias:

1) Nasceria de uma virgem. (Is. 7:14 – Mt. 1:23).

2) Nasceria em Beit Lechem (Belém). (Mq. 5:2 – Mt. 2:6).

3) Que haveria um precursor. (Is. 40:3 – Ml. 3:1 – Mt. 11: 10 – Mc. 1:2-4).

4) Que o Messias entraria triunfalmente em Jerusalém. (Zc. 9:9 – Mt. 21: 1 - 5 – Jo. 12:14, 15).

5) Que suas roupas seriam sorteadas. (Sl. 22: 18 – Jo. 19: 23, 24).

6) Davi predisse que ele ressuscitaria. (Sl. 16: 8-11, At. 2:25 – 32, 13: 35 – 37).

7) O livro de Hebreus afirma que Melquisedeque tipifica o Mashiach, o nosso eterno Sumo-Sacerdote . (Gn. 14:18-20, Sl. 110:4 – capítulo sete de Hebreus).

8) A pedra rejeitada pelos edificadores (os israelitas) se tornaria em pedra angular e de esquina. (Sl. 118:22, 23 – Mt. 21:42-44, Mc. 12:10-12, Lc. 20:17-19, At 4:10-11, I Pd. 2:7,8).

9) A pedra de tropeço. (Is .8:14, Rm. 9:32, 33, I Pd. 2:7,8).

10) O Messias é Deus (Elohim). (Is. 9:7, Jo. 1:18).

11) A salvação à disposição dos gentios. (Is. 11:10 – Rm. 15:12).

12) O Messias como luz dos gentios. (Is. 49:6 – At. 13:46, 47).

13) Israel não crê no Messias. (Is. 53:1 – Jo. 12:38 – Rm. 10:16).

14) O Messias é rejeitado pelo seu próprio povo. (Is. 53:3 – Jo. 1:11).


Profecias sobre a segunda vinda do Messias.

1) O Messias virá para reinar sobre todos os reinos, pois Ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores. (Dn 7:13,14; Mt 24:30; I Tm 6:14,15; Ap 1:7,13; 11:15; 14:14; 17:14).

2) O Messias Salvador voltará a Sião. ( Is 52:8-10) O verso 10 (dez) diz: “... e todos os confins da Terra verão (et Yeshuat Eloheinu) a Salvação do Nosso D'us.” Em outras palavras, o Yeshua do Nosso D'us.

3) Ele descerá sobre o Monte das Oliveiras. (Zc 14:3,4,9).

4) O próprio Adon Yeshua profetizou sua volta muitas vezes. (Mt 16:27; Mt 24:30; Mt 25:31,32), etc.

5) Dois anjos após a ressurreição e ascenção de Yeshua profetizaram a sua volta. (At 1:8-11).

6) Os discípulos deixaram registradas muitas mensagens sobre a volta do Senhor. (I Tss 4:15-17, 5:23;II Tss 2:1,2; II Tm 4:1 Ap 19:11-16), etc.

7) E a mensagem deixada por Yeshua no último capítulo e penúltimo versículo do livro do Apocalipse, o último do cânon da Brit ha Chadashá é: “certamente cedo venho”.


CAPÍTULO VII

O FUTURO DOS REDIMIDOS DENTRE JUDEUS E GENTIOS, DAS NAÇÔES E DE ISRAEL APÓS O ARREBATAMENTO DOS REDIMIDOS.


Os redimidos dentre judeus e gentios que fazem parte do corpo da Kehilá do Senhor, serão arrebatados para o céu ao encontro com o Senhor nos ares. Os mortos no Mashiach ressuscitarão com um corpo incorruptível e os vivos serão transformados. (I Tess. 4:14-17). Para estes, a vitória sobre a morte será antecipada.

2) Jerusalém como Sinal dos Tempos:

Yeshua disse: “... e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem”. (Lucas 21:24).

Em 1967, na Guerra dos Seis Dias, Israel “descansou no sétimo dia”, após ter derrotado seus quatorze países inimigos. E por fim, conquistou o direito de possuir Jerusalém, a qual deixou de ser “pisada”, dominada pelos gentios. Cumprindo assim parcial e temporariamente a profecia de Jesus com relação aos tempos dos gentios pisarem (dominarem) Jerusalém.

A Guerra dos Seis Dias e a tomada de Jerusalém pelos judeus, na verdade apresentam tanto para judeus, como para a Kehilá do Senhor um grande sinal do fim dos dias.
Agora Jerusalém está sendo pisada (dominada) parcialmente pelos judeus. Todavia, D'us permitirá, que os gentios pela última vez pisem (dominem) Jerusalém. Isso se dará quando os exércitos do anti-mashiach (da besta) invadirem Israel e a cidade amada.(Ap. 11:2) e, somente quando o Mashiach Yeshua voltar em glória, para assumir seu reino no trono de Davi, seu pai, em Jerusalém e sobre toda a Terra é que os tempos dos gentios se completarão. (Ap. 19: 11-21).

E a profecia de Yeshua em Lucas 21:24 se cumprirá completa e definitivamente, pois não somente Jerusalém deixará de ser pisada (dominada) pelos gentios para sempre, como também a plenitude dos gentios será alcançada, no que se refere à salvação pela fé no Mashiach, o Messias de Israel. (Rm. 11:25-27).

Quando Israel liderado por Josué, entrou na terra prometida, teve que conquistar Jericó, a primeira cidade dentro dos limites da terra prometida, altamente fortificada com duas muralhas paralelas, sendo que “a muralha interna media três metros e meio de espessura e a muralha externa media dois metros de largura e oito a dez metros de altura, com sólidos alicerces”. (Werner Keller, “E a Bíblia tinha razão” – Pág. 140/141).

No livro de Josué, D'us ordenou aos filhos de Israel, que cercassem a cidade uma vez por dia, num total de seis dias. E no sétimo dia, que rodeassem a cidade sete vezes e que os sete sacerdotes tocassem os chifres de carneiro (shopharot). (Js. 6:2-6).
E que todo o povo de Israel gritasse ao ouvir o toque do shophar. Aí então as muralhas de Jericó caíram. (Js. 6:16, 20).

Foi realmente um milagre de D'us a conquista de Jericó. Essa conquista aponta para a destruição do império do mau nos últimos dias. (Ap. 6: 12-16, 8: 1-2,6, 11:15).

A conquista de Jericó é profética para nossos dias também. Ela fala da vitória dos israelitas depois de seis dias de batalhas, do dia 05 à 10/06/67, na chamada “Guerra dos Seis Dias”.

Esse maravilhoso sinal aponta para a breve volta do Messias.
Primeiro para arrebatar a Kehilá e depois para assumir seu reinado. A vitória de Israel após seis dias de batalhas travadas contra nações maiores em vários aspectos, aponta também para sua vitória final, quando o Cordeiro de D'us, Yeshua ha Mashiach retirar o sexto selo do livro mencionado por João o apóstolo, quando os israelitas remanescentes serão selados com o Espírito de D'us.

Quando um selo é aberto, cremos falar do início de cada ano da semana de anos que falta se cumprir, referente a profecia de Daniel 9:24-27, as setenta semanas de anos, dos quais já se cumpriram 483 anos, faltando apenas sete anos. Isso é maravilhoso, pois será exatamente no sexto ano dessa semana de anos, que os israelitas serão selados.

A Guerra dos Seis Dias aponta para esse acontecimento em maior escala, pois o sétimo ano é sabático, e é exatamente isso que D'us pretende nos falar. Porque os próprios homens sobre a Terra reconhecerão isso após o Cordeiro retirar o sexto selo conforme Ap. 6:12-17, convém grifar o versículo 17. Logo após, os israelitas são selados. (Ap. 7:4-8).

Em outras palavras, o último ano desses sete que faltam para se cumprir, é exatamente “O Grande Dia do Senhor”, o dia da sua vingança e irá contra todos que não o amam nem lhe obedecem, por isso mesmo é que os israelitas serão salvos no sexto ano (dia), para que a ira de D'us seja desviada deles no sétimo ano (dia). O início desses sete anos se dará logo que a Kehilá for arrebatada da terra, para encontrar-se com o Adon Yeshua nos ares. Esses sete anos restantes dizem respeito aos tempos dos judeus e da cidade de Jerusalém, conforme o próprio anjo Gabriel falou para Daniel no capítulo 9:21, 22, 24.

O espaço aqui não nos permite maiores detalhes sobre essas setenta semanas de anos, que é igual a um período de 490 anos, dos quais, como já falamos se cumpriram 483. O porquê desse espaço de tempo entre os 483 e os 7 últimos anos, diz respeito ao tempo da Kehilá ou congregação dos gentios e judeus redimidos até ao arrebatamento dos mesmos. Maiores informações sobre essa profecia das setenta semanas de anos, o leitor poderá encontrar no livro “A Profecia de Daniel”, por Dr. Leon J. Wood (pág. 74/81), I. B. R. – S.Paulo – SP. – 1978.

3) Um Período Transitório:

Cremos que passamos por um período transitório até que a Kehilá seja arrebatada. E assim D'us volte a tratar com os israelitas outra vez, conforme o profeta Ezequiel falou:

“Então profetizei como se me deu ordem...” “e ele me disse: profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize ao espírito: assim diz o senhor Jeová: vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam. E profetizei como ele me deu ordem; então o espírito entrou neles e viveram e se pôs em pé um exército grande em extremo...” “E porei em vós o meu espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra e sabereis que eu, o Senhor, disse isto, e o fiz, diz o Senhor”. (Ez. 37:7, 9, 10, 14). Quando D'us ordenou a Ezequiel que profetizasse: “Vem dos quatro ventos, ó espírito...” era porque ele sabia que o Espírito de D'us seria derramado sobre os discípulos em Jerusalém, no início do 1º século da era comum. Atos 2:1-4 E que seria enviado para os quatro ventos. Para que quando os tempos dos gentios terminassem, o Espírito de D'us viesse dos quatro ventos para Israel outra vez e selar os 144 mil judeus conforme Apocalipse 7:4-8, 14:1-5, comparado com Joel 2:28-32 e Ap. 6:12-13.

4) Os 144 mil Judeus Selados:

São israelitas remanescentes, que reconhecerão Yeshua como o verdadeiro Messias e o servirão. Acreditamos que esse número seja apenas simbólico, apontando para as doze tribos de Israel, podendo ainda ser bem maior que 144 mil. (Ap. 7: 4-8).

A respeito desses 144 mil judeus existe uma palavra profética, sem dúvida alguma, senão a maior, uma das maiores já proferidas sobre o povo Judeu. Trata-se de uma companhia de redimidos dos últimos dias, antes da volta gloriosa do Messias para reinar sobre o trono de Davi, seu pai, e implantar o reino de D'us sobre todo o planeta e restaurar todas as coisas. Diz o Dr. Joseph A. Seiss em seu livro “Lectures on the Apocalypse” (Preleções sobre o Apocalipse):

“No idioma hebraico cada nome próprio tem seu significado. E o sentido de cada um, dessa relação aqui, não é difícil de ser descoberto:

1) Judá significa confissão ou louvor a D'us;

2) Rubens quer dizer vendo o filho;

3) Gade, uma companhia;

4) Aser, bendito;

5) Naftali, lutador ou lutando contra;

6) Manassés, esquecimento;

7) Simeão, ouvindo e obedecendo;

8) Levi, união ou apego;

9) Issacar, recompensa;

10) Zebulom, lar ou moradia;

11) José, adição;

12) Benjamim, filho da mão direita, filho da idade avançada.

Ora, ponham-se todos esses nomes em ordem, e teremos a seguinte descrição:
Confessores ou adoradores de D'us, olhando para o filho, uma companhia de benditos, lutando contra o esquecimento, ouvindo e obedecendo a palavra, apegados à recompensa de um abrigo ou lar, uma adição, filhos da mão direita de D'us, gerados no fim dos dias.

Isso certamente se reveste de notável importância, e não pode ser reputado por nós como mero acidente, principalmente porque a ordem dos nomes e mesmo alguns dos próprios nomes são diferentes das listas das tribos apresentadas em outros trechos da Bíblia. Isso explica a omissão dos nomes de Dã e Efraim, no lugar dos quais são postos os nomes de Levi e José.

Os nomes substituídos não servem para descrever esses cento e quarenta e quatro mil.
Dã significa juízo, ou então, exercício de prerrogativa judiciária; mas esses cento e quarenta e quatro mil não são e nem se tornarão juízes.

Efraim significa aumento, crescimento por multiplicação; mas esses cento e quarenta e quatro mil formam um grupo cujo número é fixo e ninguém pertencente à sua classe aparecerá antes, nem outros do mesmo grupo aparecerão depois deles”.
Extraído do livro “O Futuro Glorioso do Planeta Terra”
Arthur E. Bloomfield – E. B. – Venda Nova – MG. Brasil.



CAPITULO VIII

OS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS DA HISTÓRIA DA CRIAÇÃO

Neste capítulo discorreremos muito sucintamente sobre os últimos acontecimentos que envolvem toda a criação Divina:

Ainda serão estabelecidos outros julgamentos diante do trono de D'us, nesse grande cenário judiciário.

Após o reinado do Messias sobre a terra, que será num período aproximado de mil anos. Satanás e seus anjos caídos serão soltos do poço do abismo, prisão de anjos, cujo nome em grego é ABYSSÓS (ABUSSÓS), que significa sem fundo, muito profundo. (Ap. 20:1-3).

E acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, E sairá a enganar as nações... Para as ajuntar em batalha (contra a cidade amada, Jerusalém); mas desceu fogo do céu e os devorou.... E o Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre,... (que é a segunda morte). (Ap 20:7-10, 21:8).

E logo depois haverá o último julgamento diante do grande trono branco de D'us. Que será para o restante da raça humana, que ressuscitará e será julgada segundo suas obras ou ações, excetuando-se é claro, os Redimidos no sangue de Yeshua ha Mashiach, Jesus, os quais estarão presentes sim, mas para assessorar o nosso Rei e Juiz nesse momento de alta importância da história de toda a criação Divina. (Ap. 20:11-15).

E por fim, serão criados novos céus e nova terra, onde habitará a justiça. (II Pd 3:13). Onde também habitarão somente aqueles que foram comprados pelo precioso sangue do Cordeiro, o nosso Redentor. (Capítulo 21 e 22 do livro de Apocalipse, Is. 66.22-23).

Onde estará também a CIDADE PALACIANA ou a capital do universo que só será habitada pela corte real, o Rei dos reis e os seus assessores que também têm tríplice ministério: profético, sacerdotal e real. (I Pd 2:9, Ap. 19:10).

E fora da cidade, isto é numa dimensão física, porém totalmente redimida, a raça humana reconstituída. As pessoas pertencentes a esse grupo, serão os súditos do Rei Yeshua e dos redimidos glorificados. (I Pd. 2.9).

E essas nações levarão à Santa Cidade, toda a honra e toda glória. (Ap. 21:2-3, 24, 26; Ap. 22:2, 5; Is 66:22-23).

Os seres humanos que rejeitarem a salvação em Yeshua estarão na “lixeira de D'us”, a saber o lago que arde com fogo e enxofre eternamente, onde estarão também Satanás e todos o seus anjos caídos, para o tormento eterno. Ali é o lugar onde serão queimados continuamente todos que preferiram a sujeira do pecado. (Is. 66:24 Mt.13:40-42; 25:41; Ap. 20:10; 21:8; 22:15).

E a lixeira de D'us permanecerá visivelmente e bem patente a toda criação, quer de anjos ou de homens, como testemunho, da justiça de D'us e como advertência, para que nem anjos e nem homens nunca mais se rebelem contra o Criador. (Is. 66:24).


CONCLUSÃO:

Os três elementos (cordeiro, pães asmos e os cinco cálices com vinho) da celebração do Pêssach, falam da redenção ou pagamento, ou ainda, resgate; e da libertação ou salvação que há em Yeshua, o Salvador Ungido de D'us para todo aquele que nele crê. E apontam para a crucificação do Filho Unigênito de D'us.

Duas coisas que fazem muito sentido:

- A cruz ou estaca, onde Yeshua foi sacrificado tem seis faces: frente, costas, lado direito, lado esquerdo, altura e profundidade;

- E a Magen David tem seis pontas;

Em outras palavras, elas apontam para o formato de “um cubo do tamanho do infinito”.

E faz lembrar das medidas da Nova Jerusalém, cidade dos redimidos na Glória (Ap. 21:16) e também do Santíssimo Lugar, o mais sagrado ambiente ou recinto do Tabernáculo, e posteriormente, também do Templo de Salomão, onde a glória de D'us descia. (Ex. 40:34; II Cron. 7:2).

Esse lugar era no formato de um cubo. Isso demonstra que o amor de D'us pela sua criação abrange todo o universo.

Ver na figura abaixo o Santo e o Santíssimo Lugar do Tabernáculo.


O Rabino Shaul, Paulo disse: “E assim habite o Mashiach nos vossos corações, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor do Mashiach, que excede todo entendimento, para que sejas tomados de toda a plenitude de D'us.” (Ef. 3:17-19). “Porque D'us amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna”. (Jo. 3:16). Esse amor que abrange a tudo, até o infinito, também abrange a nós; e nos atinge de tal forma, que transforma o mais vil pecador. Desde que este se renda aos “pés” de Yeshua; E com um coração arrependido, deseje ser resgatado e salvo.

Portanto, descrevemos com toda nossa simplicidade sobre a grande profecia da Redenção em Yeshua ha Mashiach, o Cordeiro de D'us que tira o pecado do mundo, na celebração do Sêder de Pêssach.

E você, que leu essa mensagem, já foi atingido também por esse amor?
Sinceramente, a nossa oração a D'us, é para que Ele faça com que o Seu imensurável amor possa lhe atingir também, como atingiu a nós. Que D'us lhe abençoe.

Fim.

Autor:

פולוס וואלי ✡


Para quem desejar saber mais sobre o Sêder de Pêssach, favor acessar aqui.


Nota sobre minha assinatura:

"Origem judaica dos sobrenomes Valle, Vale.

פולוס - Polos / Paul / Paulo

וואלי - Valley / Valle / Vale

Porque o meu sobrenome Vale deveria ser com duas letras "L", mas por um erro do Cartório só tem uma.

Portanto, abaixo faço referência a um Rabino de renome com esse sobrenome Valle (וואלי):



Postar um comentário